Madness
10 A Sala de Tomografia
Notas iniciais
– Não me chama de Dora! – Ela apontava seu pequeno dedo esmaltado para o rosto do homem. – Eu não te dei essa liberdade, seu cretino!
– Espera aí, você está me chamando de cretino? Que estupidez é essa? Não me lembro de você me tratar assim da última vez que eu te encontrei... – Kanon colocou as suas mãos no bolso da calça, fitando a mulher intensamente. – Você vai me explicar o que aconteceu?
– A vagabunda da Acacia está espalhando para as amiguinhas estagiárias que passou uma noite com você, sabia disso? Que foi ótimo, maravilhoso, blá blá blá... E euzinha tenho que ficar escutando isso pelos cantos!
– E você acha que me dando um tapa vai resolver a situação? Você confia em quem, em mim ou nela? – Kanon sabia bem desses jogos psicológicos. – Escuta aqui, e se eu estivesse com ela, qual seria o problema? Eu não me lembro de ter esses ataques quando você ficava com o seu namorado pra lá e pra cá... – Ele cruzou os braços e virou o rosto, de forma orgulhosa.
– Eu larguei meu namorado por culpa sua, Kanon! Achei que nós ficaríamos juntos! – A voz da mulher estava bem chorosa. – Eu acreditei que você ia mudar, que nós seríamos um casal, que eu ia ficar com você pra sempre...
– Dora, veja bem. Eu nunca pedi para você se separar do seu namorado. Eu te falei que era um erro terminar o namoro! Você sabe como eu sou e que não pretendo ter nenhum relacionamento sério agora... Eu te disse isso, lembra? – Ele fazia uma cara tão fingida de carinho e demonstração de afeto, que fez a moça cair em sua conversa. – Olha só, se eu fosse você eu ligava agora pra ele e diria que me arrependi, que desejo voltar e ter uma vida tranquila com ele. Mas, por favor, não me peça para mudar. Eu não vou mudar.
A loira fazia um bico infantil, olhando para o chão com seus braços cruzados. Kanon subiu o rosto da funcionária com uma das mãos delicadamente, fazendo-a encarar seus olhos.
– Mas eu tenho que ficar ouvindo a idiota da Acacia contar as suas peripécias sexuais com todo mundo! Eu não aguento isso, Kanon!
– Olha, eu vou falar com a Acacia pra que ela pare de inventar besteiras para as amigas. Você sabe que eu não sou tão mulherengo assim. A menina não deve ter nem um mês neste hospital...
– E a Doutora Mikla! Vira e mexe ela começa com umas conversas de que você sabe cozinhar muito bem, que tem o corpo todo perfeito, que tem um baita de um pint...
– Dora! – Kanon interrompeu. — Não se preocupe com essas baboseiras, tudo bem? – Ele revisitou todas as amantes do hospital e deixou bem marcado em sua mente para não se esquecer de conversar com todas elas novamente. – Isso tudo é mentira. Papo furado. Estamos de bem agora?
A menina tentou, mas não conseguiu ficar séria com ele. Kanon era lindo demais para a seriedade dela.
– Tá, tudo bem. Mas se ela começar com essas conversas de novo, eu juro que não respondo por mim. – A menina ameaçou dar um abraço no homem, mas ele cruzou os braços no mesmo momento.
– Você acha que eu sou fácil assim? Eu acabei de levar um tabefe seu e você vem me dando abracinho? – Ele fechava os olhos de uma forma característica, arrancando um riso da moça.
– Eu posso te recompensar pelo tapa.
– De que jeito? – Ele disse, abrindo um dos olhos. A enfermeira rolou os dela, reprovando a si mesma por aquela atitude.
– Tudo bem, eu prometi para mim que não iria mais fazer isso, mas... Vamos até o 7º andar e lá eu faço o que você quiser, tá legal? – O sétimo piso possuía algumas salas de exames de diagnóstico por imagem e, uma das câmaras de tomografia estava inutilizada por falta de manutenção do equipamento. Theodora sabia exatamente em qual lugar estava a chave do local e, geralmente, eles costumavam se encontrar quase sempre ali para conversas mais privadas... Isso tudo aconteceu até o casal quase ser pego por um dos pacientes do andar, que ouviu barulhos estranhos vindos de lá de dentro. Depois daquele dia, Theodora jurou que não pegaria mais aquela chave por nada. Parecia que ela não conseguia cumprir muito seus juramentos.
– Tudo bem. Eu espero você entrar primeiro e depois te encontro lá. – Ele disse, apertando o botão de chamada do elevador. Ela desceu pela escadaria de emergência, saltando de dois em dois degraus. Chegou rapidamente no ponto combinado, esperando Kanon sair pelo elevador. Ao avistar o homem, a loira foi em passos rápidos até a segunda sala de tomografia, olhando bem para não ser pega por nenhum colega de trabalho. Por sorte, o andar estava praticamente vazio, pois aquele horário era o banho de sol dos internos daquele piso. Ao abrir a sala, ela tentou acostumar sua visão com a escuridão do ambiente. Depois de alguns minutos, ouviu Kanon entrar pela porta e trancá-la logo em seguida.
Os acontecimentos seguintes já não eram estranhos para os dois. Ela agarrou o homem pelo pescoço, beijando insaciavelmente seus lábios. Kanon apoiou as costas de Theodora na parede da saleta, levando suas mãos até as coxas da menina. O único “móvel” que tinha no lugar era o enorme aparelho de tomografia, abandonado pela falta de dinheiro do complexo. As mãos do homem continuaram subindo o corpo de Theodora, levantando a sua saia branca de forma libidinosa. Ela sentiu uma das palmas de Kanon apertar a sua nádega esquerda, arfando logo em seguida. Os beijos continuaram carnais, descendo pelo pescoço e conquistando delicadamente o início dos seios da enfermeira. Ele só parou para perguntar se a menina estava com o preservativo, já que ela tinha fácil acesso a Farmácia e, por mais que fosse loucura um hospício ter camisinhas, este era um dos itens pedidos pelo setor do hospital. Ainda bem que a resposta foi positiva.
