Madness

47 A Despedida


Notas iniciais
pois é pessoal, CHEGAMOS NO FIMMMMMM AEEEEE!!!! *rojão* cara, vcs não sabem como eu fiquei tristinha quando terminei. sério. na moral. veio umas lagriminha, hesitei em postar, quase exclui o arquivo todo pra nunca mais concluir a fanfic HEHEHEHE BRINCADEIRA enfim! antes de mais nada eu gostaria de agradecer todos, mas TODOS MESMO, que acompanharam Madness comigo. eu queria escrever o nome de cada um aqui, mas achei injusto pq sei lá, vai que eu esqueço alguém? de verdade, obrigado a todos que leram a minha história, os que comentaram desde o início (tanto aqui quanto no spirit), os que comentaram de vez em quando, os que não comentaram, TODOS, muitíssimo obrigado! parece babaquice minha, mas vocês não sabem o quanto essa fanfic me mudou. primeiro pq eu voltei a ter um hábito que tinha esquecido e enterrado com vários outros sonhos meus, que é a escrita. sempre gostei muito de escrever e, sei lá, cabô que eu deixei isso de lado e esse foi meu maior erro. sem contar que para uma geminiana legítima e avoada como eu, a maior dificuldade do mundo SE PÁ DO UNIVERSO era começar algo e NÃO CONCLUIR. cara, sério, se alguém sofre do mesmo mal vemk vamo se abraçar e fazer um grupo no whatsapp pq olha, como é DIFÍCIL terminar as coisas, mano isso me mudou bastante, sabe? essa fanfic faz parte uma evolução íntima, um degrau de progresso, a sensação de ~missão cumprida~ entende? parei com as idiotices asehasuehuaes mas sério muita coisa aconteceu desde o começo dela pra cá, mas muita mesmo, fiz várias amizades novas, descobri muitas coisas, a vida mudou de um jeito que vou te falar, acho que foi o saga fazendo esses baguio ae. sei não ah! antes de terminar minha última (snif snif) nota inicial, queria falar pra vocês que minhas próximas fanfics vão demorar um pouco, pq pretendo postar só depois de terminar tudo. é bem melhor assim, eu não fico naquela neura de escrever e betar logo, deixo um monte de coisa passar e no fim o capítulo não fica do jeito que eu quero... então é melhor demorado e perfeito do que rápido e desleixado, né? to com duas idéias na cabeça, uma história só do MEU QUERIDO AMADO GOSTOSÃO defteros e outra UA de saint seiya, fora aquela original que eu comentei anteriormente. bem, vamos ver qual sai primeiro hehehehe sem mais demora, então! vou mandar o link de uma música que casa muito com o final da fanfic, eu sempre choro fico depressiva morro quero me esfaquear quando escuto: https://www.youtube.com/watch?v=4N3N1MlvVc4 essa aqui também é ótima, até pq o saga agora vai... hm deixa quieto: https://www.youtube.com/watch?v=vwk8RqSs2_s quem chegou até o final, por favor, eu nunca pedi comentários, mas gostaria de saber a opinião de vocês sobre tudo... isso vai me deixar mega feliz! novamente, muito obrigado a todos e boa leitura! amo vcs s2

– O que está acontecendo?! – O antigo interno pressionava as têmporas e gemia pelas dores agudas em seu cérebro. – Pare!!! Eu não... Vá embora!!!

– S-Saga? – Aioros tentou se aproximar, mas uma nova ameaça de disparo o colocou no lugar de antes.

– É você, não é?!? É você que está fazendo isso comigo!!!

– E-Eu...

– Cale a boca!!! – Os olhos encarnaram-se no mesmo tom rubro e o sorriso hediondo brilhou na face do Grande Mestre. – Eu cansei da sua conversa, seu maldito.

– N-Não...

– Foi um prazer conhecê-lo, General.

– Não!!! Não!!!!

Era tarde demais. Aioros pôde sentir os ossos quebrando-se pela caixa craniana, todo o sistema nervoso entrando em colapso pelo tiro dado em seu cérebro. Alguns segundos de consciência foram o suficiente para que a última memória cravejasse seu espírito: a feição demoníaca e repulsiva do assassino desfalecia rapidamente.

~

– Senhor, fizemos a varredura pelo perímetro e encontramos um corpo no gramado, na parte sul. Ouvimos um estampido no andar superior, devemos prosseguir?

– Não!!! Por favor, não!!! – Mu implorava para o delegado. – Vamos tentar ligar para ele de novo!!

– Já chega!!!! – Aldebaran vociferou, assustando o grupo que permanecia aflito no plano externo da casa. – Você não vai mandar na minha equipe!!! Eles vão entrar agora!!!!

