Notas iniciais
Hey hey hey amiguinhos!! Quero agradecer aos seus comentários suas lindas só queria dizer que a tia ama vcs e por isso o cap de hj esta grandão! Só pra avisar que eu talvez só poste outro cap no domingo pq a tia tem que terminar uns trabalhos para amanha e que amanha eu tenho o último dia do curso (aleluia) e vou passar o resto do dia na rua provavelmente, mas domingo ou na madrugada de sábado eu to de volta.

– Estou feliz de estar de volta também. – Pude ouvir a voz de Kol atrás de mim enquanto eu estava parada apreciando a vista de Hogwarts.

– Senti falta daqui. – Eu disse baixo olhando para as milhares de janelas e aos alunos que entravam animados – Mas é meio estranho estar de volta depois...

– Não pense, só entre. – Ele disse suave e firme parando do meu lado. Podíamos ouvir diversos alunos prestando atenção em nós e como sempre não ligávamos.

– Mas, ainda tenho pesadelos com aquele dia. – Eu digo mordendo o meu lábio virando o rosto pra ele.

– Como eu disse... Não pense, só entre. – Ele disse o rosto pra me olhar e eu sabia que no fundo ele estava incomodado por eu não ter o esperado. – Vou estar com você, não se preocupe.

Não pude deixar de abrir um sorriso depois que ele disse isso, Kol estendeu sua mão pra mim e eu a segurei firme. Ninguém estranhou o fato de estarmos de mãos dadas e sim o fato de estarmos lá, afinal todos haviam pensado que Kol estava morto e que eu nunca mais apareceria na escola e muito menos estaria como agora, com 1,70 de altura e com mais corpo que as garotas do sétimo ano, mas como sempre eu tinha que fingir que eu não me incomodava com os olhares penetrantes e com certos comentários maldosos.

– Deixa pra lá. – Eu disse abraçando o braço de Kol o impedindo de se afastar.

– Vou matar ele. – Ele me olhou franzindo a testa puto com um garoto que comentou sobre meus peitos. – Quem esse merda pensa que é pra olhar pra você?!

– Não vale a pena, Kol. – Eu disse baixo tentando diminuir nossa atenção e trazer a sensatez a ele. – Nem começamos o ano letivo ainda.

– Nem ele vai. – Ele deu um olhar assassino para o lufano.

– Vamos logo! – Eu disse o puxando pelo braço sem esforço.

– Você ta morto. – O ouvi murmurar para o garoto que deveria estar no sétimo ano. – Ai! Tinha me esquecido que é forte. – Ele diz cambaleando.

– E eu de que você é louco. – Eu disse o soltando. – Agora senta ai.

– Sim, mamãe. – Ele arqueou a sobrancelha.

Nos sentamos no meio da mesa da Sonserina como de costume. Pude ver os mesmo professores de sempre sentados a sua mesa. Dumbledore conversava algo com McGonagall que olhava raivosa pra uma mulher pequena com um sorrisinho seboso, vestida horrorosamente de rosa da cabeça aos pés. Parecia ser a tia velha solteira de alguém, a tia velha solteira de alguém, mas não minha, já que a minha era muito gata e mais velha.

– Quem é o botijão rosa? – Eu perguntei a ninguém em particular.

– Essa ai é a Umbrigde, trabalha pro Ministro. – Blásio me respondeu depois de acompanhar o riso com o resto da mesa. – Mas não sei o que faz aqui.

– Deve ter vindo dar aulas de como combinar Cardigans peludos cor de rosa com faixas escrotas cor de rosa. – Kol disse rindo arrancando mais risadas da mesa.

– Pelo menos em comparação aos outros bruxos ela esta avançada. – Eu disse enquanto todos da Sonserina me olhavam. – Invés de usar o clássico cabelo da renascença, tenta miseravelmente parecer uma trouxa pobre dos anos 60.

– Quem é o novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas? – Kol perguntou franzindo a testa depois de um tempo.

– Nem fodendo... – Eu disse descrente acompanhando o seu raciocínio.

