Mais Que Um Segredo...
18 Capítulo 18 - "Muito longe de ser perfeito..."
Frannie sabia o quanto era difícil para Quinn falar sobre sentimentos e imaginava o quanto era mais difícil ainda assumi-los agora que ela sabia de tudo. Mas ela estava ali para ajudá-la, para ser todo o apoio que ela precisasse. Desde sempre e para sempre...
F: Quinnie... Não me diga que você pretende esconder da Rachel que não é mais virgem. [disse em tom preocupado]
Q: Do jeito que você fala parece que estou fazendo algo muito ruim!
F: E não é?
Q: Frannie... O que você quer que eu faça? [perguntou agoniada]
F: Converse com ela!
Q: Não dá!
F: Como “não dá”?
Q: Eu perdi a chance de dizer. Agora ela acredita que somos as duas virgens. Com certeza, na cabeça dela, nossa primeira vez vai ser muito especial por causa disso...
Quinn se levantou agoniada e Frannie nada disse. Apenas esperou que a irmã se sentisse livre para extravasar o que quisesse. Lágrimas surgiram nos olhos verdes, mas mesmo assim ela esperou...
Q: Não é fácil pra mim! Não é fácil lidar com esse sentimento... [respirava fundo, tentando não chorar de verdade] Não é fácil agora falar com você sobre isso, mesmo sabendo que tenho seu apoio. Ainda me sinto como se estivesse fazendo algo errado...
F: Você não pode pensar assim!
Q: Eu tento, mas não consigo... Ainda não consigo me livrar desse medo... Medo de que descubram, medo que o papai descubra e me odeie... Mas, ao mesmo tempo, eu quero ficar com ela o tempo todo. Eu quero levar flores, quero ouvi-la falar sem parar... Quero ouvi-la me oferecendo comida...
F: Quinnie... Você está apaixonada e é normal sentir medo.
Q: Eu senti medo por muito tempo! Eu não quero mais sentir medo. Desde que eu a vi pela primeira vez eu tenho sentido esse medo constante de que as pessoas sejam capazes de ler a minha mente. Medo de que consigam ler meus pensamentos e descubram as coisas que me imaginei fazendo com ela... [fechou os olhos constrangida]
F: Meu amor... [aproximou-se, fazendo-a abrir os olhos] Se você não está pronta, converse com ela. Diga exatamente como se sente. Eu tenho certeza de que ela vai entender.
Q: O problema é que eu quero... Estar perto dela me faz querer ficar ainda mais perto. Ela me disse coisas. Disse como se sente... Eu não disse exatamente como me sinto porque eu não tenho coragem de explicar exatamente como me sinto. Porque eu já abri meu coração e me sinto exposta demais por isso. Se eu disser... [respirou fundo] Se eu disser que todo o meu desejo sexual sempre esteve atrelado a ela, mesmo quando ela pensava que eu a odiava, mesmo quando eu me odiava por me sentir assim... [lacrimejou mais] Eu tenho medo de que a dimensão disso a assuste. Eu preciso fazer tudo direito! Eu preciso compensar o fato de manter tudo em segredo. Eu preciso ser perfeita para ela...
F: E não ser virgem torna você imperfeita?
Q: Não ser o que ela pensa me torna imperfeita...
F: Quinnie... [puxou-a para sentar] Vamos conversar mais. Converse comigo, vamos analisar tudo e você vai entender como é importante ser sincera com ela.
Q: Eu não quero conversar agora. Eu não quero conversar sobre isso. Não tem o que conversar. Eu não preciso contar e tudo vai continuar como está. Estamos caminhando para avançar ainda mais na relação e eu não vou fazê-la se decepcionar comigo.
F: Você quer se decepcionar de novo?
Q: É diferente!
F: É diferente porque é com alguém que você realmente deseja. Mas não deixa de correr o risco de ser precipitado.
Q: Eu não quero falar sobre isso! [levantou-se para sair]
F: Se você tivesse conversado comigo antes, não tinha precisado chorar no meu colo por uma noite inteira.
Q: Eu não quero falar sobre isso! Eu já disse!
