Madness

42 O Resgate


Notas iniciais
povo bonito! bom dia! tudo de boas? antes de mais nada, eu gostaria de agradecer a Angell pela recomendação! OBRIGADA SUA GOSTOSA PASSA EMAIL DEPOIS TE MANDO FOTOS NUAS brinks ausehuaehuaheuaheuause então... hoje eu postar um rascunho torto e feio de planta que eu fiz (não sou arquiteta, malz), pois ele é importante para a dinâmica do capítulo de hoje. fica mais fácil de visualizar e de entender o que aconteceu rs e eu to super feliz! fuçando aqui na minha vida eu achei 4 blogs meus (isso mesmo) super antigos e dois tinham fics! eu JURAVA que tinha excluído tudo, sei lá... as duas não foram finalizadas pq NÉ, mania de geminiano de começar uma coisa e não terminar nunca. to transgredindo barreiras com essa de CDZ UHASEUHAESUHAESUHUASEH to pensando até em continuar com um dos blogs, fora o outro projeto que tenho em mente! :D é engraçado ler coisas de quando a gente é adolescente, né? bonitinho mesmo gostaria de já antecipar minhas desculpas pela atualização dos próximos capítulos, pq eu estou estudando para uma prova importante e talvez não consiga postar uma vez por semana (ou até menos, se tudo desse certo), mas eu juro que vou me esforçar, ok? ah, esqueci de falar no capítulo anterior também que eu sou uma pessoa bem dramática, intensa, loucona de pedra, gótica suave e tal e esta fanfic não terá um final feliz... um grande beijo pra todo mundo!

Era início de madrugada e toda a estrutura do hospital parecia calma e taciturna. A noite estava quente, evento comum percebido pelos habitantes de Atenas.

Saga suportava o seu sexto dia de tratamento.

Na recepção, a médica conversava de vez em quando com uma dupla de enfermeiras: a primeira, mais jovem, fora escalada para aquele turno; a segunda, aparentemente mais velha, estava apenas de passagem, motivada pela solidão de seu próprio andar e pela vontade de bater um papo diferente (algo mais conhecido como fofoca).

– Sabe, Doutora Mikla... – A auxiliar começou um novo diálogo. – Não imaginei que você iria ficar no subsolo hoje. Achei que seu posto era no nono andar.

– Pois é, Acacia... – A morena mexia em seu smartphone, mexendo em um aplicativo qualquer. – Eu era de lá. Mexi meus pauzinhos e, enfim... Consegui descer.

– Ahn... Sei. – A imberbe funcionária levantou-se para guardar uma pasta suspensa numa das grandes gavetas de inox do lugar.

– E então? Você está gostando de trabalhar de madrugada?

– Sim! O plantão da noite é muito mais tranqüilo, sem contar que eu me livrei daquela bruxa da Cassandra.

– Ah, pelos deuses! Nem me fale naquela bruaca! – A técnica baixinha e gorducha apoiava-se na bancada de madeira, acompanhando a conversa. – Só porque é a “enfermeira-chefe”, ela acha que pode mandar e desmandar no Instituto inteiro!

– Bom, eu já tive as minhas discussões com ela. – A psicóloga falou. – Com ela, com a Theodora e mais um monte de enfermeiras daqui...

– Eu posso imaginar o motivo, Doutora. – A nanica piscou de um jeito sacana. – Aposto até que foi o mesmo motivo de ter te puxado aqui para baixo...

– Há-há-há. Isso não é engraçado, Helena. Não tem nada a ver com o irmão dele. – A face de Mikla nem enrubesceu com a mentira descarada. Era óbvio que ela havia implorado pela mudança de andar, apenas para se encontrar com Kanon casualmente. Eles não se falavam desde o ataque de ciúmes da plantonista.

– Tá, eu finjo que acredito.

– É sério! A Doutora Milla e o Doutor Mu me convocaram, ok? Eu acompanho o caso de Saga há muito tempo e sei exatamente tudo sobre ele.

– É uma pena saber que ele voltou, não é mesmo? – A mais nova desconversou, já prevendo que o assunto poderia virar-se contra ela. Acacia lembrou bem quando Kanon, na última conversa, pediu sigilo absoluto sobre aqueles encontros.

– Sim... – Mikla suspirou. – Eu pensei mesmo que ele tinha melhorado. E ainda voltar assim, já numa crise. Isso é péssimo...

– Justo agora que arrumou uma namoradinha. – Helena comentou.

– Namoradinha? Aquela japonesa virou mesmo...?

– Mas é claro! O jeito que ela batia cartão no nono andar! A Theodora me contou tudinho. Ela até pagou viagem numa ilha paradisíaca quando ele foi liberado, no maior estilo lua-de-mel.

– Nossa. Esses dois irmãos... – A médica virava a cadeira de um lado para o outro, sentada em uma das pernas. – Inacreditável. Deve ser algum feitiço deles, sei lá...

– É, deve ser... – Acacia mantinha-se quieta boa parte do tempo.

