Madness

31 A Incerteza


Notas iniciais
oi povo bonito! boa tarde! ausehuaheuhase 1895476258 perdões pela demora, mas é que tive uma final de semana super cheio e isso me atrasou para escrever... enfim gostaria de avisar que nos próximos capítulos vai ter bastante saga x saori ausehuaheuhae bom, já que esse era o propósito da fic desde o começo :3 como algumas partes BEM interessantes estão chegando, provavelmente eu demorarei mais para postar, já que escrevo bastante no serviço e não dá pra fazer as cenas ~hot~ aqui no ambiente né UHSAEUHASU já fico nervosa escrevendo as partes normais :P mas eu juro que é pra ficar bem bacana mesmo! um grande beijo pra todo mundo! :*

Roupas. Roupas e roupas e mais roupas estavam separadas por vários cabides e estavam delicadamente presas nos finos braços de Saori. Ela sorria moderadamente enquanto fitava outras vestes; Saga só observava e acenava positivamente para as dicas de moda da garotinha. Ele também carregava algumas camisetas e calças e, olhando por cima, sabia que não ia usar nem metade daquilo. Decidiu ficar quieto e acompanhar a fashionista, apenas para não magoar os sentimentos da japonesa.

– Veja, Saga! – Ela puxou uma camisa social branca de um dos cabideiros. – Vai ficar lindo em você! Uma roupa mais formal, quem sabe pra algum jantar lá na Ilha... – Passaram-se alguns dias desde a proposta de Saori para a Ilha Creta e ela se sentia cada vez mais próxima do seu objetivo. Ela estava cheia de flertes e, aparentemente, era tudo muito recíproco. – O que você acha?

– Ahn... Sabe o que é? – O mais alto coçou a cabeça, desajeitado. Aquela quantia de roupas praticamente idênticas estava incomodando um pouco a sua normalidade. Sem contar o valor altíssimo de todas. – Eu estou fugindo um pouco do branco. Fiquei um bom tempo só usando essa cor e ela me dá arrepios às vezes.

O par riu, alto e gostosamente.

– E qual cor você gosta, Saga?

– Eu gosto de... – O grego parou um pouco. – Azul-marinho.

– Azul-marinho? – Saori fez uma cara de estranheza.

– Sim! O azul-marinho é uma cor escura, mas não chega a ser tão escuro quanto o preto. Ou seja... Ela é séria, porém sem ser completamente séria. Entende? – A menina meneou a cabeça num típico ato de quem não tinha compreendido nada. – Acho que ela combina comigo. E com a cor do meu cabelo.

– Acho que qualquer coisa combina com a cor do seu cabelo, Saga. – Realmente, ela não estava mais economizando nas indiretas. – Se é assim, eu prefiro usar rosa. Assim combina com o meu cabelo também!

– Rosa é uma cor ótima para você, Saori. É alegre e chama a atenção de todo mundo.

– Vou encarar isso como um elogio. – A moça sorriu para Saga. Ela virou para outro corredor, encarou uma fileira de roupas dobradas e apontou eufórica para uma pilha delas. – Olhe, Saga! Camisetas azul-marinho!

– Saori... – O ex-capitão acompanhava a menina remexer em várias peças, procurando o número específico de Saga. – Você não acha que elas são muito caras?

– Não se preocupe com o preço, Saga. Só quero que você ache algo bacana! – Ela pegou outras duas camisetas e mais uma blusa e puxou a mão do homem, fazendo uma corrida engraçada até um dos provadores. – Venha, vamos começar a experimentar tudo!

Ela jogou os trajes em uma das poltronas da loja, separando alguns conjuntos para Saga. A neta do Sr. Kido era, de fato, entendida de moda. Combinava uma calça de certa cor com uma camisa de outra, juntando as partes de um quebra-cabeça cheio de estilo.

Encabuladíssimo, Saga recebeu o primeiro agregado de roupas e dirigiu-se para o provador. Uma roupa mais formal e cortês. Não. Melhor vestir outra coisa. Uma camiseta amarela e uma calça jeans rasgada? Também não. Péssimo. Saori desaprovava algumas e ele desaprovava outras. Uma jaqueta com a estampa militar. Ele tinha gostado! Mas ela achou aquilo cafona. Ainda mais com um tênis de cores totalmente diferentes. Próximas roupas. Nada de camisas brancas! Mas ele poderia vestir outra calça com a camisa branca. Melhor não! Era engraçado... Como ficavam justas aquelas camisetas no corpo de Saga... Saori dava risadinhas de desejo. Ficou imaginando-o sem roupas... Finalmente, a camiseta azul-marinho. Era perfeita.

– Eu te disse que essa cor era legal. – Saga dizia, olhando-se no espelho da cabine.

– Parece que ela foi feita para você. – A mimada não teria rosto o suficiente para agüentar um sorriso daquele tamanho. – Vou colocar no monte do “vamos levar”!

– Bem, algumas ali eu ainda preciso repassar...