[FLASHBACK ON]
Todo o time de futebol estava reunido numa grande festa na casa de Santana Lopez. As Cheerios solteiras estavam reunidas tentando escolher seus novos partidos. O barulho era ensurdecedor e a bagunça já estava exagerada. Quinn ouvia Brittany explicar como tinha sido sua noite anterior com Santana. A latina não sabia, mas a namorada, ou o que quer que Britt fosse, não tinha segredos com a capitã da Cheerios e contava tudo a ela, desde os gestos mais inocentes, até os mais picantes. Quinn ouvia tudo e sentia um calor lhe dominar quando os detalhes mais íntimos eram relatados. Ela não entendia como a descrição de uma noite de prazer entre duas pessoas do mesmo sexo não a incomodava. Pelo contrário, deixava-a bem curiosa... Naquela noite, Noah Puckerman não estava bebendo. Havia dois meses que Quinn tinha terminado o namoro com Finn e, desde então, passou a ficar com o rapaz de moicano. Ele estava feliz e sabia que ela detestava bebida alcoólica. Para não chateá-la, ele abriu mão daquele prazer proibido sem pensar duas vezes.
Quinn e Brittany estavam sentadas na varanda, onde o barulho era menor. Puck e Finn sentaram por ali, só um pouco afastados. Foi impossível não ouvir que o assunto entre eles era Rachel Berry. Imediatamente sua atenção mudou o percurso e nada mais do que Britt falava era registrado. Os ouvidos de Quinn pertenciam àquela nova conversa... Finn dizia ao amigo que agora que ele e Quinn estavam juntos e a “guerra” entre elas parecia ter acabado, ele estava querendo dar uma chance de verdade à morena, pois sentia que ela realmente gostava dele como ele precisava e que aquele sentimento era o passe-livre que ele teria para fazer sexo com ela. Quinn sentiu seu estômago embrulhar. Sua mente passou a produzir a imagem de Finn beijando Rachel, despindo Rachel, transando com Rachel... Ela odiou aqueles pensamentos. Então, uma coisa estranha aconteceu: Quinn Fabray passou a beber... Começou pela garrafa de cerveja que Brittany tinha em mãos, até pegar outra, mais uma, mais várias...
A loira sentiu uma mão retirar a garrafa da mão dela. Ela já não sabia quantas havia bebido:
Q: Hey! [reclamou]
P: Você não bebe! O que está acontecendo?
Q: Não enche, Puck! Isso é uma festa!
P: Eu vou levar você pra casa! [segurou em seu braço]
Q: Me larga! Você não é meu namorado! [soltou-se]
P: Porque você não quer! [rebateu] Estou com você! Estou esperando você me dizer sim!
Q: Eu não vou dizer!
P: Vou esperar mesmo assim...
Quinn relutou bastante, mas Puck foi insistente. Não demorou muito e ele a colocou no carro. Ele sabia que deveria levá-la para casa. Ela não estava acostumada a beber. Não entendia por que ela tinha feito, mas não queria irritá-la tentando entender. Quinn era um mistério que ele sabia que não podia pressionar para ser descoberto...
Q: Eu não posso ir pra casa...
P: Não?
Q: Se meu pai sonhar que bebi vai me fazer ir à igreja de domingo a domingo... [disse fria] Preciso esperar um pouco antes de ir...
Puck fechava a porta da sala enquanto Quinn foi direto ao sofá e se deitou. As coisas pareciam rodar um pouco. Talvez se ela fechasse os olhos aquela sensação de enjoo fosse embora... Sentiu a aproximação do rapaz, abriu os olhos e sentou. Um copo d’água lhe foi servido:
P: Vai fazer você se sentir melhor... [sorriu suavemente]
Quinn o fitou com uma expressão que ele não soube decifrar. Era um olhar duro, mas ao mesmo tempo inseguro...
Q: Você gosta de mim?
P: Eu já disse que sim!
Q: Mas por que você gosta de mim?
P: Que espécie de pergunta é essa, Quinn?
Q: Eu não sou legal com você. Na verdade, eu não sou legal com ninguém. Por que alguém gostaria de mim se eu sou essa “Rainha do Gelo” como dizem pelos corredores? O que há de bom em mim para alguém gostar?
