Madness

28 A Vingança


Notas iniciais
boa madrugada, gente! acabei AGORINHA mesmo de terminar e revisar o capítulo! como pedi antes, me perdoem de vdd se tiver muita palavra repetida e etc, é que eu to babando de sono aqui! sauehuaseuase tentei terminar rapidão pra vcs e eu ia ter que dividir o capítulo mais uma vez MAS NÃO! pensei melhor e como sou uma pessoa ~muito bacana~ (geminiana boazinha) NÃO dividi e deixei ele grandão mesmo pro deleite de vcs! sauehsauehuase gente, antes de começar, preciso avisar que: esse cap. tem hentai (duas millas, espero que vcs gostem); ele tem uns palavrões que eu não tinha usado antes, são um pouco mais pesados mas tipo rlx que nem é tanto assim, é tudo pelo bem da fic (não virei dercy gonçalves nesse caralho ok asuhaeuhaeus esqueci que o nyah censura as nossas palavras feias); quem gosta do seiya, por favor, me perdoa do fundo da alma e do ser. 1bj muitíssimo obrigada pelos comentários e, enfim, espero que vcs curtam! agora eu vou dormir pq to merecendo! :P bjssssssssssss

– Para onde nós estamos indo? – Saori indagou, tropeçando em sua própria embriaguez. Seiya segurava uma das mãos da moça, enquanto dirigia-se para a área externa da casa de eventos.

– Eu recebi uma mensagem estranha... – O japonês estava tão zonzo quanto a sua noiva. – Falava sobre uma surpresa. Deve ser algo preparado pelo pessoal. Vamos para a rua, deve ter alguma coisa por lá.

O casal andou até a saída do local, tentando observar algo de incomum naquela área da avenida. Estava bem deserto e apenas um poste, com a sua luz amarelada e falha, cobria parcialmente a escuridão. Tudo parecia uma cena típica de filmes de terror e, consequentemente, Saori sentiu um arrepio esquisito em sua espinha dorsal.

Seiya afastou-se da patricinha, empenhando-se em conseguir alguma pista daquela nota desconhecida. Ele olhou para os lados e, de repente, identificou duas pessoas próximas a uma moto, na beirada da calçada. Aproximou o corpo um pouco mais e, então, parou.

– Você... – Seiya apontou o indicador para um dos vultos, trêmulo e atordoado. – O que você está fazendo aqui?!

O homem riu de chacota, soltando-se dos braços da mulher. Ela vestia uma regata justa e preta, com sua saia de vinil igualmente colada ao seu corpo. Seus braços estava cobertos por vários acessórios de couro e spikes, os finos dedos traziam longas unhas num tom verde escuro. Seu cabelo, que também era verde, estava solto e bagunçado de um jeito característico; a maquiagem era carregada e contrastava com o seu delicado rosto. Em toda a extensão de coxa direita estava a maior marca de reconhecimento que Seiya poderia ter: a tatuagem de uma cobra.

Ele trajava uma calça preta totalmente rasgada em pontos específicos, com algumas correntes penduradas no cós da peça. Uma camiseta preta de alguma banda qualquer (e totalmente desconhecida para o casal de mimados) cobria seu corpo juntamente com a jaqueta jeans sem mangas e surrada pelos anos de uso. Suas unhas estavam coloridas e descascadas de preto; seu pulso direito era preso por uma bandana vermelha e, no antebraço esquerdo, uma imagem impressa de um enorme escorpião era tão singular quanto a da mulher, chamando a atenção de quem quer que fosse.

– Seiya! – O rebelde aproximava-se dos dois japoneses, como um gato que acaba de detectar a sua presa. Saori havia se esquecido de como ele era imponente, mesmo vestindo-se de um jeito que ela odeia. – Mas que educação é essa? É assim que você vai tratar o seu ex-cunhado?!

A menina não conseguiu segurar o temor e apoiou suas mãos nos ombros de Seiya, que praticamente tremia de raiva. Estava claro que aquela visita não iria acabar nada bem.

