Magic Blood

33 Primeiro Dia


Notas iniciais
Hey Hey me desculpe o atraso é que ontem eu fui pro curso, passei mal e de noite eu fiquei vendo filme, mas hj tem cap pra vcs suas lindas e mais uma vez obrigado pelos cometários!

Eu me levantei num pulo da cama e corri para o banheiro antes que a vadia da Parkinson ficasse lá por duas horas e atrasasse todo mundo. Tomei um banho quente e relaxante, prendi a fivela da minha botinha com salto e puxei a meia metade da coxa e ficava a um palmo da barra da minha saia preta. Olhei-me mais uma vez no espelho retocando o batom vermelho cereja em meus lábios.

– Vamos logo Mikaelson! – Pansy berrou esmurrando a porta do banheiro. – Já são quase sete horas!

– Já vou sair Mal de Parkinson! – Joguei a camisa branca social pelos meus braços e a deixei aberta revelando o meu sutiã preto. – E bom dia pra você também! – Eu disse abrindo a porta enquanto tirava meus cabelos de dentro da blusa.

Peguei a minha bolsa a pendurei no ombro junto com a gravata verde e prata. Sai do quarto e subi as escadas para a sala comunal abotoando a blusa, alguns dos alunos que já estavam acordados, mas ainda estavam lá me olharam com um mistura de raiva e desejo. Típico da Sonserina. Só continuei com a minha cara arrogante e coloquei o broche de monitor em cima do peito esquerdo. Era indiscutível que eu ficava ótima no uniforme de Hogwarts.

– Bom dia, darling. – Ouvi a voz rouca e atraente atrás de mim puxando a minha gravata.

– Bom dia. – Eu sorri de lado.

Ele andou até a minha frente e passou a gravata pelo meu pescoço cuidadosamente. Pude sentir seus dedos agueis passarem pelo meu pescoço e começar a dar um nó perfeito em minha gravata, enquanto a dele estava com um nó mixuruca. Rolei os olhos e soltei a gravata dele e dei um nó descente.

– Vocês ai do primeiro ano. – Eu disse com uma voz doce e amável para as crianças de onze anos fazendo Kol e Draco que saia do seu dormitório se assustar. – Como vocês devem se lembrar, eu sou a monitora Effy. – Eu disse com um sorriso doce ignorando o olhar pasmo e desconfiado de Kol e Draco. – Aqui estão os mapas da escola. – Eu disse tirando os pergaminhos da bolsa e entregando uns vinte mapas. – Então não se percam pelo castelo e não ousem se atrasar pras aulas ou perderem pontos pra nossa casa. – Meu tom de voz foi ficando ameaçador. – Não façam nenhum tipo de baderna, não respondam os professores e acho muito bom que todos passem com êxito e nem sequer pensem em matar aula façam qualquer coisa que possam manchar o nome da Sonserina ou... – Eu tombei a cabeça para o lado estilo boneca assassina. – Acho que vou deixar o ou... Pra imaginação de vocês. – Eu abri um sorriso sedutor e malvado. – Entenderam meus doces?

– Você sabe que é o meu pai? – Uma anã perguntou arrogante fazendo os outros alunos a olharem assustados.

– Não tenho a mínima ideia de quem é o seu pai, mas tenho certeza de que você conhece o meu. – Eu foquei meus olhos azuis nos castanhos da garota. – E que você também sabe o que eu sou. – Meus olhos estavam amarelos e a garota vermelha da cabeça aos pés. – E o que eu posso fazer... – Eu diminuo o tom de voz e aumentei o sorriso. – Especialmente quando estou com fome, com raiva e desapontada... Agora imagine tudo de uma vez. – Ela tremia de medo. – Entendeu, que vocês vão ser os melhores calouros desse ano, docinhos?

– Sim senhora. – Eles repetiram chacoalhando as cabeças fervorosamente.

– Ótimo! – Eu abri um sorriso normal. – Já podem ir e não ousem correr.

As crianças saíram disciplinadas pra fora da masmorra, enquanto alguns alunos mais velhos ou riam ou me olhavam assustados. Virei-me sorrindo pra Kol que me analisava da cabeça aos pés, calado e com a sobrancelha arqueada. Se não o conhecesse poderia jurar que reparava em meu corpo.

– Você é sinistra. – Ele disse. – Meteu medo até em mim e sou mil anos mais velho que você.

– Somos os Mikaelson sweetheart, nascemos para sermos sexy e apavorar. – Eu pisquei um olho pra ele e pude jurar que ele estava louco. – Você vem? – Eu perguntei olhando por cima do ombro depois de ter passado por ele.

