Madness

34 O Jantar


Notas iniciais
oi povo dlç! tudo bem com vcs? como uma boa geminiana, eu to bem agora não to mais péra. to de boa OPA ausehuasheuasheu to mal :( mentira, é que o dia foi complicado msm e eu to afim de beber pra esquecer que eu existo ENTÃO! SIMBORA PRA MAIS UM CAPÍTULO NA NOSSA VIDA BANDIDA (?) me perdoem novamente a demora para postar, perdoa a tia msm acho que eu já tinha comentado, mas se não, lá vai: a partir desse capítulo vai ser tipo overdose de saga x saori, então preparem seus corações pq o bang aki eh ligero ceis tao ligadu e não tem hentai ainda. JURO QUE VOU PARAR DE ENROLAR NA PRÓXIMA, SÉRIO ASUEHAUSEHUAHSEUHASEU ou não né, to no processo de escrita hm- um grande beijo pra todo mundo e bom feriado! s2 s2 s2

A menina encarava, preocupadamente, a fileira interminável de roupas em seu closet. Como se não bastasse ter uma fábrica inteira de roupas em Atenas, Saori também mantinha a posse de algumas coleções em Heraclião. Nunca foi tão difícil se arrumar para um acontecimento em toda a sua vida. Ela combinava mentalmente uma peça e outra, por vezes tentava se imaginar com um vestido, os sapatos eram considerados ultrapassados e imperfeitos. Tudo estava abaixo do que ela queria para aquele momento.

– E agora...? – A moça sussurrou. Ela mal sabia que, para Saga, a roupa pouco importaria. Porém, como uma boa habitante do sexo feminino (e extremamente preocupada com a auto-imagem), Saori não podia arriscar. Ela decidiu trajar um vestido branco, longo e simples, sem mangas e com um decote generoso. Os sapatos eram tingidos por um rosa bem claro, quase chegando ao mesmo tom da roupa. Optou também por não pesar na maquiagem e nem nos acessórios; ela não estava indo para uma festa qualquer. Na verdade, este seria o acontecimento mais importante do ano: um jantar romântico com Saga, o bonitinho do nono andar.

Em contrapartida, o homem não escolheu muito a sua vestimenta. Foi diretamente para uma camisa social e uma calça jeans escura que Saori havia lhe comprado. Ele não pode deixar de agradecer mentalmente a pequena atitude da patricinha, até porque ele não teria roupas decentes para a viagem se não fosse isso. Ele se olhou no espelho, um pouco assombrado pela sua mudança. Saga não tinha o costume de olhar espelhos, trauma nascido depois de alguns episódios com o Grande Mestre. Em sua mente, ele ainda perguntava se era totalmente seguro ficar à solta por aí.

O grego arrumou os cabelos, sem saber muito o quê fazer com eles. Não que um penteado fosse uma alternativa. Porém ele gostaria de parecer diferente para Saori, ao menos. No fim, deixou os fios azulados do jeito que sempre estiveram. Esmerou-se no perfume e caçou um par de sapatos, também adquiridos por Saori. Ele poderia estar louco ou algo do tipo, mas parecia até que a japonesa havia planejado tudo... Das roupas até o jantar.

Saga permaneceu no cômodo, fuçando no seu presente até o horário combinado chegar: oito horas da noite. Ele decidiu bater levemente na porta do quarto da garota e, quando ela foi aberta, um certo tipo de arrebatamento veio em seu coração. Saori estava maravilhosa. Totalmente desigual do que ele viu no primeiro dia que se conheceram, mas igualmente bela. Ela parecia estar mais madura e sensata, sem o rosto infantil e grã-fino de sempre. Como se um milhão de anos passassem pelos seus olhos puxados e tudo fosse absorvido em um milésimo de segundo.

– É... – O ex-capitão apertou a parte de trás do pescoço, acanhado com aquela mulher parada na sua frente. Era isso, Saori havia se transformado em uma mulher.

– Sim?

– Eu acho que bati no quarto errado, desculpe. A Saori está por aí? – Saga galhofou e a mais baixa riu deliciosamente.

– Ah, ela saiu... Hoje quem vai cuidar de você sou eu. – A patricinha usou um tom mais baixo e suave de voz, cheia de sensualidade.

– Ótimo. Vamos antes que ela volte! – Ambos gargalharam e Saori entrelaçou seu braço no homem, aérea como uma adolescente apaixonada. Os dois seguiram para a saída da mansão. – Você disse que o restaurante fica perto daqui, é isso?

– Fica... Mais ou menos perto. A gente vai de carro mesmo assim.