Ela segurava os cabelos de Kanon e já se sentia úmida em sua intimidade. Uma das mãos dele subiu por entre a camisa alva da moça e invadiu sua roupa íntima, começando uma massagem em seu seio. Logo depois, a língua estava em seu mamilo, fazendo a mulher tremer de desejo. Os beijos voltaram com a mesma vontade de antes. Ela abriu o cinto e a calça do homem e, sorrateiramente, deslizou seus dedos para o membro do parceiro, de forma sutil. Theodora sorriu para si com o carinho e lembrou-se que estava com saudades de Kanon ou, talvez, daquela característica que parecia ser a melhor do ex-marinheiro. Ela ajoelhou-se, abaixando também a roupa de Kanon. Os dois não conseguiam se ver por conta da pretidão da sala, mas ela sentia o olhar do homem para o que ela estava prestes a fazer.
Ele vibrou com a língua da mulher escorregando lentamente no topo de seu pênis, arrancando um suspiro dele e um sorriso de satisfação dela. Com uma das mãos, Theodora começou a ir e voltar pelo membro de Kanon, não tirando a sua língua da posição inicial. A loira chupava com vontade a glande, colocando mais e mais do homem dentro de sua boca. Ele segurou os cabelos da moça, incentivando o ato e forçando-se um pouco mais para a garganta da enfermeira. Ela sentia os reflexos do seu corpo, mas não queria parar. Sua vontade crescia cada vez mais, engolindo Kanon freneticamente, parando de vez em quando com movimentos circulares na cabeça da genital. Ele mordia um dos seus dedos para não soltar um gemido maior, que pudesse denunciar a presença dos dois ali. Ele estava sentindo que poderia chegar em seu ápice, e sussurrou para a garota parar.
Ela subiu para perto do rosto de Kanon e os beijos continuaram. Ele levava aos poucos Theodora para mais perto do aparelho de tomografia, parando com o encontro do corpo pequenino com a máquina hospitalar. Ele pediu para que a moça virasse e ficasse apoiada, seguindo com os beijos no pescoço e nos ombros da funcionária. Seus dedos matreiros arriaram a peça íntima da mulher e levantaram a sua saia de novo. Ela ofegava com os toques, Kanon tinha certa aptidão para a masturbação feminina, chegando morosamente no ponto mais sensível de Theodora. Sua mão não tinha pressa, provocando-a com a introdução de um dedo ou dois de vez em quando. Ele massageava a região íntima da enfermeira com maestria, tirando gemidos profundos da loira.
Kanon pediu o preservativo e foi atendido prontamente, ele sempre gostou da rapidez de Theodora com certos assuntos. Não pensou duas vezes e penetrou-a, fazendo com que ela gemesse mais alto.
– Ah, Kan... – Sua mão tapou a boca da menina de forma grosseira. Ele continuou a penetração vagarosamente, utilizando a outra mão em um dos seios de Theodora.
– Shh, Dora... Você não quer que ninguém nos pegue aqui, quer? – Ele não parava de provocar a garota. Ele estocava seu pênis na enfermeira, retirando devagar logo em seguida. Uma das pernas dela já estava apoiada na pequena maca que compunha o instrumento de diagnóstico por imagem. – Se você continuar assim eu vou ter que parar... E você não quer que eu pare, quer? – Ele mordeu de leve o lóbulo esquerdo da mulher. Seus gemidos abafados excitavam ainda mais Kanon, que continuava introduzindo seu órgão de forma rápida e retirando-o lentamente. A mão que estava segurando a mama de Theodora pegou uma das mãos dela e guiou os dedos raquíticos em sua própria intimidade. Ela continuou tocando-se, enquanto Kanon acelerou o ritmo da penetração. Quanto mais ela ameaçava em gritar, mais ele calava os gemidos da moça.
Ele decidiu trocar a mão que usava como bloqueio para os suspiros altos de Theodora e levantou mais a perna dela, tendo mais espaço para seu pênis invadir furiosamente a intimidade da menina. Ela não sentia dor, pelo contrário; suas pernas já se estremeciam, anunciando um orgasmo intenso. Ela aumentou o ritmo da masturbação e sentia seus dedos cada vez mais molhados, apertando a mão de Kanon como se fosse um aviso entre os dois. Ele decidiu segurar o rosto da garota com mais força e violência e continuou com as investidas, deixando Theodora tonta pela falta de ar e gemendo descontroladamente. Ela sentia as contrações de prazer tomarem o corpo por completo, momento que perdurou bastante. Logo em seguida, Kanon manifestou que não ia conseguir segurar mais, gozando de forma vigorosa. Ele não descobriu a boca da menina por um segundo.
O ritmo dos dois corpos voltou ao normal progressivamente, dando espaço para carinhos mais românticos. Eles vestiram as suas roupas novamente, Theodora tentava arrumar o cabelo e diminuir um pouco a sua cara de “acabei de fazer sexo” para voltar ao seu posto de trabalho.
– Eu gostei da recompensa, Dora. – Ele sussurrou. – Espero que você me dê mais tapas daqui pra frente.
Ambos riram com a situação toda. Kanon saiu astutamente do lugar, como se tivesse acabado de roubar uma casa milionária e não queria levantar suspeitas. A enfermeira saiu logo em seguida, disfarçadamente trancando a sala e assoviando tranquilamente para o nono andar.
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