Notas iniciais
Já estou escrevendo a continuação desse cap, mas por enquanto vai ser só isso, mas provável que eu poste hoje mesmo o resto

Paris. O destino depois da Romênia. Eu já conhecia a Europa com a palma da minha mão e Paris era o lugar que mais convivia depois de Londres, já que meu primeiro destino depois de morrer em Hogwarts foi uma escola trouxa na França, mas nada que tenha durado muito tempo. Eu nem sequer tinha muita noção de tempo, quando se é imortal você não se da o trabalho de comemorar aniversários, ainda mais quando não tem ninguém para chamar pra festa. Pelas minhas contas deveria ter cerca de um ou dois anos depois que eu tinha saído de Hogwarts, o que significava que eu tinha quinze anos e como esta nevando em deve ser dezembro, perto do meu aniversario.

Eu sentia falta de Hogwarts. Não muito das pessoas de lá e sim das aulas, do quadribol, de deitar na grama perto do lago pra ver a neve cair e de Kol. De nossas brincadeiras, das brigas, da magia, de tudo. Sinto falta de Kol e da maneira de como ele me fazia sentir viva. Quando eu morri eu comecei a soltar mais poder do que gostaria e aquilo é só o começo. Eu precisava urgentemente de alguém experiente em magia pra me ajudar a controla-la porque não bastava eu ser uma adolescente o que piora as coisas, mas eu também era uma loba meio vampira e a primogênita da minha geração o que me fazia ficar a um passo de me entregar a loucura e expelir magia pra todo o canto matando a todos que eu amo. Mas por sorte eu ainda tinha autocontrole o suficiente pra não matar ninguém, não que não me desse vontade, mas era porque eu precisava me manter no controle.

– EFFY! – Alguém chamou meu nome me fazendo virar pra ver.

– PAT! – Eu corri em direção do garoto que me levantou abraçando a minha cintura.

– Cara quanto tempo! – Ele disse quando eu beijei o topo de seus cabelos castanhos. – Já faz dois anos.

– Você já se formou?! – Eu arregalei os olhos. – Espera, eu já sabia disso. – Eu rolei os olhos rindo.

– Eu ainda não acredito que você veio até Paris! – Ele bagunçou os meus cabelos. – Nas suas cartas não parecia que você tinha crescido tanto.

– Se com isso você quer dizer que eu estou mais gostosa, obrigado. – Eu pisquei um olho o fazendo enrubescer. – E eu prometi ver o meu artilheiro favorito jogar na sua primeira final de quadribol.

– Adoro ter amigos ricos que podem mudar de país pra me ver jogar. – Ele voltou ao normal jogando seu braço em meus ombros. – Agora me diz como passou esses dois anos e eu sei que você falou nas cartas, mas eu quero ouvir você falar.

– Bom eu viajei por, literalmente, todo o mundo. – Eu contei com os dedos olhando pro nada. – Estudei por alguns meses em Beauxbatons, em algumas escolas trouxas no Japão e um semestre em Durmstrang. Vi algumas coisas bisaras e acho que tem mais gente querendo me matar.

– Uau! – Ele disse impressionado. – Como sua vida é entediante!

– A você não faz ideia! – Eu ri da verdade. – Ela é tão chata que me fez vir até a França pra ver um cara jogar um esporte com vassouras. – Eu o empurrei de lado. – Logo depois de ter comprado um dragão.

– Tá brincando?! – Ele me olhou duvidoso.

– Quer apostar? – Eu ergui uma sobrancelha.

– Dois galeões. – Ele disse convicto.

Eu assoviei e logo depois um dragão do tamanho do braço dele veio voando em nossa direção e pousou no meu braço. Patrick me olhou fazer carinho na criatura com os olhos esbugalhados enquanto eu ria dele e estendia a mão.

– Você é louca. – Ele disse jogando duas moedas douradas em minha mão. – Você comprou um dragão!

– Patrick diga oi pro Rhaegar. – Eu disse sorri acariciando o meu bichinho.

– Oi, eu acho. – Ele foi tentar fazer carinho no dragão e quase perdeu o braço. – Acho que Rhaegar é ciumento.

– Olha só isso. – Eu ri esticando meu braço o fazendo andar até meu punho. – Melhor se afastar. – Patrick rapidamente obedeceu. – Dracarys.

Rhaegar cuspiu fogo pela boca fazendo Patrick dar um pulo pra trás ou seria acertado em pelas chamas. Mesmo pra um dragão naquele tamanho ele poderia destruir cidades só com aquelas chamas fascinantes.

– Agora eu tenho certeza que você é louca. – O moreno ficou pálido quando eu deixei Rhaegar voltar pro céu. – Você comprou um dragão?!

– E o treinei. – Eu me virei sorrindo. – Deveria vê-lo na forma original é esplêndido. Meu pai quase me matou quando o trouxe pra casa.

– Imagino. – Ele ergueu as sobrancelhas. – Falando nisso onde ele esta?

– Em algum lugar da França me vigiando ou vendo velhos inimigos. – Dei os ombros.

Passamos o resto da tarde juntos. Conversando banalidades e como passamos esses dois anos. Patrick ficou noivo de Corvina assim que se formou eu não me lembrava dela, mas de acordo com ele a garota agora era assistente medica no Saint Mungs. Ele me convidou pro casamento que seria no final de fevereiro. Quando estava quase anoitecendo ele disse que tinha que chegar cedo ao estádio de quadribol e me deu dois ingressos pro camarote. Na minha longa lista telefônica só havia quatro números pra ligar e só três iriam atender, então liguei pra Elijah.

– Tio gostaria de ver um jogo comigo? – Eu disse assim que ele atendeu.