Kol voltou para a plataforma com a boca ligeiramente suja de sangue de alguém inocente. Eu estava sentada em cima de uma de nossas malas no carrinho enquanto ele se aproximava, já que pelo menos eu tive a consciência de “comer” em casa.

– Demorou demais. – Eu disse emburrada.

– Só uma boquinha antes de embarcar em uma dieta rigorosa. – Ele disse aceitando o pano de Elijah e limpando a boca. – Podemos?

Ele começou a empurrar o carrinho que eu estava sentada. Andamos pela Estação Kings Cross. Me pareceu uma estação normal de trem com pessoas por todos os lados.

– Não tem nenhuma estação 9¾.- Meu pai disse olhando pro bilhete.

– Niklaus, você é tão trouxa. – Kol riu da cara brava do irmão mais velho. – Se segura ai anã.

Eu fiz o que ele mandou até ele começar a corre em direção a uma parede. Eu pensei que ia bater contra a parede, mas na verdade nos a atravessamos como se fosse nada.

– Uma barreira! – Eu disse do carrinho. – Genial!

– Também acho. – Ele disse. – Vai levanta daí!

– Me obriga. – Eu o olhei desafiadora.

– Ok. – Ele sorriu com uma mão me colocou de cabeça pra baixo me segurando pelo tornozelo.

– Ponha a garota no chão Kol. – Meu pai disse sorrindo depois de atravessar a barreira.

– Só depois que ela pedir desculpas. – Ele disse sorrindo começando a me fazer cócegas.

– Ok!... – Eu disse entre as risadas. – Foi mal.

– Nunca vou entender essa... Coisa que vocês têm. – Elijah disse com um sorriso quando Kol me colocou no chão.

– O que isso?! – Kol fez uma careta quando meu pai jogou pra nós duas bolsas de sangue.

– Não sei se prestou atenção Kol, mas nas suas cartas estavam claramente explicito que vocês não poderão se alimente de ninguém enquanto estiverem na escola. – Disse Elijah.

– Que bonito. – Kol disse irônico cruzando os braços. – Vai deixar o irmãozinho caçula e a anã morrerem de fome?!

– Quem me dera. – Disse Rebekah sorrindo provocando o irmão atravessando a barreira. – Mas acho que umas feriazinhas de você seria ótimo.

– Bom ver você também Bex! – Disse Kol irônico novamente. – Não sabia que viria.

– Vim dar um beijo na minha sobrinha e te empurrar nos trilhos do trem. – Ela sorriu.

– Vamos mandar sangue pra vocês. – Disse Elijah obviamente repreendendo os dois.

– Qualquer problema vocês voltam pra casa. – Disse o meu pai serio.

– Defina problema. – Kol adorava tirar as pessoas do serio.

– Você entendeu. – Ele disse olhando como se desafiasse que nós fossemos contra a sua ordem.

– O trem já vai partir. – Disse Elijah olhando para o relógio depois que colocou nossas coisas abordo.

– Vou sentir saudades. – Eu disse abraçando meu pai.

– Vejo você no natal sweetheart. – Ele disse.

Eu abracei Elijah e Rebekah também e percebi o quanto iria sentir saudades deles.

– Nem venham com sentimentalismo barato. – Disse Kol levantando uma mão fazendo uma careta. – Vai ser ótimo não ter que olhar pra cara de vocês!

– Igualmente irmão. – Disse meu pai sorrindo. – Vamos ficar na Inglaterra, qualquer coisa nos escreva.

– Você não comprou coruja gênio. – Disse Kol rolando os olhos.

– Se vira. – Disse Rebekah. – Vocês são bruxos, não são?!

Antes que pudéssemos responder o trem tinha soltado um apito e ia começara a andar. Antes que eu pudesse processar Kol já havia me pegado pelos braços e corrido com super velocidade pra dentro do trem vermelho.

– Ia ser engraçado ver as suas caras se perdessem o trem! – Meu pai gritou da plataforma fazendo Kol lhe mostrar o dedo do meio pela janela.

– Engraçado vai ser pra ver vocês saírem daí agora que o portal da plataforma esta lacrado! – Ele riu gritando de volta da janela me fazendo rir da cara deles. – Seus trouxas!