“... Mostra-nos a história que tudo lembra,

Pois nossa Hogwarts corre perigo

Que vem de inimigos externos, mortais.

E precisamos nos unir em seu seio

Ou miremos de dentro para fora

Avisei a todos, preveni a todos...

Daremos agora início à seleção.”

Só prestei atenção nas últimas longas palavras do sábio chapéu falante. Hogwarts corre perigo, Inimigos externos mortais. Não pude deixar de sentir a culpa, mesmo que eu nem soubesse se ela era realmente minha. Pude sentir uma grande e quente mão segurar a minha debaixo da mesa enquanto eu fingia assistir a seleção de alunos novos. Eu não sabia como um chapéu podia previr perigos, eu sabia que o meu pescoço e o de outros alunos estavam em risco por causa deles, mas eu sabia que também que eu tinha alguém pra me proteger.

– Aos nossos recém-chegados. — Começou Dumbledore com uma voz ressonante, os braços muito abertos e um enorme sorriso nos lábios. — Bem-vindos! Aos nossos antigos alunos: um bom regresso! – O diretor olhou em nossa direção. — Há um momento para discursos, mas ainda não é este: atacar!

A comida apareceu do nada. Pratos de ouro, pernis enormes, legumes e sucos de abobora apareceram pesadamente fazendo nossos estômagos roncarem. Era normal aparecer uma grande jarra de sangue em cima da mesa verde e prata, mas hoje só apareceu quatro. Quatro míseros saquinhos de sangue roubados de um hospital qualquer. Além da falta da jarra enorme, nossas caras de ódio com certeza também atraíram atenção dos nossos colegas de classe.

– Eu não acredito. – Eu murmurei cerrando os dentes com ódio. – Vamos morrer de fome.

– Quatro. Quatro! – Kol disse baixo com ódio cerrando os pulsos com força. – Eles mandaram quatro bolsas de sangue enquanto ele e Elijah têm a porra de um banquete de pescoços jovens e frescos na porra de Mystic Falls.

– Estamos pelo menos cinco horas de barrigas vazias. – Eu pude sentir minhas presas soltarem pra fora, mas não as minhas veias. – Que merda que eles estão pensando?! – Os alunos da Sonserina começaram se preocupar com seus pescoços com razão. – Deixando uma hibrida e um psicopata com fome, por sangue! – Eu disse um pouquinho mais alto controlando pra que as minhas veias não saíssem. – Sem ofensa.

– Tranquilo. – Kol deu o ombro não tão controlado quanto eu rasgando a balsa violentamente com os dentes e bebendo todo o sangue de uma vez.

– Hospital Geral de Mystic Falls. – Eu rolei os olhos depois de ler o rotulo. – Olha só é O negativo, meu favorito, papai é tão atencioso. – Eu disse sarcástica rasgando o topo da bolsa com os dentes e sugando tudo sentindo o maravilhoso gosto metálico do liquido vermelho.

Kol já havia tomado a sua última bolsa e olhava tentadoramente para a minha e depois me olhou pelo canto do olho. Os alunos das outras casas estavam conversando alegremente distraídos com suas vidinhas, já os alunos da Sonserina tinham se afastado consideradamente de nós e assistiam nossos olhares mortais como se testemunhassem uma briga de lobos famintos por um pedaço de carne. Eu soltei a bolsa vazia e peguei devagar a outra cheia erguendo uma sobrancelha pra Kol que não fez nada além de lamber de jeito muito sexy o sangue que estava em sua boca que gritava pra mim possuí-la. Bebi lentamente o resto do sangue sem olhar pra ele ou eu teria uma recaída.

– Acho que agora vocês não vão devorar ninguém. – Disse a voz de Draco a alguns lugares afastados com os outros.

– A menos que mandem mais, eu não teria tanta certeza. – Kol disse ameaçadoramente com um sorriso nos lábios levemente vermelhos. – Ta sujo aqui darling. – Ele disse olhando pros meus lábios.