– E-Ele está certo, Senhor Aldebaran! – Dessa vez, a Diretora Geral tentou interceptar. – Por favor, não o machuquem! Nos dê só mais uma chance!!!

O policial respirou fundo, cruzando os braços. O nervosismo era notório. Não ser capaz de agir era a sensação mais frustrante de todas.

– Ligue de novo. Se ele não atender, eu darei ordem para meus agentes entrarem. Já esperei tempo demais com essa palhaçada!

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O ruído da pistola caindo no chão serviu para despertar Saga de seu transe psicótico. Ele piscou rápido, ajoelhando no chão da suíte.

– O que... – O grego comprimiu o grito da garganta com as mãos, fitando todo o cenário. Um rio de sangue manchava o piso amadeirado do cômodo. Aioros agonizava bem na sua frente e a visão foi se ofuscando de forma gradativa, até cessar por completo. Saga chamou-o diversas vezes, tentando desesperadamente que o antigo chefe voltasse à vida.

O barulhinho do celular aguçou a atenção de Saga. Ele não sabia o que fazer. Olhou para os lados, para a janela, para todos os cantos de sua mente. Aquilo não parecia ser possível...

Ele desligou a chamada e puxou o corpo de Aioros pelos pés até o banheiro do quarto. As hemácias foram se arrastando junto, pedaços internos deixados para trás, o horror estampado na face do inimigo. Colocou o defunto na banheira, trêmulo e desesperado, sujando seu rosto com o sangue expirado.

Saga abeirou-se do aparelho que tocava de novo. Já não ligava para as lágrimas que caíam incessantemente das pupilas.

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– A-Alô?

– General Aioros?! – O Chefe de Polícia perguntou, de forma incerta. A ligação estava no viva-voz para diminuir a aflição de todos.

– N-Não... É... É o Saga. E-Eu...

– Saga?!? – Kanon tomou o smartphone das mãos brutas de Aldebaran, sem medo de ser atacado pelo delegado. – Saga, é você?!?

– Irmão... E-Eu... Eu fiz uma besteira...

Todos se olharam, assustados com a frase. Saori explodiu em lágrimas, segurando-se para não tomar a mesma atitude de Kanon e arrancar o objeto para si.

– Saga, por favor, não faça nada!! Está me ouvindo?! – O gêmeo mais novo examinava uma das janelas do casarão, a do quarto onde o homicídio ocorreu. Engoliu seco ao notar os gemidos de choro do ex-interno. – Saga?!

– Irmão... Eu não... – O homem parou quando viu a esposa de Aioros murmurar uma linguagem sem nexo. Ela ainda estava viva.

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A chamada foi interceptada pela postura caridosa e diligente de Saga, que tentou uma aproximação, porém ela parecia consciente o bastante para se lembrar de todas as torturas vividas com o assassino. Ela refreou-se num canto da parede. Seus dedos foram posicionados entre palmas estremecidas, avermelhadas pelo sangue alheio, vacilantes com a própria atitude.

– Me perdoe... – O enfermo sussurrou, mirando a alma da mulher. Era como se clamasse misericórdia para Deus ou uma entidade superior. – E-Eu... Eu sou um monstro...

– N-não, não pense assim! – A companheira foi tomada pela melancolia do pedido. – Seu nome... Seu nome é Saga, não é? – Ela segurou o grego, como se tentasse trazer de volta alguma estabilidade para aquela cabeça doentia. – Aioros me falou muito sobre você.

– Não... E-Eu sou um monstro!

Saga levantou-se apressado e começou a perambular pelo ambiente, ainda sem saber o que fazer ou como proceder. Seria melhor se render à Polícia? Tentar fugir e ser alvejado pelos agentes que estavam lá fora? Terminar de matar a mulher ali e depois...

Ela só conseguia observá-lo, alucinado e desatinado em seus pensamentos, quando tomou um sobressalto. Viu Saga pegando a pistola no chão. Ele sentou e encolheu o corpo, os joelhos grudados no tórax, a mão esquerda fechada e fixada na lateral da testa, a outra agarrando firmemente a arma; todo o conjunto indo para frente e para trás como uma criança assustadíssima pelas visões dos pesadelos psicológicos.

– Eu não posso... Não, eu não posso viver assim... Não...

– P-Por favor... N-Não fa-faça nada... – Ela balbuciou. O telefone tocou mais uma vez e Saga hesitou em atender no início. Se assim fizesse, fatalmente aquelas seriam suas últimas palavras.

