Magic Blood
16 Me Ferrei em Herbologia
Pude ver a longa cabeleira ruiva de Gina Weasley na fileira de alunos do primeiro ano que estavam prontos para seleção, a garota me viu na mesa da Sonserina e me deu um tchauzinho tímido e eu não consegui deixar de dar um sorriso pra ela. Também vi na outra mesa Jorge e Fred que me olhavam confusos provavelmente por não conseguirem falar comigo e também notei que Ronny e o Cicatriz não estavam na mesa vermelha e dourada e corria um boato ridículo sobre um carro voador que eu acredito que seja o jeito que os meninos chegaram na escola.
– Aposto que a ruiva com roupas de segunda mão é uma Weasley. – Draco zombou e ele ficou absolutamente corado quando eu o joguei um olhar de fúria.
– Dobre a língua pra falar dos Weasley, Malfoy. – Eu disse ríspida voltando a olhar pra frente.
Como o esperado a ruiva caiu na Grifinória junto com os irmãos que batiam palma feito loucos. Depois disso o jantar foi rápido, eu e Kol bebemos todo o sangue da jarra e não prestamos atenção nos avisos do diretor. Quando desci até as masmorras eu tive um mau pressentimento de que algo ruim iria acontecer no castelo, mas eu ignorei, mas também fiquei com o olho aberto.
– Bom dia bruxinha. – Kol disse quando eu me sentei do lado dele na mesa pro café.
– Bom dia. – Respondi pegando um bolinho.
– Bom dia. – Draco disse se sentando do meu lado enquanto eu erguia as sobrancelhas pra ele.
A manha foi comum, tirando pelo fato que Ron Weasley recebeu um berrador de sua mãe e eu tenho que admitir que foi bem engraçado e ao mesmo tempo assustador ouvir os berros de Molly Weasley 50 vezes mais altos que o normal fazendo o garoto se encolher debaixo da mesa só deixando a testa vermelha pra fora.
– Qual é a sua primeira aula? – Meu tio perguntou olhando o próprio horário.
– Herbologia com a Corvinal e você? – Eu perguntei pegando a minha mochila.
– Trato de criaturas mágicas com a Lufa-Lufa. – Ele rolou os olhos me fazendo rir. – Se eu quisesse cuidar de criaturas mágicas eu ficava em casa.
– Poderíamos ensinar como domar os Mikaelson. – Eu me levantei pegando a minha mochila.
– Os Mikaelson criaturas letais e extremamente temperamentais. – Ele disse imitando um repórter.
– Elijah Mikaelson, o pacifico. – Eu o imitei. – Sempre em prol da redenção familiar e de terno.
– Mas cuidado. – Kol falou teatralmente. – Se ferir sua família ou sujar o seu terno ele vira uma fera terrível!
– Niklaus Mikaelson, o paranóico. – Adorávamos zoar nossa família. – Sempre com fome, desconfiado de tudo e adora esfaquear os irmãos.
– Klaus sofre do complexo macho alfa. – Kol me fez rir da verdade. – Sempre quer tudo e estar no comando, não importa como.
– Rebekah Mikaelson, a encalhada. – Eu disse isso e meu tio quase chorou de rir. – Sem sorte no amor, a eterna viúva, sofre com o beijo da morte.
– Absolutamente todos os seus amantes morrem, assassinados... – Kol continuou a brincadeira. – Pelo seu irmão Niklaus o qual ela é fiel escudeira e sofre do complexo loira burra e vadia vingativa.
– Sabe eu não entendo vocês. – Eu nem tinha notado que Draco nos seguia. – Vocês nunca deixam ninguém falar da família de vocês, mas vocês os ridicularizam.
– Porque vocês não os conhecem para falar deles. – Eu respondi fria. – Nos convencemos com a nossa família à vida inteira, sabemos os nossos demônios e viveremos com eles pra sempre, literalmente.
– Mesmo assim! – O garoto insistiu. – Não deveriam falar assim deles, são a família de vocês.
– E é por esse exato motivo que falamos deles. – Kol riu. – Você não sabe o que fazemos uns com os outros e também não sabe o que fazemos uns pelos outros.
– Como o que, por exemplo? – Eu queria saber o porquê esse garoto estava tão curioso. – Vocês não parecem do tipo que precisam de ajuda.
– Bom temos uma longa lista de óbitos, mentiras, traições, alianças e poder só para cuidar uns dos outros. – Eu respondi. – Meu noivado com você se acrescenta na lista ou você acha que eu topei isso por nada.
– Te vejo no almoço. – Disse Kol indo para o outro lado dos jardins enquanto eu e o loiro íamos para as estufas.
– Quer uma dica Malfoy? – Eu olhei de relance pra ele enquanto entravamos na estufa 3. – É melhor aprender aonde esta se metendo.
– Vamos reenvasar Mandragoras hoje. – Disse a professora Sprout. – Agora, quem é que sabe me dizer quais são as propriedades de uma Mandragora? – Eu levantei a mão. – Mikaelson.
– A Mandragora é um tônico reconstituinte muito forte. – Kol me forçava a ler e reler os livros da escola. – É usada pra trazer de volta as pessoas que foram transformadas ou foram enfeitiçadas no seu estado natural.
– Esplêndido! Dez pontos para a Sonserina. – Disse Sprout. – A Mandragora é o ingrediente essencial para a maioria dos antídotos, mas é também perigosa, alguém sabe dizer o por quê?
– O grito da Mandragora é fatal pra quem ouve. – Draco respondeu do meu lado.
– Exato, dez pontos para Sonserina. Agora as Mandragoras que temos aqui são muito novinhas, então o seu grito não mata só deixa inconsciente por varias horas. — No fundo da estufa tinha prateleiras com umas cem moitinhas que pareciam de repolho meio arroxeado cresciam em fileiras nos tabuleiros. — Agora apanhem um par de abafadores de ouvidos. – Eu fiquei com um azul. – Agora, quando eu mandar ponham os abafadores e se certifiquem que suas orelhas estão completamente cobertas. Quando for seguro tirar os abafadores eu erguerei o polegar pra vocês. Certo... ponham os abafadores.
Eu coloquei o abafador exatamente como a professora mandou e ainda assim com seguia ouvir tudo a quilômetros de distancia, então eu levantei a mão e a professora apontou pra mim tirando o seu abafador cor de rosa.
– Professora, acho melhor eu não participar dessa aula. – Eu disse um pouco sem graça quando os outros alunos também tiraram os abafadores.
– Qual o problema senhorita Mikaelson? – A professora não entendeu.
– O abafador não da certo comigo. – Eu tentei explicar. – Ainda consigo ouvir a quilômetros de distancia.
– Isso é impossível. – Ela me ignorou. – Ponham de volta os seus abafadores.
Eu coloquei o abafador hesitante. A professora agarrou a moitinha e puxou com força revelando um bebê verde feio que berrava pelos pulmões fazendo os meus ouvidos com super audição de lobo e vampiro latejarem dolorosamente. Provavelmente ninguém deve ter ouvido eu gritar de dor e só devem ter me notado quando eu comecei a cair e antes de perder a consciência alguém me segurou.
Fale com o autor