Madness

6 As Compras


Notas iniciais
BOM DIA, AMORES 8D tudo bem com vcs? desculpa a demora em postar, de verdade a vida está corrida ultimamente! hehehe Espero que gostem! :*

– Exército? – Saga repetiu. – De verdade, eu acho que ninguém lá dentro quer me ver agora. Nem nunca. Nem pintado de ouro.

– Você tem certeza? Quando você se transformava no seu outro eu, costumava dizer que tinha amigos que participavam de algumas coisas que você fazia. Você não se recorda quais amigos seriam estes? – A Doutora insistiu.

– Senhora Milla... De verdade, eu não consigo me lembrar de absolutamente nada que acontece quando estou possuído por esta outra personalidade. Tenho alguns lapsos de memória, mas isso acontece bem depois. Se forem pessoas que eu conheço, sinceramente, eu não consigo relembrar quem gostaria de me ver fora daqui para cometer mais crimes novamente.

Os dois doutores se entreolharam, como se procurassem uma reposta plausível para aquele retorno repentino do Grande Mestre. Doutor Mu decidiu continuar a conversa.

– Então, Saga... Faremos o seguinte: eu consegui estudar outras técnicas de hipnose quando estava viajando em minha terra natal, você se recorda das nossas sessões antigas? – Saga engoliu seco. Ele não gostava das sessões de hipnose. Já bastava ter uma voz assassina perambulando em seu cérebro, agora outra pessoa teria que ficar fuçando em sua consciência. Ele não gostava mesmo de hipnose. – Eu acredito que o resultado era bem produtivo naquela época, você não concorda?

De fato, aquelas consultas sempre se transformavam em novas descobertas sobre a existência do Grande Mestre. Mu chegou a cogitar várias possibilidades para Saga: talvez ele tenha sido abusado na infância, quando morava no orfanato; algum trauma na adolescência ou situação no exército; até mesmo algo espiritual... Mas ele mesmo decidiu parar, a pedido de Saga. Uma vez, o paciente ficou tão nervoso que conseguiu quebrar uma parte da mesa de madeira do consultório do Doutor Mu, arrancando-a com as próprias mãos. O tibetano não conseguia se esquecer daquela cena.

Saga ainda olhava para o Doutor, pensativo com aquela proposta.

– Se eu fizer as sessões de hipnose... Eu posso voltar a tomar meu banho de sol sem ficar com as mãos amarradas? – Mu voltou a olhar para Doutora Milla. Ela fez a mesma expressão de consentimento que costumava fazer quando estavam juntos. Os dois conseguiam se falar sem ao menos abrir a boca.

– Tudo bem, Saga. Mas saiba que se alguma crise muito séria acontecer, eu não poderei te liberar para o jardim com as mãos livres. – Saga tinha aquela condição em seus momentos de caminhada depois de tentar estrangular um dos pacientes do complexo. Já não é necessário dizer que, depois do fato, ele ficou isolado por algumas semanas... – E então? Podemos continuar amanhã?

– Tá certo. E o quebra-cabeça, você também vai me dar? – Os dois doutores riam. Ele gostava de barganhar com os médicos. E o pior é que os pedidos eram tão simples, que chegava a dar dó.

– Claro que ele vai te dar, Saga. Além do mais, eu preciso pedir para as enfermeiras de soltarem da cama. Você já deve estar com os braços e pernas doendo de ficar na mesma posição...

– Ah, não se preocupe! – Ele soltou o fôlego de forma cômica. – Eu já estou acostumado. Quer dizer, sei que vocês só fazem isso pro meu bem e pela segurança de todos. Se for necessário, eu fico assim sem problemas.

– Saga, eu confio em você. Sei que não vai fazer mal a ninguém. Só peço que nos fale tudo que está sentindo, tudo bem? Não me esconda nada! – Ela fez uma cara séria e mirou o paciente, arrancando mais gargalhadas. – Agora, se me dão licença, eu tenho uma pessoa lá fora que está me esperando. Tomara que um dia você possa conhecer a representante da Fundação Kido, Saga. Ela está nos ajudando financeiramente.

– Ela é a responsável por reativar a biblioteca?

– Sim. Ela e o seu avô.

– Agradeça ela por mim. – Seus lábios fechados esboçaram um sorriso sincero. A Doutora Milla saiu lentamente da sala, deixando paciente e médico a sós. Ela não conseguia parar de pensar em como alguém tão afável poderia sofrer daquele jeito.

~

Saori ficou do lado de fora, observando tudo atentamente. Ela não conseguia ouvir nada da conversa do trio, mas estava muito curiosa. Afastou-se um pouco da janela escurecida quando viu a Doutora caminhar para a porta do quarto. Respirou um pouco e soltou os músculos tensos de ansiedade.

– Como ele está, Doutora? Está se recuperando? – Ela não conseguia se reprimir. Parecia uma pessoa da família aguardando notícias de um ente querido em coma.

