Magic Blood

36 Não Vai Ser Fácil


Notas iniciais
HEY HEY HEY AMORECOS!!!! Como vão? Bem, espero! Já a tia aqui ta como sempre na merda, porém seu vizinho "novo" caridoso (e gostoso) me emprestou o carregador enquanto ele esta viajando e o meu não chega do mercado livre. Eis a questão, tia Celly voltou? Ehhh sim e não pq a tia esta com o notebook, mas ela tem uma verdadeira CARALHADA de trabalhos pra entregar (fora os que ela esta sendo paga pra fazer), então vou postar uma vez ou outra, lembrando que eu tenho várias ouras fics e séries atrasadas peço que peguem leve comigo *^*, mas a promessa maior é para ano que vem e para as férias pq me mudei outra vez, mas dessa vez tenho internet! Enfim fiz um cap bem grade que espero que gere polêmica e que o mundo pegue fogo lá na page dos comentário! Com muuuuitttooooo carinhoooo, Tia Celly!

“Não se preocupe meu doce, vai dar tudo certo eu prometo...“ Ela disse entre tosses, mas ainda assim mantendo o afetado belo sorriso. “Prometa-me que vai seguir seus sentidos e seu coração e lutar por aquilo que acha certo...” Eu a amava tanto que doía e vê-la partir era ainda pior.“ Você nunca estar sozinha meu amor, eu vou estar sempre com você e seu pai também... Sempre e para sempre...”

Eu levantei da cama com um pulo soando frio e mal conseguindo respirar. Passei a mão pelo rosto molhado de suor e lagrimas, esfreguei com força meus olhos pra tentar esquecer o que eu havia visto, me lembrado, mas lembranças como essa nunca saem de verdade de nossas mentes.

– Mikaelson? – Virei a minha cabeça surpresa. – Você esta bem? – Tentei controlar a minha respiração estranhando o jeito quase doce que a Parkinson tinha usado comigo, ela era a única além de mim acordada.

– Sim... Sim. – Eu confirmei com a cabeça limpando havidamente as lágrimas com as costas da mão. – Estou bem, obrigada. Desculpe se acordei você.

– Sabe é normal ter pesadelos... – Ela se virou na própria cama como se não se sentisse bem sendo legal. – Sorte sua que essas duas ai tem o sono pesado.

– É... É normal. – Eu disse concordando e me levantando da cama.

Deveria ser umas seis da manhã já que o sol nascia preguiçosamente o que significava que eu podia tomar banho no banheiro dos monitores. Peguei as roupas que já tinha separado para usar hoje e sai do dormitório o mais rápido que consegui, não tinha ninguém acordado ainda no castelo o que resultou em uma corrida tranquila até o quinto andar.

Entrei na banheira que mais parecia uma enorme piscina de espuma e tentei pensar em tudo, menos nela e falhei miseravelmente. Eu sempre tentava manter a minha mente ocupada pra tentar, não esquecer ela, e sim da dor que a sua lembrança me trazia. Lembrar dos dias de sol que passávamos na varanda, de quando praticávamos no piano, cada uma dessas lembranças só me fazia lembrar que eu a amava e de como sentia sua falta e de que nunca a veria de novo.

Não consegui segurar as lagrimas, e senti um nó na garganta. Fazia tempos que eu me senti assim. Com vontade de chorar e chorar de soluçar. Eu odiava-me sentir desse jeito, sozinha e desamparada, com raiva de mim mesma por ser inútil e não poder ajudar aqueles que eu amo e sempre ser ajudada. Me odiava por não conseguido fazer nada além de segurar a sua mão ver a morte chegar aos seus olhos, enquanto ela me dizia que ia ficar tudo bem, enquanto eu sabia que não ficaria.

