Magic Blood

23 Minhas Férias Forçadas


Notas iniciais
Agora as coisas vão ficar um pouquinho entediantes, mas não se preocupem que a animação vai voltar em breve.

Passamos pelo menos cinco horas dirigindo até o aeroporto mais próximo e esses anos foram o que eu no mínimo posso chamar de exaustivo. Passamos dias e dias viajando de um lado pro outro pelo mundo e sempre ficávamos tempo o suficiente para nos entediarmos ou pra não me dar tempo de eu pensar em algo pra tirar Kol do caixão. Rodamos por literalmente todo o mundo e por vezes eu me esbarrava por uma comunidade mágica que como sempre estava em um risco inimaginável. As coisas só ficaram realmente interessantes quando eu arrumava as minhas coisas pra sair da Romênia.

– CUIDADO! – Eu segurei o braço de Rebekah. – Você quase pisou no ovo!

– Isso é um ovo?! – Ela olhou espantada quando eu peguei o ovo pesado. – Me parece uma pedra. — Estávamos nos equilibrando sobre as pedras enquanto visitávamos o centro romeno. – Só pode ter sido uma galinha gigante que colocou isso. – Ela riu descrente.

– Se agora chamam um dragão de galinha. – Eu dei os ombros.

– Dragões? – Ela me olhou como se eu fosse louca.

– Vai por mim eles existem. – Eu dei uma risada. – Vamos acho que deve ter uma reserva pra eles por aqui, até porque a Romênia é a terra deles ou pelo menos da maioria.

Coloquei o ovo pesado delicada mente na minha bolsa e bati levemente com o pé no chão. Luzes verdinhas apareceram me indicando e pelo jeito Bex não tinha nada melhor a não ser me seguir. Andamos em silencio por alguns minutos até um beco cuja única saída era um enorme muro de pedra.

– Vamos embora Effy. – Bekah disse olhando pros lados. – Não tem nada aqui.

Mas como sempre eu não a dei ouvidos e peguei a varinha que não usava a pelo menos um ou dois anos e dei algumas batidinhas na parede exatamente como eu fazia para entrar no Beco Diagonal e o resultado foi o esperado. A enorme parede se dividiu ao meio nos dando passagem pra montanha onde tinha nada mais nada menos que enormes dragões cuspindo fogo.

– Ainda duvida da existência deles? – Pisquei pra minha tia que estava de boca aberta.

Assim que nós entramos pudemos ver alguns domadores dando o sangue e o suor pra tentar manter os dragões na linha quase ninguém pareceu notar que estávamos ali.

– O que essas garotas fazem aqui?! – Um romeno gritou como se não fosse comum ter turistas nessa época do ano. – Você! – Ele apontou pra alguém. – Veja o que elas querem!

Bex me olhou com os olhos arregalados e eu dei os ombros. O romeno mal humorado obviamente era o chefe deles. Um cara finalmente veio nos ouvir, ele era alto, musculoso, tinha algumas cicatrizes nos braços, os jeans azuis rasgados e cabelos ruivos alaranjados num penteado desgrenhado.

– Como posso ajuda-las? – Ele disse com sotaque inglês e um enorme sorriso branco.

– Achamos esse ovo na rua, então achei melhor trazer pra vocês. – Eu tirei o enorme ovo marrom escuro que lembrava cobre queimado.

– Nossa! Muito, muito obrigado, vocês não imaginam o trabalho que daria se essa coisinha eclodisse na rua. – Ele pegou o ovo da minha mão entusiasmado. – Podem vir até o escritório e assinar um formulário, sabe nem nós fugimos da burocracia. – Ele riu e nos o seguimos e nem precisei olhar pra Rebekah pra saber que ela estava interessada no ruivo gostosão. – Sabe muitos bruxos não tem coragem de vir até aqui ou carregar um ovo de dragão na bolsa, como conseguiram nos achar?

– Um feitiço básico de quatro pontos. – Eu dei os ombros sorrindo de volta.

– Mas ainda muito bom pra quebrar nossa barreira. – Ele disse olhando pra Bex.

– Oh, não ela é a bruxa, não eu. – Ela sorriu.

– Você ainda me parece ter idade pra estar em Hogwarts. – Ele me olhou de cima a baixo provavelmente reconhecendo o meu sotaque.

– Tenho meus truques. – Eu sorri de lado.

– Você deve conhecer meus irmãos. Sou Carlos Wesley, mas podem me chamar de Carlinhos. – Ele disse abrindo a porta do escritório.

