Magic Blood
7 O Preconceito de Pansy Parkison
– Como as wicca passam o natal? – Ouvi uma menina falar debochadamente enquanto eu passava pelo corredor.
– Eu não sei, mas como será que uma mestiça hibrida passa o natal? – Ouvi a vaca da Pansy rir feito um pato. – Além de mestiça é filha de uma aberração.
Foi de mais. Geralmente eu ignorava, mas ninguém meche com a minha família. Eu me virei escondendo a minha raiva com um sorriso arrogante e me aproximei dela ameaçadoramente. Muitos que estavam no corredor lotado já tinham se afastado. A garota burra continuava a rir.
– Uhuhu pelo visto ela ficou ofedidinha por eu chamar o bastardo do pai dela de aberração. – Ela disse com deboche. – Mas afinal de contas o que vocês são? Sangue suga ou cachorro sem contar o fato do pai dela ser um aborto.
– Deveria tomar cuidado de quem você fala Parkison. – Eu a olhei com superioridade.
– É verdade eu também posso falar da sua mamãezinha que assim como ela você e todos os Keller de sangue sujo descendentes de Morgana. – Ela ria e eu não contive a minha fúria. – Olha só esta com raivinha, mas aqui o seu titio sangue suga não esta pra te defender.
– Não preciso de ninguém pra me defender buldogue. – Eu só a olhei e ela começou a se engasgar. – Sabe Pansy eu vou ensinar a você bons modos e a não desafiar quem é mais forte que você já que pelo visto você é uma vira lata não adestrada.
Ela ainda estava se engasgando e pegou a varinha das vestes, mas antes que pudesse fazer algo eu movimentei a mão esquerda fazendo a garota bater com a cara na parede de pedra.
– Ops. – Eu disse enquanto todos nos olhavam. – Espero que se nariz tenha quebrado. Sabe eu posso ser uma aberração, mas pelo menos não me quebro tão fácil.
– Sua mestiça imunda! – Ela me lançou um feitiço, mas antes que pegasse em mim fiz ele voltar contra ela criando um monte te bolhas em seu rosto.
– Você só tem inveja Pan. – Eu disse erguendo uma sobrancelha. – Por minhas famílias não só serem mais poderosas como muito mais influentes e ricas que a sua. – Ela me olhou começando a sentir o medo que eu queria. – Todos aqui sabem que sua querida e mocreia mamãe praticamente se vende pra sustentar uma garota tão burra quanto você.
Novamente ela foi burra o suficiente pra tentar me amaldiçoar, mas eu a ergui uns bons 10 metros do chão ela berrava e esperneava. Quando eu ia fazer ela sentir a dor que ela realmente merece eu fui interrompida.
– Põe o buldogue no chão Barbie Klaus. – Ouvi Kol falar atrás de mim.
– Não até ela aprender que não se desafia um Mikaelson. – Eu estava furiosa.
– Acho que ela já entendeu o recado. – Kol me olhava de modo estranho.
– Me da um motivo pra eu não acabar com essa vadia? – Eu abaixei as mãos e olhei pra ele, mas eu sabia que Pansy continuava presa no ar.
– O que Klaus faria no seu lugar? — Ele perguntou na esperança de eu ser misericordiosa.
– Ela já não teria mais cabeça na segunda palavra. – Eu ergui uma sobrancelha.
– Péssimo exemplo. – Ele disse concordando comigo. – E Rebekah e Elijah?
– Rebekah enfiaria o salto na garganta dela e Elijah quebraria o pescoço. – Eu realmente não sabia onde ele queria chegar.
– Só solta à garota. – Ele desistiu dos exemplos familiares.
– Não. – Eu me virei de volta pra garota que chorava.
– Effy! – Ele insistiu. – Solta ela!
– Por quê?! – Eu perguntei irritada.
– Porque se você matar ela vai liberar a maldição que prende o lado lobo. – Ele disse serio e um pouco urgente.
Eu rolei os olhos e vi que já tinha muita gente apavorada olhando pra nós no corredor lotado. Por mais que eu quisesse matar ela eu sabia que Kol estava certo e era cedo demais pra ativar o lado lobo então estalei os dedos e vi a garota despencar do teto, mas antes que morresse com o impacto Kol a segurou pelo colarinho e depois a largou no chão. Andei até a garota que se encolheu de medo e desespero. Sorri vitoriosa e peguei a varinha dela a quebrando no meio que só a fez chorar ainda mais na frente de todos.
– Pelo menos sendo uma “aberração wicca” e com muito orgulho sou descendente da poderosa Morgana Lefay. – Eu disse baixo e maliciosamente. – Não preciso de um graveto para ter magia, enquanto você precisa para mostrar que tem algum poder... – Eu a olhei de cima a baixo com desdém. – Mesmo que seja tão fraco e limitado como o seu.
Eu joguei os restos da varinha dela no chão e continuei andando mesmo puta da vida eu continuava a radiar poder e superioridade sobre eles. Kol ergueu uma sobrancelha e assoviou pondo as mãos nos bolsos e andou atrás de mim. Ninguém insulta um Keller ou um Mikaelson e vive pra contar historia, só nos mesmos podemos insultar nossa família. Eu só a deixei ir porque Kol insistiu para não sermos expulsos da escola e para a minha maldição não ser ativada, mas acho que o que fiz com ela serviria de exemplo pra alguém mais que quisesse ousar falar de minha família.
– É por isso que eu nunca irrito uma mulher Mikaelson. – Ele disse um pouco alto rindo. – Elas são muito vingativas.
– É uma vadia poderosa que eles querem... – Eu disse continuando a andar pelo castelo que há essa hora todos já sabiam o que eu fiz com Pansy. – É o que eles vão ter.
– Uuuhhh a lobinha vai mostrar as garras. – Kol riu de forma maliciosa. – Finalmente vai agir mais como Klaus e menos como Elijah. – Eu rolei os olhos, mas não deixando de dar um sorriso de lado. – Gostei!
Fale com o autor