Kol passou o polegar no meu lábio inferior lambuzado de sangue apoiando os seus outros dedos delicadamente em meu queixo. Ele levou metade do sangue em meus lábios com o dedo que não escapou sem uma leve mordidinha que o fez abrir um sorrisinho de lado divertido.

– Meu deus, ela morde. – Ele disse sarcástico levando o dedão pra própria boca.

– Bem, agora que estamos todos digerindo mais um magnífico banquete. – Eu e Kol rolamos os olhos. — Peço alguns minutos de sua atenção para os habituais avisos de início de trimestre. — Anunciou Dumbledore. — Os alunos do primeiro ano precisam saber que o acesso à floresta em nossa propriedade é proibido aos estudantes... E a esta altura alguns dos nossos antigos estudantes já devem ter aprendido isso também. – Não sei se ele falava isso para nós ou para o trio de ouro. – Como sempre teremos novos monitores. – Ele disse e se fez um leve silencio. – Da Grifinória, Hermione Granger, Ronald Weasley e Angelina Johnson. – As pessoas bateram palmas sei lá por que, mas deu um pouquinho de pena de ver o Potter com uma careta desapontada. – Da Lufa-Lufa Anna About, Ernesto McMillan e Flyn Fletcher. – Mais aplausos, mas eu sei que até ao passado era Cedrico dono desse posto. – Da Corvinal, Cho Chang, Padma Patil e Miguel Corner. – Não fiquei surpresa da pastel de flango ser anunciada. – Da Sonserina, Draco Malfoy... – Bateram palmas para o exibido. – Elizabeth e Kol Mikaelson.

– Isso é novidade. – Eu disse estranhando franzindo as sobrancelhas olhando pra Kol que tinha a mesma cara de duvida e surpresa que eu.

Pude ver um broche verde com um M brotar em minha capa. Era estranho eu e Kol termos sidos nomeados a monitores, tudo bem que tínhamos as melhores grades de notas e que ainda participávamos do time de quadribol e fazíamos com perfeição todas as aulas extras, mas ainda assim faltávamos aulas e sempre quebrávamos as regras da escola tipo o tempo inteiro e passávamos mais tempo na Floresta Proibida que na sala de aula. Mas provavelmente fomos escolhidos porque os outros alunos tem medo de nós e já que passávamos a noite nos corredores depois do toque de recolher mesmo, fora que bem mais fácil delatarmos os outros já que temos capacidade sobrenatural de pegarmos eles e não temos amiguinho ou problemas de dinheiro pra deixarmos os outros ilesos.

– Acho que vou ter que passar a me dar advertências, agora. – Kol fez um biquinho de quem estava pensando enquanto olhava para o broche em seu peito.

– O Sr. Filch, o zelador, me pediu, segundo ele pela quadricentésima, sexagésima segunda vez, para lembrar a todos que não é permitido praticar magia nos corredores durante os intervalos das aulas, nem fazer outras tantas coisas, que podem ser lidas na extensa lista afixada à porta da sala dele. – Kol me olhou com a cara de quem perguntava se o Filch tinha uma sala. — Houve duas mudanças em nosso corpo docente este ano. Temos o grande prazer de dar as boas-vindas à Profª Grubbly-Plank, que retomará a direção das aulas de Trato das Criaturas Mágicas; estamos também encantados em apresentar a Profª Umbridge, nossa nova responsável pela Defesa Contra as Artes das Trevas. – Não me dei o trabalho de bater palmas assim como os outros. — Os testes de quadribol das casas serão... – Ele parou de falar com o olhar penetrante de Umbrigde.

– Hem Hem. – Ela pigarreou alto deixando claro que queria falar.

Ela se levantou, mas continuava quase uma anã. Alguns alunos riram levemente pela mulher não conhecer os hábitos da escola, os professores não se deram o trabalho de esconder a surpresa. Dumbledore se sentou majestosamente como se ouvir a mulher fosse à coisa que mais desejasse na vida.