Comecei a ouvir barulho de pés nos corredores o que significava que era hora de recomeçar. Vestir as roupas como se fossem armaduras emocionais e fingir que nada havia acontecido. Fingir que eu ainda não me importava com muitas pessoas enquanto eu me importava verdadeiramente com todos, fingir que nada me abalava. Segurar toda a responsabilidade que eu tinha e continuar a me arrastar pelo longo caminho e dizer que havia seguido em frente, ser forte pra carregar todo o peso da culpa que não era minha e dos pecados que eram meus. A vida nunca teve pena de ninguém, muito menos de mim então eu não posso desperdiçar ela sendo a garota que chora no banheiro. Eu sou uma Mikaelson e não é a primeira e nem a última vez que a tristeza vai me afetar.

– Bom dia. – Eu abri um largo sorriso quando me sentei à mesa para tomar café.

– Bom dia darling. – Kol abriu um sorriso encantador e beijou minha bochecha.

É claro que eu me lembrava de vividamente da noite de semana passada e de ontem também, de seus beijos, da angustia, de seu toque e de sua paixão. E dessa vez não havíamos deixado isso para trás, dessa vez não trancaríamos isso no fundo de nossas perturbadas mentes, dessa vez iríamos seguir em frente. Desta vez iríamos continuar o que havíamos começado pelo bem de nossa sanidade. Porque cada segundo que eu ficava em seu lado sem o ter era uma tortura que eu não queria ter em minha longa vida.

– Qual é a primeira aula de hoje? – Kol perguntou me passando a tigela com cereais.

– Sabia que você também recebeu o mesmo cronograma que o meu? – Eu ergui a sobrancelha rindo.

– É mais a diferença é que eu joguei o meu fora. – Ele soltou um sorriso sedutor.

– Pode ser, mas já estamos na segunda semana de aula. – Franzi a testa. – De qualquer forma acho que você poderia me passa a xícara de chá antes de irmos pra aula da Trelawney.

– Ah não faça essa cara de Elijah pra mim. – Ele me empurrou de leve com o ombro rindo me dando a xícara branca.

– Pensei que gostasse da minha cara de Elijah. – Eu ergui uma sobrancelha e fiz uma cara séria enquanto pegava o pequeno pote de mel.

– É claro que não, você é terrivelmente parecida com ele o que é assustador. – Eu ri de sua careta lambendo o meu de meus dedos. – Os cabelos negros parecidos, a pele pálida e o entediante senso de certo, errado e justiça. – Ele fingiu bufar exasperado. – É terrivelmente entediante.

– É a primeira vez que me chamam de entediante. – Eu prendi o fôlego e levei a mão ao peito fingindo estar ofendida.

– Não se preocupe darling você é muito mais sexy que Elijah. – Soltei o ar de meus pulmões drasticamente depois que ele disse isso. – Mas seus olhos são definitivamente de Nik. – Ele parecia ter parado de me analisar de brincadeira e me olhava com um olhar mais detalhista, porém doce. – Não a cor exatamente... – Ele me encarava de perto quase de um jeito infantil e totalmente vidrado. – Os olhos dele são um pouquinho mais esverdeado, sei disso por que já os pintei... Mas o brilho é o mesmo.

– Se refere ao brilho maníaco paranoico ou ao brilho sociopata? – Eu olhei em seus olhos castanhos.

– Nenhum dos dois. – Ele riu docemente. – Me refiro ao brilho selvagem e livre ele tem... Você também tem esse olhar. – Ele segurou minha mão por debaixo da mesa. – Talvez isso seja algo que eu admiro em meu irmão. – Ele disse baixo e desviou o olhar. – Não importa o que ele fizesse ele sempre seria livre e selvagem o quanto ele quisesse e nunca poderia ser parado, mas seus olhos ao mesmo tempo têm um brilho doce que meu irmão com certeza não tem.

– Quem diria que eu ouviria tais palavras do “mais selvagem” dos Mikaelson. – Eu disse baixo sem conseguir conter um sorriso.

– Bom, é a primeira vez em séculos que eu não escuto só ao meu ego, então creio que realmente ao inesperado vindo de mim.

Ele abriu um sorriso de lado, não um sorriso sedutor, nem um sorriso sacana, foi um sorriso involuntário de alguém que parecia finalmente estar feliz e se ele estava feliz eu também estava. Talvez fosse um dos fardos do amor, você só estava feliz se a outra pessoa estava. Eu não estava inteiramente feliz, mas vê-lo abrir um sorriso fazia meu peito se aquecer de um jeito novo e revigorante e me dava vontade de viver.

