Madness
36 A Primeira Noite
Notas iniciais

– Está tudo bem, Saori? – Ele perguntou, baixinho.
– Sim... – Ela voltou a fitar o rosto dele. Trouxe o corpo do homem para mais perto e fixou as mãos em seu quadril. Começou a puxar a roupa íntima para o chão e o membro de Saga libertou-se, num salto. De fato, era muito difícil deixar de encará-lo.
– Tá tudo bem mesmo? Você fez uma carinha de assustada e está olhando muito...
– Claro, Saga... Estou bem. – As pernas da menina formigaram pelo nervosismo. — É que eu... Não estou acostumada... Ah, você sabe.
O grego riu, terminando de se livrar da cueca.
– Saori... Não exagere. Não é lá grande coisa.
Com certeza não era grande coisa para ele, que não seria o alvo da história. Ela olhou mais um pouco e sentiu, pela primeira vez em toda a sua imberbe vida, a boca salivar de vontade. Não era apenas um órgão grande, mas também bonito. Saga tinha um pênis moldado e harmônico, de acordo com o seu próprio corpo... Era surpreendente.
A partir dali, a garota não conseguia mais responder de forma racional. Ela aproximou o rosto e começou a deixar um rastro de selinhos pela barriga do ex-capitão, depois na região pubiana, chegando na base do pênis. Ela precisava senti-lo dentro de sua boca; precisava saber como era o gosto e a textura da fina pele e das veias grossas que desenhavam toda a extensão do membro. Ela continuou com os beijos até chegar na glande e umedeceu o topo com carinho. Como ela nunca havia feito isso, nenhum movimento seu foi brusco ou confiante. Saori já tinha visto algumas cenas em filmes antes, mas nada era parecido com a sensação de ter os olhos do homem sobre si, ardilosamente semi-abertos. Não dava para ter um sorriso mais safado do que aquele.
Ela empurrou um pouco mais o membro em sua garganta, indo e voltando devagar. Decidiu tomar-se pelo inconsciente e não se esforçou muito em chupá-lo com vontade, sentindo um prazer extremo ao fazer isso. A única batalha que travou foi na insistência em colocar tudo em sua boca. Os reflexos não deixariam a menina ir muito longe e ela ainda não era tão experiente assim.
Saga segurava a sua ânsia em aumentar o ritmo do sexo oral e, sendo assim, apenas afagou a cabeça da garota. Ele não sentia algo assim há muito tempo e sabia que estava prestes a gozar, principalmente se Saori continuasse fitando-o daquela forma. Num certo momento, ele retirou o pênis e bateu devagar a parte de cima da língua da patricinha e ela molhou-se ainda mais.
Ela não era mais a mimadinha e fresca neta do Sr. Kido, a socialite da Fundação, cheia de nojos e regimentos. Ali, ela era inteiramente de Saga. À mercê de suas vontades. Ele poderia fazer o que quisesse, invadir todos os seus orifícios, chamá-la do que fosse, ela não ligaria... Saori era, agora, propriedade do bonitinho do nono andar. Desesperadamente devota ao homem.
O gêmeo deixou que a menina voltasse a lamber todo o seu órgão novamente, retornando-o para a sua boca. Dessa vez ela fazia rápido e ele não conseguiu segurar os gemidos baixos de prazer. Saga avisou que ia chegar ao orgasmo e a ela vibrou mentalmente, pois ia conhecer o seu sabor... Por fim, um líquido abundante e amargo preencheu por completo a sua garganta. Saori não sabia muito o que fazer e, por conta disso, resolveu engolir tudo. Algumas gotas escorreram como lágrimas pelos seus dedos, mas ela não ia deixar nada para trás. Não parou enquanto não recebeu a ordem de Saga.
O mais velho beijou a moça intensamente, sem se preocupar com o próprio gosto que permanecia nela. Seu tronco pressionava o pequeno corpo da garota e ela deitou-se, ofegando alto depois de ser empurrada para cima pelo grego. Ele mordeu mais algumas vezes os seus lábios, e depois um de seus lóbulos, deixando Saori ainda mais arrepiada.
