Madness

35 O Beijo


Notas iniciais
olá, coisas lindas da tia! estão bem? bom, antes de mais nada, eu gostaria de pedir mil desculpas pela demora em postar o capítulo de hoje. ele ficou pronto depois de muito custo e muito problema, pq na quinta eu escrevi uma parte bem bacana e eu tinha bebido bastante, estava bem inspirada... até achei que não ia ficar legal, mas ficou. e meu one drive me trollou não salvando o que eu escrevi rsrsrs enfim! eu fiquei muito puta e só retomei mesmo no domingo e não tive o tempo pra postar até agora. sem contar que eu postei um milo x shina nesse meio aí. me perdoem! outra coisa que eu gostaria de deixar claro aqui é a minha IMENSA felicidade em receber comentários tão carinhosos! recomendações e tudo mais! sério, vcs não sabem o quanto isso me ajuda! de coração, muito obrigado por tudo! s2 eu fico até emocionada pq essa fic meio que saiu do nada e foram várias as vezes que eu pensei em parar, nossa... já foi um vai e volta com ela, mas fico extremamente feliz em saber que ela está agradando! sério! s2s2s2 agora vamos para O ASSUNTO pq né não to aqui pra brincadeira não! sauehuaheuaheuase separei uma música que ficou no repeat durante a primeira fase do capítulo, pq eu gosto bastante dela e ela é bem romântica e etc: https://www.youtube.com/watch?v=yvVctICqq8c depois dessa parte e a partir deste capítulo para os próximos, eu separei uma lista de músicas legais para o momento, se vcs se sentirem com vontade de ouvir algo bacaninha de fundo! mas, para todas e pra tudo o que é rala-e-rola na minha vida de fanfic, eu só ouço uma, que é a primeira da lista e INCRIVELMENTE DELICIOSA de se ouvir ausheuaehusae sério. eu queria fazer um rala-e-rola com alguém especial um dia com essa música. ela é perfeita e mano buuagrsrhgfugrughsagfugrhgheaaaaahhh F O D A ausehsuaehuaehusaeuhaue lá vai: https://www.youtube.com/watch?v=g2lhOPjLEfk (põe essa porra no replay e não te arrependerás) https://www.youtube.com/watch?v=vKbGDwJySbM https://www.youtube.com/watch?v=95MpP7bRQSo https://www.youtube.com/watch?v=GTMpZ3K3ozA (não li o livro, infelizmente vi o filme, mas essa música é muito bem feita) https://www.youtube.com/watch?v=1tOaQsNa5Js (essa vai ser importante mais pra frente) https://www.youtube.com/watch?v=_qkrhx9pULY (mais animadinha, porém igualmente sensual sauehuaeuhseuase) https://www.youtube.com/watch?v=3gxNW2Ulpwk ou vcs podem usar um clássico let's get it on ou um serge gainsbourg (ouiii je t'aime asuuasehuaheheau) e tá ótimo! claro que vcs não conseguirão ouvir todas agora, mas eu já estou preparando pq depois só copio e colo uhaseuhauehuase :B é isso! obrigada novamente por lerem e comentarem, me desculpa essa nota inicial GIGANTE, só que ela foi necessária, juro e já peço desculpas agora também pq... parei o baguio bom no meio :x um grande abraço!

Saga mantinha Saori entrelaçada em um dos seus braços e, na outra mão, segurava os saltos altos caríssimos da menina. O casal andava pela areia da praia deserta e o luar banhava o cenário com toda a sua iluminação e beleza. Os dois tomaram os seus sorvetes no caminho e conversaram sobre outros assuntos banais; Saori agradecendo mentalmente pela incomum escassez de pessoas naquela região da Ilha.

– Veja, Saga... – A patricinha apontou para o satélite cândido e brilhoso acima do mar. – Estamos na Lua Cheia. Sabe o que isso significa?

– Ahn... – O grego pensou um pouco. – Que devemos tomar cuidado com os lobisomens?

– Com certeza! – O par trocou algumas gargalhadas. – Dizem também que os filhos e filhas da Deusa Afrodite ficam soltos pela Terra, deixando os casais mais apaixonados.