– De carro...? – Saga parou quando viu um automóvel luxuoso na frente da casa e, não tão animado, um coitado de um enfermeiro na direção. – Espera, você pediu pro rapaz servir de motorista?

– Sim! Sebastos não pôde vir hoje e eu, educadamente, pedi para o...

– Ikaro. – O homem soltou.

– Isso, Ikaro! Eu sabia que era um nome estiloso... Enfim, eu pedi para o Ikaro nos levar até lá.

– E por qual motivo não podemos ir andando? – Saga questionou.

– Falta de costume, Saga. Venha, não vai demorar! – Ela sorriu e trouxe o grego para o carro, que se apiedou do pobre contratado.

– Saori... Não doerá nada de nós andarmos até lá! Chega de preguicinha! — A menina não esperou muito e sentou-se no banco traseiro, observando seu príncipe rir da cena.

– Saga, se você usasse saltos altos entenderia a minha preguiça. Agora, vem cá comigo! – Ela bateu no assento, como forma de brincadeira.

– Tá, você me convenceu. – O grego ajeitou-se no automóvel e fechou a porta. — Em partes. Vamos!

~

– Sejam bem-vindos ao Loukoulos! – A recepcionista recebeu o pseudo-casal animadamente, dirigindo-se para Saori em seguida. – Vocês já possuem uma mesa reservada?

– Sim! Solicitei uma na área externa.

– Claro! Para você e o seu namorado, correto?

– Ahn... – A garota ficou sem-graça. – Nós não somos nam...

– Exatamente, senhorita. – O antigo paciente do Instituto interrompeu. Saori arregalou os olhos para Saga e ele piscou o seu, puxando a patricinha para perto de seu corpo. Ainda bem que ninguém viu a cara de susto de Saori naquele momento. Ou os arrepios que ela sentiu depois disso.

A funcionária do restaurante acompanhou o par até o lugar designado e entregou os cardápios, cordialmente. O local era pequeno e decorado com alguns lustres, quadros renascentistas estavam pendurados pelas paredes e tudo era enfeitado de forma tradicional. Um típico restaurante grego.

– Fiquem à vontade para escolher a entrada! Posso pedir o vinho para vocês?

– Com certeza. – Saori disse, mas um estalo foi dado rapidamente. – Ah! Desculpe... Não posso beber, tinha me esquecido disso.

Saga acompanhou a menina e uma troca de sorrisos cúmplices surgiu ali. Saori lembrou-se que ele não podia beber nada alcoólico.

– Sem problemas! Assim que escolherem, vocês podem me chamar. Ou qualquer garçom!

– Obrigada. – A patricinha correu a visão pelo menu e o seu companheiro procurou agir igualmente. Era engraçado porque Saga não fazia idéia do que estava fazendo. Não tinha noção nem mesmo do que eram compostos alguns pratos de nomes estranhos. Se tivesse no mínimo algo que Kanon costumava preparar...

– Já sabe o que vai pedir, Saga?

– Hm... – O homem fechou o cardápio, apoiando-o na mesa. – O mesmo que você.

– Posso pedir qualquer coisa, então? – Saori brincou, rindo em seguida.

– Sim! Só não peça nada que exija uma quantidade grande de talheres, pois não sei a ordem correta deles.

– Não se preocupe, Saga. Escolhi esse restaurante justamente por não ter essas regras.

– Ufa! – O ex-capitão fez um gesto engraçado de alívio. – Se é assim, o que estamos esperando?

Ambos riram agradavelmente. Saga chamou outro empregado e eles começaram a fazer o seu pedido.

~

Não demorou muito e as entradas chegaram, abrindo o apetite dos visitantes. A conversa estava divertida e já era comprovada a afinidade entre eles. Eram dois mundos totalmente opostos e cheios de experiências inversas mas que, no fim, se complementavam de forma delicada.

– Vai me dizer que você nunca ficou com uma enfermeira do Instituto? – Saori provocou logo após terminar mais um gole de água.

– Jamais. Você pode achar que sim, mas eu não sou como o meu irmão. Na verdade, nem ele mesmo é desse jeito que aparenta... – Saga garfou mais uma porção de comida, pensativo. Eles já estavam no prato principal. — Quer dizer, eu tive um episódio estranho uma vez...

– Como assim?

– Sei lá... Eu acordei numa madrugada lá no hospital e tinha uma enfermeira no meu quarto. Ela estava bem perto de mim... Eu achei que era coisa da minha cabeça e levantei para me aproximar, mas ela saiu correndo de medo. Depois de uns dias descobri que ela tinha pedido para ir embora do Instituto.