– Com certeza. – Ele disse sorrindo de lado voltando ao tom sexy e de flerte habitual.

Seguimos pelos corredores lado a lado como sempre fazíamos e jogávamos papo fora como se não tivéssemos feito nada fora do comum no dia anterior. É claro que estávamos fugindo da verdade, talvez até de modo covarde, mas era mais seguro e de certa forma triste. Kol era o meu melhor e único amigo eu não queria ariscar perder sua amizade ou até mesmo sua vida por uma coisa que nem mesmo temos certeza do que é claro que eu não conseguia ficar do seu lado sem ter que controlar a vontade absurda que eu tinha de tomar seus lábios pra mim e era uma loucura.

– Qual é o primeiro horário? – Kol perguntou depois que sentamos-nos à mesa do café e Snape entregou os horários de aula.

– Poções com a Grifinória. – Eu respondi pegando uma torrada vendo que passaria fome até o almoço. – E depois feitiços com a Corvinal e Herbologia com a Lufa-Lufa.

– E fechando com chave de ouro Defesa contra as artes das trevas com Grifinória. – Ele disse sarcástico dando um gole no café. – Temos muitas aulas com os leões esse ano.

– Percebi. – Eu disse olhando para o horário no papel. – Vamos logo ou vamos perder o Snape enchendo o Potter.

Ele se levantou e eu fui logo atrás dele. Fomos para as masmorras e entramos na sala do Snape junto com a multidão do quinto ano, nos sentamos no nosso lugar habitual na penúltima fileira, Hermione e seus dois escudeiros se sentaram na última fileira que era carteira atrás da nossa e estranho foi quando Draco se sentou na cadeira ao lado da minha ignorando minhas sobrancelhas levantadas e a cara de “vou te matar” de Kol.

– Quietos. – Disse Snape, sem necessidade já que ninguém falava na aula dele. – Antes de começarmos a aula de hoje, acho oportuno lembrar a todos que em junho próximo prestarão um importante exame, no qual provarão o quanto aprenderam sobre a composição e o uso das poções mágicas. Por mais debiloides que sejam alguns alunos desta turma, eu espero que obtenham no mínimo um “Aceitável” no seu N.O.M., ou terão de enfrentar o meu... Desagrado. – Ele olhou para o coitado do Longbotton. — Quando terminar este ano, naturalmente, muitos de vocês deixarão de estudar comigo. — Continuou Snape andando ente as mesas. — Só aceito os melhores na minha turma de Poções preparatória para o N.I.E.M., o que significa que alguns de nós certamente vamos dizer adeus. – Agora recaiu sobre Potter. — Mas ainda teremos um ano antes do feliz momento das despedidas. — Disse Snape suavemente. — Portanto, pretendam ou não tentar os exames dos N.I.E.M.s, aconselho a todos que se concentrem em obter a nota alta que sempre espero dos meus alunos de N.O.M. Hoje vamos aprender a misturar uma poção que sempre é pedida no exame dos Níveis Ordinários em Magia: a Poção da Paz, uma beberagem para acalmar a ansiedade e abrandar a agitação. Mas fiquem avisados: se pesarem muito a mão nos ingredientes, vão mergulhar quem a beber em um sono pesado e por vezes irreversível, por isso prestem muita atenção no que vão fazer. – Posso jurar que vi Hermione me olhar estranho rapidamente. — Os ingredientes e o método. — Snape fez um gesto rápido com a varinha. — Estão no quadro-negro, encontrarão tudo de que precisam no armário do estoque. — A porta do armário se abriu com um movimento de sua varinha. — E vocês têm uma hora e meia... Podem começar.

Não era uma poção difícil, então pude seguir as instruções calmamente observando o resto da sala se matar no calor das fumaças que saiam de seus caldeirões, meia hora depois e todos já morriam de calor e suavam em bicas com seus cabelos frisados enquanto o meu permanecia em perfeito estado e nem uma gota de suor escoria pela minha face. É claro que como em toda aula de poções Snape fez com que o Potter passasse vergonha, mas o estranho mesmo foi que Draco não esboçou um sorrisinho e quando se virou pra olhar instantaneamente voltou sua cabeça para a própria poção que estava em perfeito estado, virei a cabeça por cima do ombro com as sobrancelhas levantadas e ele simplesmente deu os ombros como se tivesse notado, mas não ligasse pro jeito estranho do garoto.

Não perdi mais o meu tempo analisando a estranheza do meu noivo e simplesmente coloquei a minha poção no frasco e dei o fora da sala abafada quando a sineta barulhenta tocou.

Notas finais
Comentem o que quiserem lindas