– Obrigada, diretor. — Disse a professora, sorrindo afetadamente. — Pelas bondosas palavras de boas-vindas. — Sua voz era aguda, soprada e meio infantil que me fazia ter uma aversão por ela. — Bem, devo dizer que é um prazer voltar a Hogwarts! — Ela sorriu, revelando dentes demoniacamente pontiagudos. — E ver rostinhos tão felizes voltados para mim! – Eu olhei pros lados e a última coisa que eu vi foram rostos felizes, tirando por alguns que zombavam dela e de Kol que ma a ouvia e olhava para as próprias unhas. — Estou muito ansiosa para conhecer todos vocês, e tenho certeza de que seremos bons amigos! – Isso foi o bastante para os alunos se entreolharem preocupados com a louca mulher que achava que tínhamos cinco anos.

– Se ela for nossa amiga, acha que seu pai mata ela? – Kol disse parecendo considerar questão.

– Talvez. – Eu dei os ombros ponderando.

– O ministro da Magia sempre considerou a educação dos jovens bruxos de vital importância. Os dons raros com que vocês nasceram talvez não frutifiquem se não forem nutridos e aprimorados por cuidadosa instrução. As habilidades antigas, um privilégio da comunidade bruxa, devem ser transmitidas às novas gerações ou se perderão para sempre. O tesouro oculto de conhecimentos mágicos acumulados pelos nossos antepassados deve ser preservado, suplementado e polido por aqueles que foram chamados à nobre missão de ensinar.

Ela fez uma pausa em uma reverencia para seus colegas e nenhum deles retribuiu o cumprimento. As sobrancelhas de McGonagall se contraíram de tal modo que ela parecia um falcão e ela trocou um olhar significativo com a professora Sprout quando a rosada pigarreou pela milésima vez e eu pude jurar que a professora de transfiguração iria se transformar em uma leoa e atacar o botijão ali mesmo.

– Todo diretor e diretora de Hogwarts trouxe algo novo à pesada tarefa de dirigir esta escola histórica, e assim deve ser, pois sem progresso haverá estagnação e decadência. Por outro lado, o progresso pelo progresso não deve ser estimulado, pois as nossas tradições comprovadas raramente exigem remendos. Então um equilíbrio entre o velho e o novo, entre a permanência e a mudança, entre a tradição e a inovação... – Os alunos saíram do seu silêncio e começaram a falar uns com os outros a fazer o que desse na telha, mas alunos como eu Kol e Hermione bebiam cada uma das palavras dela assim como os professores. — ... Porque algumas mudanças serão para melhor, enquanto outras virão, na plenitude do tempo, a ser reconhecidas como erros de julgamento. Entrementes, alguns velhos hábitos serão conservados, e muito acertadamente, enquanto outros, antigos e desgastados, precisarão ser abandonados. Vamos caminhar para frente, então, para uma nova era de abertura, eficiência e responsabilidade, visando a preservar o que deve ser preservado, aperfeiçoando o que precisa ser aperfeiçoado e cortando, sempre que encontrarmos, práticas que devem ser proibidas.

– Esse foi o discurso mais chato que eu já ouvi. – Kol resmungou com a testa franzida. – E olha que eu passei toda a minha eternidade com o Elijah.

– Mas além de chato foi revelador. Por trás de toda enrolação, é claro. – Eu fiz balancei a cabeça jogando o cabelo pra trás. – Os babacas do ministério vão intervir na escola.

– E ela é claramente racista. – Ele disse com a feição preocupada olhando pra mulher depois pra mim. – Somos da Sonserina, mas ainda somos os maiores mestiços da Terra, então é melhor ficar de olho aberto.

– É melhor ela ficar de olho aberto. – Eu disse com a testa franzida encarando a mulher junto com ele. – Alunos do primeiro ano! – Eu disse me levantando junto com os outros alunos da escola pra podermos ir para nossas casas. – Alunos do primeiro ano me sigam!

Nós saímos do salão ao lado de Draco enquanto guiávamos os novos alunos. O chapéu tinha razão. Esse ano teríamos muitos perigos.

Notas finais
Muitos comentários? Recomendações?