– Sério mesmo? Eu não sabia disso...

– Não?! É porque eu inventei isso agora. – Mais algumas risadas foram dadas. – Venha, vamos sentar ali!

Saori puxou o antigo interno para uma parte mais afastada da orla, onde só a luz natural da Lua alcançava e dificultava a visão de qualquer um que passasse. Ambos ajeitaram-se na areia e, durante um tempo, apenas o som das ondas preencheu aquele espaço. Saga não deixava de admirar o belíssimo horizonte e, internamente, a sua paz permanecia intacta.

A não ser por uma dúvida que insistia em martelar em sua cabeça.

– Saori... – O homem voltou-se para a pequena. – Posso te fazer uma pergunta? Você já me respondeu, mas eu preciso de seriedade dessa vez...

– Claro. – A garota aproximou os joelhos do corpo, focando-se no rosto de Saga.

– Por qual motivo você está fazendo tudo isso? Por que está me ajudando tanto?

Saori fitou um pouco mais os olhos azuis do grego. Mirou novamente o mar e as suas oscilações tranquilas, como se as Ondinas resolvessem dançar em meio aos peixes e às algas do lugar. Era mais ou menos assim que ela sentia a palpitação em seu peito.

– Porque eu gosto de você, Saga.

– Mas... Como pode? Quer dizer, como você consegue gostar tanto de alguém assim... Um desconhecido?

– Você não é mais um desconhecido. É mais importante do que imagina...

– Quanto? – Saga aproximou-se da menina. – O quanto eu sou importante?

– Saga... – Saori baixou as pernas, sem ligar para os grãos de areia penetrando suavemente seus dedos e arranhando a sua pele. – Não sei se você entenderia. É difícil explicar...

– Por favor, me explique. Saori, você comprou roupas para mim, arranjou um emprego para o meu irmão, trouxe Shaka para me ajudar no tratamento... Por que fez tudo isso?

– Sabe quando você acha alguém totalmente diferente e ela entra na sua vida sem você nem perceber... – A japonesa desenhava uma pequena flor na areia. Ela se sentia calma, mas ainda inquieta por estar ali. – E essa pessoa muda todo o seu cotidiano, a sua forma de pensar, as suas atitudes... Entende? Esse tanto de importância.

– Eu sou só mais um cara louco, Saori. – Saga aproveitou para mexer na areia também, mas sem rabiscar algo específico.

– Você pode ser louco para os outros, mas nunca será para mim.

Ambos trocaram olhares serenos, como o próprio mar da Ilha Creta. O silêncio voltou e, com ele, a atenção de Saga para o oceano. O cheiro marítimo invadiu as narinas do homem e algumas fantasias começaram a surgir.

Seus pensamentos foram preenchidos pela visão de Saori correndo pela praia, com os seus cabelos perfumados e esvoaçantes por entre o vento leve que transitava... O vestido estava igualmente gracioso e caía sobre os pequenos pés que marcavam a areia, as risadas gostosas da menina rodavam em câmera lenta...

– Eu gostaria de ser tão importante assim, Saori. – Saga desabafou, por fim.

– Você é, Saga... Tem dúvidas disso?

Ele achegou o seu rosto e as testas ficaram adoravelmente coladas.

– Eu tenho tantas dúvidas, Saori...

– Hey, shh... – Ela acariciou a face do homem; os dois estavam tão perto... – Não pense mais nisso. Ok?

Ele não se atreveria em raciocinar qualquer coisa. Saga percorreu os olhos em cada detalhe da japonesa, escorregando seu indicador pelas sobrancelhas, e depois pelo nariz, tão perfeitamente esculpido; chegou até os lábios e o polegar acarinhou o pequeno queixo. Depositou um selinho em sua fronte, para então chegar em sua bochecha esquerda e, logo após, a bochecha direita.

Saori manteve as vistas fechadas e deixou-se mergulhar em mil sensações, que explodiram no momento do beijo. Seu coração quis saltar do corpo quando ela sentiu, finalmente, os lábios de Saga nos seus...

