Magic Blood
9 A Toca
Notas iniciais
As férias passaram tão rápidas quanto vieram. Durante as férias vi Kol voltando a se adaptar novamente a magia e me ajudando a se alimentar o quanto podíamos o que resultou a muitas gargantas mutiladas e quando eu me descontrolava Kol matava a vitima para não ativar a minha maldição, mas aos poucos eu conseguia me controlar melhor. Meu pai e meu tio saiam constantemente do país resolvendo problemas que eu não estava interessada em saber, mas a parte mais legal das férias foi quando Kol me ensinou a jogar quadribol. No inicio eu era péssima, caiu pelo menos três vezes da vassoura, mas na semana seguinte eu já estava melhor do que o Potter no quesito vôo. Eu ia me inscrever para o time da Sonserina então eu passei todas as manhas e as tardes praticando o jogo e minha habilidade com Beisebol era o suficiente para ser uma batedora.
Normalmente era só eu e Kol, mas tinha dias que ele ia até sei lá onde meu pai e Elijah estavam e eu ficava sozinha. Normalmente eu não me importava, mas ai eu percebi que a uns 50 metros da minha casa enquanto eu sobrevoava com a minha Nimbus 2001, que ganhei de natal, que eu tinha vizinhos que eram bruxos. Na verdade eu só descobri isso porque enquanto eu voava bati contra outra pessoa e teria despencado uns 100 metros se a outra pessoa que estava sobrevoando não me segurasse no ar.
– Fred?! – Eu olhei incrédula para o ruivo que me segurava no cabo da vassoura.
– Effy?! – Ele parecia tão surpreso quanto eu.
– Hey Fred! É a nova Nimbus! – Vi Jorge um pouco mais acima segurando a minha vassoura. – Effy?!
Eles começaram a descer e pararam em um gramado em frente a um prédio que parecia ter sido uma casinha no início e depois foram acrescentando cômodos o que deixou torto e ligeiramente inclinado e era sustentado por magia. Pude ver alguns macacos em cima do teto vermelho.
– Que casa legal! – Eu digo realmente a achando fascinante.
– Valeu. – Os gêmeos responderam meio sem jeito.
– Effy o que esta fazendo aqui? – Jorge me perguntou confuso depois de me devolver a vassoura.
– Eu moro na casa do lado. – Respondi dando os ombros. – Estava praticando vôo até você me atropelar.
– Me desculpe por isso. – O garoto ficou vermelho. – Perai! Você é a vizinha nova?!
– Tecnicamente vocês são os vizinhos novos. – Eu disse rindo de sua cara. – A casa pertence a minha família desde o século passado ou mais.
– Como nunca vimos você por aqui? – Fred perguntou curioso.
– Não venho muito aqui só estou aqui por causa de Hogwarts. – Dei os ombros.
– JORGE! FRED! – Pude ouvi uma furiosa senhora Weasley. – QUANTAS VEZES VOU TER QUE FALAR PRA NÃO VOAREM TÃO...
– Mamãe olhe os modos! – Disse Fred de modo falsamente repreendido.
– Temos visitas! – Jorge disse no mesmo tom que o irmão.
– Elizabeth, querida. – A mulher me deu um sorriso gentil antes de olhar feio pros filhos. – Entre já esta quase na hora do almoço.
Eu tentei negar, mas ela tinha um jeito tão fofo e de quem iria enfiar a comida goela a baixo se eu rejeitasse que eu não neguei e deixei ela me puxar carinhosamente até a cozinha e me colocou sentada em uma cadeira. Geralmente eu me alimentava com sangue, mas também não dispensava uma comida “tradicional”. A cozinha era pequena e um pouco apertada e no centro tinha uma mesa enorme de madeira com varias cadeiras. Fred e Jorge se sentaram de cada lado de onde eu estava enquanto a senhora Weasley nos servia pratos exageradamente fartos, eu era magra então ela deve ter tido a impressão que eu passo fome.
– Oi Ron! – Eu cumprimentei o garoto que se assustou quando me viu.
– Lizie?! – Ele ainda tinha os olhos arregalados quando se sentou de frente pra mim. – O que faz aqui?!
– Ronald! Olhe os modos! – A mãe o repreendeu o deixando corado.
– Elizabeth é nossa vizinha. – Disse Fred rindo da cara escarlate do irmão.
