Magic Blood

18 Gilderoy Lockhart


– Todo mundo em fila! Harry Potter esta distribuído fotos autografadas! – Ouvi Draco falar auto no corredor.

Eu me aproximei mais da confusão e me sentei ao lado de Hermione Granger que lia um os livros de Lockhart. Quando eu vi o garotinho pequeno com cabelos loiro acinzentado eu já sabia que se tratava do pequeno Colin Creevy, cujo corpo inteiro é metade do pescoço de Goyle, pedindo uma foto a Harry e Draco se aproveitar disso pra humilhar o mesmo. Colin era um garoto bonzinho, mas era extremamente irritante. Toda vez que me via nos corredores ficava me seguindo pedindo uma foto e me fazendo milhares de perguntas enquanto eu depois de um tempo simplesmente o mandava ir se catar.

– Não, não estou não. – Vi Potter cerrar os punhos. – Cala a boca, Malfoy!

– Deixa de ser invejoso Malfoy. – Eu disse esticando as pernas e apoiando os cotovelos no degrau de cima enquanto Hermione me olhou espantada por cima do livro. – Só porque o guri não te pediu um autografo não quer dizer que você tenha que minar a fama do cicatriz.

– Inveja? – Draco disse com raiva e nem precisava escutar já que metade do pátio o ouvia. – De que? Eu não quero ter uma cicatriz nojenta, muito obrigado. Pra mim, não acho que ter a cabeça aberta não faz ninguém especial. – Eu fiz uma careta concordando enquanto ouvia os risos de trasgo de Crabbe e Goyle.

– Vá comer lesmas Malfoy! – Rony disse furioso enquanto Crabbe parou de rir o olhando ameaçador.

– Cuidado Weasley. – Draco disse zombeiro. – Não vai querer se meter em confusão ou a sua mamãezinha vai vir te tirar da escola. – Ele começou a fazer uma voz aguda e penetrante. – Se sair um dedinho da linha... – Zoar o Rony e o Potter é uma coisa, mas a senhora Weasley não. – Weasley gostaria de uma foto autografada do Potter, valeria mais que toda a casa dele.

– Bom, Malfoy... – Eu me levantei disfarçando a raiva e com a voz cheia de veneno sedutor. – Pelo menos ele não precisa de dois trasgos imbecis como guarda costas. – Todos que estavam começaram a rir deixando os brutamontes vermelhos.

– Vai defender o cabeça de tomate podre e o testa rachada agora, Mikaelson. – Draco me olhou com ódio. – Aposto que gostaria de ser namoradinha de um traidor do sangue e de alguém com a cabeça dividida em duas como eles dois.

– Ser namorada de um cabeça de cenoura seria mil vezes melhor do que de um oxigenado. – Eu dei um sorriso sarcástico. – Pelo menos honram as calças que vestem.

– Se você se refere aos dois pares de calças de segunda mão. – Draco olhou Rony de cima abaixo que estava tão vermelho quanto o próprio cabelo. – Se gosta tanto de um Weasley por que não fica com um deles, eles são seis pra você escolher?

– Seis opções melhores que você, mas infelizmente eu estou presa a você. – Eu atirei venenosa deixando ele vermelho. – Eu preferia o Longbotton e o sapo gosmento dele do que você.

– Se tem o padrão tão baixo e gosta tanto de traidores do sangue por que não se junta a eles? – Eu consegui o tirar do serio.

– Porque sangue pra mim não passa de alimento sweetheart. – Eu pisquei sorrindo passando o dedo no pescoço dele e saindo deixando ele puto pra trás.

Eu entrei na sala de aula logo depois do professor, se é que pode chamá-lo assim, e do Potter que era praticamente arrastado pelo homem. Me sentei na fileira do meio onde tinha mais três cadeiras sobrando, o que eu esperava que ninguém a ocupasse, mas não dei sorte. Pelo menos não foi o Malfoy que se sentou no fundo com uma cara de ódio puro que me fez abrir um enorme sorriso. Blásio Zambini se sentou na cadeira ao lado da minha e nas outras duas do meu lado se sentaram Simas Finnigan e Dino Thomas da Grifinória que chegaram atrasados e infelizmente essas eram as únicas cadeiras vagas.

– Belo fora que você deu no Malfoy. – Disse Simas sorrindo animado pra mim o que me fez olhar desconfiada. – Aposto que ele vai passar a noite inteira chorando.

– Achei que tivesse mais o que fazer do que saber se ele chora durante a noite, Finnigan. – Eu disse irônica fazendo Blásio e Dino rirem. – Ou será que você esta louco pra ir dar consolo a ele?

– As pessoas têm razão quando dizem que você é uma chata. – Disse Simas vermelho.

– E elas têm razão sobre você ser inconveniente e sem senso de humor. – Eu retruquei. – Mas não se preocupe eu guardo o seu segredo.

– Eu. – Disse Lockhart pegando um dos livros de Neville e piscando igual fazia na capa. – Gilderoy Lockhart, Ordem de Merlin, Terceira Classe, Membro Honorário da Liga de Defesa Contra as Artes da Trevas e vencedor do Prêmio Seminário das Bruxas de sorriso mais atraente cinco vezes seguidas, mas eu não me livrei do espírito agourento de Bandon sorrindo pra ele. – Ele esperou que esse comentário sem graça rendesse gargalhas, mas não conseguiu nada além de silencio absoluto e uma tosse. – Muito bem, vejo que todos compraram a coleção completa dos meus livros, então pensei em começarmos hoje com um pequeno teste. Nada para se preocuparem, só para saber se leram com atenção e se assimilaram bem. – Eu rolei os olhos e pude ver que os garotos que dividiam a mesa comigo também enquanto Lockhart distribuía os testes. – Vocês têm trinta minutos!

