Magic Blood
6 Trasgo à Solta
– Agora é só fazerem aquele movimento com o pulso. Gira e sacode. – Disse o professor Flitwick do alto de sua pilha de livros.
Eu estava na aula de feitiço junto com a turma da Lufa-Lufa e meu parceiro era Blásio o garoto até que não era tão irritante como os outros. Ele me deixava quieta e eu o deixava quieto o que era perfeito. Hoje a aula era fazer os objetos flutuarem com o feitiço Wingardium Leviosa o que era muito simples.
– Professor Flitwick! – Chamou a sebosa da Pansy duas cadeiras a frente fazendo dupla com o Malfoy.
– Sim senhorita Parkison? – O professor olhou pra ela.
– Eu ainda não vi a Elizabeth fazer o feitiço. – Ela deu um sorrisinho.
– É verdade, senhorita Mikaelson, pode fazer o feitiço? – O professor concordou inocentemente.
Não precisava do feitiço só estalei os dedos e todas as penas da sala sobrevoaram cinco metros acima de nossas cabeças e continuaram mesmo depois que eu não prestava atenção nelas. Dei uma piscadela e um sorriso vitorioso para Pansy que parecia que ia chorar de raiva. O professor ficou extremamente satisfeito mais pediu que eu fizesse do jeito mais tradicional e eu fiz fazendo a minha pena sobrevoar dez metros acima de minha cabeça rendendo 1 ponto para a Sonserina.
– Vem comigo. – Disse Kol assim que eu sai da sala de aula.
– O que foi? – Eu perguntei.
– Relaxa. – Ele deu um sorrisinho de lado. – Preciso que termine essa poção e depois me encontre na orla da floresta na hora do jantar. – Ele disse só pra eu ouvir e me entregou uma bolsinha.
– Mas e a festa do dia das bruxas? – Eu franzi a testa. – Vão perceber se não estivermos.
– Não vão não relaxa. – Ele sorriu de lado.
Ele saiu pelo outro lado do corredor e eu segui até o sétimo andar que eu já sabia que ficaria vazio já que era proibido. Quando eu cheguei lá eu esvaziei a bolsinha enfeitiçada e comecei a poção. Não era difícil, mas não era simples. Acendi o fogo com a varinha e comecei a misturar os ingredientes. Fiquei praticamente uma hora presa lá dentro, mas quando eu finalmente terminei, achei que ficaria algo verde e gosmento, mas ficou rosa e no frasco ficou muito parecido com perfume. Comecei a descer as escadas e sempre usava os caminhos mais vazios possíveis e quando sai do castelo eu evitei a cabana do Hagrid e corri até a orla da floresta.
– Até que enfim você chegou! – Kol disse.
Já estava anoitecendo. Kol estava em pé e do lado dele tinha uma garota apavorada e amarrada com as vestes de Hogwarts.
– Não é uma aluna. – Ele disse. – É uma Wicca a vesti assim pra ninguém suspeitar.
– E se vierem atrás dela? – Eu olhava feio pra ele.
– Não sou idiota. – Ele rolou os olhos. – Sem clã, parentes, inimigos ou amigos.
Eu rolei os olhos, mas concordei Kol fez um pentagrama com a varinha e entrou no meio dele junto com a garota. Eu joguei o frasco pra ele, ele bebeu a metade e forçou a menina a beber a outra. Bati o pé na ponta do pentagrama e chamas azuladas meio verdes encobriram as linhas.
– Phasmatos Tribum Nas Exas Verdagas! – Falamos juntos enquanto ele segurava os braços da garota sugando sua magia. – Yanxis Nas Vetas Rigum Covastas! Ergo Magium Korintus Soluta! – As chamas ficaram mais densas. – Reguntus Tribum Phasmatos Ex Nossomos!
As chamas ficaram mais fortes e se apagaram do nada e a garota que Kol segurava simplesmente sumiu, o que significava que ela provavelmente esta morta. Kol deu um sorriso largo e estalou os dedos fazendo o pentagrama desaparecer e começou a criar fogo nas próprias mãos. Eu observava ele brincar com a magia recém adquirida até que eu ouvi uma gritaria vinda do castelo e olhei acusatoriamente pra ele.
– Trasgo. – Ele deu um sorriso de lado e piscou pra mim.
– Essa foi a sua distração?! – Eu olhei incrédula pra ele.
– Não! Eu hipnotizei duas garotas para caírem no tapa e eu criei duas ilusões nossas então acham que estamos lá, mas um trasgo! – Ele riu. – É ainda melhor!
– Vamos logo! – Eu disse.
Ele me pegou no colo e correu até o castelo e ninguém notou que tínhamos acabado de chegar. Os alunos da Sonserina faziam fila atrás do monitor, mas simplesmente não ligamos pra isso então Kol me segurou no colo novamente e quando percebi já estávamos nas masmorras seguros e ninguém tinha sequer percebido o que acabamos de fazer.
– Como chegaram aqui tão rápido? – Draco perguntou entrando na sala.
– Velocidade de vampiro. – Eu respondi.
– Achou mesmo que eu ia deixar a minha sobrinha lá em baixo junto com um trasgo se posso trazê-la até aqui?
– Por que não ajudou os outros alunos? – O monitor perguntou.
– Porque não me importo com vocês. – Kol sorriu respondendo o obvio.
Fale com o autor