– Elizabeth, querida como vai à família? – Senhora Weasley me perguntou com um sorriso enquanto colocava o prato de Ronny.
– Bem provavelmente. – Eu respondi analisando a pergunta.
– Onde estão? – A matriarca Weasley parecia preocupada.
– Meu pai e meus tios foram para os Estado Unidos resolverem alguns negócios. – Eu saboreei a incrível comida da senhora Weasley. – Eu quis ficar por aqui esse ano.
– Entendo. – Disse a senhora, mas ainda não havia deixado a expressão preocupada. – Esta sozinha em casa?
– Não, meu pai contratou algumas governantas para ficarem comigo. – Com contratou eu quis dizer hipnotizou. – Eles devem voltar em alguns dias.
– Bom. – Ela pareceu mais aliviada. – Pode vir nos visitar quando quiser querida, especialmente nas horas das refeições, você esta muito magra. – Sabia que ela tinha problemas com meu peso.
– Com um cozido maravilhoso, volto a cada cinco minutos! – Eu digo por que eu realmente amei o cozido.
Quando acabamos de almoçar eu e os meninos Weasley fomos até o quintal deles e nos sentamos na grama e começamos a jogar Snape explosivo enquanto eles me ensinavam táticas de quadribol.
– Pera ai! – Exclamou Jorge. – Não deveríamos estar te ensinado isso!
– Verdade você é do time rival! – Fred exclamou seguindo o pensamento do irmão.
– Estão com medo de perder Weasley’s? – Eu os provoquei.
– Pra uma nanica como você?! – Disse Jorge. – Sem chance! Temos o melhor apanhador.
– Falando nisso cadê o cicatriz? – Perguntei a eles e Ronny me olhou de forma esquisita.
– Harry não tem respondido as minhas cartas ou de Hermione. – Ele respondeu. – Em minha opinião os tios trouxas dele devem estar prendendo ele.
– Depois que você berrou no tal teclofe! – Disse Fred provocando o caçula.
– É telefone! – Eu ri dele.
– Tanto faz! – Fred rolou os olhos. – Mas acho que a família do Harry não deve ter gostado.
– Aqueles trouxas têm tanto medo de nós que talvez não o deixem voltar pra Hogwarts. – Ronny disse pensativo.
– Quase que eu não volto esse ano. – Eu disse e todos se viraram pra mim. – Meu pai disse que eu só voltaria pra lá se Kol fosse comigo.
– Por quê?! – Jorge perguntou indignado.
– Porque ele diz que não seria seguro. – Dei os ombros.
– Que absurdo Hogwarts é o lugar mais seguro que existe! – Ron exclamou exaltado.
– O que o preocupa são os perigos de fora. – Eu expliquei, mas eles não entenderam. – Não somos muito conhecidos pela quantidade de aliados.
– O que você vai fazer? – Fred pareceu entend’er o meu ponto de vista.
– Kol conversou com Dumbledore e explicou a situação. Então ele vai poder retornar a Hogwarts até eu me formar.
– Mas ele já completou os anos em Hogwarts. – Ronny disse confuso.
– Conhecimento nunca é demais então ele vai refazer os anos em que a altura dele não é estranha. – Eu dei os ombros. – Acho que na verdade ele faz mais isso por ele do que por mim.
– Como assim? – Jorge perguntou.
– Faríamos de tudo um pelo outro, mas ele ficou tanto tempo sem usar magia que agora que pode voltar pra Hogwarts não quer sair tão cedo e o fato de precisar me proteger foi quase uma desculpa pra poder continuar lá.
– Vocês são tão...
– Problemáticos? – Eu ri completando a frase de Fred. – Complicados?
– Isso! – Ele exclamou. – Não da pra entender! Uma hora vocês querem se matar, outra são quase dois pares de freiras, mas são sempre como cão e gato.
– Kol é meu tio, mas nos somos melhore amigos. – Eu disse. – Quero dizer, não nos vemos muito como tio e sobrinha. – Eu disse olhando pro céu azulado. – Passei menos tempo com ele do que com os outros, mas acho que sou mais próxima dele do que qualquer um, mas somos muito diferentes o que nos faz brigar, mas ao mesmo tempo somos muito iguais e somos confidentes um do outros. Em resumo é complicado.
– Vampiros não deveriam queimar no sol? – Ron me olhou curioso.
– E queimam. – Eu afirmei. – Mas eu tenho os meus truques.
Eu olhei pro anel no meu dedo.
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