Magic Blood
11 Chegando Despercebidos
Quando começamos a descer o carro em direção a Toca já estava começando a amanhecer. Assim como eu Harry também ficou impressionado com a casa dos Weasley que era de fato impressionante e me lembrava uma construção de lego. Guardamos o carro no barracão de ferramentas e entramos na Toca onde fingiríamos que nada aconteceu.
– Agora vamos subir quietinhos. – Disse Fred andando na ponta do pé. – E esperar mamãe nos chamar pro café e ai Ron desce e correndo e diz: Olha só quem chegou ontem a noite! E Effy hipnotiza Gina para fazer parecer que passou a noite toda com ela.
– Certo, vem Harry... – Disse Ron se virando seu rosto ganhou um verde esquisito.
– Oh merda. – Eu deveria estar tão pálida quanto ele.
– Ah! – Exclamou Fred.
– Essa não! – Jorge e Alfred falaram ao mesmo tempo.
Na nossa frente estava Niklaus Mikaelson com uma cara, não muito bonita e atrás dele estava a extremamente zangada Senhora Weasley. Uma bruxa, baixinha, gordinha e com um rosto bondoso retorcido de raiva com um avental florido e a varinha saindo do bolso. Eu entrei em um pequeno ataque de pânico. Tentei fugir, não nego, mas assim que cheguei à porta o vampiro original de terno estava parado na frente dela me olhando com um rosto de desapontamento.
– Como vai tio Elijah. – Eu ri nervosa tentando fazer cara de inocente.
– Entra. – Ele disse seco.
– Não pode me culpar por tentar. – Meu coração quase saiu pela boca quando meu tio colocou a mão no meu ombro e me guiou de volta onde os meus amigos estavam.
– Quer fazer as honras senhora Weasley? – Meu pai perguntou cortes a senhora com um sorrisinho de lado.
– Desculpe, mãe, mas nós tínhamos... – Fred tentou, mas logo foi interrompido pelo furacão ruivo.
O esporo de Molly Weasley pareceu ter durado horas. Os três filhos da senhora, eu e Alfred éramos mais altos que ela e ainda assim nos encolhíamos a mediada que a raiva da senhora tão baixinha caia sobre nós. Meu pai pareceu achar divertido, mas logo depois quis bancar o hibrido mal e voltou a nos olhar com aqueles olhos que gelam a alma enquanto Elijah nos olhava de forma reprovadora e desgostosa o que era ainda pior.
– Vocês podiam ter morrido! – Meu pai disse de uma forma controlada, mas eu conseguia sentir a sua fúria. – E se alguém visse vocês!
– Vampiros não voam pai. – Eu murmurei.
– Não me interessa! – Acho que se eu chorasse ele vá parar. – Isso não vai funcionar. – Ele disse e eu parei com o choro falso imediatamente. – E você seu irresponsável! – Ele olhou ainda mais furioso para Alfred que se manteve calado. – Você supostamente esta aqui pra protegê-la como a deixou sair num carro que voa?!
– Klaus eu não tive como impedi-la então eu fui com ela. – Até Alfred rodou.
– Pai, estavam mantendo o Harry preso. – Eu tinha que achar uma saída pra isso.
– Quem é Harry?! – Ele me olhou confuso.
– Ele é Harry, o meu amigo! – Eu puxei o garoto pelo ombro.
O garoto me olhou confuso já que não éramos amigos ou sequer colegas, mas eu mandei a ele um olhar bem claro de “Coopera ou eu te esfolo”. Meu pai suavizou um pouco a expressão assim como meu tio que até deu um sorrisinho o que definitivamente parou com a escola de samba no meu peito.
– Harry, querido. – A senhora Weasley o abraçou. – Venham tomar café.
Estava claro que o convite de senhora Weasley não podia ser recusado então ela nos levou até a cozinha da Toca onde todos se sentaram a mesa e a senhora Weasley enchia os nossos pratos constantemente.
– Ir até a Inglaterra num carro ilegal! – A senhora Weasley ainda nos dava esporo. – E se os trouxas vissem vocês?!
– Estava nublado, mãe! – Jorge acrescentou.
– Você fica de boca calada enquanto come! – A matriarca baixinha ralhou.
– Estavam matando ele de fome, mãe! – Fred disse.
– Como descobriu que sai? – Eu perguntei ao meu pai desviando a atenção da senhora Weasley.
– Aquelas ilusões ridículas? – Meu pai parecia que estava prestes a matar alguém.
– Mas como sabia que podia nos procurar aqui? – Eu realmente tinha ficado curiosa.
