Mais uma chance...
7 Carmem começa a planejar
Notas iniciais
– Denise... vou repetir a pergunta... tem algo que você tem esperança de que vai acontecer, sendo armação sua ou não?
– Eu... é que... é óbvio que não, né, gente?
– Por que seria "óbvio" que não?
– Vocês acham que eu, Denise, absoluta e dinâmica, consegue esconder algum segredo?
– É... você tem razão.
– Claro, né, amore? Se não fosse Denise, o que seria do bairro do Limão?
– É bairro do Limoeiro, Denise!
– Dá na mesma! Limão, Limoeiro... Porque eu não estou falando apenas do bairro.
– Não? E de que mais?
– Do Bairro, da Cidade e até mesmo da Rua da casa da vizinha do primo do tio da mãe do pai do meu amigo.
– Er... entendi tudo. Vamos, Cebola.
– É... vamos.
– Tchaus.
– "Tchaus"? — Mônica e Cebola interrogam juntos.
– É. Vocês não aprenderam plural e singular, não?
– Denise, não existe "tchaus". É apenas "tchau".
– Afe! Eita povo que só reclama. Recalque: a gente vê por aqui.
– Vou embora que ganho mais.
– Mô! Espera!
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DING DONG
– Pois não?
– Poderia falar com a Carmem.
– Claro! Entre que eu chamo ela.
– Não precisa. Já estou aqui.
– Tá. Qualquer coisa, estou na cozinha, dona Carmem.
– Ok.
– Então, Carmem... você já está pronta?
– Sim, estou. Pode falar o seu plano.
– Magali e Cascão estão super amigos. Tem certeza de que quer isso?
– Tenho. Acho que um não foi feito para o outro.
– E a última coisa é que...
– Chega de blábláblá! Eu quero executar o plano e ponto final.
– Ok. O primeiro passo é maltratar a Cascuda.
– Você vai fazer isso, né?
– Não. Ela mesma vai acabar se maltratando.
– Como?
– Você vai ver...
– Olha, estou te pagando pra criar e executar um plano, mas não pra me deixar curiosa.
– Tá bom, eu digo. Ela vai tirar satisfação com você e tu dirá algo que a deixará magoada, e fazer com que a mente dela ache que ela mesma se maltratou.
– Ah, tá. Mas vai tirar satisfação comigo de quê?
– Isso você não pode saber. Porque é nessa parte que eu entro em ação...
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