– Isso é ridículo! – Blásio murmurou indignado com razão. O teste era composto por três folhas com perguntas pessoais do professor.

– Querem apostar quem tira a nota mais baixa? – Thomas perguntou olhando pra nós. – Os perdedores pagam um sicle pra quem tirar a nota mais baixa.

– Feito. – Disse Blásio depois de olhar pra mim e eu topar com os olhos.

Trinta minutos de soneca depois o professor recolheu os testes e começou a analisá-los na frente de toda a turma.

– Tsk, tsk. Quase ninguém acertou que a minha cor favorita é lilás e muitos precisam ler com mais atenção o meu livro Passeios com Lobisomens onde afirmo claramente no capitulo 12 que o presente perfeito de aniversário par mim seria a união do povo mágico com o não mágico, embora eu não dispensasse um bom garrafão de Whisky de Fogo. – Disse piscando.

– Aposto que o melhor presente seria um colírio para os olhos. – Disse Blásio fazendo a mim e os grifinorios darmos risadas silenciosas.

– O senhor Finnigan não respondeu nenhuma das questões do teste, então menos dois pontos para a Grifinória. – Eu olhei pro garoto com um pouco de incredulidade enquanto ele sorria e levantava a mão vitorioso.

– Trapaceiro. – Disse Dino rindo e pagando o garoto.

– A culpa não é minha se vocês não pensaram o mesmo. – Ele sussurrou sorrindo enquanto eu e Zambini jogamos as moedas na mão dele.

– Mas a senhorita Granger acertou tudo. – Ninguém ficou surpreso. – Ela sabia que a minha ambição secreta era livrar o mundo do mal e comercializar a minha própria linha de poções para cabelos.

– Esse cara é uma piada. – Eu nem acreditava que ele falava isso em voz alta.

– Onde esta a senhorita Granger? – O professor perguntou e todos se viraram pra trás para vê-la levantar a mão tremula. – Excelente! Verdadeiramente esplêndido, dez pontos para Grifinória! Agora... ao Trabalho! – Ele se virou pra mesa colocou em cima uma grande gaiola coberta em cima. – Agora, fiquem prevenidos! É meu dever ensinar a se defender da pior criatura que existe no mundo da magia! — Acho que a gaiola é muito pequena pro meu pai. – Vocês podem estar diante dos seus maiores medos aqui nesta sala. Saibam que nenhum mal vai lhes acontecer enquanto eu estiver aqui nessa sala, só peço que fiquem calmos! – Ele colocou a mão na cobertura e eu e os meninos paramos de rir e pude ver Neville se afundar na cadeira da frente. – Peço que não gritem. – Ele disse em voz baixa. – Isso pode provocá-los. – Ele puxou o pano da gaiola com um gesto largo. – Isso mesmo! – Disse teatralmente. – Diabretes da Cornualha recém capturados. – Eu não agüentei soltamos uma risada pelo nariz pra controlar a gargalhada que nem ele podia confundir. – Que foi? – Ele sorriu pra nós.

– Bem, eles não são... Não são muito... Perigosos são? – Simas engasgou tentando miseravelmente controlar a gargalhada.

– Acho que eu vou chorar de medo. – Eu disse chorando de rir.

– Não tenham tanta certeza assim. – Ele chacoalhou o dedo aborrecido. – Esses bandidinhos podem ser diabolicamente astutos.

Os diabretes eram criaturas da altura do meu dedo de cor azul elétrico e voavam freneticamente dentro da gaiola. Tinham a voz tão aguda que parecia um monte de periquitos fazendo uma festa sem contar que faziam caretas estranhas para as pessoas mais próximas.

– Vamos ver o que vocês acham deles! – O babaca abriu à gaiola.

Foi o caos na terra. As criaturas voavam feito foguetes, quando dois se aproximaram de mim eu os fiz queimarem, mas ainda assim não paravam. Dois dele seguraram Neville pelas orelhas o erguendo pelo ar, vários outros fizeram chover cacos de vidro pelo canteiro se atirando contra as janelas, os que ficarm se depuseram a destruir a sala de aulas com mais eficiência que a Rebekah de TPM ou um rinoceronte descontrolado. Viravam latas de lixo, escreviam palavrões no quadro, sujavam os livros e o resto da sala com vidros de tinteiro, picavam os livros, jogavam as mochilas contra a janela quebrada. Em poucos minutos eu e a maior parte da sala já se abrigava em baixo das mesas enquanto eu ria ao ver Neville pendurado no lustre de ferro.

– Vamos reúnam eles, são apenas diabretes! – Lockhart gritou.

Ele brandiu a varinha e gritou palavras sem sentido que não fizeram efeito nenhum e produzi mais risos em baixo da minha mesa. Um diabrete se apoderou da varinha dele e o mesmo engoliu seco e enfiou debaixo de uma mesa escapando por pouco de ser achatado por Longbotton que caiu quando o lustre cedeu. Assim que a sineta tocou o pandemônio de alunos fugindo pra fora da sala foi certo. Eu continuava a rir do professor fracassado enquanto ia em direção ao salão principal.