~

Não tão longe dali, um outro par aproveitava a sorte e a oportunidade de, finalmente, estarem sozinhos de novo. Os beijos estavam eufóricos e as peças de roupa caíam com rapidez no quarto do psiquiatra. A Doutora ria sensualmente quando sentia as mordidas leves de Mu em seus lábios e pescoço, não demorando muito para soltar alguns suspiros de satisfação. O tibetano jogou a mulher na cama de forma atrevida, aproveitando para se livrar daquele último pedaço de tecido; a única barreira para o que ele tanto esperava conquistar.

– Mu... – A Diretora cochichou. – Mu, espere... Eu preciso fazer uma coisa antes!

– Shh, Milla... – O médico levou seus selinhos para os seios da amante. – Não se atreva a fugir de mim hoje...

– Não! Não vou fugir! – Ela riu, dessa vez um pouco mais alto. – É sério! Eu já venho! — A psicóloga levantou rapidamente da cama confortável de Mu, correndo para um dos cantos do cômodo.

– O que você está fazendo?

Ela fuçou em sua bolsa, localizou seu celular e desligou o aparelho em seguida.

– Só pra garantir que ninguém vai nos interromper. – A mulher sorriu, piscando de um jeito travesso.

Ela pulou em cima do homem, retornando aos beijos e às carícias em seu corpo deliciosamente marcado pelos músculos. Para Mu, era delirante sentir o cheiro suave e ouvir os gemidos baixos da médica, situação que ele esperou por tanto tempo. Suas mãos seguravam firmemente a cintura de Milla, roçando a ereção em sua intimidade e deixando ambos extremamente excitados. Não demorou muito e ela decidiu liberar o membro de Mu da peça íntima, já incômoda pela falta de contato das peles.

Graciosamente, Milla massageava o pênis e mordiscava o lábio inferior do médico, que ofegou com os toques.

– Eu achei que você estava exagerando quando me disse o tamanho dele... – A Diretora sussurrou e ambos riram com a frase.

– Juro que serei delicado... – Ele também murmurou, passando suas mãos pelo corpo da mulher.

– Eu não quero delicadeza, Mu. – Milla beijou intensamente o psiquiatra, que respondeu apenas com os suspiros causados pela fricção de sua glande no ponto mais sensível da mulher.

A parelha ficou assim por um tempo, até a Doutora não segurar mais o desejo em senti-lo dentro de si. Afastou-se dos beijos e abriu mais as pernas, direcionando a ponta de seu pênis e encaixando suavemente em sua própria cavidade molhada. Ela manteve os olhos fechados para obter o máximo de sensações que podia, mas Mu não conseguiu fazer o mesmo. A feição de prazer de Milla era bela demais e a visão de seu membro invadindo o corpo da amante era tão incrível que nada disso poderia ser ignorado. Ela respirou fundo ao notar toda a dilatação do tibetano internamente e, sorrindo para ele, começou a subir e descer. A médica fazia questão de deslizar por toda a dimensão do órgão sexual, indo da parte mais vulnerável até encontrar novamente o corpo de Mu. Tudo era acompanhado por gemidos altos e apertões em sua cintura, pois o homem alucinava ao sentir o ritmo e umidade de Milla em volta de seu pênis.

Prevendo o cansaço causado pelos movimentos, a Diretora apoiou novamente seus joelhos na cama e alcançou os lábios masculinos para mais beijos. Mu agarrou com força as nádegas da colega de trabalho, apartando-as e deixando tudo mais sensível... Dessa vez ele não seria delicado, como ela pediu. Começou a estocar seu membro com vontade e rapidez, executando o compasso com um desejo que beirava a fúria. A mulher arfava prazerosamente ao mesmo tempo em que se masturbava com uma das mãos; a outra prendia o lençol alvo em seus dedos. Não faltaria muito para que ambos chegassem ao orgasmo.