– Achou mesmo que eu ia deixar você sozinha sem saber que tinha alguém de confiança por perto? – Meu tio disse fazendo o rosto da senhora Weasley ficar ligeiramente corado. – A senhora Weasley tem ficado de olho em você por nós já que como eu imaginava Alfred não seria o suficiente. – Ele mandou um olhar acusatório ao vampiro que estava a duas cadeiras de distancia. – Ela tem nos mandado uma carta toda vez que você sai de casa.
– Quando eu cheguei em casa e vocês não estavam eu vim até aqui. – Meu pai deu um sorriso de como se tivesse roubado doce de criança. – Ela percebeu que os filhos tinham saído com o carro, então eu associei uma coisa com a outra.
Naquele momento a distração, a benção provando que um deus existe, apareceu na forma de uma garotinha de cabelos vermelhos e uma longa camisola que assim que viu o testa rachada deu um gritinho nervoso e saiu correndo de volta pras escadas fazendo a mim e aos irmãos Weasley segurarmos as risadas.
– Gina. – Disse Ronny a Harry que estava confuso. – Minha irmã. Falou de você o verão inteiro. – Ele disse baixo ainda prendendo a risada.
– Acho que ela vai querer o seu autografo, Harry. – Disse Fred sorrindo, mas logo abaixou o rosto focando em seu prato depois que viu que a mãe o olhava com uma expressão seria e meu pai o olhava com uma cara nada boa também. Nada mais foi dito até que todos os pratos estivessem vazios, o que levou um tempo surpreendente mente breve. – Putz eu estou cansado, acho que vou dormir.
– Não, não! – Disse a senhora Weasley. – Você vai desgnomizar o jardim pra mim!
– Mas mãe!
– Sem mais Frederico! – Ela disse me fazendo prender o riso.
– Do que esta rindo sweetheart? – Meu pai me deu um sorriso perverso que me fez gelar. – Você vai ajudar!
– E vocês, também! – A senhora Weasley disse a Jorge e Ron que já se encaminhavam paras escadas. – Harry se quiser pode ir dormir, sei que não teve culpa...
– Não eu quero ajudar! – Disse o menino de forma enérgica.
– Bom senhora Weasley, obrigada pelo café. – Disse o meu pai com o rosto mais suave. – Qualquer coisa não hesite em nos chamar.
Meu pai e meu tio foram em borá levando Alfred com ele e sinceramente eu começava a sentir pena dele. Eu, Harry e os Weasley deixamos a mesa antes que Sra. Weasley pegasse o grosso livro de Gidelroy Lockheart sobre pestes caseiras. Todos sabiam que a bruxa tinha um xodó pelo charlatão loiro. Eu tinha que admitir que ele fosse charmoso com os cabelos loiros bem cortados em cachos e os olhos azuis brilhantes, mas o encanto foi embora quando eu li a bobagem que ele escrevia.
O jardim dos Weasley era muito diferente dos jardins que eu estava acostumada. Tinha mato e grama para ser aparada, diversas flores selvagens crescendo em volta das arvores nodosas, um lago cheio de sapos e algumas galhinhas. Era diferente, mas ao mesmo tempo familiar e divertido de passar o tempo. Sempre que eu podia eu estava aqui com os Weasley e por vezes eu os ajudava a desgnomizar o jardim. Gnomos eram criaturinhas da altura do meu joelho, ou talvez mais baixos, cinzas, feiosos e com as cabeças enormes com protuberâncias que me faziam constantemente associá-los a batatas. Explicamos a Harry todo o procedimento de pegar o gnomo pelo tornozelo, ergue-lo acima da cabeça, gira-lo como se fosse laçar um boi e arremessar o mais longe que puder para longe da casa dos Weasley e da minha que ficava 50 metros à esquerda. Como sempre desgnomizar um jardim virou uma competição de quem arremessava a criatura mais longe. É claro que eu ganhei já que conseguia arremessá-los a mais de 60 metros de distancia, mas depois de mim foi Harry que ganhou jogando com fúria um gnomo a uns 19 metros depois do mesmo ter mordido o seu dedo.
Foi uma tarde quente e divertida, já que a presença de Harry amenizou o furacão vermelho, então eu tive que ir andando até em casa. Não foi tão cansativo já que tinha uma passagem no muro dos Weasley que dava para o meu quintal que não minha opinião era sem graça comparado ao do vizinho. Tinha a grama bem aparada, algumas flores e um monte de ervas que eu cultivava para poções e uma enorme piscina com algumas espreguiçadeiras. Como Kol dizia, era tudo muito trouxa.
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