Magic Blood

13 Encontro no Beco


Notas iniciais
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk adorei esse título

Deixamos pra última semana para irmos até o Beco. Depois que eu concordei me afastar dos outros nos mudamos para uma de nossas casas em Londres o que seria muito mais fácil pra se locomover até a Kings Cross ou até o Caldeirão Furado, onde havia a passagem para o Beco. Levamos só meia hora de carro até o Caldeirão e atravessar-lo para o Beco.

– Ok, vamos fazer isso da forma mais rápida. – Meu pai falou. – Eu e Effy vamos comprar os livros e vocês três todo o resto.

– Nos encontramos em uma hora na livraria. – Elijah falou.

Eu e meu pai nos demos mal já que a Floreiros e Borrões estava lotada com fila até do lado de fora, a sua maioria por bruxas de meia idade alvoroçadas. Pude ver uma placa na janela escrita “Gilderoy Lockhart autografa a sua biografia: O Meu Eu Mágico. Hoje das 12:30 até as 16:30”

– Você tinha que escolher os livros! – Eu franzi a testa pro meu pai.

– E você tinha que enrolar pra vir hoje! – Ele franziu a testa da mesma forma depois que entramos na loja lotada. – Só pegue os livros e vamos.

Eu fiquei vasculhado a loja a procura dos livros da minha lista e consegui pegar pelo menos dois deles, antes que alguém me puxasse pelos ombros me fazendo derrubá-los. Eu nem me dei o trabalho de ver quem era quando peguei a mão da pessoa de cheiro desconhecido e a joguei no chão com um golpe de judô e pisei em sua garganta com o meu All Star vermelho e girava a sua mão quase quebrando o pulso. Pude ver que abaixo do meu pé tinha um bruxo loiro, de olhos e vestes azuis. Gilderoy Lockhart.

– Ela é realmente forte. – Disse ele tentando ser engraçado sem ar.

Um flash branco forte veio de um cara que provavelmente trabalhava pro Profeta Diário bateu uma foto antes de eu soltar o bruxo que ficou de pé e limpou a poeira das vestes e deu um sorriso branco e largo que eu sabia que era falso.

– Não acredito que tive a honra de ser derrubado por Elizabeth Mikaelson. – Ele sorria chacoalhando a minha mão para o fotografo.

– Hora maior seria se eu te matasse. – Eu sorri muito mais falsa que ele apertando forte a sua mão deixando o seu rosto vermelho. – Você é?

– Como assim quem eu sou? – Ele ria falso, mas ofendido quando conseguiu se livrar da minha mão. – Sou Gilderoy Lockhart!

– Ah sim você é o autor da maioria dos livros da minha lista de materiais. – Eu pude ver meu pai rindo um pouco longe. – Li os seus livros.

– Jura?! – Ele pareceu satisfeito. – O que achou deles?

– Eu achei que você idiota. – Meu pai parecia que via um filme engraçado, já Lockhart parecia ofendido, mas disfarçava. – Seus livros são péssimos e você é um charlatão. – Eu sorri inocente. – Eu tenho que gastar um pouco da minha enorme fortuna com os seus livros inúteis. Se puder me dar licença ou eu terei que derrubá-lo novamente.

– É melhor eu sair antes que você derrube o seu novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas. – Ele sorriu tentando parecer vitorioso sobre uma garota de treze anos.

– Ótimo teremos outros professor idiota. – Eu disse sorrindo passando por ele indo em direção ao meu pai que segurava uma grande pilha de livros.

– Como seu pai eu devo dizer que você foi muito rude e que esse comportamento não deve se repetir. – Eu ergui as sobrancelhas pra ele e ele riu. – Mas eu não sou um pai comum então tenho que admitir que o jeito que você derrubou e depois o colocou no lugar dele, foi incrível.

– Não consegue ir até uma livraria sem para na primeira pagina não é Mikaelson. – Ouvi a voz arrastada e irônica do loiro. – Aposto que gosta da fama.

– Inveja, Malfoy? – Eu sorri sendo ainda mais irônica que ele vendo o sorrisinho do garoto. – Aposto que você adoraria ter meu autografo ou uma foto comigo.