Mu diminuiu um pouco a velocidade, apenas para provocar Milla. Ela ficou novamente na primeira posição e o psiquiatra não segurou a vontade de abraça-la. Sentados e colados pelo sexo, os dois doutores beijaram-se de forma apaixonada e a fugacidade deu lugar aos carinhos românticos e ao sentimento de nunca mais querer sair dali. Milla afagava os longos fios de Mu e ele, em contrapartida, acariciava as costas de sua amada com doçura. Ela continuou a ir e voltar na genital do homem, sentindo a grossura esfregar na parte mais aprazível de seu íntimo. Depois de alguns minutos, Milla iniciou uma série de contrações e a tontura do gozo apareceu, trazendo mais gemidos altos e um grande sorriso de satisfação em Mu. Ele também não demorou para chegar em seu ápice, principalmente depois de constatar aquela cavidade ainda mais apertada e molhada que o costume.

Os dois não saíram daquela postura, mesmo depois do orgasmo. O suor, os líquidos de prazer misturados, a fadiga dos corpos... Nada daquilo poderia atrapalhar os momentos passionais que se seguiriam. Aquele seria o primeiro de muitos momentos de amor...

~

– Milo! – Seiya encarava o rockeiro com ódio. – Me diga o que você está fazendo aqui!

– Calminha aí, Seiya... – Ele chegava cada vez mais perto da dupla de riquinhos. – Primeiramente, boa noite! Segundo que você deve se acalmar, sabe. Você está muito alterado, cara! Que falta de educação me tratar assim... – A voz de Milo estava repleta de ironia. — E nem pra me chamar pra festinha de aniversário da Seika!

– Eu nunca te convidaria para a festa da minha irmã! Eu vou chamar os seguranças, é isso que eu vou fazer!

– Pff... – O escárnio era notável nas atitudes do homem. – Seguranças! Eu venho aqui para parabenizar você a sua irmã e mesmo assim você fala comigo desse jeito? Shina! – Milo voltou-se para a namorada. – Agora eu entendo o pé gigante que você deu na bunda desse otário!

– Otário é você, seu grande filho de uma...

– Cara, é sério! Fique calmo. Você está mais bêbado que qualquer coisa. Relaxa, eu só quero conversar! – O grego disse, para depois encarar bem os orbes tensos de Saori. – E aí, Senhorita Saori? Como estão as visitas no hospital? Muitos bonitinhos para ajudar?

A menina assustou-se, desacreditando naquelas perguntas. Como ele poderia saber daquilo?! Ela fitava os olhos azuis claríssimos de Milo, que queimavam com o sarcasmo e reluziam com uma soberania digna de um predador.

– Como assim?!? Não ouse dirigir nenhuma palavra suja para a minha noiva, está me ouvindo?!? – O playboy gritava e apontava o dedo grosseiramente na cara de Milo.

– Ah, tudo bem... – O rockeiro deu de ombros. – Depois eu resolvo os seus problemas, Saorinha. Antes, eu preciso bater um papo com o seu namoradinho.

– Já disse pra não falar com ela! Sabe qual é o seu problema, Milo?! Você não aceita o fato da minha irmã achar alguém bem melhor que você!

O mais alto explodiu em gargalhadas e olhou novamente para Shina, que mantinha-se apoiada na motocicleta estacionada.

– Ah não, Seiya... Não me fale uma coisa dessas. Eu não gosto nem de lembrar que tive algo com aquela pirralha da tua irmã. Cruzes, ela era nojenta pra tudo... Quer dizer, pra quase tudo. Me fala, a Seika ainda jura pra família que é virgem?

– Não fale assim da minha irmã, seu idiota! – Seiya, equivocadamente, avançou com o punho fechado para o rosto do ex-cunhado, tentando atingir o homem com um soco. Pelos reflexos rápidos, Milo desviou do golpe e contra-atacou com uma bela cotovelada no nariz do japonês. Seiya caiu no chão, segurando seu rosto e totalmente desnorteado pela pancada.