– Mikaelson, posso falar com você? – Ouvi a voz de Draco que quase me fez ter um infarto.

Eu não sabia se eu o dava um soco ou se o abraçava por ter quebrado nosso clima. Minha mão estava pousada no braço de Kol e por muito pouco já não estava na sua nuca e o trago por um beijo, o refeitório ainda estava razoavelmente cheio já que faltavam 40 minutos para as aulas começarem, mas pelo menos uma pessoa deve ter achado estranho todo esse clima entre nós.

– Claro. – Eu respondi decidindo não ficar com raiva dele, já Kol claramente queria socar o coitado. – Pode guardar um lugar pra mim?

– Claro. – Ele respondeu entre dentes se levantando. – Te vejo na aula.

– Ele esta bem? – Draco perguntou erguendo a sobrancelha ao ver Kol praticamente quebrar o piso com seus pés.

– Você ainda tem um pescoço. – Eu me levantei com um sorriso vendo o ataque de ciúmes de Kol sendo descontado em um garoto do terceiro ano parado em sua frente que caiu no chão depois do empurrão. – Ele ta se controlando.

– To vendo. – Disse o loiro provavelmente se preocupando com sua saúde. – Podemos ir pra outro lugar?

– Ok. – Eu respondi obviamente estranhando, mas deveria ser importante.

Peguei minha bolsa e meus livros, o segui pelos corredores do castelo, ele entro em uma sala vazia no mesmo andar de nossa próxima aula, ele parecia nervoso, mais ou menos como se houvesse ensaiado tudo o que iria dizer, mas na hora de falar tivesse esquecido tudo e agora não sabia por onde começar. Eu já começava a me irritar.

– Preciso de sua ajuda. – Ele disse de supetão me dando um susto por ouvir isso vindo dele.

– Não pode pedir pra outra pessoa? – Perguntei com uma careta, eu não queria fazer favores pro Malfoy, todo o meu ser rejeitava isso.

– Juro que se pudesse eu não pediria a você. – Ele também não parecia gostar muito disso, mas claramente estava desesperado. – Por favor, Elizabeth.

– Diz o que é e eu vou pensar. – Ele não parecia contente com isso. – Prometo não contar a ninguém. – Isso o pareceu o deixar um pouco mais aliviado.

– Merlin eu to muito fudido. – Ele disse sem acreditar se sentando em uma cadeira enquanto eu me escorava em uma mesa. – Eu preciso fugir.

– O que?! – Eu perguntei sem crer em meus ouvidos.

– Meu pai é um comensal. – Ele disse o que todos já sabiam. – E quer que eu me junte a ele nessa causa fudida e eu definitivamente não estou afim. – Ele disse e eu dei os ombros fazendo voltinhas com o dedo o fazendo continuar. – Você é a minha última saída pra essa vida.

– Não vou me casar com você se é o que esta sugerindo. – Ergui uma sobrancelha.

– Não sei se te agradeço ou entro em pânico. – Ele solta uma risada da própria desgraça.

– Não tem mais ninguém que possa pedir ajuda? – Eu começava a me preocupar com o loiro. – Ou se virar sozinho você tem dinheiro.

– Não é tão simples. – Ele franziu a testa olhando pro outro lado da sala. – Só posso pegar a herança do meu avô com 17.

– Não vai demorar muito, você não tem nenhum parente mesmo? – Ele negou com a cabeça. – Os pais de seus amigos também são comensais? – Ele confirmou com a cabeça. – Potter! – Ele me olhou surpreso. – Vocês dois parecem ter deixado as magoas de lado...

– Não! – Ele negou me interrompendo.

– Draco ele pode não te amar, mas tenho certeza de que Dumbledore...

– Não! Não posso pedir ajuda ao Potter e aos aliados dele. – Ele disse obviamente me escondendo algo.

– Draco, vai ter que me dizer exatamente o que esta acontecendo pra que eu possa ajudar. – Eu parei de fingir que não me importava.