– Vejo vocês no natal! — Eu gritei da janela rindo de suas caras. – Se conseguirem sair é claro!

O trem já estava muito longe pra eu poder ver suas caras de descontentamento, mas tinha certeza que haviam ficado furiosos enquanto eu e Kol riamos de suas possíveis caras.

– Vamos logo pegar uma cabine Nanica. – Ele disse pegando nossas coisas.

– Bela variação de apelidos com a minha altura. – Eu digo rolando os olhos.

Entramos em uma cabine não muito longe da porta que estava cheia de estudantes. Nem precisávamos andar muito pra saber que o trem estava lotado. Eu parei na porta enquanto meu tio saiu entrando na cabine sem pedir permissão.

– Vocês! – Ele disse pro 4 estudantes que estavam na cabine. – Fora!

– Hey cara... – Um garoto começou a falar.

– Fora! – Kol repetiu e eles levantaram e começaram a procurar outra cabine.

– Sutil. – Eu disse entrando na cabine e me largando no banco.

– Sutileza é o meu nome do meio, darling. – Disse ele deitando no banco de frente pro meu.

A viajem se arrastou no silencio de nossa cabine. Eu já tinha pegado no sono diversas vezes, comido os doces estranho do carrinho de doces, acabamos com todas as bolsas de sangue e vi Kol brincando com a varinha. Uma garota de cabelos castanhos que mais parecia uma juba abriu a porta de nossa cabine antes que ela pudesse falar algo Kol fechou a porta na cara dela só com um movimento com a varinha. Eu estava com tédio então abri a aporta acenando com a mão e ele tornou a fechá-la na cara da garota e eu a abri-la.

– Ahhh. – A garota entrou antes que ele pudesse fechar a porta de novo.

– Não como biscoito de escoteira. – Disse Kol irônico pra menina.

– Um menino chamado Neville. – Ela disse com o nariz empinado. – Perdeu o seu sapo, vocês o viram?

– Como alguém perde um sapo? – Eu perguntei apesar de não estar realmente interessada no que ela queria só a deixei entrar pra irritar Kol.

– Eu não sei... – Ela disse sincera.

– E eu não me interesso. – Kol disse grosseiramente pra menina que ficou vermelha.

– Educação mandou lembranças, manezão. – Eu fiz uma almofada o sufocar.

– Sabe que não respirar não é um problema pra mim, certo? – Ele diz relaxado com a almoçada em seu rosto abafando suas palavras.

– Pelo menos abafa a sua voz irritante. – Eu digo dando um sorriso de lado.

– Você não usou varinha... – Disse a garota boquiaberta por isso e não por eu tentar matar o meu tio.

– Serio mesmo?! – Kol transbordava ironia. – Ela esta tentando me matar e a única coisa que você percebe é que ela não usa varinha?!

Ele arrancou a almofada do rosto e teria me acertado se eu não tivesse abaixado. A garota ainda estava ali com uma cara perplexa que estava começando a me irritar. Ela pareceu sair de seu estupor e ergueu a mão que foi obviamente ignorada por ambos.

– Sou Hermione Granger. – Ela disse recolhendo a mão.

– Kol e Elizabeth Mikaelson, mas acho que você já sabia. – Disse Kol com um sorriso de lado. – E você é nascida trouxa... – Ele diz olhando a guria dos pés a cabeça deixando ela vermelha.

– Tudo bem não somos preconceituosos. – Eu disse analisando a garota.

– Como sabe que eu sou... – Ela perguntou.

– Seu sangue. – Kol deu os ombros. – Não tem o cheiro muito forte de magia.

– Ahh... – Ela pareceu estar meio sem graça. – Eu preciso achar o sapo...

Ela saiu da cabine quase caindo-nos próprios pés. Comecei a perceber que estudar nessa escola não iria ser tão fácil. Eu e Kol éramos diferentes demais pra eles, o que com certeza os deixariam hostis. Continuamos sem fazer nada até trocarmos de roupa e o trem finalmente parar. Kol seguiu com os alunos mais velhos e eu fui até as barcas com os alunos do primeiro ano.

Notas finais
Espero que tenham gostado amores!