Madness

26 A Festa


Notas iniciais
gente, tem uma musiquinha perfeita pra este capítulo: https://www.youtube.com/watch?v=hPHBppXNgaM calma que a bomba será revelada brevemente hehehehe ia ficar gigantesco o capítulo, dae tive que dividir e tal rs um beijo!

A festa de aniversário de Seika era, realmente, grandiosa. Seiya havia preparado tudo na melhor casa de eventos de Atenas. A decoração estava majestosa, vários DJs tocariam a noite inteira, bebidas à vontade, uma área externa na parte de trás do lugar (para os que estão procurando um pouco de conforto e silêncio), muita comida e, o melhor, um palco com vários vídeos em homenagem à sua irmã... Até lembrancinhas foram feitas para o maior acontecimento adulador do século.

A quantidade de pessoas que foram convidadas era imensa; praticamente toda a Grécia e o Japão vieram para curtir um pouco daquela balada. Seiya estacionou seu carro em uma das áreas VIPs do lugar, oferecendo sua mão para que Saori saísse do automóvel. Ela soltou um suspiro de admiração ao ver a monumental festa de sua cunhada. Seiya caprichou verdadeiramente em cada detalhe da comemoração.

– Você fez tudo isso sozinho? – A patricinha indagou, contemplando o festival de luzes do lugar. – Tem até um telão!

– Sim... – O menino respondeu. – Deu um trabalhão pra juntar tudo mas, no fim, até que deu certo. Só espere para ver o presente que eu arranjei pra você. – Ele sussurrou a última frase, bem próximo a um dos ouvidos da garota. Saori estremeceu ao ouvi-lo pois, na realidade, ela já sabia qual seria a surpresa dela para Seiya. E ela não era nem um pouco boa.

O playboy puxou a sua namorada para dentro do local, percorrendo várias pessoas conhecidas. Ele parecia ser um político ou algo do tipo, porque cumprimentou quase todos dali. O casal chegou até a mesa preparada para a família e os amigos de Seiya, que ficava próxima ao tal palco.

– Hey, Seiya! Vocês chegaram, finalmente! – Ikki já aparentava estar bêbado, gesticulando de um jeito bem bizarro e falando alto. – Aposto que a culpa foi dela, não? – Ele apontou para Saori, que fez uma caretinha engraçada.

– Ikki, nós mal começamos e você já está alegre? – Os dois saudaram-se em um movimento típico da juventude masculina. – Shun! June! Vocês vieram também!

– Claro, Seiya! – June começou. – Não perderíamos a sua festa por nada!

– Aliás, ótimo trabalho! Está tudo tão sofisticado, Seiya! – Shun estava, como sempre, muito bem vestido. Ele aproveitou para passar um de seus braços na cintura de sua companheira.

– Ikki! – A pobre namorada do rapaz soltou, de forma estridente. – Pare de beber, você está ficando chato novamente! E pare de colocar a mão aí!

– Esmeralda... – O irmão mais velho de Shun resmungou para a loira. – Você que precisa parar de ser tão chata! A gente veio pra se divertir!

– Então está todo mundo aqui, huh? – O grupo voltou-se para o dono da voz e Seiya abraçou o seu amigo, Shiryu. Ele vestia uma camisa branca bem justa, marcando todos os seus músculos. Sua noiva, Shunrei, estava igualmente chamativa.

– Shiryu! Cara, é hoje! Eu não consigo acreditar... – O japonês procurou falar baixo perto de seu amigo cabeludo, que se aproximou para ouvir melhor.

– Fique calmo, Seiya... Eu também não consegui acreditar quando fiz o que você vai fazer hoje, mas pense que vale a pena! – O chinês jogou os olhos discretamente para Shunrei, que estava aproveitando uma conversa com as amigas.

– Eu acho que preciso beber. É isso. Se eu beber bastante, eu consigo pedir. – Seiya pegou uma garrafa de cerveja com um dos “garçons” da balada, bebendo quase tudo de uma vez só.

– Mas que amigos! Começam a festa toda sem me esperar! – O sotaque inconfundível do siberiano alegrou os demais.

– Hyoga! – Seiya também saudou o amigo e a sua namorada, Eiri. A loirinha correu para o grupo de meninas, todas soltando os seus gritinhos característicos. Apenas Saori que parecia não estar ali...

– Como vocês estão lindas! Juninha, que vestido é esse? Maravilhoso! – Eiri era a típica mimada que reparava em todos os detalhes de suas colegas. – Shunrei, você está deslumbrante!

– Obrigada, Eiri. – A chinesa respondeu com timidez. – Você também está encantadora!

– Ah... Eu ganhei esse vestido do Hyoga. É da nova coleção de Verão da Dolce & Gabbana. – A garota deu uma pirueta em seu próprio eixo, sendo observada pelas outras. – É um modelo exclusivo!

– Belíssima! – June continuou. – Saori, você não acha que a Eiri ficou perfeita com esta roupa?

– Ahn? – A patricinha fitava um ponto qualquer no meio daquela multidão de riquinhos, mal prestando atenção no diálogo. – Sim, você está perfeita. Meninas, eu preciso ir ao banheiro, tudo bem?