– Bem que eu suspeitei quando vi os cabelos ruivos. – Eu ri. – Effy e Rebekah Mikaelson. Estudei na mesma turma de Ronny e devo dizer que já levei muitas detenções de Percy quando soltava bombinhas com os gêmeos.

– Ai não! Eu trouxe uma cúmplice de Fred e Jorge pra um centro cheio de dragões. – Ele disse brincalhão vasculhando uma gaveta. – Preciso que alguém maior de dezessete assine aqui. – Ele nos estendeu uma pena, mas não parecia ter certeza já que eu tinha realmente quase quinze anos e Bex parecia uma adolescente.

– Essa definitivamente sou eu. – Bex pegou a pena o que com certeza fez Carlinhos a olhar com mais atenção já que sabia que ela não era menos de idade, embora ele mesmo parecesse ter uns dezenove ou vinte. Pude ver que ao lado da folha Bekah colocou o numero do seu celular o que me fez prender o riso.

– Acha que eu posso levar um dragão? – Eu perguntei tentando controlar o riso.

– Não tenho muita certeza. – Ele conferiu o papel e franziu a testa virando ele de lado e depois olhando pra Bex como se ela fosse louca e eu quase que cai na gargalhada. – Nós temos um dragão que é pra estimação, acho que seria perfeito. – Ele ainda parecia inserto sobre nos dar um animal que cospe fogo.

Ele saiu do escritório e deixou o ovo com um cara qualquer e nos guiou até um tipo de canil. Tinha vários dragões de varias raças e tamanhos diferentes, mas nenhum deles parecia ser maior que meu braço. Eu parei em frente a um que me parecia ser o maior de todos eles, era todo negro e tinha a calda em formato de flecha.

– Um Negro das Ilhas Híbridas. – Eu abri um largo sorriso acariciando o seu queixo que era duas mãos minhas entre as barras.

– Parece que entende de dragões. – Ele riu atrás de mim.

– Aprestava atenção nas aulas de trato das criaturas mágicas. – Dei os ombros.

– Então acho que talvez não seja um problema você comprar ele. Esses dragões não crescem a não ser que você queria. – Eu o olhei. – Você pode treinar eles com palavras que funcionam como comando pra o fazer crescer até o tamanho de um dragão adulto ou o fazer cuspir fogo. Você já deve saber que um Negro Das Ilhas Hibridas ocupa cerca de 180 km quando é um adulto, certo? – Eu confirmei com a cabeça. Ele abriu à gaiola e o dragão subiu em meu ombro e esfregou o queixo em meu cabelo. – Ele gostou de você.

– Quanto é? – Eu perguntei acariciando o meu novo bichinho.

– Quinze mil galeões. – Ele disse.

– Pode mandar sacar do cofre da família Keller. – Eu peguei um tipo de talão de cheque dos bruxos e assinei. – Acha que pode me arranjar alguns frascos de sangue de dragão? – Eu fiz a cara mais inocente possível. – Metade do meu livro de poções pede como ingrediente.

– Claro! – Ele abriu um sorriso quase embriagado típico de alguém que fora influenciado.

O Weasley mais velho deixou o local e logo depois voltou com pelo menos dez frascos de sangue de dragão o que seria pelo menos um litro. Coloquei os frascos na minha bolsa tira colo que felizmente tinha um fundo mágico, então eu poderia colocar uma casa lá dentro que ainda sobraria espaço pra um carro e nem sequer pesava.

– Pode entregar isso pra Fred e Jorge? – Eu estendi uma caixa da Zoncos pra ele.

– Claro vai ser um prazer. – Carlinhos era um cara muito legal.

Eu e Bex saímos do lugar cheio de dragões quando ela decidiu ser mais direta e convidar ele pra jantar o que não foi surpresa quando ele aceitou. Saímos de trás do beco e muitos me olharam fazendo caretas, mas a maioria deveria pensar que era um lagarto grande demais pra uma adolescente carregar na rua.

– Sabe que bruxos não usam telefone né? – Eu ri lembrando-se da careta do ruivo.

– Isso explica o porquê ele achar que eu sou louca. – Ela riu. – Porque precisa de sangue de dragão? Pensei que meu irmão não deixasse você voltar pra Hogwarts. – Ela me olha curiosamente acusadora.

– Nada que deva se preocupar Bex. – Eu disse a influenciando a mudar de assunto.