Madness

30 A Pergunta


Notas iniciais
OI GENTE perdão a demora! hoje é capítulo é XXX OU SEJA OU SEJAAAA XXX É COISA BOA É HENTAI É VIDA É TUDO mentira asuehuaehuasheuahes nem tem MAS! espero que gostem! um grande beijo!

Enquanto aguardava, Saori procurou contemplar mais o quarto dos dois irmãos. Era tudo muito limpo e organizado, semelhante ao antigo apartamento de Kanon. Ela sentiu a textura das camas e parou quando viu algumas vestes dobradas em um dos colchões. Era uma camiseta branca e uma calça jeans azul clara, aparentemente gasta pelo tempo.

A mimada aproximou-se, segurando a intensa vontade de pegar as roupas nas mãos. Ela não sabia dizer quem era o dono da vestimenta, mas... E se fosse Saga? Ela poderia sentir seu cheiro... E se ela cheirasse rapidamente a camiseta? Ninguém notaria. Não, aquilo era arriscado demais... E elas poderiam ser de Kanon. O que deixava tudo menos excitante. Ela se afastou rápido quando ouviu passos em direção ao quarto.

– Desculpe a demora, Saori... – O homem entrou e devolveu a bebida para a patricinha. — Meu irmão não queria largar a garrafa por nada. – Ela riu e agradeceu em seguida, sorvendo mais um gole e escondendo a breve agitação do quase flagra.

– Eu estava olhando como vocês dois são ajeitados... Até arrumam suas roupas!

– Ah! – Saga recolheu as peças, jogando-as dentro de um guarda-roupa na parede direita do aposento. – Eu esqueci de guardá-las hoje de manhã. Kanon me levou em uma padaria aqui perto e aproveitou pra me mostrar o bairro. — A menina sentiu sua expressão cair em desgosto. Valeria o risco de cheirar a camiseta, no final das contas. – Você pode sentar, se quiser. Juro que não cobramos nada!

Ambos riram, acomodando seus assentos no leito fofinho. Saori entrou em estado de alerta ao ver Saga um pouco mais perto que o costume. Ela decidiu não encarar o homem por muito tempo, virando-se para as portas do guarda-roupa.

– Pois é, Saga... Nós precisamos providenciar novas roupas para você. Deve ser chato usar algo que não é realmente seu.

– Eu não me preocupo com isso, de verdade. Eu quero juntar um dinheiro e, depois disso, eu penso em roupas... Primeiro eu preciso conseguir um emprego legal, sabe? Não quero ficar nas costas do meu irmão...

– Eu te ajudo. A gente pode comprar juntos! Não sei se você sabe, mas eu sou expert quando o assunto é moda... – A patricinha sorriu com as gargalhadas do grego.

– Disso eu tenho certeza! Seus palpites serão valiosos! Mas, não se preocupe... Você já me ajudou o suficiente...

– Não. Quer dizer, eu não acho que te ajudei o suficiente... Você fala como se eu estivesse fazendo caridade e não é o seu caso.

– O que é, então? – Saga fitou bem os olhos claros da moça. Aquela aproximação não estava fazendo muito bem para a sanidade de Saori.

– Eu... Gostei do jeito que você resolvia rápido aqueles cubos. – O antigo interno riu novamente. – Falando nisso, Saga... Você acha que poderia me ensinar a jogar xadrez um dia?

– Você não sabe jogar xadrez? – Ele perguntou, com certo sobressalto em sua voz. Saga sempre imaginou que esses riquinhos eram os mais inteligentes da sociedade... A japonesa provavelmente deve ter percebido, pois ficou acanhada depois da pergunta. – Claro que eu te ensino! Só não sou muito bom... Mas prometo que te passo todos os meus truques!

– Obrigada... Ah, e eu tive uma idéia ótima quando você estava no hospital, porém eu não sei se o Kanon ia deixar... – A garota tomou mais vinho, preparando-se para executar outro plano de sua cabecinha lilás.

