Magic Blood

2 Beco Diagonal


Notas iniciais
Hey hey hey espero que estejam gostando da fic!! Kol e magia

– Anã bem vinda à feira parisiense dos bruxos! – Kol disse um pouco sarcástico abrindo os braços. – Aqui você encontra de tudo! Bom, quase tudo as coisas interessantes ficam na Travessa do Tranco, mas aposto que não é todo dia que eles recebem a família Mikaelson.

Ele tinha razão. É claro que em todo lugar que íamos às pessoas nos encaravam, geralmente assustados, mas aqui. Absolutamente todos nos olhavam e murmuravam e algumas simplesmente fugiram. Eu ficava um pouco envergonhada com isso, mas eu não podia deixar transparecer então simplesmente estufei o peito e fiz a minha melhor cara arrogante andando em passos firmes.

– Pelo visto somos famosos aqui. – Disse o meu pai aparentemente se divertindo com isso.

– Ahh você não faz idéia Nik. – Disse Kol que estava realmente alegre ultimamente. – Sabe, Esther Mikaelson é uma mulher famosa. – Ele disse um tanto irônico. – Especialmente após ter tirado o seu filho da escola para transformar seus filhos em monstros.

Ficamos em silencio, até que Kol nos guiou até a loja do fabricante de varinhas. Era bem velha e com caixinhas espalhadas ao redor. Kol estava debruçado no balcão quando um velhinho nos atendeu.

– Vieram a procura de varinhas, eu suponho que seja para a linda moça. – Ele disse gentil.

– Por que não compra uma nova Kol? – Elijah perguntou.

– Porque meu caro irmão varinhas não tem data de validade. – Kol disse tirando a varinha das vestes. – E suponho que eu não ache mais um trabalho de Gregorovich tão bem detalhado, não é mesmo? – Ele olhou para o fabricante.

– Suponho que não, senhor. – O velho disse analisando a varinha de Kol. – Muito antigo e bem entalhado. – Ele realmente parece ter gostado da varinha. – Como a conseguiu?

– A encomendei no meu primeiro ano em Durmstrang. – Kol disse orgulhoso. – Demorou uns 2 anos para ficar pronta e logo depois eu fui para Hogwarts.

– Um trabalho esplendoroso. – Disse o senhor Olivaras. – Tente esta senhorita. — Eu tirei o graveto da caixinha e logo quando eu toquei faíscas se espalharam quase acertando Elijah. – Acho que essa não.

– É também acho que não. – Eu disse concordando com ele.

Era um tanto ridículo o modo que os canalizados eram escolhidos pela varinha, passei por sete varinhas e todas elas me recusaram e tenho que admitir que começava a achar que isso era uma grande perda de tempo, mas por alguma razão eu continuava. Ele me deu uma caixinha preta envolta em um pedaço de chifon roxo brilhante. Eu abri a caixinha com cuidado e vi a varinha preta com alguns detalhes entalhados deitada sobre um acolchoamento roxo de aparência fofa. Assim que tomei a varinha em minhas mãos um flash prateado saiu da ponta varinha junto com canários negros que sobrevoaram o teto da loja.

– Vejo que adquiriu uma varinha muito especial senhorita Mikaelson. – O senhor disse com um sorriso gentil. — Fibra de coração de dragão, 28 centímetros, rígida e feita de Cerejeira. O núcleo da sua varinha é feito de uma das cordas cardíacas de um dragão de Olho-de-Opala, a espécie mais bonita de Dragões. – Kol soltou um assovio. — E junto com a madeira de Cerejeira a torna ainda mais bela e poderosa. A Cerejeira é uma madeira muito rara em varinhas e possui um estranho poder. As varinhas de madeira de cerejeira fabricam varinhas que tem o poder realmente letal, independente do núcleo, mas principalmente unida com fibra de coração de dragão. – Ele me olhou serio como se me analisasse. – A varinha nunca deve ser dada a um bruxo que não autocontrole e força mental.

