Notas iniciais
Ebaaa mais uma cap!!!!!!!!! Já vou responder vcs lindas é que quando eu vou escrever eu desligo o navegador pra poder me focar, enfim espero que gostem!

– CARINHO DE DOCES! – Pudemos ouvir à senhora passar pelo corredor nos matando de susto e fazendo nos separar subitamente e fazendo o meu corpo já se sentir frio sem o seu.

– Essa mulher ainda vai me fazer enfartar. – Ele resmungou me olhando como se finalmente tivesse se dado conta do que acabamos de fazer.

– Vou trocar de roupa. – Eu disse desviando o olhar e ele só acena com a cabeça.

Pego meu uniforme no malão e saio da cabine tentando parecer o mais normal possível, como se eu não tivesse acabado de dar uns amasso no meu tio. Tudo normal. Isso não iria acabar bem, sabíamos disso. Meu pai ficaria furioso com qualquer um que eu beijasse, mas Kol, ele era definitivamente a pior escolha de todas, mas com certeza a mais sexy. Meu pai iria nos destruir e ainda assim tínhamos acabado de nos pegar na cabine de um trem e agora cada fibra de meu corpo clamava por ele. Eu já sentia falta de seu calor, de seus lábios e de seu corpo, e mesmo ciente do final trágico digno de Shakespeare que teria eu ainda queria voltar lá e tomar os seus lábios.

– Olha por onde anda garota! – Eu ouvi uma voz estridente da pessoa que esbarrou em mim.

– Olha só quem eu tenho o completo desprazer de encontra. – Eu digo voltando ao normal olhando para a cara de buldogue aterrorizada. – Pato Parkinson.

– Você... Você... – Ela gaguejou mais pálida que o normal.

– Eu, eu. – Eu disse a imitando. – Sim eu voltei e pela sua carinha horrível, aposto que lembra quando eu disse que voltaria pra fazer da sua vida um inferno.

– Como você conseguiu voltar? – Ela tentou se recompor miseravelmente.

– Isso não é da sua conta. – Eu disse sexy passando o meu dedo pelo seu queixo nodoso. – Mas me responda uma curiosidade. – Eu disse enquanto ela congelava o próprio corpo de medo e ódio. – O Draquinho ainda faz você ser sua putinha particular? – Eu fiz uma vozinha cômica com um biquinho e um falso olhar de pena.

– Sua... – Ela disse com lagrimas nos olhos.

– E pelo jeito você continua tão patética que conseguiu levar um pé na bunda da doninha. – Eu dei uma batidinha em seu ombro. – Será que ele arranjou alguém melhor pra comer? – Eu pendi a cabeça pro lado batendo o meu dedo indicador nos meus lábios ainda inchados pelos beijos. – Ou será que ele esta morrendo de amores pela noiva que nunca vê? – Ela estava vermelha de ódio. – Espero que não seja a segunda, afinal eu não gosto de loiras. – Eu rio com deboche. – Bom, vou deixar você com o seu ódio em paz, já estamos quase chegando e não quero chegar a Hogwarts com roupas de trouxas.

– Sua cachorra. – Ela disse quando eu me virei de costas.

Usei a minha velocidade pra pegar ela de surpresa e a prender pelo pescoço contra a parede do trem, antes que ela me lançasse um feitiço com sua varinha. Eu a encarei com um falso olhar de pena e afrouxei levemente a mão pra que ela pudesse respirar pelo menos um pouco e dei o meu famoso e maravilhoso sorrisinho de lado ameaçador que a fazia tremer de medo.

– Parece que os anos sem mim fez com que você ficar enferrujada Pan. – Eu disse tombando a cabeça de lado. – Eu sei que somos da Sonserina, mas acho que você deveria ter o mínimo de honra e não tentar amaldiçoar alguém pelas costas, que feio. – Eu disse com sarcasmo. – Mas não fique triste hoje eu to me sentindo misericordiosa, então acho que vou deixar você viver até pelo menos chegarmos ao castelo. – Eu abri um sorriso soltando a garota. – Tchauzinho Pan.

