Notas iniciais
Espero que gostem e desculpem por demorar a postar é que ontem eu sai e comecei a escrever esse cap 12 e ele esta bem grande espero que gostem amores já vou responder os comentarios de vc

– Eu não acredito nisso! – Ela reclamou pela milésima vez ao caminho da aula de Defesa contra as artes das trevas. – Uma bolsa pra cada?! – Ela me olhou abismada enquanto eu evitava a olhar. – O pior foi o maldito bilhetinho que nos mandava racionar o sangue!

– Tente respirar um pouco lobinha. – Eu soltei uma risada abraçando seus ombros. – Ou vai acabar rasgando alguma garganta aleia. – Eu disse olhando ela de cima.

Ainda fingíamos que nada havia acontecido ontem e sinceramente eu não sabia o que pensar. Eu não sabia se me sentia aliviado por não fazer essa coisa esquisita de novo, se me sentia triste por fingirmos que não aconteceu ou se a agarrava na sala mais próxima. Fingir que nada tinha acontecido me deixava um pouco com raiva, mas eu podia entender perfeitamente o porquê fazíamos isso, porque se alguém descobrisse seria o caos na Terra e o nome desse caos seria Niklaus Mikaelson. É claro que o que fizemos foi errado, sou tio dela, mesmo que não nos vicemos dessa forma e não tenhamos sido apresentados ou crescidos dessa forma. É claro que eu também levei em conta que se o que rolou entre nós tivesse acontecido na época em que eu nasci nós provavelmente já estaríamos noivos já que era perfeitamente normal um tio se casar com uma sobrinha e que tecnicamente só teríamos uns dois anos de diferença, mas é claro que a possibilidade de Klaus bater com escudo na minha cara ainda existia.

O fato era que eu amava Elizabeth e sempre soube disso, mas agora eu não tinha certeza de que forma eu a amava, mas o sentimento assustador ainda existia já que eu nunca amei ou me importei com ninguém além de mim mesmo e digamos que depois que ela nos ligou não ajudou muito a me fazer esquecer o que eu sentia por ela e quando eu a revejo anos depois ela estar com um corpo estonteantemente perfeito também não ajudava em nada. Também era muito estranho ela estar mais alta o topo de sua cabeça o que me fazia o tempo inteiro sentir o seu cheiro de cereja.

– Eu ainda tenho um pouco de controle sobre mim mesma, obrigada por me lembrar. – Ela disse forçando um sorriso de má vontade e só me deu mais vontade de beijar seus lábios vermelhos porque ela ficava linda irritada.

– Só senta ai, princesa. – Eu ri a fazendo revirar os olhos.

– Bom dia. – Disse a professora com uma meiguice insuportável tendo poucas respostas. — Assim não vai dar, concordam? Eu gostaria que os senhores, por favor, respondessem: “Boa tarde, Profª Umbridge.” Mais uma vez, por favor. Boa tarde, classe! – Effy franziu a testa e virou o rosto pra mim confusa.

– Bom dia professora Umbridge. – A maioria respondeu de jeito monótono.

– Agora sim! — Disse a professora com meiguice. — Não foi muito difícil, foi? Guardem as varinhas e apanhem as penas.

Eu com certeza estava mais confuso que Effy que a olhava descrente, mas simplesmente enrolou os longos cabelos e os prendeu com a varinha formando um elegante coque que faziam pontas de seus cabelos caírem graciosamente deixando parte do branco pescoço amostra. Ouvi uma batida no quadro que me fez desviar a atenção da beleza carnal para o quadro negro que agora dizia:

Defesa Contra as Artes das Trevas

Um Retorno aos Princípios Básicos.

– Bom, o ensino que receberam desta disciplina foi um tanto interrompido e fragmentário, não é mesmo? — Afirmou a Profª Umbridge, virando-se para encarar a turma, com as mãos perfeita mente cruzadas diante do corpo. — A mudança constante de professores, muitos dos quais não parecem ter seguido nenhum currículo aprovado pelo Ministério, infelizmente teve como consequência os senhores estarem muito abaixo dos padrões que esperaríamos ver no ano dos N.O.M.s. Os senhores ficarão satisfeitos de saber, porém, que tais problemas agora serão corrigidos. Este ano iremos seguir um curso de magia defensiva, aprovado pelo Ministério e cuidadosamente estruturado em torno da teoria. Copiem o seguinte, por favor.

