Madness

45 A Invasão


Notas iniciais
OI POVO LINDOOOOAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHBUEHUGHEUHGUEUAGEUGASUBEBUAUSEGUAHESBUH gente eu to INFARTANO EU QUERO MORRE TO TENTANO FAZE DIETA KD Q MINHA MAM AJUDA. afff gente pq isso parei UHSAEUHASEUHS BOM! eu estou postando hoje e não amanhã ou outro dia (?) pq sei lá, fiquei com um pesinho na consciência por ter atrasado o último capítulo, eu sei que foi por conta da manutenção e etc mas ahhh, já tá pronto o capítulo, pq não postar? :) então lá vai hehehehehe eu queria fazer uma pergunta para vocês, se possível eu gostaria que me respondessem! se depois de terminar essa fic, tipo assim sei lá, eu postasse uma história original (algo que não tenha nada a ver com Saint Seiya), vocês leriam? pufavo diz que sim :( um grande beijo pra todo mundo! agora eu vou trabalhar pq né tá fácil pra ninguém não nasci rica pq EU PEDI PRA DEUS PARA QUE EU PUDESSE TER AS MELHORES EXPERIÊNCIAS, SER HUMILDE E NÃO ME APEGAR AOS ITENS MATERIAS. teucu aff obs.: lembra quando eu falei que a fic não ia ter final feliz? a desgraça já começa de agora :***

O italiano subiu as escadas do prédio corroído pelas traças e velhice. Era um lugar imundo e bem afastado do Centro de Atenas, quase chegando à outra cidade. Mas isso não parecia incomodar o homem. Ele cantarolava um som qualquer com gemidos roucos.

– Amigos! – Máscara entrou no apartamento sujo, jogando algumas sacolas com frutas e mantimentos na mesa caindo aos pedaços. – Que bella manhã, huh?! Me dá vontade de dançar a tarantella! – Ele fez os movimentos chistosos na frente de Afrodite, que permaneceu no sofá verde-encardido e lançou a sua melhor cara de tédio para o comparsa.

– Às vezes essa sua animação me irrita.

– Caspita! Que mau humor é esse? Somos procurados pela Grécia toda! Vamos, ponha logo no noticiário! Quero ver o meu rostinho maravilhoso na televisão!

– Pelos deuses, Máscara... – Afrodite foi empurrado para o lado, liberando espaço para que o outro pudesse assentar. O televisor foi ligado em seguida. – Não tem nada de bacana nisso. Se você tivesse seguido o meu plano, tudo seria melhor. Agora estamos nessa maloca há uma semana e sem fazer absolutamente nada!

– Ah, pare de choramingar! Está tudo nos conformes! Não é mesmo, Grande Mestre?! – O carrasco passou um dos braços no apoio do estofado, encarando o ex-capitão. O grego estava sentado em outra cadeira, um pouco mais afastado e quase virado para a parede. Seus olhos vermelhos cravaram-se diretamente no colega, causando-lhe arrepios. O mesmo sorriso insultante abriu sua feição demoníaca e ele soltou um riso fraco.

– Quem sabe a gente não consegue sair dessa toca. – A voz grave e áspera penetrava o cérebro de qualquer um que ouvisse. Era horrível. O total oposto do que Saga foi um dia. – Nós já temos as armas, certo?

– Claro. – Máscara da Morte levantou-se e seguiu para o quarto emporcalhado. – Temos armas, temos uma estratégia, temos tudo!

– Essa sua... Estratégia... – A entidade também se elevou, acompanhando o italiano. – Não serve nem pra limpar o meu vômito.

– Ma che baboseira é essa?! Não tem como errar com o que eu fiz!!!

– Está uma merda e você sabe disso. – O Grande Mestre voltou para a sala, caçando uma maçã na sacola de frutas. Ele mordeu a pobre como se um animal estivesse devorando a caça. Sua alimentação era feroz desde a fuga do manicômio de Atenas.