Eu pisquei pra ela e voltei a andar até o vestiário. Já conseguia ver Hogsmeade enquanto eu tirava a minha blusa. Eu não pude deixar de me sentir esperançosamente imbecil enquanto me trocava. O que eu estava pensando?! Eu nunca tive certeza se pensava nele “daquele jeito” e muito menos que um dia eu iria poder fazer o que fizemos e que bem menos ainda que ele fosse corresponder. Era difícil de admitir, mas minhas pernas ainda estavam bambas, minhas mãos dormentes e só agora meu coração tinha parado de bater descomunalmente contra o meu peito foi como se eu tivesse dado o meu primeiro beijo outra vez e sinceramente se eu soubesse que iria ser deste jeito... Eu nem sequer sei do que estou pensando se o meu pai ou qualquer outra pessoa descobrir estaríamos mortos com certeza e por mais que os seus lábios com um sabor único e incrivelmente macio e morno contra os meus...

– Mas que merda! – Eu disse comigo mesma espalmando a parede a minha frente. – Merda, merda, merda! – Eu apoiei a minha cabeça contra a parede respirando fundo tentando me concentrar e tentar não pirar e sair correndo atrás do corpo dele. – Puta merda! – Eu suspirei e joguei o meu cabelo por fora da capa preta com detalhes verdes.

Abri a porta do vestiário de supetão e fazendo a cara mais confiante e arrogante que eu conseguia fazer nessas condições e a única face que os estudantes de Hogwarts conheciam como minha. Esse ano com certeza seria diferente, talvez fosse melhor, talvez venha a ser uma completa merda, mas independente do que fosse eu tinha que desfilar pelo trem batendo o meu salto no piso enquanto ele estacionava na estação de Hogsmeade pra que eu e outros alunos pudéssemos pegar as carruagens para a escola.

Normalmente eu voltaria para a cabine ou esperaria por Kol, mas não tenho certeza se seria aconselhável pra uma adolescente á flor da pele ir ao encontro de um cara gato sem que queira se agarrar com ele, muito menos eu que sou uma vampira que sentem tudo milhões de vezes mais ampliadas e que sou uma loba que ta sempre com vontade de agarrar qualquer um o tempo inteiro.

– Eu só posso estar ficando louca. – Eu murmurei olhando a única carruagem livre. – Olá, Luna posso me sentar? – Eu perguntei à loira.

Só a reconheci porque ela é a única pessoa que usa colar de rolhas de cervejas, brincos de rabanetes e lê revistas de cabeça para baixo, sem contar na longa cabeleira loira desgrenhada. Ela só balançou a cabeça confirmando, me sentei em silêncio no outro banco da carruagem e torcendo pra que puxasse logo ela para o castelo.

– O que são isso? – Pude ouvir uma voz que não era estranha e só então pude ver pessoas se aproximando.

– Que coisas? – Pude ver uma garota com uma grande juba castanha.

– Esses cavalos. – Um guri de cabelos pretos e óculos de aros redondos apontando para frente da carroça onde estavam os cavalos negros esqueléticos.

– Não tem nada... – Um garoto ruivo disse estranhando o amigo e logo percebi que era o trio de ouro seguido pelos dentes tortos de Longbotton e a cabeleira ruiva de Gina Weasley.

– É claro que tem! – Harry puxou o braço do ruivo. – Ali bem nas trevas atados a carruagem!

– Não tem nada Harry! – Hermione disse franzindo a testa e me fazendo prestar um pouco mais de atenção neles.

– Vamos entrar logo, esta bem? – Ronny disse puxando o seu braço de volta se afastando do amigo. – Esta se sentindo bem?

– Não esta ficando louco Potter. – Eu disse chamando a atenção deles. – Posso vê-los também.

– Você pode? – Ele perguntou hesitante relembrando quem eu era.

– Posso. – Eu confirmei com a cabeça fazendo uma cara entediada e não tentado pensar no motivo pelo qual eu posso ver eles. – Não se preocupe você provavelmente é mais são do que eu. – Eu dei os ombros olhando pra frente. – Agora querem por logos essas bundas gordas aqui dentro pra podermos ir embora logo?!

Notas finais
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