Magic Blood
4 Seleção
Notas iniciais
Eu entrei em um dos barcos e logo depois um menino ruivo e outro de óculos se sentaram no mesmo barco que eu estava e depois um garoto com bochechas grandes se sentar e o barco começar a navegar sozinho em direção ao castelo. Os garotos não calavam a boca e eu os ignorei enquanto via o castelo se aproximar. Percebi que eles falavam comigo quando o ruivo acenou a sua mão na frente do meu rosto quando estávamos esperando já na escadaria.
– O que é?! – Eu o olhei aborrecida.
– É que estamos tentando falar com você desde que estávamos no barco. – Ele coçou a própria nuca com o rosto vermelho.
– Hey você deve ser Elizabeth Mikaelson, não é mesmo? – Um garoto de cabelos loiros quase brancos e olhos cinza arrogantes me estendendo a mão. – Não deveria ficar se misturando com um traidor do sangue como um Weasley. – Reparei que ele se referia ao ruivo que me olhava com os olhos arregalados e ao mesmo tempo constrangidos. – Você deve me conhecer.
– Conheço muitos rostos. – Eu o olhei com o desprezo que só um Mikaelson conseguia fazer. – Mas o seu não se destaca.
– Sou Draco Malfoy. – Ele disse depois das risadinhas, estava constrangido, mas era muito arrogante.
– Eu me apresentaria. – Aquilo obviamente era uma disputa minuciosa de egos. – Mas já esta meio obvio que você me conhece. – Mas, por favor, sou uma Mikaelson o meu ego é milhares de vezes maior que o dele e eu não nego. – Agora se me der licença eu gostaria de passar e você esta bloqueando o meu caminho. – Eu dou um sorriso arrogante.
– Claro senhorita. – Ele deu um sorriso de lado furioso chegando pro lado.
Eu passei ao para frente caminhado o mais altiva que pude, só pra mostrar quem é que manda naquela bagaça. Quem ele pensa que é pra me desafiar?! Acho que ele já percebeu que se continuar me desafiando a saúde dele não vai ser nada boa. Pude ver na porta que dava para o salão principal Kol encostado nela com uma cara que era uma mistura de tédio e orgulho.
– A anã já esta mostrando as garras. – Ele diz levantando a palma da mão.
– Só mostrando pro patife quem é que manda. – Eu bati a minha mão contra a dele. – O que esta fazendo aqui?
– Vou participar da seleção de casa, de novo. – Ele disse com tédio.
– Alunos! Escutem bem! – Uma senhora disse ao lado de Kol chamando a atenção dos alunos. – Dentro de alguns minutos será servido o banquete de abertura do ano letivo. Antes de se sentarem as mesas, vocês serão selecionados para as suas casas que será uma espécie de família em Hogwarts, assistiram as aulas com o restante dos alunos da casa, dividiram os dormitórios e passaram o tempo livre no salão comunal, por isso a seleção é uma cerimônia muito importante. As quatro casas são Grifinória, Corvinal, Sonserina e Lufa-Lufa. – Ela disse. – Casas onde gerou bruxos e bruxas extraordinários. Seus acertos renderam pontos enquanto os erros tiraram e todos os pontos no final serão somados no final do ano a casa que possuir mais pontos ganhará a taça das casas. Uma grande honra. Alguma pergunta? – Kol levantou a mão com uma cara falsamente inocente. – Diga senhor Mikaelson.
– Preciso mesmo passar por outra seleção? – Disse ele rolando os olhos quando algumas crianças prenderam o fôlego.
– Sim, senhor Mikaelson. – Ela respondeu. – Dumbledore foi estritamente claro sobre isso. – Ele se deu por vencido. – A cerimônia será na frente de toda a escola, então se aprumem o melhor que puderem e façam uma fila.
Kol fez questão de bagunçar meus cabelos enquanto os alunos nervosos formavam uma fila. Eu ajeitei o meu cabelo calmamente, se aquilo era um teste de conhecimento eu não teria problemas já que uso magia desde sempre. Eu entrei na fila logo atrás do garoto de óculos e na frente do garoto ruivo. Kol era o último da fila, ele pareceu um pouco irritado e me cutucou o que significava que era pra ficar perto dele e eu não falamos nada só fiz o que ele sugeria então fiquei entre ele e o tal Draco.