Puck pegou o copo e colocou na mesinha de centro. Sentou-se ao lado dela e a olhou com bastante calma:
P: Você é linda! Pra começar, você é linda! [sorriu suavemente] Eu não posso falar pelas outras pessoas, mas eu posso falar por mim. Eu sei que você se protege do mundo. Eu sei que essa sua postura dura é só uma forma de impedir que as pessoas se aproximem demais de você. Você tem medo de se apegar, medo de baixar a guarda e de ser magoada. Eu não me importo com a forma dura com a qual você fala comigo às vezes. Eu esperei muito tempo para estar com você. Mesmo que eu não seja seu namorado, mesmo que você não me considere assim, eu sou o cara com quem você está ficando. Beijar você era um sonho e agora é realidade.
Ela ouvia Noah falar. Sim... Era Noah. O cara com quem ela vinha ficando. Eles iam ao cinema, ele a levava para jantar. Ele acenava para ela durante os jogos. Ele tinha trocado socos com Finn por causa dela, mesmo que agora os amigos estivessem se entendendo bem... Era Noah ali, mas ela só conseguia pensar numa cena semelhante onde Finn e Rachel estivessem dividindo um sofá. Onde estivessem dividindo o silêncio de uma casa onde nenhum adulto estivesse presente, como era o caso... Noah Puckerman estava ali abrindo o coração e Rachel Berry estava em sua mente... Levantou-se bruscamente sem nada dizer:
P: Está tudo bem?
Q: Eu preciso escovar os dentes, tirar esse hálito de bebida e ir pra casa. Só isso...
Compreensivo, Puck a guiou até o banheiro de seu quarto. Deu-lhe uma escova de dentes nova e a deixou à vontade. Ela passou mais tempo se olhando no espelho do que realmente pretendia. Perguntou-se mentalmente o que havia de errado com ela. O cara mais cobiçado da escola estava ali, à disposição dela, depois de ter esperado, depois de brigar com o melhor amigo... E mesmo assim ela não se sentia empolgada. Enquanto ele se declarava, ela pensava em outra pessoa. Ela pensava em uma garota...
Ele estava sentado na cama quando ela saiu do banheiro. Outro copo d’água a esperava junto a uma aspirina.
Q: Eu não estou com dor de cabeça... [sentou-se ao lado dele, pegando apenas o copo]
P: Mas você vai sentir. Acredite em mim... [estendeu o comprimido]
Q: Quando eu sentir eu tomo... [negou]
Ele assentiu suavemente e colocou o remédio de lado. Quinn acabou com a água do copo em poucos segundos...
P: Quando você quiser ir é só dizer...
Q: Daqui a pouco...
Ela não sabia dizer se aquela atitude tinha sido certa, mas ela estava se beijando com Puck alguns minutos depois. Não era uma cena incomum, já que desde que começaram a ficar, o quarto do rapaz era o lugar que eles mais frequentavam. Ela não estava bêbada a ponto de não saber o que estava fazendo. Muito pelo contrário, ela tinha plena noção da língua de Noah caçando a dela, assim como ela tinha plena noção da imagem de Rachel Berry em sua cabeça. Já não era Rachel e Finn. Já não era uma cena entre os dois. Era a morena de saia curta, com as pernas torneadas, caminhando sozinha pelos corredores da escola com um sorriso imenso...
Q: Me faça esquecer! [pediu agoniada]
P: O que disse? [perguntou confusa]
Quinn o olhou firme. Ela era capaz de enxergar sentimentos profundos dele por ela...
Q: Me faça esquecer! [pediu novamente]
P: Esquecer o quê?
Q: Tudo! Me faça esquecer tudo...
Não foram bem as palavras que fizeram Puck entender o que ela queria dizer. O olhar de Quinn falava mais sobre ela do que qualquer coisa. Ele sabia que ela era virgem então não iria com muita sede ao pote. Ele não poderia assustá-la, muito menos perder a noção de limites. Se percebesse que estava indo além do que ela permitia, ele iria parar imediatamente.
Para ele, era um sonho: a garota por quem ele era apaixonado estava ali, diante dele, esperando... Ele seria o primeiro homem da vida de Quinn Fabray. Mal sabia ele que seria o único... Certificou-se de que ela estava bem, de que não estava tendo suas vontades confundidas pela bebida. Não... Não estava. Quinn estava bem consciente do que fazia. E ela era linda! Ele já a havia visto com top esportivo, mas nua ela era ainda mais perfeita.