– Ora... O que faremos, então?

– Me dê aquele esquema ridículo que você fez. Vamos.

Máscara da Morte remexeu a pilha de coisas que estava dentro de algo parecido com um guarda-roupa. Puxou uma maleta preta que continha três armas, alguns silenciadores e outros acessórios. Um pedaço de papel manchado foi resgatado do pequenino bolso interior. Ele levou tudo para a mesma mesa carcomida do primeiro cômodo.

A folha cheia de anotações foi esticada na superfície e todos se aproximaram.

– Veja, é muito simples: nós ficamos de tocaia na parte de trás da casa e esperamos. Quando ele entrar, nós pulamos o cercado do muro, chegamos na entrada da cozinha, matamos as duas ou três empregadas que ele deve ter, subimos, matamos ele e a mulher dele. Capisce?

– Por mim, tudo bem. – Afrodite deu de ombros.

– Pular a droga do muro? – O antigo interno perguntou de forma sarcástica. – E morremos com o choque? Da cerca?

– É... – Máscara coçou a cabeleira azul. – Não pensei nisso.

– Mesmo se não fosse assim... Provavelmente deve ter um tipo de alarme lá. Lembro-me que ele sempre foi precavido com a sua segurança... – O outro caráter de Saga fitou pela janela um alvo longe, na imensidão do céu. Como se tivesse rememorado alguma cena. – Nós temos que cessar a eletricidade.

– Ok. Nós cortamos os fios da caixa de força. Sem problemas.

– Se chegarmos matando todo mundo, com certeza ele ouvirá. Alguém tem que manter a empregada dele quieta para que os outros dois possam subir. Ele não tem duas ou três.

– Eu não sabia que você tinha tantos detalhes da vida dele, Mestre. – Afrodite disse, mas se arrependeu depois. O olhar furioso do homem era forte o suficiente para deixar qualquer um assustado. Seu sorriso maléfico voltou para contrastar a sensação de terror.

– Nós éramos próximos. Um general precisa manter seus subordinados perto... Ou não?

– Tá, tá, olha... – Máscara gesticulou de um jeito siciliano. – E se o Afrodite entrasse antes, huh? E ela abre o portão da cozinha pra gente.

– Perfeito. Lá dentro nós resolvemos o resto. Já que vocês estão pouco se lixando com tudo mesmo... – O grego roçou os dedos em uma das pistolas, pegando-a em seguida. Desarmou o gatilho e direcionou a arma para Afrodite. – Talvez a gente devesse testar essas belezinhas, não é mesmo?

O parceiro levantou as mãos espantado, esbugalhando os olhos azuis. Máscara se pôs na frente, igualmente vacilante.

– Hey, hey! Calminha aí! Não tem motivo pra isso não!! O no-nosso amigo aqui nos ajudou muito até agora, e-ele que deu a idéia dos placebos! E de te buscar lá!

O mais alto não se importava com aquele desespero. Fingiu atirar, mexendo o objeto para frente; altas gargalhadas nefastas foram dadas. O par de assassinos tremeu com a brincadeira.

– Que bando de vagabundinhas eu tenho aqui dentro. Nem parecem os mesmos daquela noite no hospital... Vocês deviam estar preparados para tudo. Qualquer dia pode ser o dia da sua morte.

– Ah, é mesmo... – O italiano riu de nervoso. Afrodite libertou o fôlego, arrumando sua camiseta de grife. – É verdade. Bom, se é assim, nós poderíamos ir amanhã. Ele só fica meio-período, está doente de alguma coisa.

– Claro... – O Grande Mestre voltou-se para a janela desconjuntada. – Eu terei o prazer de ver Aioros novamente.

~

– Ah, que ótimo! – A funcionária mirou as lâmpadas da sala de estar e testou o interruptor algumas vezes. – Acabou a luz!