– Vamos! – As duas loiras se convidaram para aquela pausa, gerando um incômodo na japonesa.

~

O trio seguiu até o sanitário feminino, passando por toda aquela gente. A festa estava começando a encher e a aglomeração ficava cada vez maior. A mais baixa entrou saltitante, voltando-se para as amigas com um grande sorriso no rosto.

– Meninas! A gente fez, finalmente! – Eiri possuía um brilho no olhar bem incomum.

– Fez o quê, Eirinha? – June ajeitava suas mechas loiras, fitando-se no espelho. Saori aproveitou para entrar em uma das cabines do lugar.

– Duh! O que você acha? Eu e o Hyoga! Nós fizemos!

– O quê, sexo? – A menor afirmou com a cabeça e um gemidinho. – Meu Deus! Finalmente perdeu a virgindade! Agora eu entendi essa felicidade toda dele e...

– Eu não era virgem, tá legal! Ai, Juninha... Foi tão maravilhoso! Ele é tão romântico e delicado!

– Eca! – June zombou da amiga. – Mas, diga-me... Ele é grande?

Eiri envergonhou-se com a pergunta, tentando ajustar uma parte do seu vestido caríssimo.

– N-não vou falar isso pra você! Eu hein!

– Qual é o problema? Eu não vejo nada demais... Posso te falar do Shun, ele tem um documento que me deixa com água na boca toda vez que vejo e...

– Não vou ouvir nada disso! – A pequena tampou os ouvidos, ambas rindo da situação. – Toma aqui, segura minha bolsa porque eu também preciso usar o banheiro!

June pegou o objeto da amiga, enquanto observou Saori retocar a cor de seus lábios.

– Está tudo bem com você, Saori?

– Uhum... – A neta do Sr. Kido estava concentrada em seu batom.

– Sei lá, parece que você está distante...

– Impressão sua. – A japonesa começou a pentear a sua franja com os próprios dedos.

– Sabe, Saori... Eu conheço essa cara. – June dizia, olhando para a outra pelo espelho.

– Cara? Que cara?

– Essa cara de quem está pensando em outra pessoa, que não está aqui. – A mais alta virou seu corpo e apoiou o quadril na grande pia de mármore escuro. – Desculpe o jeito de falar, Saori... Mas parece que você está em outra e, tipo assim, está estampado que você e o Seiya estão longe de ser um casal perfeito.

A patricinha ficou em silêncio. Ela encarou June e, naquele momento, nenhuma palavra teria coragem de sair de sua boca.

– Saori... Eu acho que nunca te contei como conheci Shun, mas é uma história interessante. Na época que estávamos na faculdade, eu saía com um professor meu e ele era todo esbelto, loiro, alto... Era bem o meu estilo. Só que quando eu conheci Shun, nada mais me tirava da cabeça que ele era perfeito, entende? Mesmo todo mundo achando que ele era gay e, às vezes, eu também. – As duas riram em cumplicidade. – Daí a gente começou a conversar, nos aproximamos... E agora estamos assim. Veja, eu te falo tudo isso porque, em um certo momento, eu decidi seguir o que meu coração queria. Eu deixei ele falar mais alto, sabe? – Saori concordou, prestando atenção em cada frase. – Não sei se você está passando por esta fase, mas... O que eu posso te dizer é: faça o que o seu coração manda. Você não vai se arrepender.

– É muito difícil, June...

– Sim, eu sei. Só que, no final das contas, é sempre a melhor escolha... Me fala, ele é bonitão? – A garota riu de novo, desta vez timidamente.

– Quem é bonitão? – Eiri saiu de um jeito ligeiro, indo até a pia para lavar as suas mãos.

– Ninguém, Eirinha... Ninguém! – June gargalhou, bagunçando os cabelos da baixinha. – Vamos beber um pouco e esquecer dos problemas!

~

A mesa VIP de Seiya estava super animada, principalmente Ikki, que fazia gracinhas e chamava a atenção de um jeito engraçado. O trio de riquinhas voltou para a área e todos começaram a dançar e beber. De repente, o namorado de Saori foi chamado para o palco, pois Seika precisava fazer a sua entrada triunfal.

O japonês pegou o microfone e foi ovacionado pelo público, já que a maioria conhecia o rapaz.

– Boa noite, pessoal! Primeiro, gostaria de agradecer todos pela presença, é de grande importância a vinda de vocês aqui! – Mais aclamação foi feita. – Eu gostaria de chamar agora a minha irmãzinha, a pessoa mais valiosa que eu tenho... Seika!

A menina saiu de trás do palco, saudando todos os convidados do seu aniversário. Ela estava trajando um vestido preto simples, porém ostentava várias jóias em seus punhos, lóbulos e pescoço. Ela soltou um beijinho para o seu namorado, Jabu, que vibrava em uma das mesas.

– Obrigada, gente! Quero que todos curtam bastante a minha festa, ela foi preparada especialmente pelo meu irmãozão, Seiya! – Os dois beijaram-se de forma carinhosa.