Ela tremia... Sentia os beijos de Puck percorrerem seu corpo. Ele estava sendo carinhoso e aquilo a estava deixando um pouco menos nervosa. Mas seu nível de nervosismo ainda era muito elevado. Havia algo especial nele. Algo que ela nunca havia percebido em Finn. Em Noah ela enxergava segurança. Era como se ela pudesse confiar nele de olhos fechados. E ela estava fazendo isso... Ele estava sendo cuidadoso e dizendo palavras bonitas. Nada em suas atitudes faziam lembrar sua fama de garanhão. Por um momento, ela esqueceu qualquer coisa fora dali...
Ela sentiu a dor da primeira vez, mas preferiu não dizer. Ela sentia o incômodo... Mas ao invés de reclamar, ela se deixou levar. Puck se movimentava devagar, perguntando o tempo todo se ela estava bem. Ela assentia com a cabeça e se deixava beijar. Ele estava fazendo tudo para ser perfeito: usava camisinha, penetrava-a com cuidado, dava todo o carinho que era capaz, mas estava muito longe de ser perfeito. Não... Ele não era o problema. Ele simplesmente não era a solução...
Ele passou a beijar os seios dela e foi ali, naquele momento que, por algum motivo, tudo desandou. Ele ouviu um fungado e ergueu a cabeça para olhá-la. Assustou-se com as lágrimas que se faziam presentes nos olhos verdes.
P: Quinn? Eu te machuquei? [perguntou assustado]
Q: Não! Eu... [virou o rosto] Eu não...
Puck se moveu e se afastou um pouco, pensando que era o certo a fazer. Segurou em seu rosto e tentou fazer com que ela o encarasse:
P: Me diga o que está havendo. Por favor! [pediu preocupado]
Q: Me leva pra casa!
Não foi um pedido qualquer. Quinn, simplesmente, caiu em prantos. Foi como se, de repente, ela tivesse se dado conta de que havia feito uma grande besteira. Muito de repente...
P: Claro! [respondeu um pouco atordoado] Só me diz o que houve. Estava tudo indo tão bem!
Puck estava confuso. Ela parecia estar gostando e, sem mais nem menos, estava aos prantos. Não era um simples choro, mas um choro doloroso...
Q: Nada... [movia-se para se vestir] Só me leva pra casa!
Ela se vestia sem olhar para ele. Ele fez o mesmo. Percebeu que ela não conseguia encará-lo e se aproximou. Não disse nada. Apenas a abraçou. A reação dela foi imediata: agarrou-se a ele com força, chorando ainda mais. Ele alisava as costas dela, tentando acalmá-la, enquanto dava beijos delicados em sua têmpora.
P: Está tudo bem! [murmurava] Está tudo bem...
Q: Foi um erro... [disse entre soluços] Um erro...
Puck a levava para casa, mas Quinn pediu que desviasse o caminho. Achou que o melhor lugar para ir seria o apartamento de Frannie. Ele atendeu ao pedido dela. Assim que o carro parou, ela parecia querer voar para fora do veículo, mas Puck a segurou:
P: Olha pra mim! [pediu suavemente]
Q: Esquece hoje, ok?! [pediu agoniada]
P: Me perdoe!
“Me perdoe?” Ela tinha mesmo ouvido certo?
Q: Perdoar o quê? [perguntou confusa]
P: Eu sou louco por você! Por isso, fiquei feliz ao perceber que você estava disposta a dormir comigo. Mas eu devia ter percebido que não era o que você queria de verdade. Que você estava confusa. Quando você me pediu para te fazer esquecer, eu devia ter insistido para que você conversasse comigo... Então me desculpe por não ter sido inteligente o bastante para entender que os sinais que você me mandou eram confusos demais para serem seguidos...
Quinn não sabia o que dizer. Mas ela sabia o que fazer. Avançou para abraçar aquele rapaz que estava sendo melhor do que ela poderia esperar. Muito melhor do que ela poderia pedir que ele fosse:
Q: Eu queria que você fosse o certo... Eu queria que você não fosse um erro...