– Qual idéia?

– Quando você teve aquela crise com o Shaka e foi dopado por alguns dias, a Doutora Milla e o Doutor Mu ficaram sem saber o que fazer para te ajudar. Pra ser sincera, todos nós ficamos desesperados com a sua situação. Nós começamos a pensar em várias alternativas para a sua melhora... E eu propus uma viagem com você para uma casa de férias que minha família tem na Ilha Creta. Para você descansar e sair um pouco do Instituto, sabe? Mas você estava muito debilitado e, enfim... Ninguém imaginou que sua recuperação poderia ser tão rápida! É uma pena mesmo ele não deixar... – Mais um pequeno gole de vinho e Saori sentiu-se corajosa o suficiente para usar um tipo de fisionomia tão famosa quando o seu sorriso: o olhar do cachorrinho perdido. Era um misto de súplica com lamúria e uma pitada de perspicácia, que terminava nos arcos levemente puxados pra baixo que viravam os seus lábios.

– E por qual motivo meu irmão não deixaria? Digo, por qual motivo eu não iria? Se já estou saudável...

Sucesso. Aqueles olhinhos puxados sempre funcionavam quando agiam assim.

– Sim, mas eu temo por ele. Kanon não vai achar bacana te ver tão longe e com pouco tempo de reabilitação...

– Eu não preciso da permissão dele. – Saga jogou, com um pouco de deboche até. – Para todos os efeitos, nós podemos conversar com ele, tudo bem?

– Tudo ótimo! Você vai adorar, Saga... É uma casa grande, bem perto da praia...

– O que nós faríamos nesta viagem? Já está planejando algo?

O homem perguntou de forma inofensiva. Entretanto, a menina tinha as piores intenções na mente. Uma série de cenas libidinosas preencheu a sua imaginação.

– Ah, nós podemos jantar e conhecer a Ilha. Existem várias atrações turísticas por lá. Ficaríamos alguns dias para aproveitar bastante...

– Hum... – Talvez Saori não fosse a única com pensamentos pervertidos na cabeça. – Só isso?

A patricinha arfou levemente, ainda imersa em fantasias com Saga. Um olhar reluzente e carregado em luxúria manifestou-se em seu pequeno rosto e, naquele momento, foi difícil manter o controle. Principalmente depois de observar Saga molhar os lábios e mordê-los, igualmente atraído por aqueles olhos.

– Você tem alguma sugestão? – Ela disse, tão baixo que mais parecia um gemido.

– Eu tenho várias... – Aquilo parecia um sonho, mas Saori não estava delirando. Ela pode sentir a face de Saga se aproximar cada vez mais...

Eles finalmente iriam...

– Pelo amor de todos os deuses, Mikla! Eu não tenho que dar satisfações pra você! – Os gritos do irmão mais novo ecoaram pelo curto corredor, tirando o quase casal daquele transe. – É isso daí mesmo, tá legal? Comi todas elas, comi cada uma em cada corredor desse maldito lugar!

– O que está acontecendo?! – Saori indagou. Sua fala saiu como se ela estivesse assustada mas, na verdade, ela estava furiosa.

– Mikla, não sei de onde você tirou essa idéia maluca de que é minha namorada ou algo do tipo! Já te falei que não quero namorar ninguém e pronto!

– Acho que a Doutora Mikla descobriu alguma coisa lá no Instituto. – Saga disse, olhando para a direção da voz. – Nossa, ele parece nervoso mesmo.

– Escuta aqui, Mikla... Faça o que você quiser porque eu não vou mais ficar com você! Não sou uma propriedade sua!

– É... – A garota também prestava atenção na briga. Possivelmente o seu desejo era que a gritaria terminasse logo e ela pudesse voltar para onde os dois pararam. – Ele está bem bravo.

Um barulho no chão e vidros sendo chocados fazia parte daquela orquestra de rugidos.