– Pensando bem, eu não teria a coragem dela. Por mais que ele estivesse aparentemente curado no dia que saiu daqui, não sei não... Eu ficaria desconfiada.

– Você prefere o mais saudável, não é mesmo? – A técnica rechonchuda riu e Mikla mostrou a língua, sorrindo logo em seguida.

– Helena, você não tem nada pra fazer no seu andar não? Existem outros loucos nesse hospital, sabe...

– Já vou, já vou... Só vim fazer um pouco de companhia para as duas donzelas. Eu preciso subir, tenho vários históricos para arrumar... Tem um cara no quarto 98 que está dando trabalho e isso atrasa toda a minha rotina. Ainda bem que aquele doidão dormiu.

– São os ossos do ofício, Helena. Alguns pacientes valem o sacrifício, outros nem tanto. – Os olhos azulados da psicóloga quase se fecharam naquela mirada cheia de malícia, enquanto seu corpo seguiu pelo corredor da recepção, deixando a companheira risonha para trás.

– Ah, você é uma safada mesmo! – Helena respondeu alto e o tom de voz ecoou pelo ambiente. Ela apertou o botão do elevador e observou a lentidão dos números no painel, bufando de tédio. – Acacia, eu adorei a cor das suas unhas. Depois você me passa o nome do esmalte? Gostei mesmo.

– Claro! – A menina tomou um leve susto com o elogio. – Eu comprei no centro de Atenas!

– Me passa o nome da loja também! – As portas abriram e a mais velha escorregou uma das mãos na abertura, apenas para se certificar que o elevador não fecharia antes de sua entrada. Ela foi barrada pelo tecido macio de uma camisa social preta, que contrastava com a cor azul-berrante dos cabelos do hóspede.

– Boa noite, Helena. Quanto tempo!

– Você! – A enfermeira apontou. – Mas... Não está muito tarde para uma visita, Afrodite?

– Não para a minha visita. – Ele enlaçou um dos braços nos ombros da baixinha, levando-a novamente para a entrada. – Você sabe que eu sou um homem de hábitos noturnos, não sabe?

– Mas já é...

– Shh... – Ele pousou um dos dedos no lábio da mulher. – Silêncio. Estamos num hospital, devemos respeitar os enfermos. – Afrodite retirou uma pistola do bolso, com um silenciador devidamente encaixado na extremidade. Ele embruteceu o rosto quando Helena ameaçou soltar um grito. – Vá para lá, agora.

– P-Por fav...

– Eu estou mandando ir pra trás do balcão! – O antigo paciente sibilou, apontando a arma para elas. – Quero as duas no canto!

Acacia levantou rapidamente as pequeninas mãos, já lacrimando pelo desespero. Apoiou-se na técnica e ambas encolheram-se no chão, próximas ao móvel de inox que carregava vários relatórios médicos.

– Onde está a Mikla? – Ele perguntou, num sussurro.

– E-El... Ela... – Helena tremia. – Ela...

– Acacia? Você pegou aquele vasilhame para... – A morena estagnou. Afrodite direcionou o objeto para a moça, sorrindo com sarcasmo.

– Boa noite, Doutora Mikla. Senti sua falta.

– Afrodite... V-Você... – Mikla teve o mesmo impulso de Acacia e ajustou as mãos na frente do corpo. – Você tá maluco?! Larga essa arma!

– Shh... Não grite. Vá para o canto, agora!

– Afrodite! – Ela tentou argumentar, mas parou quando o silenciador ficou mais próximo de sua cabeça.

Ele fez um sinal positivo para o vulto que espreitava atrás da porta, na escada de emergência. O homem correu para os bancos da recepção e arrastou uma fileira deles para perto do elevador, chamando-o em seguida. Fez a mesma coisa com a segunda fileira, deixando a estrutura na vertical e obstruindo a escada. Quando o elevador chegou, ele empurrou grosseiramente os assentos para dentro. As portas de ferro iam e voltavam com o contato.

– Isso vai nos dar algum tempo. – Ele era da mesma altura de Afrodite, os cabelos curtos e azuis estavam estilizados para cima. Ele vestia uma regata branca e uma calça preta; um dos bolsos exibia outra pistola igualmente mortal e silenciosa. Ele virou-se com a peça apontada para as enfermeiras. – Onde está o Grande Mestre?!

– G... Grande Mestre?! E-Eu... – Mikla começou. – P-Por favor, n-não...

– Onde está o Saga?!? – Afrodite exaltou-se.

– N-Na... Na quinta... Na quinta câmara... P-Por favor, Afrodite...

– Deve estar trancado até os dentes. – O algoz disse para Afrodite. – Cadê a chave?

– O que vocês...

– Cadê a porra da chave, sua vagabunda?!? – Ele vociferou, puxando seus longos cabelos escuros. – Eu estou com pressa!

– Na última sala de contenção, no final do corredor! Por favor, não me mate! – A médica implorava, em meio ao rastro de lágrimas que sujou seu rosto com a maquiagem. – Afrodite, por favor!