Ela lhe deu um beijo delicado no rosto e saiu do carro. Por sorte, ela estava com a chave do apartamento de Frannie. A irmã estava dormindo, então ela foi direto ao banheiro. Arrancou as roupas com força e se jogou embaixo do chuveiro. Lá, chorou mais do que pensou que seria capaz de chorar. Ela tentava lavar a alma e aquilo não tinha nada a ver com Puck. Porque o que ela queria limpar mesmo, eram os pensamentos insistentes em Rachel Berry...
Frannie acordou com o barulho e se deparou com a irmã caçula na cozinha, com os cabelos molhados e o olhar perdido na fruteira que descansava sobre a mesa.
F: O que houve, Quinnie?
O tom preocupado logo ganhou contornos maiores quando a loira mais nova correu para seus braços voltando ao pranto que ela não sabia já ser comum naquela noite. Quinn contou o que houve, mas omitiu toda a parte que tinha alguma ligação com os pensamentos que ela queria evitar...
Naquele fim de semana Puck ligou para Quinn várias vezes, mas a loira não atendeu a nenhuma das ligações. Na segunda-feira, na escola, ela o puxou para um canto e o fez prometer nunca contar o que houve para ninguém. Ele prometeu. Dias depois ele entendeu que estava tudo acabado. Ele nunca ouviria o “sim” que esperou por tanto tempo...
[FLASHBACK OFF]
F: Você precisa saber se é mesmo a hora certa de dar esse passo com a Rachel. E só vai saber disso se conversar com ela. E, ao conversar com ela, não poderá mentir.
Q: Eu não estou mentindo. [protestou]
F: Mentindo ou omitindo. Não faz diferença. O que importa é que você está permitindo que ela acredite numa realidade que não é a verdadeira.
Q: Eu vou dar a ela o que ela quiser. Quer dizer... Menos a publicidade do nosso relacionamento. Mas todo o resto, tudo o que eu puder dar, eu darei... Eu percebi que não posso mais fazê-la esperar. Desde que nos beijamos pela primeira vez, foram incontáveis as vezes em que fui à casa dela e fiquei com ela no quarto. De lá pra cá, foi impossível não desenvolvermos uma evolução de intimidade. Descobrimos toques, sensações, desejos... É isso: a evolução natural do nosso relacionamento. E eu vou ter que deixar de lado meus medos, minhas angústias, meu passado. E dar a ela a perfeição que ela espera. Que ela merece... E logo! Eu quero que seja logo. Eu disse a ela que vou escolher a hora certa, mas quero que seja logo. Em breve! [disse firme]
F: Se você não tiver cuidado, se não estiver certa do que vai fazer, estará muito longe de ser perfeito, Quinnie!
A conversa foi interrompida pelo toque da campainha. Frannie se adiantou para abrir. A figura imponente de Russel Fabray ficou diante dos olhos delas.
Q: Papai? [surpreendeu-se]
Ele abraçou rapidamente a filha mais velha e logo se adiantou para a mais nova:
R: Minha princesinha! [abraçou-a com cuidado] Como está seu ombro?
Q: Be... bem... Eu pensei que vocês só voltassem na semana que vem!
R: Surpresa! [sorriu imensamente]
F: Cadê a mamãe?
R: Estava exausta e preferiu ir direto pra casa. Eu vim buscar minha princesinha! [sorriu carinhoso]
Russel Fabray podia ter qualquer defeito, mas ninguém podia negar que ele era um bom pai. Louco pelas filhas, dava a elas tudo o que quisessem. Mas, o mais importante, era que se esforçava para ser um pai presente e atencioso, mesmo com todas as viagens que tinha que fazer. Muito mais do que Judy demonstrava ser para as duas.
Naquela noite, Quinn voltou para a mansão Fabray. Ela não queria ir. Preferia ficar com Frannie, mas não queria magoar o pai. Ele estava tão animado em vê-la novamente que o mínimo que ela poderia fazer era dar-lhe atenção. Mas era impossível não se dar conta de que a conversa com a irmã havia ficado pela metade e que ela já não sabia se seria fácil continuar vendo Rachel. Talvez ela devesse adiar um pouco os planos. Talvez a perfeição ficasse para depois...
[CONTINUA...]
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