Madness

27 O Grande Pedido


Notas iniciais
COISAS LINDAS DA TITIA! OIEEE! gente, eu queria agradecer de CORAÇÃO todos os comentários que recebi nesses últimos capítulos, todo o carinho... de verdade, se eu soubesse que ia ter mais comentários aqui depois que excluísse meu perfil no spirit eu teria feito isso faz tempo UHASEUAHEUHASEUASE brincadeira mas, na moral, eu to ficando super feliz com o apoio! essa geminiana aqui não vive mais sem vcs ok UASEHUHASEUHAES s2 agora vamos para a parte 2 de 3 da bomba do século separei umas musiquinhas a la ~energia 97 em 2001~ pq né, baladinha e talz https://www.youtube.com/watch?v=SHTT__uvD2E https://www.youtube.com/watch?v=19WUwZYM7bM https://www.youtube.com/watch?v=ZSM2naTDM5g ou vcs podem ouvir skrillex mesmo AOW SKRILLEX É DAHORA ASUEHAUHEUAHEUHAE me perdoem a repetição de termos e essas coisas, eu odeio escrever rápido e revisar rápido assim, gosto de cada palavrinha certa no lugar certo... mas eu tava num fogo pra postar, então lá vai aseuhasuehasueheas dia 5 é meu aniversário então PUFAVO me digam o que vcs acham da fic que isso vai ser o melhor presente que eu posso ganhar! :D um grande beijo e bom feriado pra todas!

A música estava altíssima e, com ela, quase todos os jovens da festa. Era incrível como a “high society” tinha certa aptidão para o alcoolismo, já que as bebidas eram consumidas com extrema rapidez. Seiya aproveitava seu torpor causado pelas cervejas juntamente com Saori, que estava igualmente sensível pelos licores e pelo show de flashes do aniversário. Hyoga aproveitava a dança grudado com Eiri; Shun, June, Shunrei e Shiryu deleitavam-se em uma conversa. Ikki pagava mico com os seus movimentos sensuais e fazia Esmeralda sentir-se envergonhada e, ao mesmo tempo, apaixonada pelo folião.

Seiya foi puxado por um de seus colegas e organizadores do evento, pois aquela seria a hora. O momento que ele estava aguardando há tempos e, talvez, o motivo de se dedicar tanto àquela comemoração. Ele queria aproveitar uma parte do festejo para, literalmente, causar alvoroço em todos os presentes.

O rapaz subiu novamente no palco, soltando alguns pigarros no microfone e pedindo alguns instantes de fala para o público endinheirado dali.

– Pessoal! Eu estou aqui por que... – Ele segurou um pré-arroto em sua garganta. Seiya estava completamente bêbado. – Eu preciso falar uma coisa pra todo mundo. Eu sei que hoje, agora, nesse momento... – O japonês apontava para o chão de forma engraçada. – É aniversário da minha irmãzinha linda, Seika. Mas eu pedi pra ela um minutinho bem pequenininho... – Depois gesticulou com os dedos. Ele não conseguiria ficar mais alcoolizado que aquilo, com certeza. – Pra fazer um pedido para uma pessoa muito especial na minha vida.

Em seguida, um vídeo com várias fotos fofas de Saori e Seiya apareceu na grande tela que cobria a parte traseira da plataforma. As luzes se apagaram e um holofote fez questão de iluminar a cara de desespero da patricinha, que ainda estava na mesa VIP perto dali.

– Saori... – O playboy olhou bem para a feição da namorada. – Eu te amo. Você sabe que eu te amo. Acho que todo mundo aqui sabe que eu te amo. Não sabem? – Os jovens tumultuaram após a pergunta. – Eles sabem, Saori. Eu te amo muito... E nada me tira da cabeça que você é, e sempre será, a mulher da minha vida.