– Ah, que saco! Você me fez derrubar o controle no chão! – Uma pausa na frase. – É mesmo? Nossa, mas como eu estou preocupado com isso! Sério! Pouco me importa com quem você fode aí dentro!!! – Mais uma pausa. – É, vá você também!

– Eu acho melhor ver o que está acontecendo. – Saga rompeu o silêncio no quarto. – Ele pode quebrar alguma coisa.

– Saga, espere... – Saori tocou seus dedos no braço do homem e ele voltou a encará-la com a sua visão azulada. Ela ia perguntar uma coisa, mas acabou perdendo a valentia num segundo.

– Essa moça é... Alguma ex-namorada dele?

– É mais uma das vítimas que ele arranjou no hospital. – O grego sorriu. – A Doutora Mikla é a pior delas, na verdade. Ela já ficou com várias pessoas do Instituto, inclusive pacientes...

– Jura?!

– Sim. Só que aí ela conheceu Kanon e agora está bem obcecada. – Mais um sorriso surgiu no rosto de Saga. Saori poderia ficar ali, o dia inteiro, apenas admirando...

– Entendi. Bom, se é assim, acho melhor nós verificarmos como ele está.

A dupla saiu do quarto e caminhou para a sala, Saori indo na frente e escondendo bastante a sua cara de decepção. Aquela seria a oportunidade perfeita para matar a fome que ela sentia em desejar Saga, tão avidamente.

– Kanon, você está bem? – Saga questionou, observando o seu gêmeo concentrado e mexendo nos pequeninos botões do controle do video-game.

– Estou ótimo. – Ele ironizou. – Quase quebrei essa porcaria. Eu juro, Saga... Eu não entendo essas mulheres.

– Provavelmente ela ficou chateada porque você fez questão de se atracar com todas que vestiam saia no hospital, Kanon.

– Hey! – O mais novo cravou seus olhos em Saga. – Eu não tenho culpa! Já falei mil vezes pra ela que não queria compromisso!

– Tudo bem, mas isso não é desculpa para agir da forma que você age. Não é mesmo, Saori? – O ex-interno voltou-se para a patricinha. Ela sentia seu coração bater mais forte quando ouvia Saga falar seu nome.

– Sim. Nós não somos difíceis de entender, Kanon. E, sei lá, eu acho que ela gosta muito de você e sente ciúmes, só isso.

– Aham... – Kanon ousaria usar a malícia mais uma vez. Sua feição travessa para o parzinho na sua frente já indicava isso. – Vocês dois, como estão? Já conversaram bastante?

– Não muito. – Saga disse. Saori não conseguiria ficar mais vermelha de vergonha naquele momento. – Esse seu berreiro nos atrapalhou.

– Ah, perdoe-me. Não foi essa a minha intenção. Inclusive, eu ia comprar algumas coisas no mercado, assim vocês poderiam ficar mais à vontade... – Ele continuava espiando de um modo sacana. – Não é bem melhor conversar com Saga sem se preocupar com o tempo, Saori?

– S-sim... – De fato, a menina estava até quente de tanta timidez. – E-eu até queria te fazer um pedido...

– Senta aqui. – Kanon deu umas palmadinhas no sofá. – Vamos conversar.

– Não é um pedido. É apenas um comunicado. – Saga não esperou o mesmo convite sem-vergonha de Kanon, encostando-se do lado esquerdo do irmão. Saori, mais embaraçada do que nunca, acomodou-se na outra lateral.

– Você se lembra daquela viagem que eu comentei no Instituto, Kanon?

O Sous Chef embruteceu a cara. Ele já sabia qual seria o pedido da japonesa.

– Lembro.

– Então... Eu queria saber se nós podíamos... Viajar juntos? Eu e seu irmão.

– Se eu não deixar, o que acontece?

– Eu vou do mesmo jeito. – Saga disparou.

– Como é que é?! – Kanon proferiu, indignado.

– Qual é o problema em ir?