Assim que as portas se abriram muitos começaram a cochichar pelo visto sobre Kol e o idiota mandava piscadelas pra algumas pessoas o que me fez pisar em seu pé. O salão estava cheio de estudantes de todas as idades sentados em quatro mesas, tinha velas penduradas no ar e o teto era um céu estrelado obviamente enfeitiçado, mas muito bonito. Percebi que todos olhavam para um banco que tinha um chapéu pontudo e esfarrapado que abriu um tipo de rasgo e começou a cantar uma canção muito longa pro meu gosto que foi educadamente ignorada por mim.
– Mikaelson. – Disse o garoto loiro se virando levemente de costas e eu e Kol olhamos pra ele. – Em que casa acha que vai cair?
– Espero que não seja a mesma que a sua Mcoy. – Eu disse em resposta voltando a minha atenção pro chapéu.
– Quando eu chamar os seus nomes, vocês porão o chapéu e se sentarão no banquinho para a seleção. – Ela disse segurando um rolo de pergaminho. – Ana Abbott!
A garota de rosto rosado e maria-chiquinha loira se sentou no banquinho e pôs o chapéu que afundou diretamente até os olhos.
– Lufa-Lufa! – O chapéu gritou e ela saiu quase aos tropeços até a última mesa a direita onde batiam palmas com mais fervor.
– Susana Bones! – Percebi que era por ordem de sobrenome.
– Lufa-Lufa! – A guria saiu depressa por onde a outra foi.
– Terêncio Boot!
– Corvinal. – Ele seguiu para a mesa antes da que as duas meninas foram.
Ela foi falando mais um monte de nomes que não prestei muita atenção, mas pude perceber que alguns demoravam mais para serem selecionados que os outros.
– Hermione Granger! – Disse a professora.
Via a cabeluda do trem ir quase em saltinhos até o banco. O chapéu demorou na cabeça da menina que saiu quase correndo quando o mesmo anunciou Grifinória para a garota que seguiu até a mesa onde batiam mais palmas e assoviavam. A professora chamou um tal de Neville Longbotton e percebi que era ele que sempre perdia o sapo e que esteve no mesmo barco que eu. Um guri com o sobrenome de MacDogal foi chamado até que eu percebi que minha vez estava chegando.
– Elizabeth Mikaelson! – A professora chamou e logo o salão ficou em silencio quase mórbido.
– Boa sorte nanica. – Sussurrou Kol gentilmente.
– É verdade que os Mikaelson realmente estão aqui?! – O silencio era tanto que ouvi alguém sussurrar.
– Ela não é a neta de Esther e filha do hibrido?
Eu os ignorei e andei o mais firme que pude passando pelo loiro e pela, agora não tão longa, fila de alunos. Não me permiti me sentir nervosa então simplesmente me sentei no banquinho cruzando as pernas e mantendo a postura arrogante e deixei o chapéu cobrir os meus olhos.
Uhumm... Difícil, realmente difícil! – Ouvi o chapéu dizer na minha cabeça. – É uma mente brilhante e prodígio que sem duvidas pertenceria a Corvinal, mas também a ousadia e o sangue-frio prevalecem o que resultaria perfeitamente para a Grifinória. Mas tem astucia, sangue puro e antigo e faz de todos os meios para conseguir a grandeza e alcançar o objetivo o que com certeza é algo a seu favor.
– Sonserina! – O chapéu gritou.
Só uma mesa de todas as quatro aplaudia enquanto as outras ainda se mantêm em silencio. Caminhei até a mesa do canto onde alguns até se levantaram para me cumprimentar. Eu olhei atentamente para o banquinho e pude ver Kol sorrindo pra mim.
– Kol Mikaelson! – A professora.
Novamente um silencio mórbido e pude ver as pessoas da minha mesa perguntando se aquele era mesmo o meu tio. Kol era tão arrogante quanto eu e praticamente desfilava entre os outros alunos com as mãos casualmente no bolso. Ele se sentou de forma largada e relaxada no banco e pôs o chapéu na cabeça e ao contrario dos outros coube perfeitamente nele, mas não ficou nem meio minuto atende anunciar.
– Sonserina! – O chapéu dar um berro que aumentou em 300% o sorriso dele.