Ela bateu novamente no quadro com sua varinha anormalmente pequena e com seu sorriso horripilante e nele foram se formando palavras que nós seriamos obrigados a copiar, mas ninguém me obrigava a nada, então permaneci do jeito que estava assim como Effy continuou parada olhando para o botijão com cara de sapo franzindo a testa.

Compreender os princípios que fundamentam a magia defensiva,

Aprender a reconhecer as situações em que a magia defensiva pode legalmente ser usada.

Inserir o uso da magia defensiva em contexto de uso.

– Todos têm um exemplar de Teoria da magia defensiva de Wilbert Slinkhard? — Ouviu-se um murmúrio baixo de concordância por toda a sala e infelizmente eu tive que concordar. — Acho que vou tentar outra vez. — Disse ela. — Quando eu fizer uma pergunta, gostaria que os senhores respondessem: “Sim, senhora. Profª Umbridge” ou “Não, senhora, Profª Umbridge”. Então: todos têm um exemplar de Teoria da magia defensiva de Wilbert Slinkhard?

– Sim, senhora, Profª Umbridge. – Os outros responderam enquanto eu erguia uma sobrancelha.

– Ótimo. Eu gostaria que os senhores abrissem na página cinco e lessem o Capítulo Um, “Elementos Básicos para Principiantes”. Não precisarão falar.

A Profª Umbridge deu as costas ao quadro e se acomodou na cadeira, à escrivaninha, observando todos os alunos, com aqueles olhos empapuçados de sapo. Não me dei o trabalho de pegar o livro ridículo e simplesmente foquei em nada esperando a hora passar e eu não era o único. Quando eu olhei pra minha direita pude ver que a bela dona dos cabelos negros e lábios de cereja estava entediada olhando para as próprias unhas com esmalte preto, acho que percebeu que eu a olhava “discretamente” e virou a cabeça e me deu um discreto tchauzinho e de um jeito que só ela conseguia eu abri um sorriso. Atrás de Effy uma garota olhou pra frente e logo pude perceber que mais da metade da sala olhava em direção de Hermione Granger que não havia aberto o livro e olhava para a professora com a mão erguida tentando chamar atenção da professora que a ignorava.

– Queria me perguntar alguma coisa sobre o capítulo, querida? – Umbrigde perguntou como se só a notasse agora.

– Não, não é sobre o capítulo. — Respondeu Hermione.

– Bem, é o que estamos lendo agora. — Disse a professora, mostrando seus dentinhos pontiagudos. — Se a senhorita tem outras perguntas, podemos tratar delas no final da aula.

– Tenho uma pergunta sobre os objetivos do curso. — Disse Hermione.

– E como é o seu nome? — A Profª Umbridge ergueu as sobrancelhas.

– Hermione Granger.

– Muito bem. Srta Granger, acho que os objetivos do curso são perfeitamente claros se lidos com atenção. — Respondeu em um tom de intencional meiguice.

– Bem, eu não acho que estejam. — Concluiu Hermione secamente. — Não há nada escrito no quadro sobre o uso de feitiços defensivos. — E agora até eu tinha erguido as sobrancelhas e não só eu como o resto da turma se virou pra reler o quadro.

– O uso de feitiços defensivos? — Repetiu a professora Umbridge, dando uma risadinha. — Ora, não consigo imaginar nenhuma situação que possa surgir nesta sala de aula que exija o uso de um feitiço defensivo, Srta. Granger. Com certeza não está esperando ser atacada durante a aula, está?

– Não vamos usar magia? – Effy perguntou incrédula e eu podia a sentir começar a ficar com raiva.

– O alunos devem levantar a mão para falar em minha aula, senhorita... ?