– Agora é a sua vez. – Ele sussurrou. Ambos se olharam, a jovem não havia entendido muito bem a frase. Ou ela tinha entendido, mas estava descrente do que poderia acontecer. Da mesma maneira que não tinha feito sexo oral em ninguém, ela também nunca recebeu esse tipo de atenção. Sempre teve vontade, mas jamais a coragem necessária para pedir. Talvez porque ela sempre se envolvia com meninos e nunca homens de verdade.
Saga percorreu com mais beijos novamente pelos seios femininos, descendo em seu ventre e agarrando firme as suas coxas. Saori tinha um tipo de pele polida e descorada, mas era o total oposto do que poderia ser considerado esquisito. A derme branca e demasiadamente tratada por cremes custosos combinava com o jeitinho melindroso da patricinha... A mente de Saga abarrotou-se de cenas censuráveis naquele momento, preenchida por atos impudicos. Como se ele estivesse prestes a violar uma sofisticada boneca de porcelana. Respirou fundo mais algumas vezes em meio aos selinhos, segurando-se para não ser mais grosseiro. Ele não poderia assustá-la agora.
Saori ouriçou-se quando sentiu as mãos do grego puxando suavemente a sua calcinha para fora do corpo, levantando os membros inferiores e jogando desleixadamente a peça em qualquer lugar do chão. Saga ficava ainda mais encantador quando portava aquela feição afrodisíaca, literalmente comendo-a com os olhos. E o sorriso. Ela sorriu de volta, um pouco envergonhada depois de reparar o quão aberta estava, regada pelo desejo.
O homem continuou estimulando-a com seus lábios, beijando a superfície pubiana e uma parte das coxas. O quarto estava num breu e só o brilho lunar penteava alguns detalhes dos dois corpos, porém Saga pode ver o tom róseo que Saori tinha entre suas pernas. Ela era rosa, como a sua cor preferida. Todas aquelas particularidades deixavam o ex-capitão totalmente maluco, pronto para atacá-la ali mesmo. A respiração regressou novamente para um ritmo mais calmo. O melhor era manter o controle...
Ele procurou o rostinho de Saori antes de aprofundar a língua em sua área mais sensível, de forma devagar. A menina estremeceu, soltando um suspiro apreciável para os ouvidos de Saga. Ele fez de novo. Os dedos da moça agarraram o lençol claro. Fez mais uma vez. Ela mordeu os lábios, segurando um gemido.
Saga permaneceu ali, degustando Saori. No início, ele não quis fazer nada rápido. Começou a variar os níveis de velocidade ao escutar murmúrios mais altos e receber apertões em seus punhos, estes que seguravam os quadris da garota. O antigo interno movimentava-se para cima e para baixo e também para os lados, chupando e sugando-a com destreza. Ele poderia não fazer aquilo com regularidade, mas nunca se esqueceria das instruções. Seu corpo agia automaticamente aos suspiros e caras da jovem; os orbes fechados e a boca procurando um pouco mais de ar que insistia em fugir de seu sistema respiratório. De vez em quando o homem puxava delicadamente a intimidade da japonesa, balanceando com novas lambidas que se estendiam de uma ponta a outra, passando por sua cavidade molhada.
Saori reprimia os gritinhos e descontava sua loucura nas mãos de Saga ou na camada fina que cobria o seu colchão. Aquilo era insano. Ela não suportava mais. Precisava dele ali, penetrando-a violentamente. Ela estava a ponto de gritar seu nome, mas dois dedos escorregaram matreiros para dentro de sua vagina. Saga acompanhava tudo com um olhar triunfante, enquanto o polegar massageava o clitóris e o restante era introduzido com rapidez. Saori se retorcia, gemendo de forma aguda e entorpecida pelo fogo que se alastrava em sua alma.