A moça engoliu seco. Seus pés começaram a formigar e as pernas provavelmente sucumbiriam se ele continuasse com aquele discurso. Ela tentou esboçar um sorriso, ajeitando parte de seu cabelo atrás da orelha. Encarou bem seu namorado, tentando achar algum apoio para o seu corpo aflito; o máximo que ela conseguiu foi segurar com mais força a sua pequena bolsa prateada.

– Saori... Eu acho que nunca gostei tanto de uma mulher como gosto de você. Eu nunca quis mudar ou melhorar por causa de outra pessoa... Mas por você, Saori... – Ele respirou fundo. – Por você eu faço isso. Mato e morro pelo nosso amor. Você sabe disso, não sabe?

A neta do Sr. Kido apenas acenou positivamente com a cabeça. Ele não ia fazer aquilo, iria?!

– Minha deusa... – Seiya recebeu uma caixinha preta de um dos funcionários da balada. Ele observou bem o objeto, sorrindo para si. – Eu tenho uma pergunta para te fazer, e preciso de uma resposta sincera.

A japonesa não tinha saliva nenhuma em sua boca, mas insistia em ingerir algo. Só assim para acalmar um pouco a súbita vontade de chorar. O menino fitou novamente a sua musa inspiradora e tomou a coragem necessária para o pedido. Sim, ele iria fazer aquilo.

– Saori... Você quer se casar comigo?

~

Kanon olhava bem o rosto pensativo do irmão, que lia uma espécie de histórico e a Declaração de Alta Hospitalar. Ambos estavam na recepção do Instituto Psiquiátrico e Saga segurava uma sacolinha com poucos pertences. O enfermo assinou o documento, entregando para a Doutora Mikla logo em seguida.

– Desculpe mesmo pela demora, Saga. O Doutor Mu é o único que podia assinar a sua Alta e ele saiu muito tarde daqui, você sabe.

– Ah, sim! Não tem problema. Ele conversou comigo um pouco depois que a Doutora Milla veio me dar a notícia. Bem, o que são mais algumas horas pra quem já ficou aqui tanto tempo? – Saga sorriu, extremamente satisfeito por finalmente sair do hospital. Ele fitou logo atrás da médica a equipe de enfermeiras e auxiliares, pois todas vieram para dar um adeus ao bonitinho do nono andar. – Eu agradeço imensamente os cuidados e o carinho que vocês tiveram comigo. De verdade, eu não tenho palavras para demonstrar a minha gratidão.

– Saga... – A amante oculta de Kanon aproximou-se um pouco mais do gêmeo mais velho. – Nós estamos muito contentes por você. A gente torcia todos os dias pela sua cura, sério! Lógico que nós morreremos de saudade, mas... – As funcionárias soltaram alguns risinhos com a frase de Mikla, que também riu. – Eu te desejo o melhor, sempre. Espero que você encontre a sua paz e, mais do que isso, seja feliz. Por que você merece muito, Saga.

Aquele era um momento bem sentimental para todos, pois o ex-capitão estava deixando para trás a pior fase de sua vida. Sem a ajuda que recebeu, incluindo a Diretora Milla, Mu e até mesmo Shaka, ele não saberia como estaria agora. Mikla sentiu a garganta queimar pelo choro, mas controlou-se para não lagrimar, principalmente na frente de Kanon.

– Não deixe de nos visitar, Saga! – Uma das enfermeiras falou.

– Não irei, pode deixar. Aliás, Mikla... Você poderia dizer para o velho Dohko que eu passei pelo andar dele para me despedir? Eu fui lá agorinha mesmo, mas acho que ele estava fazendo exames. Eu tentarei visitá-lo sempre que puder.

– Claro, Saga. Na verdade, você não vai se livrar tão rapidamente do Instituto... Lembra-se de que terá as consultas de acompanhamento todos os meses aqui?

– É verdade! O Doutor Mu me falou sobre isso também. Eu aproveito e trago meu irmão, eu aposto que ele vai gostar. Ele adora vir pra cá. Não é, Kanon? – De fato, Saga estava mais do que curado. O sarcasmo em seu olhar era evidente, junto com a malícia na última sentença. Kanon encarou o irmão com raiva.

