Magic Blood
29 Voltando Para o Normal
Notas iniciais
– Ainda não acredito que comprou essa coisa. – Kol disse enquanto pegávamos Rhaegar e as corujas no aeroporto de Londres.
– Não fale assim do meu bebê. – Eu disse emburrada acariciando o pescoço dele pelas grades de ferro.
– Pensei que eu fosse o seu bebê. – Ele fez biquinho colocando a mochila nas costas.
– Esta com ciúmes? – Eu ergui uma sobrancelha colocando as minhas malas no carrinho junto com as dele.
– Convencida. – Ele disse rindo e rolando os olhos empurrando o carrinho.
– É você que esta com ciúmes de um bichinho. – Eu ri o empurrando de lado.
– Eu não estou com ciúmes disso ai. – Ele riu apontando para gaiola de Rhaegar. – Eu sou muito mais bonito que essa coisa com escamas.
– AH! Não fale assim pode magoa-lo. – Eu disse pondo a mão na frente de sua gaiola. – Você é coisinha cheia de escamas mais bonitinha que eu já vi. – Eu disse para o dragão em sua forma mínima fazendo o meu amigo rolar os olhos.
– Achei que eu fosse à coisa mais bonitinha que você já viu. – Ele disse emburrado sorrindo de lado.
– E ainda diz que não esta com ciúmes. – Eu ri. – E eu nunca disse que você era a coisa mais bonitinha que eu já tinha visto.
– Não precisava dizer eu via isso em seus olhos. – Ele disse com seu sorriso de lado me perturbando.
– Convencido. – Eu rolei os olhos rindo enquanto o ajudava a colocar as nossas malas no taxi.
– De qualquer forma é melhor nos apressarmos, ainda temos uma hora pra chegarmos a Kings Cross. – Ele disse abrindo a porta pra mim depois que eu soltei Rhaegar pra sair voando por ai. – Eles não permitem monstros em Hogwarts, né? – Eu ergui a sobrancelha pra ele. – Sou um monstro sexy e maravilhoso o que esse torna a exceção da regra. – Ele disse de forma convencida entrando logo depois de mim.
– Vamos pra Kings Cross. – Eu disse para o taxista que ria da nossa cara educadamente. – Não vamos ter que repetir o segundo ano, vamos?
– Claro que não! – Ele negou com a cabeça. – Mandei uma carta pra Deus e ele concordou em nos colocar no quinto ano junto com os outros. – Às vezes chamávamos Dumbledore de Deus pela sua barba e sua serenidade.
– Ótimo! – Eu disse. – Só acho que podiam nos pular logo para o sétimo pra eu não ter que ver a cara da Barbie.
– Vai superar, só não tente vomitar em mim quando vir o Malfoy. – Ele bagunçou os meus cabelos. – Amigo se puder se apressar é que só temos uma hora pra pegarmos o trem pra Escócia.
– Posso pegar um atalho. – O motorista disse parando de aprestar atenção na nossa conversa.
– Não temos livros! – Eu finalmente me toquei.
– Como viveu esses dois anos sem mim? – Ele disse convencido. – Já encomendei nossos livros, vão chegar amanha de manha pelo correio.
– Eu me virei. – Eu dei os ombros beijando sua bochecha.
Ficamos mais meia hora conversando sobre nada até chegarmos à estação onde pegaríamos o trem para escola de magia e bruxaria. Peguei o carrinho mais próximo enquanto Kol pagava o motorista. Colocamos nossas malas no carrinho, e Kol o empurrou comigo sentada em cima das malas como sempre fazíamos. Ainda tínhamos meia hora até a partida do trem o que significava que ainda tínhamos tempo pra uma última garganta.
Eu pulei do carrinho e fui atrás da vitima. Uma loirinha meiga que atravessava a estação parecia ter a minha idade. Eu bati contra ela de propósito espalhando suas coisas pelo chão.
– Me desculpe. – Eu disse a ajudando a pegar as coisas. – Foi sem querer, me perdoe.
– Não tem problema. – Ela disse sorrindo com o rosto corado.
– Aqui esta suas coisas. – Eu disse entregando o que avia pegado para ela. – Pode me ajudar a achar o banheiro se não for incomodar, é claro.
– Não é incomodo nenhum! – Ela disse andando em uma direção.
Eu a segui e pude ver que Kol me vigiava casualmente com os olhos limpando o sangue de sua boca. Ela abriu a porta do banheiro me dando espaço para entrar. Assim que ela ia sair eu a puxei pela mão deixando a porta bater atrás dela e a imprensei contra a parede. Era obvio pelo seu sorrisinho bobo que ela era lésbica. Aproximei bem o meu rosto do seu a fazendo soltar um suspiro, mas invés de beija-la eu mordi de leve o seu pescoço, dava pra saber de longe que ela estava excitada, o que deixava o sangue muito mais doce. A mordi sugando o seu sangue, mas invés de gritos eu recebi suspiros, suguei boa parte de seu sangue.
– Esqueça tudo o que aconteceu. – Eu disse olhando em seus olhos. – Ponha um chalé bonito no pescoço e viva sua vida.
– Muito bom. – Ouvi Kol atrás de mim que deve ter ouvido tudo. – Mas o que foi isso?
– Ultimamente minhas presas soltam um tipo de veneno. – Dei os ombros. – Como se fosse droga e deixa as pessoas doidonas e quando eles ficam cheios de fogo o sangue fica mais doce, assim como se estivessem com medo. – Eu disse lambendo o sangue dos lábios.
– Vamos, só temos quinze minutos. – Ele saiu do banheiro depois de limpar com o dedo o sangue do canto dos meus lábios. – Pervertida.
– Ciumento. – Eu disse rindo.
Pulei nas suas costas rindo enquanto ele empurrava o carrinho me segurando pela coxa com uma mão. Assim que atravessamos pudemos ver vários adolescentes se despedindo de seus pais. Tentei ignorar isso, era estranho não ter ninguém pra se despedir. Meu pai, Elijah e Rebekah sempre viam se despedir de nós, mas infelizmente tínhamos uma família conturbada que só trazia problemas, então só poderíamos voltar depois de anos decidindo de última hora e ainda assim não teria ninguém pra nos trazer até a estação.
– Esse ano vai ser diferente. – Ele disse virando o rosto pra me encarar.
– Vai sim. – Eu concordei.
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