De repente, a menina gozou. Seu corpo estava alucinado, as pernas não paravam de tremer e involuntariamente fechando o rosto de Saga para perto de si. Dessa vez, ela não conseguiu segurar: o nome do grego foi invocado, em alto e bom som. Ele sorriu em meio os novos beijos e chupões que deu no sexo de Saori, sentindo o crânio ser pressionado pelo seu orgasmo. Doce Saori...
Saga utilizou o mesmo caminho de selinhos pelo corpo sensível da jovem, até retornar aos seus lábios e ficar ali por um tempo. Dessa vez, a mistura não incomodaria ambos. Era a reunião de dois prazeres; dois líquidos diferentes e unidos pela mesma paixão.
Saori notou o membro já retesado de Saga, implorando por um pouco mais. Ele riu baixo ao observar a garota fitando seu pênis de novo.
– Eu espero que você não esteja imaginando que é só isso por hoje...
A menina encarou o mais velho, de uma forma travessa.
– Como assim?
– Olha como você me deixa, Saori... – Ele sussurrou. Mordeu e beijou mais algumas vezes a patricinha, os troncos estavam novamente colados e encontrando novos desejos. Saga procurou o ouvido da garota e soprou uma nova ordem. – Fique de costas.
Saori entrou em estado de alerta ao ouvir a voz de Saga mais grave e profunda que o costume. Ela passou uma de suas mãos pelo pescoço masculino, temerosa na troca de olhares.
– O que você...?
– Eu quero você de quatro, Saori. Vire pra mim...
Ela obedeceu. Tímida, receosa e vigilante. Novamente excitada. Era uma combinação inédita, impensável, incoerente para alguém com Saori. Ela cerrou as pálpebras quando sentiu os afagos carinhosos de Saga pelo seu corpo, os beijos arrastando-se pelo dorso, a respiração calma sendo o único som emitido pelas narinas do homem.
– Relaxe.
Saori consentiu. Ela não seria louca de fazer o contrário. Agradeceu mentalmente por ainda ser ele, e não ele. Saga ainda era Saga e permanecia cuidadoso, como sempre fora. Ela percebeu os dedos do mais velho abrindo os lábios de sua vagina de um jeito delicado, alisando sua glande por todo o orifício. O orgasmo remanescente de Saori molhou seu pênis de forma significativa, e ele suspirou. Queria ir com toda a força e todo o tesão acumulado em anos, mas não podia. Saga não queria machucá-la. Sua rosácea e doce Saori...
A menina notou o membro adentrar-se com calma, como se ele estivesse apreensivo e aguardando suas reações. Saga morreria se soubesse que Saori estava desconfortável com algo e, pela sua feição intimidada momentos antes, ela não estava mesmo acostumada com aquilo. A japonesa podia sentir todos os músculos internos estreitando-se gradativamente e aquela extensão parecia não ter fim. Murmurou e baixou a cabeça quando recebeu o toque dos quadris de Saga contra seu bumbum, indicando que ele estava inteiro dentro dela.
Ele começou a ir e voltar, sem pressa. Suas mãos apoiavam a mais nova e ditavam o ritmo do sexo, que aumentava aos poucos. Saga não queria apressar nada, não queria sair dali, não queria deixar de sentir o interior úmido e contraído de Saori. Os gemidos da moça eram tão gostosos de se escutar, a voz que ria delicadamente de seus gracejos...
O gêmeo começou a estocar seu órgão na garota, apenas para ouvir mais. Os seios da jovem saltavam para cima e para baixo enquanto as pernas permaneciam juntas, deixando tudo mais apertado. Seu sangue fervia no âmago; os olhos não pararam de fitá-la por um minuto enquanto ele agarrava o traseiro de Saori com animosidade. A velocidade triplicou. Ela mordeu mais os lábios para sustentar a rapidez e a dor, pois ele estava penetrando o mais fundo possível. Aquele era o máximo que ela poderia aguentar.