– Ter que dividir um castelo com você já é horrível o suficiente. – Draco disse com um enorme sorriso, esse ano ele estava um pouco mais alto que eu.

– Sweetheart, não vai me apresentar o seu... amigo? – Meu pai deve estar ganhando o dia com isso.

– Por favor... Nunca seria amiga de alguém tão...

– Lindo e maravilhoso como eu? – Draco ergueu uma sobrancelha sorrindo de lado.

– Eu ia dizer estúpido, mas convencido também serve. – Eu disse. – Pai esse é Draco Malfoy. Colega de casa e parceiro em poções.

– É um prazer conhecê-lo senhor Mikaelson. – Ele estendeu a mão pro meu pai que segurou a pilha de livros pesados com uma mão só como se fosse nada e apertou a mão do garoto. – Esse é meu pai. – Ele disse quando um homem alto, com os mesmos cabelos loiros quase brancos, olhos cinza frios e expressão de desdém que a dele.

– Lucio Malfoy. – O homem apertou a mão do meu pai.

– Klaus Mikaelson. – Meu pai respondeu e subitamente a livraria ficou silenciosa.

– É um prazer conhecê-lo senhor Malfoy. – Eu disse com a educação que Elijah e Rebekah tinham me dado.

– O prazer é meu, senhorita Mikaelson. – Ele beijou o dorso da minha mão. – É de meu agrado que nossos filhos sejam da Sonserina.

– Onde residem os ambiciosos com astúcia. – Meu pai falou. – Fico feliz que nossos filhos possam ser tão amigos. – Eu e Draco o olhamos como se ele fosse louco, mas no mesmo segundo disfarçamos.

– Serio, mesmo? – Lucio Malfoy perguntou educadamente surpreso.

– Ah é claro. – Eu sorria como uma menina comum entrando no jogo do meu pai, mas encarava Draco soltando faíscas pelos olhos. – Somo melhores amigos, não é mesmo Draquinho. – Ele sorriu pra mim, mas no fundo queria me matar por eu chamá-lo do mesmo jeito que chamava que a Pansy o chamava.

– Os melhores. – Ele deu um sorriso pro pai me olhando com fúria disfarçada. – Eu e Lizzie somos inseparáveis.

– Sendo assim ficarei feliz em receber a sua família na minha casa para uma festa de despedia de férias e aniversario de Elizabeth, senhor Malfoy. – Meu pai falou com um sorriso que só eu sabia que era sínico.

– Um convite irrecusável, senhor Mikaelson. – O pai de Draco disse.

– Ótimo enviaremos uma mensagem com os detalhes. – Meu pai apertou novamente as mãos do Malfoy.

– Até a festa Lizzie. – Draco sorriu.

– Até a festa Draco. – Eu beijei a bochecha dele e segui meu pai pra fora da loja lotada os deixando pra trás. – O que foi aquilo?!

– Ora querida, foi um convite pra a festa de aniversario e despedida de férias. – Ele riu sínico quando os meus tios vinham ao nosso encontro.

Na volta pra casa eu passei a viagem inteira puta da vida e sem falar nada de tanta raiva. Eu odeio Draco e meu pai sabia disso já que eu passei uma grande parte das férias planejando a sua morte.

– O que aconteceu? – Elijah perguntou quando entramos em casa.

– Meu pai teve a brilhante idéia de convidar o maior babaca da terra pra nossa casa! – Eu disse com raiva.

– Mas o Kol já mora com a gente. – Rebekah disse maliciosamente se sentando no sofá que tinha no escritório.

– O segundo maior babaca. – Eu disse me sentando na cadeira. – Ele convidou o Malfoy!

– O Draco Malfoy?! – Kol nos olhou surpreso e eu confirmei com a cabeça. – Aquele garoto é um porre Nik!

– Jura?! Ele me pareceu tão educado e tão próximo de Effy. – Aquele sínico disse se apoiando na mesa.

– Lembro quando vocês estavam na aula de poções e você fez as vestes dele ficarem rosa. – Kol disse rindo.

– Ele ficou uma semana se perguntando como aquilo tinha acontecido e teve que comprar roupas novas. – Eu ri sobre o olhar reprovador de Elijah. – Lembra quando trocamos a tinta dele por sangue.