– Assim que eu fugir eles vão me caçar e eu estando com o Potter pioraria tudo... Não posso deixa-las em mais perigo por minha causa. – Ele parecia determinado.

– Quem?!

– Hermione! – Parecia que eu tinha levado uma bofetada verbal. – Se eu me juntar a Dumbledore, eles com certeza iriam caçar ela primeiro...

– Gosh... Você ta apaixonado pela Hermione... – Eu tava estupefata demais pra aprestar atenção nele.

– De que merda você ta rindo?! Eu to desesperado! – Ele disse enquanto eu ria dele.

– Desculpa... – Eu tomei fôlego segurando o riso com a mão. – É que é muito engraçado... Desde quando você ta... – Eu não consegui terminar por que eu estava ocupada rindo.

– Sei lá desde o terceiro ano, talvez. – Ele deu os ombros, irritado.

– Continua, por favor. – Estendi a mão pra ele controlando o meu ataque de risos.

– Não posso simplesmente sumir também, por que eles estão com a minha mãe. – Eu parei de rir e passei a ouvir o tom serio e preocupado com o loiro. – Se eu fugir e deixar ele pra trás vão matar a minha mãe. – Eu sabia muito bem a dor de perder a mãe. – Se adiássemos o casamento eu poderia trazer minha mãe...

– Não vai haver casamento! – Eu disse.

– Juro que eu não pediria isso se não precisasse Elizabeth, só vamos adiar o inevitável.

– Você não esta entendendo, não vai haver casamento algum! – Ele me olhou sem entender, senti minhas bochechas corarem levemente e voltarem ao normal. – Olha... – Eu me importava com a vida de Draco, mas eu não casaria com ele ou com qualquer outro. – Posso te ajudar, mas de outra forma.

– Como? – Ele perguntou provavelmente estranhando o jeito brusco que eu neguei o noivado confirmado há anos.

– Posso levar você comigo. – Eu disse depois de pensar um pouco. – Pode morar com minha família, posso convencer meu pai de fazer você protegido dele... – Eu ponderava a ideia arriscada. – Não seria impossível ele já fez isso antes... – Eu o olhei com certa pena.

– Seu pai já teve um protegido? – Ele pareceu estranhar e com razão.

– Sim meu irmão mais velho Marcellus... Meu pai adotou ele há alguns séculos atrás. – Eu disse me lembrando de Marcel e de que eu deveria ir visita-lo nas férias. – É claro que as coisas não acabam bem pros protegidos do meu pai.

– O que quer dizer? – Ele ergueu uma sobrancelha.

– Ciúmes e surtos paranoicos. – Eu soltei uma risada involuntária. – Mas você apaixonado pela Hermione já corta pelo menos metade de seus problemas. – Ele rolou os olhos. – Você poderia morar conosco e daríamos um jeito de buscar a sua mãe...

– Mas...? – Ele sabia que sempre havia um, mas.

– Vai ser perigoso, pra cassete. – Eu dei a ênfase pra verdade cruel.

– Como morar com vocês pode ser mais perigoso do que na minha casa? – Ele franziu a testa.

– Nunca parou pra pensar a razão de eu só ter um amigo? – Ergui uma sobrancelha. – Por que é perigoso, ficar com os Mikaelson é perigoso, morar com eles mais ainda, tentaram me matar antes mesmo de eu nascer e vai por mim eu não to exagerando quando digo que foi a tia do meu pai que tentou me matar. – Ele parecia realmente surpreso em ouvir isso. – Vou mandar a real pra você, quer nossa ajuda isso quer dizer que você querendo ou não pagará um preço que eu não vou poder impedir, você vai ser usado, vai se machucar e tem uma chance bem grande de morrer por que os problemas dos Mikaelson vêm de dentro para fora. – Seus olhos estavam meio perplexos, mas atentos. – Você entendeu?

– Entendi. – Ele respondeu com mais firmeza do que eu esperava.

– Ótimo. Agora precisamos de um plano pra te levar pra minha casa.

Notas finais
Espero que tenham gostado amores! Fiz com carinho e fico muito grata em ler cada um dos cometários