– Seiya! – Saori sentia-se muito mal pelo excesso de bebida em seu organismo, tanto que quase perdeu o equilíbrio ao tentar apoiar seu noivo. O rapaz viu a sua própria mão, chocado com a quantidade de sangue.

– Você é louco! Você quebrou o meu nariz, seu filho da puta!

– Nossa, Seiya... – Milo encarava o menino com total desprezo. – Já te falei mil vezes que seria bacana você usar a academia pra algo mais útil, além de só aumentar esses teus braços. E você realmente não devia tentar bater em alguém travado desse jeito. Pelos deuses, como você é burro...

– Fala logo o que você veio fazer aqui, babaca!

– Cara, eu vim te dar os parabéns pelo noivado! Na real, vocês foram feitos um para o outro! – Repentinamente, Milo colocou a palma de sua mão na testa, carregando um drama falso na voz e virando-se novamente para Shina. – Mas, amor... Nós esquecemos o presente deles!

– Talvez a surpresa que preparamos para o Seiya agrade os dois, quem sabe! – A mulher respondeu, igualmente irônica e pretensiosa.

– Verdade... Tinha me esquecido desse detalhe. Sabe, Seiya... Eu não sei se você vai entender muito bem o que eu vou te dizer, já que você está completamente chapado e é naturalmente lerdo para compreender várias coisas, mas... – Milo colocou os dedos em seu queixo, fazendo uma cara engraçada de pensador. – Eu estou aqui pela vingança. Pura e simplesmente. Eu esperei tanto tempo pra fazer isso e, cara... – Ele respirou fundo, expirando posteriormente. – Que sensação maravilhosa! Ela chega a ser até melhor do que quebrar o seu nariz.

– Que história de vingança é essa?! O que eu te fiz?!? – Seiya suplicou. Saori estava tão fora de órbita por conta da bebedeira que não fazia nada além de observar toda aquela discussão.

Shina sentiu algo vibrar em seu bolso e leu atentamente a mensagem enviada no celular, avisando seu namorado em seguida.

– Hey, amor... Acho que já está na hora. Ele nos avisou que é depois dessa música.

– Ah, sim... Nossa surpresinha. Se tudo deu certo, ela vai começar em três...

– Como assim?! – O japonês entrou em desespero. – O que você vai fazer?!?

– Dois...

– Milo?!? – O garoto tentou se levantar, sem sucesso. – Milo!!!

– Um...

~

O público na festa dançava entusiasmadamente com as músicas escolhidas pelo DJ, parando apenas depois de uma interrupção de alguns segundos no telão do palco. Subitamente, um novo vídeo começou e o seu início chamou a atenção de todos para a grande tela da plataforma:

“Senhoras e senhores... Hoje, apresento-lhes... Seiya, o garanhão de Atenas.”

Uma sequência de todas as fotos íntimas encaminhadas para Shina foram expostas, cada uma com o seu devido close e tempo de exibição necessário para que nada deixasse de ser visto. Um remix dos áudios enviados por Seiya embalava toda a tramoia elaborada.

“Como eu queria te comer agora... Você é tão gostosa... Vamos voltar aos velhos tempos... Eu sou um garanhão e vou te fazer ver estrelas!”

Em sincronia, a maioria das pessoas na balada sentiram seus aparelhos vibrarem ou tocarem e, para completar o plano, as fotos foram enviadas na íntegra para todos os convidados.

“Eu sou um garanhão e vou te fazer ver estrelas! Eu sou um garanhão e vou te fazer ver estrelas!”

Seika estava bem perto do palco e foi a primeira a desmaiar de vergonha na frente de todos. Muitos ali começaram a rir do playboy, apontando e zombando das imagens. Hyoga não sabia o que fazer, literalmente hipnotizado (no mau sentido) pelas fotos de Seiya. Shiryu cobriu parte do rosto de Shunrei em seu peitoral, igualmente aterrorizado e paralisado.

– Mas... Ele é desse tamanho?! – June soltou, não segurando o espanto. Esmeralda, Shun e Eiri mantinham suas mãos na boca, em sinal de estarrecimento. Ninguém ali conseguia fazer absolutamente nada, tamanho era o abalo e a confusão gerada pelo vídeo.

