Magic Blood

14 Pior Festa


Eu coloquei o meu vestido azul que batia na metade das coxas e tinha detalhes pretos no busto. Eu não fazia mal pra uma garota de treze anos. Prendi o meu cabelo loiro em um coque elegante com alguns fios soltos e coloquei uma sapatilha preta. Escondi a minha varinha na coxa pra que ninguém visse, respirei fundo e dei o meu melhor sorriso.

– Família vem primeiro. – Eu disse pra mim mesma. – Só estou fazendo isso pela família.

Abri a porta do meu quarto e desci as escadas. Era a menor festa que a minha família já tinha dado. Tinha muita gente, mas a mansão era tão grande que parecia quase vazia. A maioria das pessoas eu não fazia idéia de quem eram, mas eu sabia que a maioria era composta por vampiros e bruxas. Tinha alguns lobos e alguns humanos, mas bem poucos. Avistei meu pai se aproximando e depois de fazer um brinde ridículo que eu não dei a menor atenção, seguimos em direção a família Malfoy e eu fui obrigada a parecer feliz.

– Você deve ser Elizabeth, Draco me falou bastante sobre você. – Uma mulher loira muito bonita falou ao lado de Draco e Lucio.

– Bem eu espero. – Eu sorri para mulher.

– Numa coisa ele se enganou. – A mulher abriu um sorriso grande. – Você é muito mais bela pessoalmente.

– Fico feliz que tenham aceitado o nosso convite. – Meu pai disse e eu senti as minhas bochechas corarem.

– O prazer foi nosso. – Disse Lucio. – Feliz aniversario, querida.

– Obrigada. – Eu voltei ao normal.

– Você deve ser Narcisa. – Rebekah se aproximou de nós.

– E você Rebekah. – A mãe de Draco era muito mais educada que ele.

– Senhores, posso roubá-la para uma conversa feminina? – Rebekah sorriu falando de um jeito que só ela conseguia.

– Seria uma honra. – A mulher sorriu segurando o braço da minha tia.

– Elizabeth, querida por que não mostra a casa para seu amigo enquanto eu converso com o senhor Malfoy. – Meu pai sorriu.

– Por favor, me chame de Lucio.

– Claro. – Eu sorri com uma leve vontade de morrer.

– Senhorita. – Draco sorriu de lado me oferecendo o braço.

Draco usava um terno bruxo, que apesar de eu querer arrancar o meu fígado, eu tinha que admitir que ele estava bonito com os cabelos loiros, como sempre, de forma cuidadosamente bem penteada e ele não ficava tão ridículo naquela roupa. Aceitei o seu braço e ele me guiou até a cozinha vazia onde nos soltamos na hora.

– Aqui. – Ele me jogou uma caixinha. Eu abri a caixinha e tinha um anel cravejado de diamantes em volta e na ponta uma esmeralda muito bonita. – Você já sabe que o meu pai vai pedir a sua família uma aliança com noivado né?

– Parece que nossos pais não pensam tão diferentes. – Eu rolei os olhos pegando uma bolsa de sangue.

– Espera, o que?! – Ele me olhou espantado. – Achei que seu pai fosse recusar!

– Não vai. – Eu me sentei no balcão e comecei a beber o sangue. — Ele acha que uma aliança com vocês vai trazer benefícios.

– Que benefícios? – Ele me olhou desconfiado se aproximando.

– Isso... – Eu me aproximei do ouvido dele. – Não é da sua conta.

– Você é um porre. – Ele disse meio puto. – Não acredito que vou ter que agüentar você o resto da minha vida.

– E eu não acredito que vou ter aturar você por pelo menos uns setenta anos! – Eu disse na mesma intensidade jogando a bolsa vazia no lixo.

– Como assim setenta anos? – Ele pareceu confuso.

– Sou imortal esqueceu? – Eu olhei pra ele dizendo o obvio. – Droga!

– O que foi? – Ele me perguntou franzindo a testa.

– Eu to com fome. – Eu disse emburrada.

– Mas você acabou de tomar... Aquela coisa. – Ele olhou pra lixeira.

– Acontece quando eu to nervosa. – Eu pulei do balcão e andei até a geladeira. – E aquilo é uma bolsa de sangue.

– Bolsa?! – Ele pareceu surpreso e confuso.

– Bolsa de sangue. – Eu o olhei. – Roubamos de hospital trouxa, os trouxas doam sangue pra caso alguém precise.

– E por que alguém precisaria de sangue?! – Ele pareceu ainda mais atordoado.

– É pra... – Eu fiquei confusa. – Não vou te explicar medicina Malfoy! Eu só uso as bolsa pra não usar uma garganta.

Ele pareceu não querer mais saber e se sentou em um dos banquinhos no balcão que eu estava sentada bebendo outra bolsa. Ninguém pareceu dar nossa falta na festa então continuamos na cozinha em silencio. Enquanto eu bebia sangue como se fosse toddynho eu pude olhar melhor o anel em meu dedo que o garoto tinha me dado de presente, era muito bonito.

– Hey lobinha! – Só uma pessoa me chamava assim. – Sabia que a sua festa esta muito boa.

– Esta dizendo isso por que ta enchendo a cara ou por que pode degolar a loira de York? – Eu ergui uma sobrancelha.

– Só a degolei depois que dormi com ela. – Kol disse alegrinho com uma garrafa de Whisky na mão, mas logo passou pro ódio passivo olhando pra Draco. – O que a mocinha de terno esta fazendo aqui?

– Bom te ver também, Kol. – Ele disse irônico.

– Os pais dele vieram pra firmar a aliança. – Eu rolei os olhos.

– Nik é louco. – Kol rolou os olhos me oferecendo a garrafa. – Um pouco?

– Por favor! – Eu peguei a garrafa de sua mão e dei grandes goles que desceram queimando.

– Ta morrendo de fome, né? – Ele riu me olhando depois que pegou a garrafa de volta quase na metade. – Um gole Malfoy?

– Isso é... ?! – Ele me olhou um pouco espantado.

– É, é Whisky. – Eu rolei os olhos. – Ajuda a aliviar o estresse e a fome, Malfoy.

– Já viu a loira que esta com a Bex? – Kol ignorou o garoto e me deu um olhar significativo. – Que gostosa.

– Aquela é a mãe dele. – Eu apontei pra Draco com o dedão.

– Serio?! Como uma mulher tão linda pariu uma coisa como você? – Kol pareceu falsamente abismado.

– Cala a boca! – Draco apenas rolou os olhos.

A noite se estendeu por ai. Não falei muito com as pessoas só fiquei na cozinha com a companhia mais infame possível e no final da noite meu pai confirmou o “noivado” o que eu achei que era o fim dos tempos. Me deitei pensando no azar que eu tinha dado. De tanto bruxo pra escolher ele tinha que justamente escolher o babaca do Malfoy. Eu toparia sair com o Longbotton e o sapo dele do que o Malfoy. Aquilo era muita sacanagem comigo, e eu nem podia opinar. Tudo bem que eles iam matar ele antes mesmo de nós termos alguma coisa de verdade, mas puta merda!