Eles eram aveludados. Como nuvens. Ou asas de anjos. Ela estava no céu... Algo parecido com isso.

“O que você está pensando?”

“Em nada. Acredita nisso?”

“Como é possível não pensar em nada?”

“Não sei dizer. Acho que... Só acontece.”

Essa era a sensação. Saori não pensava em nada. Ela apenas usou o reflexo de abrir um pouco a boca e deixar o restante fluir. Sentiu a língua igualmente aveludada de Saga procurando a sua, progressivamente. Sua mão empenhou-se a não tremer e buscou um apoio na nuca do grego e ele, de modo considerável, arrepiou-se.

Porque os pequeninos lábios de Saori eram acetinados. Como pétalas de rosas. Ou um toque divino...

O ritmo do beijo aumentou e a menina apoiou o tronco no areal, recebendo o encaixe de uma das mãos de Saga em sua cintura. Ele não era pesado, pelo contrário; seu corpo poderia ficar ali para sempre. Era melhor que ficassem assim, pela eternidade, beijando-se afetuosamente.

A mesma mão arriscou uma exploração maior e Saori notou os toques carinhosos de Saga em sua coxa, logo em seguida em seu quadril, depois em um dos seios... Seus dedos alisaram seu pescoço e ele parou. Os dois precisavam de um pouco de ar.

– Saori... – O ex-capitão permaneceu com os olhos fechados, apenas ouvindo as puxadas ofegantes da garota e as ondas contemplativas que testemunharam aquele ato de paixão. – Eu não quero te machucar...

– Você não vai, Saga... Eu confio em você.

Ele, amorosamente, afastou alguns fios da franja lilás da patricinha. Ela manteve o afago no rosto do homem e sorriu. Nada poderia sair tão perfeito como os beijos que foram trocados.

– Eu tenho medo... – O antigo interno sussurrou. Saori apoiou o homem na curva de seu ombro, sem parar de acariciar o homem.

– Não tenha.

De fato, aquele momento poderia tornar-se imortal e emblemático... Tal qual uma obra de arte. Saori imaginou-se em pinceladas tênues e cerúleas pela imensidão da noite, um clarão no topo do quadro representando a Lua; outros tons de azul, mais escuros, misturados em nuances até a pequena cena de amor entre eles. Tudo seria azul. Como os cabelos de Saga.

Ele voltou a encará-la, feliz. Estava sinceramente satisfeito, pela primeira vez, depois de tanto tempo.

– Sabe... Eu pensei agora numa brincadeira, mas acho melhor não estragar a ocasião.

– O que é? – Saori perguntou de forma calma.

– Se eu fosse meu irmão, eu te chamaria para conhecer o meu quarto...

Ambos riram com vontade. Saori ficava ainda mais linda com os olhos menores do que já são.

– Bem... Eu já conheço o seu quarto, mas você ainda não conhece o meu.

A patricinha jogou uma piscadela travessa para o grego e ele não pode segurar as gargalhadas. Ele estava lidando com uma mulher, enfim.

~

O casal explorou o grande salão da casa antes de entrar, à procura dos enfermeiros contratados por Saori. Ela não estava nem um pouco disposta em explicar a sua intimidade para a Doutora Milla ou para o Doutor Mu, caso eles ficassem sabendo um dia por intermédio da equipe. A moça mal imaginava que o par de médicos já desconfiava de todo o sentimento de Saori, além de estarem fazendo algo bem melhor do que divagar sobre a sua noite com o paciente. Uma situação parecida com a que ela estava prestes a experimentar.

O domicílio estava escuro, mas Saori conhecia o caminho como ninguém. Ela puxava o mais alto pelo corredor e ele tentava não tropeçar em um batente ou outro.

Finalmente, o quarto. Saga avistou todo o cômodo, tentando obter alguns detalhes apenas com a luz da noite. Era cheiroso e cheio de bibelôs em estantes, algumas fotos presas na parede, a cama milimetricamente ajeitada. Um peculiar quarto de menina.