– Monika! O que aconteceu?! – Uma voz feminina foi ouvida no andar superior da residência.

– Eu não sei, senhora! Acho que... Deu problema na luz! – A pequena respondeu, elevando o timbre. Era uma garota nova, possivelmente não tinha mais que 20 anos de idade. Os cabelos reluziam numa cor suave e parecida com mel. Os olhos eram castanhos e grandes, quase infantis.

– Eu vou tentar falar com alguém da fornecedora pelo celular, quem sabe eles possam ver o que é!

– Tá! — Ela juntou o aspirador de pó do piso, colocando-o em um canto do cômodo. Foi até a cozinha e caminhou para o seu quartinho de empregada, modesto e com poucos móveis. Ainda tentou acender algo, sem sucesso.

Passaram alguns minutos e seus ouvidos atentaram-se com o barulho de palmas no lado de fora da casa. Ela atravessou o grande quintal que servia de entrada para o lar de Aioros, forçando as pálpebras pelo sol escaldante da tarde e agarrando parte do uniforme de servente com suas unhas delicadas. Sentiu as bochechas avermelharem com a visão do belo homem à sua frente.

– Boa tarde, senhorita! – Os fios claríssimos estavam presos para trás, com um chapéu no topo da cabeça. Ele carregava uma cesta com rosas vermelhas e brancas. Os trajes eram claros; a camisa branca refletia todo o esplendor de seu corpo. – Mas que calor, não é?! Acho que vou derreter!

– Sim, hoje está muito quente... – A menina sorriu, envergonhada. – Em que posso ajudar?

– Ah, sim! – Ele puxou um botão carmesim e entregou para a menina, entre as barras de ferro do portão. – Eu estive olhando o seu quintal e é... Muito bonito! Será que você não gostaria de enfeitá-lo com algumas rosas?

O sorriso do rapaz era encantador. A ama olhou algumas vezes o seu presente, sentindo-se mais acanhada do que nunca.

– Sabe o que é? Eu não sei se meu patrão ia gostar... Ele trabalha no Exército...

– É mesmo? – O mais velho perguntou, numa falsa curiosidade. – Bom, e a sua patroa? Não gostaria de receber flores?

– Ahn, não sei não... Eu precisava saber antes... – A garotinha arrumou uma madeixa de cabelo dourado para trás da orelha. – Se ela quer dar uma olhada.

Ele riu com a timidez da jovem. Presas fáceis assim eram raras de se achar.

– Então será que você... – O olhar dele ficou menor e mais sedutor. – Não gostaria de receber flores? Algo belo para uma mulher bela.

A serva mordeu o lábio inferior, sorrindo depois. Para ela, não era incomum ouvir cantadas. Porém, de um homem elegante como aquele, era bem difícil.

– Eu adoraria, mas... Eu não sei seu nome.

– Você pode me chamar de Afrodite.

– Bem, Afrodite... Meu nome é Monika.

– Ah, sim... Combina perfeitamente com você. – Ele aproximou-se do portão, dissimulado em seus sussurros. – Sabe, estou morrendo de sede... Eu poderia roubar um pouco da sua água?

Ela riu, aprovando o pedido do homem. Bonito e educado. Quem sabe aquele não seria o seu dia de sorte?

~

Monika conduziu Afrodite até a cozinha, proseando assuntos banais. Ele não deixava nunca de elogiar a beleza da moça, esforçando-se em mostrar o máximo de inocência em suas atitudes. Ela lhe entregou o copo d’água e ele bebeu o líquido sem deixar de acompanhar a menor.

– Eu imagino que seu namorado não aprecie o fato de você dormir aqui, estou certo?

– Ah... Eu não... Tenho namorado.

– Jura? Bom... Você fica em qual lugar da casa?

A menina levou o falso vendedor para o minúsculo quarto. Em segundos, sentiu a boca ser fechada com força pela palma de Afrodite, que imobilizou seu corpo com um dos braços.