– Agora, solta o som que a balada tá começando agora! – Seiya falou, levantando sua garrafa de cerveja. Todos ali foram à loucura. A música continuou, cada vez mais frenética, e os jovens começaram a fazer a farra insanamente.

O playboy voltou para o seu espaço reservado e seus amigos continuaram a aproveitar a celebração igualmente: muita bebida e várias gozações. Hyoga olhou para um canto da multidão, reparando em um homem que passava próximo ao camarote do DJ.

– Gente, eu vou até ali e já volto! Eiri, me espere aqui, sim? – O siberiano tascou um beijo em sua pequena e foi em direção ao vulto familiar. Tomou um susto quando se aproximou mais e viu seu professor naquele festejo.

– Professor Camus! – O loiro falava alto, mas a música não parecia ajudar. – Professor Camus! Lembra-se de mim?

O francês virou-se para o aluno, cumprimentando-o com um aperto de mão.

– Hyoga! Como vai? Melhorando nos estudos?

– S-Sim! – O menino parecia estar em choque ainda. – Professor, me desculpe a pergunta, mas o que você está fazendo aqui? Achei que não era de balada! – O mais alto riu, acenando rapidamente com a cabeça.

– Pois é, Hyoga... Mas imagine que mais da metade dos meus alunos estão aqui e era inevitável receber um convite.

– Poxa vida! Se eu soubesse que você viria, eu mesmo teria te convidado! O senhor foi o melhor professor que eu tive!

– Obrigado, Hyoga... Diga-me, está aproveitando bastante? Trouxe a sua namorada?

– Sim! – Realmente, Hyoga parecia gostar muito de seu antigo mentor. – Nós estamos ali na área VIP, perto do palco! Você pode ir até lá se quiser!

– Passarei sim... Eu só preciso... Usar o banheiro. – O educador apontou para uma entrada que ficava perto do grande equipamento de som.

– Ah, claro! Claro, professor Camus! Eu te espero!

– É... Me espere lá, é melhor. Eu sei o caminho.

– Perfeito, professor! Lá tem cerveja, não precisa se preocupar!

O francês fez um gesto esquisito, girando o corpo e rolando os olhos em seguida. “Alunos idiotas”, ele pensou. Foi até o seu objetivo, chamando a atenção do DJ de cabelo esverdeado e fones de ouvido.

– Hey, Isaak! Eu acho que a música não está alta o bastante!

– Camus! – O rapaz liberou a entrada do espaço, abraçando o instrutor. Ele também passou pela sala de aula de Camus, mas deixou de chamá-lo de professor depois da grande amizade que tinham. Os dois ficaram próximos para que um pudesse ouvir o outro. – Cara, que surpresa te ver aqui! Você nunca foi de ir nessas bagunças!

– Então, Isaak... Eu fiquei sabendo que você tocaria neste aniversário e, por isso, decidi checar. Sem contar que eu recebi vários convites, a festa parece boa mesmo!

– Que honra! Cadê aquela tua siberiana?

– Ah, ela não pode vir. Falando em siberianas... Eu esbarrei com uma aluna antiga agora a pouco e ela me perguntou se eu conhecia você. Disse que gostou dessa tua cara de mau. – O antigo aprendiz riu de Camus, que continuou com o seu plano. – Ela queria saber se você não pode encontrar ela lá fora, você sabe... Para uma conversa mais privada?

– Ela é bonita? É loira ou morena?

– Loira, como gostamos. Ela... Está com um vestido vermelho bem curto e um rabo-de-cavalo. – Ele jogou as características na hora. – Está te esperando perto de uma das mesas da área externa.

– Se você aprova, então eu vou lá! – O músico colocou seus fones de ouvido na bancada, voltando-se para Camus. – O som está todo no automático, você fica aqui por alguns minutos?

– Com certeza! – O professor deu uns tapinhas nas costas de Isaak, que correu para a área externa com um largo sorriso no rosto.

Camus retirou de seu bolso um pen drive e conectou a um hub que estava ligado ao notebook do seu ex-estudante. Observou bem as pastas com todas as músicas e vídeos, que estavam separados numa playlist enorme. Num determinado ponto, dois vídeos destacaram-se aos olhos do homem:

Vídeo I – Seiya

E bem mais abaixo, depois de várias músicas:

Vídeo II – Seiya (pós-pedido)

Ele não pensou duas vezes. Localizou seus arquivos em uma pasta pessoal, excluindo o segundo vídeo e trocando pelo seu, alterando o nome em seguida.

– Espero que dê tempo o suficiente. – Ele suspirou consigo mesmo. Retirou o seu celular do outro bolso, confeccionando a mensagem para um número desconhecido.

“Já mudei o vídeo, vc vai ter q chegar a tempo dele começar. Fica depois da primeira pausa. Não vacile. Camus”

O francês não esperou seu amigo voltar, recolhendo o pequeno pen drive e saindo rapidamente dali. Utilizou uma passagem que não cruzasse com a vista de Hyoga e, se possível, de praticamente ninguém.

O DJ voltou para o seu posto, não entendendo a falta de Camus e questionando também por qual motivo a tal loirona não estava ali esperando a sua presença...

Notas finais
ps. june manja das putarias ps2. camus > u_u/|ò_ó < milo