Saga fitou Saori jogando os sapatos em um canto qualquer e aproximando-se para mais beijos. Ela possuía um sabor doce e este não era causado pelo sorvete ingerido minutos antes. Não... Tudo nela era doce. Desde o seu sorriso, até o aroma do quarto e as caretas de dúvida que ela fazia. As gargalhadas e a maneira como prendia o seu cabelo no ar de vez em quando. O jeito de escolher a refeição ou a pressão que fazia com os dedos em sua nuca. Ele se lembrou de cada situação que passou com a japonesa enquanto sentia seus lábios sendo calorosamente tocados pela lascívia de Saori. Absolutamente tudo nela era doce...

Ele se sentou no leito, nivelando a altura das cabeças. Escorregou de forma lenta as palmas pelas costas da garota, por cima do vestido branco. Ela sentiu os mínimos pêlos da pele eriçarem, em protesto. A mão esquerda chegou até o começo de suas nádegas e apertou uma delas com força, trazendo o corpo de Saori para mais perto. Ela não tinha outra saída a não ser gemer baixo com o toque inesperado.

Num ímpeto, a patricinha ajustou-se no colo de Saga, sem interromper os beijos acalorados de ambos. Era gostoso sentir os músculos torneados do homem, as laterais do corpo tensas pelo momento... E, mais abaixo, a sua ereção. O ex-combatente ofegou com a fricção que a menina causou entre eles e praguejou internamente pela quantidade de tecidos que separavam os dois. As roupas... Já era hora de tirá-las.

Ele procurou o pequeno zíper do traje de Saori e puxou para baixo, ligeiro como os próprios pensamentos. Seus dedos deslizaram as alças níveas pelos braços finos da garota, expondo os fartos seios. Saga alisou os lábios pelo rosto de Saori, chegando em seu pescoço. Os polegares massageavam delicadamente os mamilos femininos, trocando posteriormente o lugar com a própria boca... Ela arfou ao sentir a umidade do contato e apertou seus olhos, sentindo-se igualmente molhada.

Saga sempre sonhou em tocar e ver e beijar os seios da menina e ficou agitado em recebê-los tão duros e acesos daquela forma. Ele sabia o modo exato de fazer: durante um tempo, mantinha a sua atenção em um deles, enquanto a mão acariciava a outra mama; para não fazer inveja, ele revezava os carinhos e era identicamente devoto ao lado oposto.

Saori delirava com tudo aquilo, porém não suportava mais de tanto tesão.

Ela saiu do enlace e resvalou o vestido em seu corpo até os pés, ficando totalmente nua. Quer dizer, a sua peça íntima ainda estava lá, rosa e cheia de minúsculas flores. O grego riu baixo com o detalhe, lembrando-se de que, para todos os efeitos, Saori ainda era a garotinha do vovô. A sua vontade era de arrancar logo aquele pedaço de pano e invadi-la com fúria, talvez como ela mesmo também queria. Mas ele precisava manter o controle.

A japonesa voltou para as coxas do mais alto, abrindo devagar cada botão de sua camisa social. Sentiu a pele macia do antigo interno, por vezes suspensa pelas cicatrizes que roçavam em seu tato. Saga era um homem cheio de histórias e isso o deixava ainda mais sensual e deliciosamente perigoso. Ela imaginou como seria se, por qualquer motivo, o Grande Mestre resolvesse tomar conta da situação... O mais saudável era esquecer tal possibilidade. A menina jogou a camisa longe dali, recebendo uma leve mordida em seu lábio inferior.

De repente, Saori viu-se no ar, com Saga segurando seus membros inferiores. Ele pousou o corpo da menina na cama, beijando-a com mais luxúria. Ao se afastarem, os olhos se encontraram imperiosamente. Ela estava sentada e sentiu-se menor ao ver Saga ali, sorrindo de um jeito malicioso. Como ele podia ser tão alto e forte? A moça acompanhou os dedos do grego soltarem o fecho de sua calça e lançar o traje para baixo, revelando um pouco mais de sua região genital.

E então, ela engoliu seco. Era difícil parar de encarar. Algo estava ali, por baixo da cueca, e parecia ser maior do que ela imaginava.

Notas finais
saga saporra é mto romântica