– Mikaelson. – Effy respondeu e ela estava por um segundo de avançar na professora que abriu um sorriso largo e vacilante.

Não só eu como metade da turma levantou a mão enquanto a professora virava de costas pra Effy que já arranhava discretamente a mesa com suas unhas que já estavam no tamanho de garras de lobo. Umbrigde se virou pra mim e apontou o dedo nodoso em minha direção.

– Qual o seu nome? – Ela deu um sorriso escárnio e agora Effy não era a única com raiva.

– Kol Mikaelson. – Ela forçou outro sorriso. – Certamente a questão central das artes das trevas não é o uso de feitiços defensivos.

– O senhor é especialista educacional do Ministério da Magia, senhor Mikaelson?

– Felizmente não. – Eu dei um sorriso sarcástico.

– Bem, então, receio que não esteja qualificado para decidir qual é a “questão central” em nenhuma disciplina. Bruxos mais velhos e mais inteligentes que o senhor preparou o nosso novo programa de estudos. O senhor irá aprender a respeito dos feitiços defensivos de um modo seguro e livre de riscos...

– E vejo que é uma professora tão qualificada que nem sequer sabe que sou a pessoa mais velha do castelo. – Eu ironizei fazendo a turma soltar alguns risinhos.

– E pra que servirá isso?! – Harry perguntou em voz alta. – Se formos atacados não será livre de riscos!

– Mão senhor Potter! – A professora entoou e deu as costas pra ele e pra mim que sentava duas cadeiras atrás e olhou pra turma em que todos levantavam as mãos. – Seu nome?

– Draco Malfoy. – Ela tinha apontado para o loiro que estava em uma cadeira à direita entre Effy e Hermione.

– Diga senhor Malfoy. – Ela abriu um sorrisinho verdadeiro agora.

– Bem, é como disse o Harry, não é? – Ele tratou o Potter pelo primeiro nome e agora todos acham que o mundo vai acabar. — Se vamos ser atacados, então não será livre de riscos.

– Repito. -Disse a professora, sorrindo para Draco de modo muito irritante e quase decepcionado. — O senhor espera ser atacado durante as minhas aulas?

– Não, mas... — A Profª Umbridge interrompeu-o.

– Não quero criticar o modo como às coisas têm sido conduzidas nesta escola. — Disse ela, um sorriso pouco convincente distendendo sua boca rasgada. — Mas os senhores foram expostos a alguns bruxos muito irresponsáveis nesta disciplina, de fato, muito irresponsáveis, isto para não falar. — Ela deu uma risadinha desagradável. — Em mestiços extremamente perigosos.

Isso foi o suficiente pra me deixar puto e a Effy com certeza, mas ela é uma pessoa controlada e eu me controlava por ela. É claro que eu fiquei impressionado quando eu senti o cheiro de sangue vindo dela, Effy cerrava os punhos com tanta força que além de tremer de ódio eles estavam sangrando. Ela tremia de ódio puro produzido não só pelo gene de lobo, mas também pelas emoções intensas de vampiros e ao senso comum de alguém que é ofendido e a qualquer momento alguém iria rodar.

– Se a senhora está se referindo ao Prof. Lupin. — Disse Dino Thomas, zangado, esganiçando a voz sendo uma das poucas pessoas que não olharam pra mim e Effy. — Ele foi o melhor que já...

– Mão, Sr. Thomas! Como eu ia dizendo: os senhores foram apresentados a feitiços muito complexos, impróprios para a sua faixa etária e potencialmente letal. Alguém os amedrontou, fazendo-os acreditar na probabilidade de depararem com ataques das trevas com frequência...

– Não foi isso o que aconteceu! – Hermione e Draco falaram juntos no protesto mais estranho que eu já vi.

– Pelo que entendi, o meu antecessor não somente realizou maldições ilegais em sua presença, como chegou a aplicá-las nos senhores.

– Ora, no fim ficou provado que ele era um maníaco, não foi? — Respondeu Dino, acalorado. — E veja bem, ainda assim aprendemos um bocado.