– Nossa! Será que ela ia abusar de você, Saga? – A patricinha ficou enciumada com a história.

– Acho que não... Talvez ela não imaginou que eu ia acordar, pensou que eu deveria estar dopado, não sei. Fora isso, só o que era rotina mesmo...

– Rotina?

– Saori, eu sei que você deve estar curiosa com relação a isso. – Ele apoiou os talheres na mesa, finalizando o seu jantar e limpando os lábios. – Eu fiquei mais de 10 anos dentro de um hospício, mas ainda sim sou um homem. Entende? Quando eu não estava... – Saga procurou a melhor forma de falar. – Em minhas fases de loucura, por assim dizer, eu sempre fui um cara normal. Alguém que tem necessidades também. Sabe o que quero dizer?

– Saga... Eu estou confusa. Você ficava ou não com as enfermeiras de lá?!

– Não, Saori! Mas eu tinha que me aliviar... Sozinho. Sabe? Quando não tem ninguém olhando e você vai pro banheiro e...

– Já entendi. – Imaginar Saga massageando-se sem nenhuma ajuda fez com que o coração de Saori acelerasse. Ela não sabia se sentia pena por tal desperdício ou tesão em devanear o ato. – E antes disso? Antes de ficar internado...

– Bem, eu nunca tive um relacionamento sério.

– Então você é virgem?!

– Não... – O homem riu. – Disse que nunca tive um relacionamento sério. Entretanto, eu saía sim com algumas mulheres... Descobri que algumas tinham fetiches por fardas e tudo mais... – Saga observou o rosto vermelho e possesso da menina e decidiu não continuar com aquele raciocínio. – Não se preocupe, Saori... Já faz tanto tempo que você já pode me considerar virgem novamente.

– Eu acredito que a quantidade de mulheres que já passou pela sua vida não seja tão grande quanto a do seu irmão, estou certa? – Ela decidiu brincar.

– Eu também acredito que não. Pra ser sincero, eu não gosto muito de pensar nisso...

– Oh. – A japonesa apoiou uma das mãos sobre a boca. Era nítido que Saga estava triste com algo e ela havia tocado numa ferida, sem querer. – Me desculpe, Saga... Me perdoe se falei algo que não é do meu interesse.

– Ah, relaxa... É que... Kanon me contou sobre algumas coisas que fiz quando estava, você sabe... Fora de mim. E me machuca saber que eu posso ter feito algo parecido com o que ele me falou...

– C-Como assim? – Saori estava tão concentrada que não notou um garçom se aproximando para recolher os objetos de porcelana e utensílios da mesa. Um silêncio instaurou-se até a saída do funcionário. – Q-Quer dizer... Se você puder me falar...

– Eu posso sim. – Saga baixou os olhos, de um jeito nostálgico. – Kanon me disse uma vez que, quando nós saíamos para algum lugar de noite ou algo assim, eu... – Ele engoliu seco. Não tentaria pensar em como Saori o viria depois disso. – Eu ficava com algumas mulheres, mas era muito rude com elas. Obrigava a fazer coisas que elas não queriam...

– Compreendi...

– Sabe, Saori... Eu nunca precisei ser grosso com ninguém, principalmente com mulheres. Isso não faz parte da minha personalidade. – O ex-combatente deslizava o indicador por um guardanapo de pano, sem coragem para encarar a moça. – Eu fico muito magoado em imaginar que poderia ter pego alguém à força...

– Saga. – Saori escorou sua mãozinha sobre o homem, sorrindo delicadamente. – Não fique pensando nessas coisas. Lembre-se de que você já se livrou desta doença! Você não tem mais com o que se preocupar!

– Tem certeza? – Ambos se olharam por alguns instantes. Ninguém saberia ao certo a resposta, porém Saori resolveu arriscar.

– Eu tenho sim. Você enfrentou o seu passado e os seus traumas, Saga... Estou convicta que todo esse trabalho não foi em vão. E você não devia duvidar disso também.

– Obrigado, Saori. – Saga apertou os finos dedos da menina. O toque era quente e confortável, não era difícil fazer carinho em sua pele macia. De repente, uma voz grossa obstruiu aquele momento de ternura.

– Os senhores gostariam de pedir a sobremesa?

– Ah, claro! – A garota se animou. – Vocês ainda fazem aquele sorvete caseiro? Mas eu quero para viagem!

– Viagem? – Saga indagou.

– Sim! Eu tive uma idéia... E se nós fossemos para a praia andando?

Notas finais
saga se aliviando no banheiro = *nosebleed*