“Como eu queria te comer agora... Você é tão gostosa... Eu sou um garanhão e vou te fazer ver estrelas! Eu sou um garanhão e vou te fazer ver estrelas!”

– Seiya! Onde está o Seiya?! – Ikki gritou, cambaleando por entre as mesas. – Seiya! Que porra de fotos são essas?!?

– Pare o vídeo! – Hyoga acordou do transe, correndo para a cabine do DJ. – Por tudo que é mais sagrado, pare o vídeo!

Isaak, o antigo aluno de Camus, não sabia o que fazer. Ele estava estático. Só conseguia ver as fotos e imaginar como ele ia explicar aquele caos para o dono do local.

– Pare a porcaria do vídeo! Tire tudo da tomada! – Hyoga empurrou o músico, apertando todos os botões possíveis do painel e do notebook do rapaz. – Vamos! Desligue a música, desligue tudo!

~

Saori fitava as fotos, incrédula e tonta pelo mal estar. Seiya tentava levantar-se a todo o custo, mas tinha muita dificuldade pela dor que sentia em sua face.

– Shina! Como você pôde fazer isso comigo?!? – O menino berrou com todo o ar de seus pulmões. Milo riu novamente, cruzando os braços de um jeito calmo.

– E você acha mesmo que eu ia deixar uma pessoa como a Shina se humilhar para conseguir essas fotos? Jamais. Diga-me, você gostou da minha personificação de ex-namorada com saudades? – O homem ridicularizou com uma voz fina. — “Estou passando por uma má fase no meu relacionamento, sabe?”

– Mas ela me mandou fotos dela! Você mandou fotos da sua namorada pelada pra mim, Milo!

Dessa vez, o rockeiro quase chorou de tanto dar risada.

– É, amigão... Você é mais tapado do que eu pensava. Digamos que eu tenho um amigo, e esse amigo mexe bastante com computadores e tal, digamos também que ele modifica imagens e, resumindo, o cara é um gênio! – Milo fingiu enxugar uma lágrima de felicidade dos olhos. – Foi só pegar uma foto qualquer na Internet e deixar o cabelo da mesma cor que a Shina, só isso. Não é magia, Seiya... É tecnologia. Ah, mas a musiquinha é cortesia minha! Se duvidar, vira um hit. Vou mandar pra minha gravadora e ver se eles aprovam...

– Milo... – Seiya disse, choroso. – Milo, por qual motivo você fez isso comigo? O que eu te fiz de tão mal?!

– Pra mim? – O grego aproximou-se e abaixou-se para encarar os olhos embargados do japonês, que sofria com aquela traição. – Diretamente? Nada. Mas fez algo para alguém que eu amo. E nada me deixa mais puto do que isso, Seiya. Talvez, dessa forma, você aprenda a tratar uma mulher com um pouco mais de dignidade. – Ele se levantou, voltando para o mesmo olhar de menosprezo. – Pergunte para a sua noivinha o que ela achou das fotos.

Seiya estava tão mergulhado na situação que se esqueceu completamente de Saori. A patricinha sustentava um olhar vazio para o chão; era impossível acreditar em tudo o que estava acontecendo.

– Saori, e-eu... Eu posso explicar...

– Não. – A menina arranjou forças para proferir as palavras. – Você não tem que me explicar nada.

– Saori, não é nada disso que você está pensando, eu fui enganado!

– E você acha que eu vou acreditar nas suas mentiras, Seiya?! – Ela se levantou, tropeçando em seus saltos altíssimos. – Enquanto eu estava fora, trabalhando e me preocupando com outras coisas, você tem a cara de pau de tirar fotos desse seu... – Ela apontava com raiva para todo o corpo do menino. – Tirar fotos íntimas! Você acha que eu sou trouxa, por acaso?!?

– Saori, eu posso explicar! Me deixe falar, por favor!