– Sua mão não está erguida, Sr. Thomas! — Gorjeou a professora. — Agora o Ministério acredita que um estudo teórico será mais do que suficiente para prepará-los para enfrentar os exames, que, afinal, é para o que existe a escola. E o seu nome é? — Acrescentou ela, fixando o olhar em Parvati, que acabara de erguer a mão.

– Parvati Patil, e não tem uma pequena parte prática no nosso N.O.M. de Defesa Contra as Artes das Trevas? Não temos de demonstrar que somos capazes de realizar contrafeitiços e coisas assim?

– Desde que tenham estudado a teoria com muita atenção, não há razão para não serem capazes de realizar feitiços sob condições de exame cuidadosamente controladas. — Respondeu a professora, encerrando o assunto.

– Sem nunca terem praticado os feitiços antes? — Perguntou Elizabeth, incrédula levantando a mão que estava com garras pretas fofas. — A senhora está nos dizendo que a primeira vez que poderão realizar feitiços será durante o exame?

– Repito, desde que tenham estudado a teoria com muita atenção...

– E para que vai servir a teoria no mundo real? — Perguntou Harry em voz alta, seu punho mais uma vez no ar.

A Profª Umbridge ergueu a cabeça.

– Isto é uma escola, Sr. Potter, não é o mundo real. — Disse mansamente.

– Então não devemos nos preparar para o que estará nos aguardando lá fora? – Effy ergueu a mão mais uma vez surpreendentemente controlada.

– Não há nada lá forra senhorita Mikaelson.

– Jura?! – Talvez ela não estivesse tão controlada já que eu jurava que vi seus olhos azuis brilharem ligeiramente.

– Quem é que a senhorita imagina que queira atacar crianças de sua idade? — Perguntou a professora, num tom horrivelmente meloso.

– Ah eu não sei. – Ela foi incrivelmente sarcástica tremendo da cabeça aos pés. – Meu avô talvez. – Ela deu os ombros espumando de ódio fazendo a sala se calar. – Metade do mundo sobrenatural. – Eu podia sentir a angústia e a raiva em sua voz.

– Lord Voldemort. – Harry complementou e todos ficaram num silêncio súbito.

– Ele também. – Effy concordou e abaixou ligeiramente a cabeça. – Merda... – Murmurou e pude ver que seus olhos já estavam amarelos.

– Dez pontos a menos para ambas as casas. – Umbrigde nem sequer piscou e Effy levantou a cabeça com fúria inconfundível.

– Effy. – Eu chamei por seu nome, mas ela estava focada demais em Umbrigde. – Phesmatos...

– Ele não estava morto. — Consegui ouvir um Harry zangado, mas eu já tinha uma loba pra me preocupar. — Mas, sim senhora, ele retornou!

– Me solta, Kol. – Ela murmurou entre os dentes quando percebeu que eu a prendia por um feitiço.

– Controle-se Effy, é serio. – Eu disse baixo sem chamar atenção. – Você vai matar ela.

– Eu sei. – Seus olhos já estavam amarelos. – Mas não posso fazer isso com você me prendendo por feitiço. – Ela é uma bruxa poderosa e já quebrava o feitiço suficiente pra mexer a perna.

Não pensei duas vezes antes de andar até a cadeira de Effy e a pegar pela cintura e praticamente a arrastar pra fora. Claro que ela podia arrancar a minha pele fora com suas unhas, mas no fundo ela sabia que não queria ativar a maldição agora ainda mais pela sapa nojenta então deixou que eu a levasse.

– Detenção, senhor e senhorita Mikaelson. – A sapa esbravejou.

– Foda-se! – Eu gritei antes de sair da sala e eu já tinha que segurar Effy mais forte antes que ela voasse na professora.

– Eu vou matar ela! – Effy murmurou quando chegamos ao corredor se imprensando contra o meu peito para voltar pra sala.

– Não vai matar ninguém, agora respira fundo. – Ela obedeceu relutante me encarando com raiva. – Vamos sair daqui.

Notas finais
Gostaram, duvidas, spoilers, teorias, recomendações?