– Ele está bem, Saori. Fique despreocupada. Vou avisar as meninas do posto de enfermagem para soltá-lo imediatamente. – Ela observou mais um pouco o rosto da moça. Parecia loucura, mas a menina tinha um leve rubor nas bochechas? Ela não sabia dizer. Sacudiu a cabeça levemente, tentando afastar tais pensamentos. – Então, Saori... Caso queira, a Senhorita pode aparecer amanhã para falar com o irmão de Saga. – As duas chegaram até a ponta do corredor.

– Entendi... Eu não conseguiria falar com ele hoje ainda?

– Eu não recomendo. Primeiro porque eu não tenho muita certeza se Kanon conseguirá visitar o irmão hoje e, sempre que isso acontece, ele fica de mau humor. E outra, Saga terá o dia cheio. Depois de todas as crises, é necessário que ele passe por exames para verificar se não teve nenhum trauma físico. Não tem motivo para a sua agonia, Senhorita; amanhã ele estará aqui, no mesmo quarto de sempre. – A mulher sorriu. – Venha a partir das 15h, é quando começa o horário de visitas. E, novamente... Obrigada pela sua ajuda.

– Tudo bem... Estarei aqui amanhã. Bom, vou chamar Tatsumi para averiguar como está o andamento com a equipe de engenharia. – As duas se despediram e Saori chamou seu mordomo pelo celular. Os dois se encontraram em seu carro de luxo e o empregado parecia ter saído de um furacão no meio do deserto.

– Como foi lá, Tatsumi? Conseguiu ter uma noção da verba?

– Senhorita Saori... Eu não consegui entender nada! A Senhorita não acha melhor chamar alguém mais capacitado para estudar estes papéis?? – Ele perguntou, segurando algumas plantas e documentos desleixadamente. A menina não conseguiu segurar o riso.

– Claro, Tatsumi. Vou pediu para que alguém chame o engenheiro da Fundação hoje mesmo. Pretendo ficar mais um tempo aqui em Atenas... – Ela dizia ao mesmo tempo em que fuçava em seu celular. Decidiu chamar algumas amigas para o shopping, pois ela precisava de roupas especiais para o encontro de amanhã. Ela sabia exatamente como convencer qualquer homem de qualquer idéia sua e, com Kanon, não seria diferente.

~

Depois de algum tempo, lá estava o grupo de patricinhas se divertindo em seu parquinho. As duas moças loiras acompanhavam Saori para todos os lados e em todas as lojas.

– Saorinha! Olha que vestido mais lindo! – As três estavam coladas em uma vitrine do estilista Giorgio Armani. Era um vestido azul com o caimento até um pouco acima dos joelhos, com a gola um pouco alta, de mangas curtas e muito, muito caro. Saori acreditava que, quanto maior o preço, melhor é a qualidade das suas peças de roupa. Mal sabia ela que algumas meninas das vilas próximas ao subúrbio vestiam-se de forma idêntica e por bem menos.

– Eiri, você acha que este tom de azul combina com os cabelos de Saori? Acho que vai ficar muito forte... – June dizia, também analisando o vestido.

– Vai me dizer que você não compraria um desses para ver o Shun, Juninha?

– Eu acho que vou levar esse. – Saori falou. – Vamos entrar e ver mais alguns vestidos, estou sem roupa nenhuma pra usar. – Para ela, um closet com (pelo menos) 300 vestidos de grife era pouco. Quase nada. As três adentraram a loja, sendo bem recebidas pelas vendedoras.

Enquanto Saori experimentava o vestido da vitrine, June começou:

– E então, Eiri... Como estão as coisas com o Hyoga? Vocês brigaram, é isso?

– Nossa, como essas notícias voam! – A mais baixa falou. Ela havia se esquecido de que fez uma postagem em sua rede social logo depois do fato. – Sim, nós brigamos. Mas sabe, Juninha... Eu não sei se continuo com Hyoga. Ele é tão... Sei lá... – June parou de observar os vestidos e fitou a amiga.

– Tão?

– Não sei, amiga! – Eiri costumava ser muito dramática em suas expressões. – Posso te fazer uma pergunta, mas ela é bem indiscreta?

– Dependendo da pergunta, eu não sei se vou responder... – June brincou.

– Ah, amiga! É coisa pequena! Me diz... Você e o Shun já fizeram... Você sabe...?

– Sexo?

– Isso! Mas fala baixo, alguém pode nos ouvir! – June soltou uma gargalhada. Eiri não queria admitir para as amigas, mas ainda era virgem. E o fato de Hyoga também não saber disso e não entender as negações de sua namorada não estava ajudando a loira.

– Eiri, fala sério! Você fica sussurrando como se transar fosse pecado! Você já fez, por qual motivo age como uma recatada?