– Não! – A neta do Sr. Kido puxou com raiva a onerosa aliança do dedo, jogando na direção do rosto de Seiya e quase atingindo seu olho.

– Ai, Saori! Isso doeu! Vem aqui, nós precisamos conversar!

– Não vamos conversar! – A japonesa bradava. – Eu não quero falar com você! Não me procure nunca mais! Está acabado, Seiya!

Saori tentou correr, desordenadamente. Era isso ou ela poderia vomitar ali mesmo. Chamou um táxi que passava pela avenida, indo embora o mais rápido possível.

– Ops. – Milo disse, dando de ombros. – Talvez essa não era uma boa hora pra mostrar essas fotos, né? Mas você vai ficar bem, Seiya! Relaxa! Você tem dinheiro e amigos, pode comprar uma vida nova em outro lugar se quiser! – Ele foi para a sua moto, colocando o capacete na cabeleira azulada e recebendo um abraço de Shina, que encaixou-se na garupa e protegeu-se também. – É capaz de você me agradecer um dia, sabe? Te poupei de levar um chifre e ser passado pra trás por um porra louca de hospício.

– Milo... – Seiya não segurou mais o choro. – Eu não sei quanto tempo vai levar ou como vai ser, mas eu juro que isso terá volta...

– Seiya! Seiya! – Hyoga e o grupo de amigos disparou em direção ao menino. – Seiya!

Milo riu de forma irônica por mais uma vez, ligando a motocicleta e fazendo um estrondo com o motor.

– Eu estarei esperando ansiosamente, seu merda. – Ele arrancou, levantando o máximo de poeira que conseguiu daquelas calçadas sujas.

– Grr, seu filho de uma puta! – Ikki jogou uma garrafa vazia no mesmo curso que Milo fez. – Seu covarde! Aposto que não aguenta meia hora de porrada comigo!

Em resposta, o casal de punks apenas mostrou o dedo do meio.

– Seiya! – Shiryu apoiou o colega em um de seus ombros. – O que aconteceu com você, cara?

– Onde está a Saori? – June perguntou.

– E-eu... – O mimado não conseguia parar de chorar. – Eu quero ir embora. Não aguento mais ficar aqui...

– Você precisa ir para um hospital, cara! – Hyoga continuou.

– Eu vou... Só preciso de ajuda para me levantar.

– Foi aquele cara que te bateu, Seiya?! – Ikki estava furioso com a atitude do grego. – Eu juro que vou atrás dele até no inferno!

– Não... Não será necessário, Ikki. Muito obrigado. – Já de pé, o menino enxugou um pouco mais do sangue em sua camisa social. – Vamos... Eu preciso voltar e dizer para todos que a festa acabou...

~

– Hey, amor... Sentiu-se vingada o suficiente? – Milo falou, experimentando o vento da vitória bater em seu rosto. A rockeira apertou um pouco mais o abdômen do namorado, abrindo o maior sorriso de todos.

– Não tinha como ser melhor, amor... Obrigada.

Milo respirava tranquilamente e, de fato, aquela era uma sensação maravilhosa. O homem lembrou-se da briga que comprou quando conheceu Shina e apaixonou-se pelo seu jeito excêntrico de ser e viver a vida. Como Seiya não valorizava uma mulher como ela? Como ele poderia traí-la e tratá-la de forma tão rude durante tanto tempo? Depois de saber como ele havia sido um verdadeiro panaca na vida de Shina, Milo decidiu agir. Foi difícil, mas ele conseguiu extrair de Shina o amor cego e infantil que ela tinha pelo japonês.

O plano demorou e foi friamente calculado para dar certo mas, no fim, tudo tinha um sabor doce.

– Eu só acho que nós devemos procurar uma balada de verdade para comemorar... O que você acha?

Shina riu de forma aguda e inconfundível, agarrando-se mais no corpo do seu vingador. Milo acelerou e fugiu para bem longe dali, sentindo-se glorioso e despreocupado consigo mesmo...

Notas finais
milo 1 seiya 0