Magic Blood
12 Cuidando dos Amigos
Eu já estava deitada na cama quando alguém abriu a porta do meu quarto. Achei estranho já que geralmente as pessoas não entravam nele, ainda mais quando eu estou dormindo. Vi meu pai fechar a porta e caminhar até a minha cama. Eu conseguia ver bem no escuro e pude ver que ele estava estranho.
– Me desculpe. – Eu falei me ajeitando para vê-lo melhor.
– Pelo que? – Ele me olhou surpreso.
– Por ter saído de noite. – Eu estava um pouco envergonhada. — Não deveria ter feito isso, mas eu tinha que ajudar-los. – Ele me olhou de forma esquisita. – Mas também acho que o esporo da senhora Weasley foi o suficiente.
– Também acho. – Ele deu um risinho que me fez me sentir mais aliviada.
– Não vai matar o Alfred, vai? – Ele me olhava como se me analisasse. – Não foi culpa dele.
– Não, eu não vou matar ele. – Eu não conseguia ver direito a expressão dele. – O mandei para New Orleans, vai ser mais útil lá. Eu vim aqui pra lhe pedir uma coisa sweetheart.
– O que? – Eu fiquei realmente aliviada por Alfred estar bem.
– Se afaste daquelas crianças.
– O que?! Por quê?!
– Não entenda mal querida. – Ele suavizou a voz e colocou a mão no meu ombro. – Gosto de ver você se divertindo com eles.
– Então por quê?! – Eu não conseguia entender. – Eles são meus amigos pai!
– Eu sei que são, mas é pro bem deles que quero que se afaste.
– Como assim? – Eu o olhei confusa.
– Existe uma razão para os Mikaelson não terem muitos amigos. – Ele acariciava os meus cabelos como sempre fazia. – Porque temos muitos inimigos e eles podem usar nossos amigos contra nós.
– Mas podemos protegê-los.
– Eu sei que sim, sweetheart. – Eu senti os meus olhos arderem. – Mas os nossos inimigos são cruéis e não queremos em hipótese alguma que um de seus amigos sai ferido por nossa culpa, entende? – Eu chacoalhei a cabeça afirmando.
– Então eu voltarei a ter só um amigo? – Eu o olhei triste. – Kol sabe se defender, então ele pode continuar sendo o meu amigo certo?
– Certo. – Ele deu um sorriso. – Lembre-se...
– Só confie em sua família. – Eu disse a frase no lugar dele e Le me deu um sorriso.
– Só confie em sua família. – Ele beijou a minha testa. – Tem uma guerra se aproximando e quero que esteja preparada. – Eu só balancei a cabeça. – Você vai voltar a ter aulas, antes de voltar para Hogwarts.
– Ok.
– Te amo. – Ele se levantou beijando a minha bochecha. – Sempre e para sempre.
– Também te amo papai.
Quando eu era mais nova eu tinha aulas em casa. Kol me ensinava magia, Rebekah me ensinava coisas de garotas, meu pai me ensinava como lutar e meu tio Elijah me ensinava política e outras coisas que se aprende na escola como ler, escrever e essas coisas. Ele só foi tão rápido que eu já sabia de coisas que metade das pessoas que estão na faculdade não fazia idéia do que era. Eu desci cedo pro café e pude ver Kol no jardim.
– Vem logo gnomo! – Ele claramente me chamava.
– O que é?! – Eu perguntei jogando a bolsa de sangue vazia fora.
– Esta atrasada pro treino. – Ele disse. – Vou te ensinar a lutar.
– Achei que você me ensinasse magia. – Eu ergui uma sobrancelha.
– Suas aulas foram reduzidas a uma. – Ele explicou. – Só vou treinar com você pra não perder a forma.
– Que forma?
– Uma hora você vai precisar matar darling. – Ele ia me dar um soco, mas eu desviei e chutei a sua barriga. – E quando chegar a hora quero que esteja pronta.
– Eu não sou uma assassina Kol. – Eu olhei feio pra ele e quase levei um chute no rosto.
– Não, mas logo vai ser. – Ele me derrubou e ficou em cima de mim com uma mão encostada no meu pescoço. – E pra ser uma precisa se mais rápida. — No segundo seguinte eu já tinha segurado a sua mão, a girando pro lado e o empurrado com a minha mão livre fazendo ficar por cima, pronta pra dar o bote. – Exatamente assim.
Ficamos todas as manhãs e tardes treinando lutas corpo a corpo, sem magia, e Kol parecia cansado o que me fez dar um sorriso já que no fundo ele não sabia que eu era tão boa. Ele ganhou a maioria das lutas, mas foi basicamente umas três que eu perdi sem contar as que davam empate.
– Ok, vamos deixar as coisas um pouco mais interessantes. – Ele me jogou dois pedaços de cano de ferro.
– Pra que isso?! – Os canos eram pesados.
– Aprenda a usar tudo o que tiver em mão... – Ele começou a querer me bater com os canos dele enquanto eu me defendia com os meus. – E com armas tudo fica mais divertido.
Ele era um sádico. Mas eu tinha que admitir que eu estava muito melhor. Lutávamos cada vez mais rápido e quanto mais rápido íamos eu podia ver melhor os seus movimentos e prever o seu próximo passo. Passamos dos canos, para as facas, para os arcos com flecha, atiçadores de lareira e tacos de beisebol. Eu tinha que admitir que eu não treinava mais por obrigação ou aprender a sobreviver sozinha. Era por diversão.
– As cartas chegaram! – Ouvi Elijah dizer da porta nos observando quem atirava a faca mais longe.
– Legal. – Disse Kol pro irmão acertando a faca no muro a uns sete metros. – Faz melhor anã.
– Vou fazer. – Eu girei a faca nos dedos e a atirei o mais forte que pude a cravando numa árvore da casa vizinha. – E fiz.
– Vamos logo ver as cartas. – Ele rolou os olhos quando eu me joguei em suas costas.
Quando ele chegou perto da mesa eu me joguei me sentando na mesma pegando a minha carta e uma bolsa de sangue.
Material para alunos da 2° série.
Livro Padrão de Feitiços, 2° série
de Miranda Goshawk.
Como dominar um espírito agourento
de Gilderoy Lockhart
Como se divertir com os vampiros
de Gilderoy Lockhart
Férias com bruxas malvadas
de Gilderoy Lockhart
Viagens com trasgos
de Gilderoy Lockhart
Excursões com vampiros
de Gilderoy Lockhart
Passeios com lobisomens
de Gilderoy Lockhart
Um ano com Iéti
de Gilderoy Lockhart
– Também pediram os livros do Lockheart pra você? – Kol perguntou fazendo uma careta.
– Sim. – Eu franzi a testa. – Esse cara é uma piada! Aposto que o novo professor de Defesa Contra Artes das Trevas é uma mulher solteirona.
– Só pode. – Ele riu. – Viu os títulos dos livros dele?! Ridículos!
– Eu me senti um pouco ofendida com o penúltimo. – Eu disse fazendo Kol rir.
– Aposto que ele não faz idéia de como é passear com você. – Ele riu da minha tentativa de bater nele. – Vá tomar um banho lobinha, temos que ir ao Beco Diagonal!
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