– Ah, não precisa repassar nada! Confia em mim! – Ela foi em direção ao restante das peças, escolhendo mais algumas para o antigo interno. Quando voltou, uma fresta na porta quase fechada do provador causou um arrepio por todo o seu frágil corpo.

Saga mantinha os olhos na camiseta recém tirada, atentando-se em alguns detalhes na costura. Seu longo cabelo estava puxado para um lado, expondo grande parte do seu torso contra o espelho. O tórax, completamente nu, era demarcado pelas inebriantes curvas de músculos; os braços igualmente robustos tinham mais brilho por conta da luz forte. As costas eram largas e algumas cicatrizes e marcas na epiderme clara deixaram Saori a ponto de enlouquecer de tanta excitação.

– Saori? – Ele perguntou, assustando a garota e trazendo para a realidade a sua mente intoxicada pela libido. Ela saiu rapidamente do campo de visão da lacuna, segurando com uma das mãos os pequenos lábios trêmulos.

– S-Sim? – A japonesa levou os trajes separados anteriormente para a porta e Saga pegou-as de forma serena. – Desculpe a demora. Acho que essas são as últimas!

– Ufa! – Sua voz grossa estava abafada dentro do cubículo. – Achei que não ia acabar nunca!

– Não exagera, vai! — Saori riu, ainda alterada com tudo. – Você está com fome, Saga? Podemos almoçar em um restaurante próximo daqui...

– Eu aceito. – Ele saiu do provador, exuberante em uma camiseta pólo vermelha e uma calça jeans bem escura. – Gostei dessas.

– Eu também. – A menina recebeu o sorriso de Saga e corou violentamente com isso. – Vamos! Preciso comprar algumas malas e outras coisas, quero que você viaje com tudo novo!

– Poxa, Saori... Desse jeito eu me acostumo mal. – Outro sorriso saiu. Ela não era a única com tal singularidade. – Essas outras roupas são para quem?

– Seu irmão. Como vocês possuem o mesmo corpo, eu achei melhor levar um agrado. Você acha que ele vai gostar?

– Não sei. – Saga deu de ombros. – Não que ele mereça muito, mas enfim...

As gargalhadas continuaram animando a dupla. Cada risada atingia diretamente o coração de Saori, que sentia-se mais apaixonada que nunca.

~

O casal de médicos apareceu pontualmente no escritório, recebendo com um golpe o aroma de canela e outras especiarias. A recepcionista baixinha acolheu os dois e dirigiu-se para a porta do indiano que, dentro de sua própria mente, se perdia nas famosas e costumeiras meditações.

– Senhor Siddhartha?

– Sim? – O loiro permanecia com os olhos fechados e sentado em suas próprias pernas, no chão do cômodo.

– Os doutores do Instituto estão aqui para uma visita.

– Obrigado, Padma. – Ele apontou com a palma aberta para a sua frente e esticou os lábios num riso contido. Os olhos continuavam cerrados. – Podem se sentar.

A Doutora Milla encarou Mu na hora, procurando um pouco de proteção em seu rosto. Ambos estavam meio perdidos com aquilo tudo.

– Chegamos numa hora ruim? Podemos voltar outro dia, se quiser. – A psicóloga quebrou a quietude da sala.

– Não, não é necessário. Eu estava esperando vocês. – O budista apertou mais as pálpebras e levantou o indicador. – Só me dê um momento.

– Sim. – A Diretora fitou novamente Mu, que mexeu os ombros sem entender nada. Shaka inspirou e expirou profundamente por algumas vezes, ainda concentrado em seu pensamento.

– Eu estou sentindo uma energia estranha aqui. Está na direção de vocês.

– Como? – Mu aproximou suas pintas na testa, em sinal de dúvida.

– É diferente. Uma aura diferente. Antes tinha uma tensão sexual muito firme entre vocês mas, agora, parece que está modificada.

Doutora Milla passou as mãos pelas coxas, envergonhada com aquela frase. Estava tão na cara que os dois se gostavam? Ela só reparou no tibetano e na piscada marota em sua trilha.

– O bebê. O bebê está chegando. Eu sinto isso. – O indiano disse.

– Ahn?! Como assim?!? – A médica indagou apavorada. Mu ficou igualmente alerta e aterrorizado pela declaração.

– Shh, silêncio. – Shaka pousou o dedo sobre a boca. Depois de alguns momentos de tensão, ele abriu os olhos. – Ele está vindo.

– Eu não te entendo! A gente...

– Não, não é nada com vocês! Minha esposa está grávida e próxima de dar à luz. Acredito que será logo. – Ele sorriu e se levantou, do mesmo jeito rápido e sagaz de sempre. Começou a servir algumas xícaras com o seu famigerado chá.

– Que susto, Senhor Shaka. – Doutora Milla soltou, com alívio. – Não sabia que você era vidente também.