– Não é isso, é claro que eu já fiz sexo, muito sexo, aliás. Mas eu ainda não fiz nada com Hyoga e tenho medo por que...

– Vocês ainda não fizeram nada?! – Agora June estava chocada. Pelas contas dela, eles já deveriam estar namorando há uns 5 meses, pelo menos. – Eu não passo um dia sem fazer nada com o Shun! Como você aguenta?!

– Não é isso, me deixa explicar! Nossa, como você me interrompe! – As duas pararam quando ouviram a porta do trocador de Saori se abrir. A menina estava belíssima.

– Vocês gostaram, meninas?

– Claro, Saorinha! – A loira menor foi abraçar a sua amiga. – Você vai ficar ainda mais linda com um penteado em coque! E aquele perfume francês da Channel... O Seiya vai adorar! – A neta do Senhor Kido murchou um pouco ao ouvir o nome do namorado. Se as amigas soubessem o real motivo...

– Com certeza. Já pensou em comprar uma lingerie também, Saori? – June disse, de forma sacana. – Eu estava pensando em levar um verde, Shun adora verde... – A mais alta deu um cutucão em Eiri. – E você, não vai levar um pro Hyoga não?

– Juninha, eu não tenho certeza se devo. Mas vou olhar. Estou bem necessitada ultimamente, nossa. – A menina virgem não conseguia nem fingir. Saori sempre desconfiou da posição da amiga, mas também nunca chegou a conversar diretamente com ela.

– Quem sabe você não descobre se ele curte dar uns tapas de amor que nem o Shun e...

– Gente! Podemos ir embora? Acho que o Seiya está me esperando na casa dos seus pais. – Saori decidiu cessar a conversa inútil. Eiri ainda estava processando a fala da June em sua cabeça.

As meninas observaram mais um pouco da loja e, depois de algumas horas de compras, as três voltaram para casa.

~

Enquanto isso, a antiga médica de Saga conversava pacientemente com o irmão mais novo dele, explicando a possível visita de Saori no dia seguinte.

– Kanon, por favor, eu espero que você seja educado com ela. De verdade. Ela está nos ajudando muito e a Fundação Kido vai injetar uma grande quantidade de dinheiro para a recuperação do hospital. Fique sabendo que ela está muito interessada no caso do seu irmão e...

– Por qual motivo??? Pra mostrar para os amigos ricaços dela que ela está fazendo o seu trabalho certinho??? Meu irmão não é pano de amostra para ninguém, Doutora Milla. Eu achei que a Senhora tivesse um pouco mais de moral em seu trabalho. – Ele disse, nervoso. Fechou os braços e os olhos ao mesmo tempo.

– Kanon! Como você pode falar algo assim de mim?! Eu estou ajudando o seu irmão como posso! – Agora a mulher estava ficando furiosa também, gesticulando muito. – Eu só estou te pedindo para pensar na súplica dela, já que a menina tem a cabeça de alfinete e demonstrou um pouco de compaixão no sofrimento alheio! Não quero que seu irmão vire a marionete de ninguém!

Kanon parecia irredutível em seu posicionamento. Mas a Doutora conhecia Kanon tanto quanto conhecia Saga e sabia que aquela batalha ainda não estava perdida.

– Você vai gostar dela, Kanon. Ela é uma moça decente. Sabe o tipo de garota que nunca viu nada parecido com o que tem aqui?

– Meu irmão não merece tratar com esse tipo de gente arrogante. Ele já tem problemas demais.

– Kanon... – A Doutora colocou uma de suas mãos no ombro do rapaz. Quase não conseguia com os pés plantados no chão, pois ele era muito alto. – Você vai gostar muito dela. Ela é bem bonita, sabe... E acho que não tem namorado... Se tiver, não faz questão de mostrar. Ela nem usa aliança. – Agora o irmão de Saga estava prestando atenção, mas ainda sim mantinha a pose fechada. A Doutora Milla conhecia os pontos fracos dele também. – Espere até amanhã e veja com seus próprios olhos...

– A Senhora acha que ela não tem namorado, é? – A Diretora assentiu. – Tudo bem, amanhã eu vejo se ela é bonitinha mesmo. Faz tempo que meu irmão não vê nenhuma mulher fora deste hospital, eu acho que ele merece coisa boa.

– Seu irmão, huh? – Doutora Milla riu, vendo as mãos do homem irem até os seus bolsos. – Agora vá conversar com ele um pouco. Ele está precisando de sua ajuda, mais do que nunca...

Notas finais
Pra quem estiver curioso, os links do vestido da saorinha são esses: http://cdn.yoox.biz/34/34485988KE_13_n_f.jpg http://cdn.yoox.biz/34/34485988KE_13_n_r.jpg e vocês precisam imaginar o SAORINHA da Eiri com a voz do shun: https://www.youtube.com/watch?v=Twn6edX8pnI IKKIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIII!!!! SAUHAUEHASUEUHAE