– Eu disse que não ia ser necessária outra seleção. – Ele disse para professora.
Eu batia palmas junto com a nossa mesa e não havia percebido o quanto estava aliviada por sermos da mesma casa. Era obvio que talvez eu não tivesse muitos amigos aqui, mas com Kol seria muito mais fácil. Nos provocávamos a todo momento, mas algo que nunca negaria é que ele é sem duvidas o meu melhor amigo. Ele continuou com a caminhada arrogante e assim que chegou perto o suficiente me deu um abraço rápido.
– É manezão estamos na mesma casa! – Eu disse me voltando a se sentar.
– Draco Malfoy!
Vi o loiro que estava na minha frente. Ele tentou, mas não conseguiu ser tão arrogante ou confiante quanto eu o Kol. O chapéu nem encostou em sua cabeça direito e por azar ele caiu na mesma casa que a nossa. Só pra irritar ele se sentou na minha frente entre dois brutamontes feiosos. A seleção estava quase acabando, mas quando chamaram o garoto de óculos e cabelos pretos que estava comigo no barco logo vieram à mesma quantidade de burburinho que havia tido pra mim e Kol.
– Afinal. – Meu tio disse franzindo a testa. – Quem é esse garoto?
– Você não o conhece? – Perguntou uma garota com cara de buldogue.
– Se eu conhecesse não teria perguntado. – Kol disse grosseiramente pra garota que ficou vermelha e me fez rir.
– É Harry Potter. – Disse Draco. – Conhecido por sobreviver à maldição da morte e derrotar você-sabe-quem.
– Não eu não sei quem. – Eu disse erguendo uma sobrancelha.
– O Lorde das Trevas. – Disse um dos brutamontes.
– Uhh o tal cara que provocou toda a guerra bruxa? – Kol perguntou com desdém. – Ouvi falar dele, na verdade seria muito fácil acabar com ele se vocês não fossem tão limitados à ponto de precisar de um bebê pra isso. – Ele fez pouco caso.
Não tinha percebido que a seleção havia acabado até que um menino chamado Blásio Zambini se sentou ao meu lado e o jantar foi servido. Aqui tinha de tudo em estrema fartura, nada muito novo ou que eu já não tenha comido em casa ou em algum lugar do mundo que eu já tenha visitado. A única coisa estranha, pelo menos pra maioria, era uma grande jarra com sangue que apareceu entre mim e meu tio e começamos a beber-la enquanto eu me servia um pouco de batatas fritas. Deixei que Kol ficasse com a maior parte já que ele tinha mais fome e se controlava bem menos que eu.
– O que vocês achavam que os vampiros bebiam? – Disse Kol ironicamente percebendo que todos na mesa o olhavam.
– Pergunta meio irônica pra quem bebe mais Whisky do que sangue. – Eu disse comendo as minhas batatas.
– Não enche pirralha! – Ele exclamou roubando uma de minhas batatas e a molhando no sangue fresco.
Um fantasma magro com as roupas reluzidas em prata forte como se fosse um liquido derramado nele se aproximou da mesa, o que me deixou um pouco curiosa.
– Sou o fantasma da Sonserina. – Ele se apresentou. – Barão Sangrento.
– Barão Sangrento... – Kol disse para ele mesmo pensativo. – Eu conheço você! Bom pelo menos antes de você morrer, é claro!
– Do que esta falando? – Eu encarei o mais velho enquanto os outros ainda se adaptavam ao fato de Kol ser o mais velho habitante do castelo.
– O fantasma. – Ele disse como se fosse obvio. – Rebekah o matou depois de uma crise de fome na... Fontana de Treve!
– A sim... – O morto murmurou não parecendo muito alegre. – A doce menina loira esfomeada.
– É me parece Rebekah. – Eu concordei. – Como se lembra dele?
– Não é todo ia que você vê o fantasma de alguém que sua irmã matou. – Eu ergui uma sobrancelha. – Ta acontece com freqüência, mas esse ai ajudei a enterrar o corpo e sem ofensa. – Ele disse entre risada para o fantasma que só assentiu. – A sua cara e a cara de Bekah quando você lançou a maldição da morte nela e ela continuou de pé foram impagáveis.
Fale com o autor