Magic Blood

19 Treino de Quadribol


Notas iniciais
Hey meus lindos! Esse cap já estava pronto a um bom tempo, mas faltava finalizar e a tia estava com não só preguiça, mas ocupada tbm. Espero que gostem

Era sábado de manha bem cedo, quando senti alguém balançar os meus ombros. Simplesmente virei pro outro lado e soltei um gemido voltando a babar no meu travesseiro, mas o infeliz continuava a me balançar, abri um pouquinho os olhos e pude ver que nem sequer tinha amanhecido.

– Pelo amor de deus tio Elijah! – Eu murmurei irritada. – Nem amanheceu ainda.

– Acorda anã! – Ouvi uma voz conhecida. – Treino de quadribol!

– Ta ta já vou! – Eu soltei um muxoxo me levantando.

O infeliz que provavelmente era Kol saiu do quarto. Vesti as roupas verdes de quadribol me perguntando como ele conseguiu entrar no dormitório feminino já que quando um garoto subia as escadas elas viravam um enorme escorrega. Sai do quarto indo em direção da sala comunal praticamente me arrastando. Eu nem sequer conseguia abrir os olhos direito de tanto sono, vi alguns meninos do time de quadribol que conheci quando eu fiz os testes pra entrar no time um deles, era Marcos Flint um guri enorme do sexto ano, ele até que era bonitinho com o cabelo preto azulado rebelde, mas era meio idiota.

– Dia... – Eu disse entre bocejo.

– Bom dia... – Ele parecia tão cansado quanto eu, mas não se arrastava.

– Cadê os outros? – Eu quase caio no sono na escada.

– Acho que já foram. – Ele bocejou. – Vem eu te levo. – Ele se agachou na minha frente e eu levei o meu corpo até as costas enormes do garoto.

Eu estava jogada nas costas de Flint segurando as duas vassouras quando ele começou a andar pra fora do castelo que ainda tinha nevoa do lado de fora. O garoto andou devagar quase caindo até o vestiário da Sonserina onde os outros jogadores já estavam lá.

– Por que demoraram tanto? – Kol perguntou meio bravo enquanto eu e Flint nos jogávamos no banco do vestiário.

Todos ali estavam mortos de sono. Flint começava a roncar no meu ombro quando Kol começou a explicar as complicadas táticas que eu fui forçada a ouvir o verão inteiro. Patrick Reeds, o zagueiro gostosão, se apoiava com os braços cruzados na parede onde eu apoiava a cabeça, Taylor Harrison o outro batedor que apesar de estar no quarto ano tinha o corpo de um quarterback e era indiscutivelmente gato. Kol era o outro zagueiro, Marcos Flint o goleiro e tinha também o outro delicia James Teller, o irlandês brasileiro. Deus que cara gato! Loiro com o cabelo em um corte trouxa, olhos verdes claros e um sorriso branco cativante que toda vez que passava pelo corredor fazia as meninas suspirarem. Somos o time sem ninguém questionar mais gato de Hogwarts e eu era a única garota em dois séculos a entrar no time, sorte não? Teller estava sentado no chão apoiando a sua cabeça em um dos armários com uma cara de paisana, Taylor estava apoiando os braços nos próprios joelhos com os olhos violetas parecendo fendas, o único que parecia realmente acordado dos sete jogadores era Kol e... Draco?!

– Kol, porque estamos treinando tão cedo?! – James Teller perguntou com a sua voz rouca super sexy.

– Por que assim somos os primeiros a iniciar os treinos. – Ele respondeu um pouco ríspido percebendo que ninguém dava atenção ao que ele falava durante duas horas. – E pra irritar o Wood.

– O que ele esta fazendo aqui?! – Eu franzi a testa confusa fazendo Marcos Flint despertar e todos acordarem. – Ele não fez teste pra entra no time!

– É verdade, mas o pai dele é rico e pagou com vassouras novas pro time. – Kol respondeu desgostoso. – Eu não ia aceitar, mas Snape obrigou.

– Então vamos aceitar alguém sem experiência no time?! – Patrick perguntou irritado do meu lado. – Ainda mais como apanhador?!

– Ela também não tem experiência. – Draco apontou pra mim.

– Diz isso porque não veio nos testes. – Disse Taylor me defendo soltando uma risada cansada pelo nariz. – Ela consegue bater em um balaço a quase 6 km de velocidade segurando o taco com a mão esquerda.

– Snape é padrinho dele e disse que se não o aceitarmos ele iria nos por pra fora do time e nos dar detenções. – Kol que era o capitão disse entre múrmuros furiosos.

– Beleza! – Disse Teller que era o capitão substituto. – Mas se você não for tão bom quanto o Potter eu mesmo te dou uma surra.

Teller era um cara pacifico até perder uma partida importante ai ele virava o Hulk fora isso ele era quase um monge. Mas pelo que eu soube, ele praticava artes marciais e ele era realmente uma bela montanha de músculos, assim como todo o resto do time, com exceção de mim e Draco.

– Então esta decidido! – Kol disse com os olhos faiscando de animação. – Se o Malfoy for horrível, damos uma surra nele. Todos a favor? – Todos levantaram as mãos, menos Draco. – Ótimo vamos pro campo!