– Eu acho melhor a gente ir. Não é, Saga? – O gêmeo mais novo largou um sorriso amarelo para o time de mulheres comandado por Mikla. A morena cruzou os braços, não entendendo a reação.

– Não se preocupe, Kanon! A gente cuida de você aqui fora! – Uma das técnicas soltou, rindo para sua colega em seguida. O grego nem se lembrava do nome dela.

– É, qualquer coisa eu te faço uma tomografia... – Uma ruiva disse, recebendo várias encaradas de outras funcionárias. Ela fazia parte do grupinho risonho que, provavelmente, já sabia de várias presepadas do ex-marinheiro. A Doutora Mikla cravou seus olhos com fúria para o conjunto de mulheres, voltando-se para Kanon rapidamente.

– Tomografia? Que história é essa?

– É, Kanon... Que história é essa? – Saga permaneceu na ironia.

– E eu lá vou saber! – Ele riu, timidamente. – Tchau, meninas! Tchau, Mikla! Foi um prazer revê-la! Vamos, Saga! – O irmão puxou seu semelhante de forma brusca pelo braço.

– Tchau! Até a próxima! – O (agora antigo) enfermo acenou para todas, já longe por conta de Kanon. Ele apertou o botão do elevador, mas foi interrompido e puxado novamente.

– Não! Vamos pela saída de emergência! A Grécia está sofrendo uma séria crise de energia e nós precisamos economizar, Saga!

– Mas, Kanon...

– Nada de “mas”! Seu menino preguiçoso! – Kanon empurrou o irmão para dentro da escadaria, dando mais um tchauzinho sem-graça para a Doutora Mikla e sua turma. A morena não parecia nem um pouco contente com aquilo tudo.

O mais novo fechou a porta grosseiramente, levando seu dedo para o rosto de Saga, que gargalhava de forma intensa.

– Eu juro que se você não estivesse saindo daqui hoje, eu te enforcaria com as minhas próprias mãos!

– Pelos deuses, Kanon... Sala de tomografia? Você não perdoa mesmo!

– Eu quase me ferro ali! Você devia me ajudar! – Kanon grunhiu.

– Ah, meu irmãozinho... – Saga agarrou o pescoço do irmão, bagunçando a longa cabeleira azul. – E eu achando que você ia mudar alguma coisa!

– Eu mudei sim, e pra melhor! – Ambos riram. – Chegando em casa, a primeira coisa que precisamos fazer é jogar video-game! Pelo menos lá eu posso te matar!

Kanon e Saga desceram os lances de degrau, mais alegres do que nunca. Na saída, dois vultos em um carro acompanhavam a caminhada dos irmãos, sem serem vistos...

~

A patricinha não conseguia sentir o piso do lugar, tamanha era a sua incredulidade no ato. Ela deixou de respirar durante alguns segundos. Não podia ser. Não podia... Seiya não poderia ter feito isso...

Naquele breve momento, tudo parecia rodar em câmera lenta. Saori olhou para cada um ali, que esperava ansiosamente a resposta da moça. Um único pensamento tomou conta de sua consciência:

“Saga...”

Ela pensou, fechando os olhos e visualizando o interno na sua frente. Saori precisava daquele contato, precisava de um abraço dele. Ela imaginou como seria se Saga entrasse na festa, fosse até a mesa e puxasse Saori pelos braços, dizendo que era melhor fugir. Fugir com ele. Saga...

O mal-estar continuou e a cabeça da garota deu um rodopio. Poderia ser a ausência de sua própria respiração ou até mesmo a bebida; ela não sabia dizer. Saori só sentia o cheiro característico do hospital em suas narinas, a textura do uniforme branco, a essência dos fios azuis de Saga, o sorriso... Saga...

– Fala logo! – Uma manifestação no meio dos jovens fez com que a menina acordasse do devaneio. Ela arregalou os orbes esverdeados, tentando achar o dono daquela frase.