– E não sou. – Ele colocou os objetos de porcelana na frente do casal, bebendo a sua porção logo em seguida. – Porém, eu sinto as oscilações de energia quando estou conectado a alguém. É algo da minha cultura e da minha religião e vocês, ocidentais, não saberão entender. Agora, me digam... Qual é o motivo dessa visita tão repentina? Padma me disse que vocês ligaram e eu fiquei bem surpreso.

O budista poderia ser o melhor mentor espiritual de todos, mas não perdia a sua arrogância. Talvez ele pudesse se sentir assim, já que auxiliou em um caso praticamente perdido e curou uma pessoa tão enigmática como Saga.

– Ok... – O psiquiatra continuou, meio ressabiado. – Nós estamos aqui para falar de Saga. Melhor, viemos pedir um conselho relacionado à sua nova rotina.

– Farei o que for preciso para ajudar da melhor forma, Doutor Mu.

Shaka também tinha essa mania tão formal de dizer as palavras.

– Nós estávamos pensando... Eu e Milla... – O tibetano intercalava a sua atenção entre o loiro e a sua amante. – Quer dizer, nós já deixamos, mas precisamos saber primeiro de você... Sabe como é, já que não cuidamos sozinhos do Saga e...

– Senhor Shaka, a Saori nos pediu para viajar com ele durante alguns dias. – A Doutora Milla interceptou. – E, sinceramente, eu não sei se foi uma boa idéia autorizar essa viagem.

– Bem... – O loiro tomou mais um gole do chá. – É uma atitude arriscada. Entretanto, ela é necessária. Pelo menos para sabermos como ele agirá no mundo real, fora do conhecimento que ele possui e permaneceu durante uma década.

– Sim, mas eu sinto que se ele ficar totalmente sozinho e longe de nós, será um ato imaturo de nossa parte. – A Diretora esmoreceu depois daquela fala. – Você me entende?

– Compreendo perfeitamente, Doutora Milla. Se essas dúvidas existem em sua mente, por qual motivo permitir que Saori faça essa viagem?

Dessa vez, a mulher não saberia responder. Mu mordeu o lábio superior e decidiu continuar o diálogo. Ele não gostava de ver a sua doutora naquele estado.

– Eu fui o responsável por isso. Eu dei passagem para que Saori pudesse completar essa viagem. Veja, Shaka... – O médico arrumou-se mais no tapete hiper colorido do lugar. – Eu acompanho Saga durante um bom tempo e nunca, em todo esse período, o vi tão bem como nas últimas semanas. Eu confio nele... Como confiei no seu trabalho e percebi que os resultados foram ótimos. Por qual motivo não deixar o pobre viajar um pouco?

– Eu não vejo problema. Na verdade, os únicos que estão em conflito aqui são vocês dois. Típico no começo de um relacionamento. – Shaka terminou a sua bebida para prosseguir com o assunto. – Doutora, a senhora acredita que Saga poderá ter novas crises, é isso?

– Sim.

– E o senhor, Doutor Mu, acha que nada disso poderá acontecer?

– Sim.

– Certo. E se vocês deixassem uma equipe de prontidão na viagem, caso algo aconteça? Foi assim comigo, não foi?

O tapa foi invisível, mas bem sentido por ambos. Como ninguém tinha pensado nisso antes?

– Nós não temos como deslocar os funcionários do Instituto, Senhor Shaka. – A médica disse.

– Vocês podem pedir para Saori. Como se fosse uma condição.

– Pedir para que ela contratasse enfermeiros? É isso? – Dessa vez era Mu quem procurava entender.

– Sim. Aposto que ela não pensaria duas vezes em fazê-lo. Do jeito que ela está apaixonada por esse homem...

– Exatamente, Senhor Shaka. Ela vai odiar quando souber que precisa levar outras pessoas nesse passeio.

– Eu conheço bem a Saori. Ela faz tudo que precisa para conquistar seus objetivos. Peçam isso e, caso ela negue, é só cancelar a viagem. – O budista ergueu-se do chão. – Isso se ela negar... Tenho certeza que não. Ou é isso, ou meu nome não é Siddhartha.

O casal entreolhou-se e o trio caiu na risada, principalmente pela forma como Shaka se expressou.

– Se ela não quiser, eu juro que volto aqui e mudo o seu nome. – A Doutora Milla brincou, se despedindo com um aperto de mão. Ela ainda não conseguia acreditar que Shaka poderia ser indiano e, ainda por cima, tirar sarro da cara de todo mundo daquele jeito.

– Obrigado, Senhor Shaka. Eu sabia que nós teríamos respostas vindo até aqui. – Mu também aproveitou a oportunidade para se despedir.

– Não se preocupem. Como já disse, farei o que for possível para ajudar Saga. Minhas vibrações estarão em sintonia com ele para que tudo dê certo.

Parecia que não porém, naquele momento, praticamente todos torciam para que tudo ocorresse naturalmente na grande viagem de Saori.

Notas finais
saga mds me come dentro do provador pls