Saga voltou a respirar fundo, diminuindo as investidas. Ele tentou manter a calma, mas era inviável. Saori virou o rosto para tentar encarar o homem e deslizou seus dedos pelas mãos que comprimiam as laterais do seu corpo.
– Saga... – Ela sussurrou. – Não pare...
A menina percorreu o tato em sua intimidade, masturbando-se em seguida. Dessa vez, quem se submeteu aos pedidos foi Saga, apoiando um dos pés na cama para conseguir mais sustentação. Ou, melhor dizendo, para ir mais rápido dentro da mimada. Era isso que Saori queria e ela prontamente teria.
Ela pousou novamente o rosto na cama, mordendo um dos travesseiros para não soltar nenhum grito. A dor era excruciante, mas não tão intensa quanto o prazer em ter Saga naquele compasso, rápido e violento. Saori pode ouvir seu nome em sussurros e aquilo agitou toda a sua sensibilidade. Novas ondas começaram a invadir seu ventre e os membros inferiores enfraqueceram com mais um orgasmo, igualmente ligeiro e volumoso. Diferente do anterior, mas tão memorável quanto.
Saga notou as contrações em seu pênis, que sumia e ressurgia em frações de segundo. Ele estava muito perto de gozar. A patricinha afastou mais as nádegas e procurou um pouco de ar no meio do material fofo que consistia o leito, arfando alto com cada estocada. Ele não conseguia mais refrear seu corpo... Enfiou-se mais algumas vezes no sexo de Saori, despejando uma quantidade abundante de sêmen por toda a cavidade. Em sua mente, ela não teve a vaga idéia ou exigência de algum tipo de proteção. Ela almejava aquele contato. Aquela impressão de ser a responsável pelos fluidos de Saga. Sem repulsas ou medos.
Talvez fosse o acúmulo de anos ou a ansiedade e desejo que ele tinha pela garota... Saga não soube dizer. Apenas ficou ali por um tempo, aproveitando a sensação maravilhosa e encharcada do clímax; olhou um pouco do seu líquido escorrer por entre as áreas íntimas de Saori. Demorou para que ele deixasse de ficar duro e tenso pela luxúria.
A moça esticou-se na cama, sentindo uma porção de vazio rechear o espaço que antes era ocupado por Saga. Tudo era totalmente diferente do que ela já tinha presenciado com outros rapazes em sua vida.
O ex-combatente deitou-se do outro lado, inspirando profundamente. Observou Saori com um sorriso bobo nos lábios, fitando suas bochechas ruborizadas.
– Você está bem? – Ele disse, aproximando-se da japonesa e fazendo carinho em suas costas.
– Eu acho que esse foi... – Ela pensou um pouco antes de continuar. – Não, eu tenho certeza. Esse foi o melhor jantar que eu já tive com alguém.
O par riu e Saga pousou um selinho na face da patricinha.
– E eu acho que você está exagerando de novo.
– Não estou... – Saori subiu os pés e começou a esfregar um no outro, em pleno ar. – É sério. Eu já te achava um homem sensacional, mas agora... Você superou as minhas expectativas.
– Então eu estou aprovado pela Senhorita Saori Kido? – Saga perguntou, orgulhoso.
– Aprovadíssimo. – Ela apoiou os cotovelos no colchão, mirando o antigo interno com uma careta engraçada. – Só que isso não é motivo pra virar um mulherengo que nem o seu irmão, combinado?
– Eu não vou. – Ele sorriu. – É bom que tenha aprovado, porque eu te dou... Cinco minutos de descanso. Começando a partir de agora.
– O quê? – A menina arregalou os olhos puxados. – Você já...
Saga puxou Saori para os seus braços, afagando os cabelos lilases e cheirosos da japonesa.
– Eu estou brincando. Uns dez minutos e a gente continua.
O casal gargalhou novamente, cada um aproveitando a maciez da pele e chamegos do outro. Os minutos se passaram e, com eles, o cansaço que entorpeceu as mentes satisfeitas de ambos...
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