– Saori... Porque você não sobe aqui e me diz sua resposta? – Seiya já estava ficando nervoso com a demora. Ela engoliu seco mais algumas vezes, talvez toda a bebida do mundo não aliviasse aquele tormento.

Todos os seus amigos ali presentes estavam super felizes, exceto June. A loira mantinha a sua cara aterrorizada e, de repente, o olhar de ambas se encontrou. Era a mesma cumplicidade que compartilharam horas antes daquele pedido ser feito. Saori começou a caminhar em direção ao palco, sem deixar de encará-la.

Seus joelhos não estavam cooperando com os passos e, era óbvio, Saori não gostaria de responder àquela pergunta. Ela não queria Seiya. Agora, mais do que nunca, ela deveria ser sincera sobre seus sentimentos e dizer de uma vez por todas que eles não ficariam juntos. Um turbilhão de emoções possuiu a moça, mas ela não deixou de sorrir. Bem, ela tentava sorrir... Não queria transparecer seu nervosismo para todos. Saga...

Ela subiu na plataforma, ficando ainda mais tensa quando viu Seiya ajoelhar-se numa pose típica de pedido de casamento. O japonês tomou uma de suas mãos trêmulas, fitando-a com carinho.

– E então...? – Ele disse, quase em um sussurro. Saori procurou novamente a sua amiga no meio da multidão. June meneava negativamente a sua cabeça. As duas sabiam o tamanho do erro. Ela não poderia fazer isso com Seiya...

A patricinha inspirou e expirou uma, duas, três vezes... Pousou seus olhos carinhosamente no rapaz ajoelhado em sua frente.

“O que eu posso te dizer é: faça o que o seu coração manda. Você não vai se arrepender.”

Ela lembrou-se do conselho da namorada de Shun. Apertou a mão de Seiya e abriu um sorriso.

– Eu aceito, Seiya. É claro que eu aceito. – O playboy abriu a boca, em choque. Ele não conseguiria ficar mais surpreso e eufórico com a resposta. O menino abraçou amorosamente a sua deusa, beijando-a em seguida.

– Saori, eu prometo que você será a mulher mais feliz do mundo. Eu te amo! – Ele murmurou, apertando-a e quase explodindo em um choro de alegria. A menina tentava reunir a mesma felicidade, mas era impossível. Com os olhos fechados, o seu pensamento ainda era o mesmo: Saga...

– Vamos parabenizar o mais novo casal de Atenas! Seiya e Saori! – O DJ de cabelo verde anunciou pelo microfone, continuando com a música frenética em sua cabine. Os dois saíram do palco, recebendo vários cumprimentos pelo recém-noivado. Mais bebida foi servida e Saori pedia encarecidamente para alguma entidade sobrenatural que tudo aquilo fosse apenas um pesadelo. A neta do Sr. Kido começou a beber com mais vontade, provavelmente porque ela queria esquecer o que tinha acabado de fazer. Ou, talvez, para esquecer Saga.

~

Já havia passado na meia-noite e a festa estava em seu ápice, com todos dançando e celebrando o aniversário de Seika. Seiya aproveitava para não soltar sua noiva, que insistia em engolir uma taça de champanhe após a outra.

Repentinamente, o japonês percebeu uma vibração em seu celular e decidiu checar o que era. Verificou que tinha recebido uma mensagem de um número desconhecido.

“Parabéns pelo noivado, Seiya! Temos uma surpresa maravilhosa para o casal do lado de fora da balada. Peço que nos encontre depois da área externa. Estaremos esperando! Att”

O rapaz fez uma careta de desentendimento. Não se lembrava de ter preparado outra surpresa para Saori ou até mesmo Seika. Ele deu de ombros e chamou a sua noiva, já alterada pelas bebidas.

Seiya mal esperaria a surpresa preparada para ele.

Notas finais
SAORI SUA SAFADA