– Hilário! – Aquilo realmente foi engraçado. – Ele ficou quase um mês sem dormir.

– Então Niklaus. – Elijah nos interrompeu. – Por que os convidou?

– Simples irmão. – Meu pai disse e ninguém entendeu. – Lucio Malfoy é um homem “poderoso” e bajulador estou certo?

– Sim a família Malfoy é tão antiga quanto a nossa. – Eu respondi. – A mãe de Draco é uma das únicas herdeiras das famílias Black e Rosier.

– A minha idéia é formar um tipo de aliança com eles pra mantermos o poder sobre os bruxos também. – Meu pai respondeu.

– Não quero uma aliança com os Malfoy. – Kol disse serio e deixando todos surpresos. – Primeiro eles são comensais da morte.

– Não faço a mínima idéia do que isso seja. – Meu pai deu os ombros.

– Bruxos das trevas. – Eu respondi. – Dizem que eles faziam parte do circulo intimo de Voldemort.

– É meio irônico vindo de pessoas que fazem magia negra desde que começaram a andar. – Apontou Rebekah. – E vale lembrar que somos frutos de magia negra também.

– Mas comensais são estúpidos. – Kol disse.

– Bom, tenho que concordar com Klaus. – Elijah disse. – Uma aliança com os bruxos seria a melhor opção para nós mantermos o controle sobre eles.

– E pelo o que dizem o tal Voldemort esta morto. – Meu pai disse.

– Nik você tem idéia de como são feitas as alianças no mundo bruxo? – Kol perguntou levantando uma sobrancelha.

– Assinamos um contrato de fidelidade? – Meu pai perguntou irônico.

– Voto perpetuo. – Kol respondeu sombrio. – Essa é a maneira como formamos aliança.

– E o que é isso, exatamente? – Elijah percebeu a tensão.

– É um feitiço. – Kol explicou. – Se quebrar o juramento, que eu sei que você vai quebrar você morre.

– Eu sou imortal querido irmão. – Meu riu.

– Não pode brincar com isso Nik! – Ele realmente estava serio. – O feitiço é capaz de matar até mesmo um original.

– Pelo que eu me lembro. – Elijah disse, mas parecia que ia descartar a própria idéia. – Tinha outra maneira de estabelecer uma aliança com os bruxos.

– Você ta de sacanagem né? – Kol o olhou prestes a matar alguém.

– Pode esquecer! – Eu me levantei incrédula. – Sem chance!

– Do que estão falando? – Rebekah e meu pai pareciam confusos.

– O outro modo de fazer aliança no mundo bruxo é com o casamento. – Elijah respondeu. – A família Malfoy é sangue puro, os de sangue puro estão ficando praticamente instintos e não tem sangue mais puro que o seu Elizabeth.

– Pro inferno com isso! Ta pensando que aqui é a Índia?! – Eu disse com raiva sem acreditar.

– Não é má idéia. – Disse meu pai. – É claro que não vai haver casamento algum.

– Obrigado!

– Mataremos o garoto antes. – Ele disse com um sorriso. – Vamos sweetheart. Só precisa ter que aturar o garoto por alguns anos e depois matamos ele.

– Vocês são loucos! – Eu disse abismada.

– Posso fazer parecer um acidente. – Disse Kol.

– Você não esta concordando com isso?! – Eu o olhei.

– Nik tem razão, não é má idéia. – Ele disse. – Pense Effy. Vamos ficar mais fortes, influentes e ainda poder roubar parte da grana dos Malfoy.

– Somo cinco vezes mais ricos que eles. – Eu disse, mas eu não podia negar que era um golpe político perfeito.

– Pense no bônus. – Ele disse persuasivo.

– Que bônus? – Eu ergui uma sobrancelha.

– Vai poder irritar a Pansy o quanto quiser e a deixando morrendo de inveja. – Eu tinha que admitir que isso era a melhor parte. – Eu mesmo o mato quando chegar a hora.

– Ta bem! – Eu disse ainda com raiva. – Mas quando eu quiser vamos acabar com essa palhaçada!

– Por mim tudo bem. – Meu pai disse com um sorriso no rosto.