– Mikla... – O ex-amante engatilhou a pistola, pronto para atirar em Acacia, que estava chorando desesperadamente. – Colabore com a gente, sim? Antes que os miolos da sua amiguinha explodam na sua cara.

– T-Tá, tá bom! Por favor, eu te dou a chave, mas não me mate, por favor! – Ela foi arrastada de forma grosseira pelo outro invasor e levada pela pequena passagem até a área dos funcionários. Ele jogou a plantonista no piso, novamente com ela em sua mira.

– Me dá logo essa chave.

– D-Deve... Deve estar aqui, em algum lugar... – Seus dedos tremiam entre as alças das gavetas, enquanto a mente carcomia-se pelo esquecimento trazido pelo pânico. – D-Deus... Onde está...

– Qual parte do “eu estou com pressa” você não entendeu, sua vadia?!

– Aqui! – Ela agarrou um conjunto de três chaves codificadas. – A-Aqui! Não me machuque, por favor!

O maníaco puxou novamente o braço da doutora, seguindo para as entradas no outro corredor do pavimento. O corpo encontrou-se com o chão mais uma vez.

– Abra a porta.

– P-Por favor... É perigoso entrar...

– Eu não te perguntei nada! – Ele golpeou o crânio de Mikla com a coronha da arma. – Abre essa merda logo!

– Não!!! Não!!! – Pancadas seguidas arrancaram uma boa porção de sangue da mulher e os gritos ficaram mais intensos. – Eu abro a porta!!! Pare!!!

Ela apressou-se em localizar as fechaduras, empurrando o grande ferrolho que cercava Saga em sua jaula hospitalar. Sentiu o cano mortífero nas costas, empurrando-a para dentro.

O homem aproximou-se devagar naquele cenário. Os orbes brilharam intensamente ao fitarem o interno apoiado em um dos ângulos da câmara, respirando do mesmo jeito ruidoso de sempre. Saga estava muito mais magro e horrendo, as pálpebras permaneceram cerradas pela quantidade de medicação em seu organismo. Alguns fios cinzentos despontavam na cabeleira azul, que parecia ser muito mais brilhante em outros momentos.

– Grande Mestre? – O malfeitor indagou. A visão avermelhada foi se apresentando devagar, num esforço incomum para alguém que queria apenas abrir os olhos. Ao encarar o responsável pela pergunta, a entidade só teve forças para desenhar um sorriso no canto dos lábios.

– Máscara da Morte. Saudades da época que usávamos apelidos, huh?

– Sim. – Ele disse, rindo como uma criança. – Cara, você está péssimo. O que estão fazendo com você aqui dentro, tentando te matar?!

– É o que parece.

– Bom, se é assim, então chegamos para te resgatar numa boa hora. Temos uma missão para terminar, não é mesmo?

– Eu preciso... — O Grande Mestre sussurrou. — De água...

– Hey. – Máscara dirigiu-se para a médica encolhida no canto oposto do recinto. – Tira essa merda. Agora.

Ele indicou a bolsa de soro conectada aos cateteres que transportavam anestésicos para o corpo de Saga.

– O quê?! N-Não, não me diga...

– Cacete, como você fala! Mas que merda que o Afrodite fez em trepar com você, haja paciência!!! Venha até aqui e tire essa bosta dele!

– Eu não sei tirar! – Mikla confessou num bramido. – Por favor, p-por favor, n-não me mate!

O agressor respirou fundo, esfregando o indicador e o polegar na própria testa.

– Quem sabe?

– A Ac... Acacia. Ela sabe. A Helena sabe também. E-Eu fiz pouco estágio, n-não mexi muito com i-isso, e...

A mulher sentiu as pernas desaparecerem quando Máscara da Morte caminhou em sua direção, para depois sair bufando do compartimento acolchoado. Ela prendeu a respiração e os gritos. O grego parecia querer levantar de sua posição, mas ainda era dificultoso pela camisa de força e quantidade abundante de calmante que corria em seu sistema circulatório.

.

– Afrodite, traz essas duas pra cá.

– Ele está acordado? O que aconteceu? – O colega perguntou, com o par de enfermeiras no alvo de sua pistola.

– Tá, tá tudo bem, va bene? Ele só está dopado até a bunda. Qual de vocês é a Acacia?

– Não, por favor! Não me machuquem! — A jovem começou a chorar ainda mais, gritando e implorando para os carrascos um pouco de misericórdia.

– Pare de berrar! Qual é o problema de vocês?!? – O italiano apanhou a menina pelo braço, quase que da mesma maneira como fez com Mikla. Ela curvava todo o seu peso para baixo, tentando alucinadamente se soltar. Os protestos altos continuaram até a beirada da recepção.

– Não!!!! Me solta!!!

– Sua desgraçada! – Máscara da Morte estrilou. Atingiu as têmporas da auxiliar com um tiro, abatendo-a em segundos. O sangue jorrou das narinas e os outros orifícios da face, espalhando-se na superfície branca e fria do andar.