Nos arrastamos pro campo entre bocejos, pernas dormentes pelo frio e olhos inchados. O time da Grifinória já estava no ar quando nos entramos no campo. Pude ver Olívio Wood furioso aterrissar com mais força que pretendia e cambalear espumando de raiva em nossa direção.

– MIKAELSON! – Ele caminhava furioso na direção de Kol que era o capitão do time. – Eu reservei o campo pra hoje! Levantamos especialmente pra isso, pode ir dando o fora! – Olívio era alto e forte do tamanho de Kol, mas meu tio era muito mais forte por circunstancias obvias.

– Tem espaço o bastante pra nós todos Wood. – Kol deu um sorriso de lado.

Enquanto eu me apoiava na minha vassoura vi Fred, Jorge e Harry aterrissarem ao lado do seu capitão seguido das três garotas do time vermelho e dourado ficando ombro a ombro olhando o meu time com ar de desejo e desdém. Como eu era a única garota do meu time eu me encarreguei de tentar espantar o sono olhando com desprezo pras garotas do time adversário.

– Eu reservei o campo! – Disse Wood espumando comicamente de raiva. – Eu reservei!

– Mas eu tenho um papel assinado pelo professor Snape. – Kol disse presunçoso entregando um papel pro capitão do outro time. – “Eu professor Snape, dou permissão para o time da Sonserina treinar hoje no campo de quadribol para treinarem os novos jogadores.”

– Vocês têm novos jogadores? – Olívio se destruiu. – Onde? Pensei que não aceitassem garotas no time.

– Aceitamos quando conseguem arremessar um balaço pra fora de campo com a mão esquerda. – Disse Patrick colocando a sua mão enorme no topo da minha cabeça. Eu tinha feito um rabo de cavalo e prendido a minha franja em uma trança.

– Ela treinou o verão inteiro! – Disse Fred indignado, mas eu consegui ver o orgulho em seus olhos.

– E quem é o outro jogador?! – Jorge me deu uma olhada rápida e depois para Patrick que apoiava as mãos no meu ombro.

De trás dos cinco jogadores enormes... E eu. Draco saiu com um sorriso enorme espantado na sua cara pálida o que me deu ainda mais vontade de quebrar a cara dele.

– Você não é o filho de Lucio Malfoy? – Perguntou Fred com um ar de desagrado.

– Bom você mencionar o pai de Draco. – Disse Flint, ele era legal, mas era um tremendo puxa saco. – Olhe só o presente generoso que ele nos deu. — Admito que ver o time da Grifinória babar sobre as nossas Nimbus 2001 era ótimo, mas ainda assim era vergonhoso. – Olhe só! – Disse Flint. – Uma invasão no campo.

Rony e Hermione se aproximavam correndo em nossas direções.

– O que aconteceu? – Rony perguntou. – Porque não estão jogando? – Ele olhou pro nosso time e seus olhos caíram em Draco. – E o que ele esta fazendo aqui?!

– Sou o novo apanhador da Sonserina, Weasley. – Draco disse cheio de si me fazendo rolar os olhos. – E veja só o presente que meu pai comprou pro nosso time. Sabe o time da Grifinória pode até juntar um ourinho fazendo uma rifa com essas Clenweep 5, talvez um museu queira comprá-las. – O pessoal do nosso time riu, mas eu, Kol e Teller olhamos ríspidos.

– Pelo menos ninguém da Grifinória teve que pagar pra entrar no time. – Disse Granger áspera fazendo o sorriso do loiro oscilar. – Entraram por puro talento.

– Toma! — Eu murmurei fazendo os meninos rirem baixo da cara de Malfoy.

– Ninguém pediu a sua opinião, sujeitinha de sangue ruim. – Malfoy disse com desprezo.

E nunca senti tanta raiva dele e eu não era a única. Kol teve que entrar na frente dele pra impedir os gêmeos de arrebentarem a sua cara, mas não deu certo já que o Ron apontou a varinha pra cara do garoto, mas o feitiço ricocheteou fazendo o ruivo ser atingindo na barriga e cair na grama, mas tivemos nossa vingança quando Patrick acertou em cheio o olho de Malfoy com o punho. Patrick era mestiço, mas poucos sabiam.

– Podem ficar com o campo. – Kol disse soltando os gêmeos que foram atrás de Ronny.

– Meu pai vai saber... – Draco segurava o olho com o rosto vermelho e inchado.

– Se atreva a falar algo e eu mesmo faço mais que socar você. – Kol disse frio segurando o loiro pelo pescoço perto de seu rosto. – Você é patético e estúpido. – Ele soltou o garoto o deixando cair de bunda. – Wood, amanha usamos o campo.

– Feito. – Olívio respondeu.

Deixamos o time da Grifinória pra trás e um Ronny que vomitava lesmas. Eu não estava feliz de ter que deixar de treinar, mas depois da coisa horrenda que Draco havia dito eu não vi problemas em ceder o campo. Um babaca sem igual isso que ele era e quanto mais próxima chegava a hora de mata-lo mais feliz eu ficava.