– Incrível. – Meu pai disse. – Quanto custa?

– Sete galeões. – O senhor sorriu.

Pagamos o velho senhor e saímos da loja. Andávamos pelo Beco diagonal e por vezes comprávamos algo em alguma loja. Kol parecia um pouco nostálgico, já um pai e meu tio um tanto desconfortáveis com tudo. Aqui era como uma grande feira bruxa e tinha muita coisa que eu poderia usar e mais um monte de outras coisas que eram um pouco inúteis.

– Preciso que os dois idiotas me sejam úteis e me tragam algumas coisinhas. – Kol parou subitamente se virando para os irmãos. – Comprem o que falta e os itens dessa listinha enquanto eu e a anã vamos comprar os uniformes.

– Sem chances Kol. – Meu pai deu uma risada.

– Vamos lá Nik! – Ele deu um sorriso sínico. – O que custa fazer um pequeno favor para o seu irmãozinho. – Ele me olhou de forma significativa.

– Vamos pai! – Eu dei um sorriso. – Quanto mais rápido for. Mais rápido vamos pra casa.

– Vamos Elijah. – Ele rolou os olhos e os dois desapareceram de nossas frentes.

Eu olhei com a minha cara acusatória para o mais velho e ele rolou os olhos indicando que não poderia falar agora. Eu entendi que tinha muita gente a nossa volta e apesar de fingirem muito bem eu sabia que estavam atentas a todas as palavras que dizíamos e como dizíamos. Kol me pegou no colo e correu com aquela velocidade irritante de vampiro e entrou em uma loja de roupas me pondo no chão. Uma velhinha bem simpática nos atendeu e começou a tirar nossas medidas e logo entrou em um cômodo nos fundos da loja. Percebi que meu tio tirou novamente o seu graveto das vestes.

– Abafiato. – Ele murmurou.

Percebi que ele realmente gostava de usar magia.

– Vai falando. – Eu disse acusatoriamente cruzando os braços.

– Relaxa nervosinha! – Ele levantou os braços em rendição.

– O que você quer que eles comprem? – Eu perguntei desconfiada. – E por que você esta me fazendo conspirar com você?!

– Relaxa darling. – Ele disse com um sorriso travesso. – Pedi que comprassem ingredientes pra uma poção. – Eu levantei uma sobrancelha. – Ta legal um ritual! Descobri um jeito de ter a minha magia de volta.

– Como?! – Eu perguntei surpresa.

– Mexendo nas suas coisas. – Ele sorriu dando os ombros. – Enfim não posso te dar os detalhes agora, mas eu preciso da sua ajuda.

– E por que eu te ajudaria? – Eu perguntei desconfiada.

– E por que não faria isso? – Eu o conhecia para saber que ele estava realmente ofendido. – Só estou te pedindo isso porque é a única bruxa que eu confio e tem um conhecimento bem vasto sobre poções e....

– E... ?

– Tem Niklaus na palma da mão. – Ele continuou.

– Quer que eu minta pro meu pai? – Eu perguntei verdadeiramente chocada.

– Não necessariamente. – Ele deu os ombros. – Só que o distraia e não o deixe saber meus planos.

– Por que ele não pode saber? – Eu estava um tanto preocupada com a loucura que ele me dizia.

– Pra ele não estragar tudo e fora o fato de que eu preciso de uma bruxa poderosa conduzindo o ritual.

– Ele não me deixaria fazer. – Eu digo rolando os olhos e ele deu um sorriso.

– Aqui estão suas vestes. – Disse a senhora com um largo sorriso. – Bom ano letivo.

Saímos da loja e caminhamos com nossos pacotes. Kol carregou as minhas coisas enquanto nos caminhávamos até uma sorveteria onde encontraríamos os nossos familiares. Tomamos diversas porções de sorvete enquanto ele me explicava mais sobre a escola e a cada minuto eu queria estivesse mais próximo pra eu ir até lá e ver tudo com os meus próprios olhos. Meu pai e meu tio começaram a demorar então eu comecei a ler o livro Hogwarts, Uma Historia.