– O problema, seu idiota, é que você acabou de sair de uma internação de 10 anos! – O nervosismo com Mikla não chegou nem perto do que Kanon estava passando agora. – Até pouco tempo atrás você queria matar pessoas, Saga!

– Mas agora eu não quero. Não estou mais assim. E a idéia dela é boa, ok? Seria legal descarregar um pouco o tempo todo que fiquei hospitalizado.

– Kanon... – Saori procurou ficar calma e ser pacífica em sua solicitação. – Não serão muitos dias, eu prometo. E não ficaremos longe também, não demora tanto tempo indo de avião. Por favor... Você não acha que Saga merece um pouquinho de férias?

– Ah, que coisinha mais fofa. – Kanon zombou, usando sua voz fina de chacota. – Eu fiquei malditos 6 anos na prisão e nunca me apareceu uma mulher me oferecendo férias! Só aqueles marinheiros e tenentes loucos me querendo como a putinha deles! – Ele largou o controle do eletrônico na mesa de centro, já maltratada pelo stress do seu dono. – Parece que vocês não entendem a minha preocupação! E também não entendem que eu tenho direito de aproveitar um pouco da companhia do meu único parente vivo!

Saga fitou Saori na hora e, ali, eles permaneceram conectados. Aquele poderia ser o momento aguardado por muitos e, talvez, o mundo acabaria depois daquelas palavras. Kanon estava desabafando.

– Irmão... – Saga continuou. – Nós teremos todo o tempo para aproveitarmos, sim? Eu sei que foram 10 anos longe de mim e você foi o único a me visitar e me acompanhar todos os dias, devotamente. Eu não tenho palavras para agradecer o seu carinho... Sério! Pense que eu não ficarei muito tempo fora e é só para ver um pouco a praia! Lembra-se da última vez que fomos juntos? Com a Mamá...

– Sim... – Kanon olhava um ponto qualquer no meio da sala. – Nós devíamos ter o quê? Uns 7 anos... Depois disso eu vi muito a praia, né. Fiquei trabalhando no Porto...

– Exato. Eu não vejo o mar desde aquele dia... – Sua tristeza na voz era clara. – Eu prometo que voltarei. São e salvo.

– Tá, que se dane! – Kanon cruzou os braços, evitando que a sua sensibilidade ficasse muito óbvia. Ele não queria transparecer sua comoção nesta breve lembrança de Saga. – Se é pra você tirar esse teu atraso, que seja de um jeitinho romântico.

– Kanon... – Saga o reprovou com o olhar e Saori não estaria, em nenhuma outra situação, mais constrangida que aquilo. – Vai ser rápido, juro. Muito obrigado pela sua... Autorização. Saiba que eu iria de qualquer forma, mas é importante quando você concorda comigo. Não gosto de fazer algo que te contraria.

– Eu só tenho uma condição para esta viagem.

– Qual? – Saori e Saga questionaram em uníssono.

– Você precisa avisar a Doutora Milla e o Doutor Mu antes de ir para qualquer lugar. Eu não vou me responsabilizar caso algo de ruim aconteça com você.

– Nossa, Kanon... Relaxa! Vai ficar tudo bem! Fique tranqüilo, eu peço outra permissão para os meus dois médicos, ok?!

– Que seja... Eu não vou me preocupar com isso mesmo, sem essa. Isso não é problema meu. Jamais. Não vou tomar isso para mim. Esquece. – Ele balançava a cabeça negativamente, de braços ainda cruzados. Kanon poderia tentar, mas ele nunca conseguiria não se importar com Saga.

O mais velho abraçou fortemente o irmão, que fazia uma careta cômica de nojo. Saori aproveitou para agradecer e sorrir para ele também. Kanon parecia um crápula, mas estava bem longe disso.

Todas as cenas afrodisíacas com Saga voltaram com força para a mente da menina que, sem sombra de dúvidas, aprontaria a viagem para o mais rápido possível...

Notas finais
correria da porra aqui no serviço qisso gente