– Se gritar, eu te mato antes da hora. – Ela gemeu de desespero, tentando se desprender do opressor. – Tem mais alguém aqui embaixo? – Monika grunhiu e mexeu um pouco a cabeça para o lado, negativamente. – Você vai fazer exatamente o que eu mandar, está me entendendo?

Afrodite largou a garota de forma grosseira, mostrando a pistola com o silenciador. O pânico percorreu todo o organismo da vítima e ela começou a chorar.

– N-Não...

– Shhh... – Ele pousou o objeto em seus lábios. – Quieta. Agora você vai abrir a porta da cozinha, sem fazer nenhum barulhinho. Vá.

A empregada esfregou as mãos na própria roupa e achou a chave dos fundos no bolso da frente. A respiração arquejante e os dedos trêmulos não permitiram que ela destrancasse tudo logo de primeira. Afrodite começou a digitar algo em seu celular.

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Máscara da Morte percebeu a vibração em sua calça e leu a mensagem encaminhada pelo parceiro.

– Ele conseguiu entrar. – O assassino disse para Grande Mestre, que permanecia com o olhar fixo nos muros do casarão.

– Vamos. – O grego se levantou, mas foi barrado rapidamente.

– Não! Ele não mandou a gente entrar ainda! Não dei ordem para irmos!

A criatura riu com aquela postura. Preparou a arma e mirou a testa do italiano.

– Quem é que segue ordens de quem aqui, seu filho da puta?!

Instantes se passaram e o ex-capitão estava escalando as paredes do local. Livre de remorsos ou arrependimentos. Máscara da Morte foi deixado para trás, sem nenhuma preocupação ou estima pelo seu corpo assassinado no meio da grama.

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Afrodite jogou o chapéu no rosto inerte da menina, apenas para não ver a fisionomia juvenil desfalecer pela morte. Ela deu indícios de que ia gritar e ele não esperou para comprovar se isso seria verdade ou não. Ele ansiou para que o ruído do tiro não tivesse chamado a atenção de mais ninguém e aguardou os aliados chegarem. Surpreendeu-se quando não viu Máscara acompanhando a outra personalidade de Saga.

– Cadê ele?

– Ah... Seu amigo? – O Grande Mestre fechou a porta do pequeno dormitório. A pele sofreu alguns arranhões pela cerca protetora da casa. – Já está chegando.

– Eu achei que a gente ia fazer tudo junt... – Um soco interrompeu a frase. Afrodite caiu inconsciente no chão, próximo ao cadáver de Monika. O antigo interno pegou um dos travesseiros da cama, pousou na face do comparsa e encostou o silenciador da pistola na matéria almofadada.

– Esta vingança é minha e não de vocês. – O sangue brilhoso pintou a fronha nívea da empregada, escorrendo pelo tecido até o colchão. Aquele seria o triste fim do homem das flores: morto por um tiro no meio das têmporas.

~

– Monika?! – A esposa de Aioros perguntou, depois de escutar um estrondo no primeiro andar do domicílio. Era difícil enxergar pela ausência da luz; a janela clareava alguns trechos da suíte do casal. – Monika, você está me ouvindo?!

A mulher rumou-se para o corredor que terminava numa escada para a parte inferior da estrutura. Lá, novas portas estavam dispostas em fileira e eram a entrada para outros aposentos, como o banheiro para visitas, o quarto de hóspedes e um pequeno escritório. Era realmente muito difícil ver qualquer coisa ali.

A patroa foi puxada rispidamente pelo braço e o corpo foi pressionado em uma das paredes do cômodo. A mão gigante do enfermo cobriu sua boca, dificultando a saída dos pedidos agoniados de ajuda.

– Boa tarde, senhora... – Os olhos esbraseavam-se pela ira e o sorriso horroroso afrontava a sanidade da grega. – Lembra-se de mim?

Notas finais
grande mestre eh nois q avoa bruxao