– Olá! – Uma menina que aparentava ter uns sete anos de idade com a cara sardenta e um dente faltando disse alegre olhando para nós. – Meu nome é Melody!

Eu franzi o cenho e olhei desconfiada pra garota e depois para Kol e ambos nos perguntávamos o que diabos era ela, que ainda sorria largamente com dentes faltando.

– Eeee vocês sãooo? – Ela olhava com grandes olhos azuis pra nós. – Acho que eles não sabem falar. – Ela sussurrou pro nada ao lado dela e rapidamente voltou a sorrir pra nós. – Não tem problema! – Ela disse levantando a mão em entusiasmo. – Vou chamar você de Sven! – Ela apontou para Kol que continuou franzindo o cenho pensado em uma reação. – E você de... Katia! – Ela apontou pra mim e se sentou na cadeira entre nós. — Eu adorooooo sorvete de pistache! – Ela disse tomando a tigela das mãos do meu tio. – Mas sou alérgica a lactose. – Ela disse isso depois de estar toda enlambuzada e de ter tomado metade da tigela cheia.

– Droga! – Disse Kol finalmente despertando do devaneio e tirando a tigela das mãos da garota.

– O Sven sabe falar! – Ela disse batendo palminhas animadamente.

– Bebe isso. – Eu disse entregando um frasquinho pra garota que começava a empolar.

– Olha só a Katia também... – Ela parou de falar quando eu fiz o antídoto descer goela abaixo. – Eca! Isso tem gosto horrível!

– Quem é você?! – Eu perguntei limpando seu rosto sujo de sorvete.

– Katia você surda?! – Ela disse fazendo Kol rir. – Sou eu a Melody... Dahh!

– É Katia! É a Melody. – Disse o mais velho irônico rindo.

– Mel! Meeeel! – Eu vi um garoto correndo em frente à loja. – Mel!

– Heeey Tommy! – Melody esticou o bracinho em um aceno para o garoto.

Os dois eram parecidos ambos tinham grandes olhos azuis e cabelos castanhos. O garoto parecia ter a minha idade era do meu tamanho. Ele veio em nossa direção e a garotinha desceu da cadeira dando um abracinho de urso no garoto que parecia aliviado.

– Quantas vezes eu tenho que falar, não pode sair correndo por ai! – O garoto repreendeu ela. – Mamãe esta uma fera. — Eu olhei pra Kol e ele só me deu os ombros parecendo tão confuso quanto eu. – Quem são esses? – O garoto colocou a menininha atrás dele nos olhando desconfiado.

– A pergunta é quem são vocês! – Eu e Kol perguntamos juntos. Odeio quando isso acontece.

– Tommy esses são Sven e Katia. – Ela disse sorridente apontando pra nós.

– Ok... – O guri continuava desconfiado. – Vamos logo antes que mamãe apareça.

– Tchau! – Ela chacoalhou a mãozinha livre enquanto o mais velho segurava a mão dela a puxando pra longe.

– Sven! Katia! – Meu pai nos chamou em tom divertido. – Hora de ir.

Eu estava aturdida de mais pra poder discutir então só me levantei deixando algumas moedas de ouro na mesa e segui até onde minha família estava. Kol disse algo que fez meu pai franzir o cenho, mas concordar e logo depois ele segurou a minha mão e meu pai a outra e tio Elijah segurou no ombro do castanho e quando percebi já estávamos em casa.

Notas finais
Pra quem não entendeu bulhufas da aparição desses dois guris é pq eu tenho outras fic que o Ship é Kol e Elizabeth e em uma delas eles vão ter um bebê então é tipo uma zuera que eu fiz aparecendo esses dois kkkkkkkk