Depois de fechar os olhos manchados de sangue e respirar fundo, ele decidiu que já era o momento. Precisava fazer aquilo.

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– Alô?

– Pelo amor de todos os santos, puta merda!!! Saga!!!! – Kanon gritou. – Não desligue assim!! Eu achei que você tinha se matado ou algo do tipo! Escute...

– N-Não, Kanon, eu... Eu não faria algo do tipo sem falar com você antes.

– Como assim?! – O ex-marinheiro sentiu o coração saltar do peito. – Saga, por favor, me escuta! O-Olha, ninguém vai te fazer mal algum, apenas se entregue e dará tudo certo!

– Meu irmão... Me perdoe...

– Você não se atreva... Saga!! – O irmão mais novo estava tão nervoso que a fala não conseguia mais sair da laringe. Doutor Mu acudiu-o, pegando a ligação. Todos estavam exaltados, pois... Aquelas sentenças tomavam a forma muito bizarra de despedida.

– Saga? Saga, sou eu, Mu. Saga? Consegue me ouvir?!

– Doutor Mu... E-Eu... Eu matei ele, Doutor...

Aldebaran meteu-se a dar ordens para alguns agentes depois daquela revelação. Estava tudo ali e muito claro. Ele nunca deveria ter deixado civis tão bisbilhoteiros e atrevidos levarem o controle da situação para tão longe.

– Saga, por favor, vamos combinar uma coisa? Hein?? A Milla está do meu lado, estamos juntos nessa, como sempre estivemos. Você confia na gente?!?

– Me p-perdoem, por favor... Eu nunca quis matar ninguém...

– Nós sabemos disso! Veja, você sai daí, te levamos de volta para o Instituto, nada de mal acontecerá com você, nós voltamos ao tratamento! Saga...?

O choro era ouvido abertamente no outro lado da linha e Mu sentiu a queimação corroendo sua garganta. Milla não tinha frases de acalanto e nem apelos; o choque da situação paralisou todas as suas condições humanas e acadêmicas de ajudar Saga.

Saori enxugou as lágrimas receosas e perguntou se poderia falar um pouco com o namorado, pelo menos ela considerava-o como um. Seus dedos bambos receberam o objeto como se fosse um tipo de tesouro imaculado; algo que lhe custasse a vida caso caísse no chão.

– Saga? – A menina perguntou, baixo e desoladamente.

– Saori... – A voz grossa de Saga soluçou mais alto e com mais força, parecia que o desespero havia tomado o seu cérebro por completo. – Saori, me perdoe...

– Saga, por favor, não faça nada... Nós vamos te ajudar, eu vou te ajudar...

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Dentro do quarto, o homem permanecia retraído nos ângulos de sua consciência. A companheira de Aioros sussurrava coisas, umas manifestações positivas, para que ele descontinuasse tudo e seguisse em frente, sem temores... Mas Saga não conseguia absorver nada.

Sua mente voltou para a noite em que beijou Saori a primeira vez. O sonho lúdico que presenciou; a jovem correndo em câmera lenta, sorridente e radiante, os olhos quase fechados de sublimação, os pés descalços, os lábios rosados encostados nos seus... O cheiro do mar enlevou seus sentidos e uma onda de felicidade apoderou o organismo, como as mesmas ondas que testemunharam o ato celeste daquela noite. Por um breve momento, um milésimo de segundo, Saga pensou que sim, tudo poderia dar certo.

– Saga... Por favor, não cometa loucuras... Não faça isso comigo...

– Saori, e-eu... Eu nunca quis te machucar. Me perdoe.

– Você nunca me machucou! Por favor, eu não quero viver sem você... Eu te amo!

Saga foi dominado por derradeiras gotas de agonia, como vermes que corroem o equilíbrio mental, trazendo mais e mais exasperação para a cena. Ele não esperava a confissão de Saori. Não podia esperar um sentimento mais puro e humano como aquele... O amor.

Saga sempre procurou o amor e nunca teve. Porém, nos seus instantes finais, ele soube que o possuía e, pior... Estava prestes a abrir mão dele.

O amor...

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– Eu também te amo, Saori. Eu não posso mais viver assim... Me perdoe.

A ligação foi finalizada. Um tumulto começou a se formar, pois Kanon procurava desesperadamente se livrar do grupo e lançar-se em direção ao local do crime.

– Não, me solta!!! – O gêmeo correu para a casa, sendo seguido por uma legião de policiais, o grupo familiar de Saga e o delegado. Quase caiu na disparada e não podia ligar menos para isso. O mundo podia explodir, ou um meteoro cair em cheio na Terra; o Apocalipse poderia estrondear por todos os continentes... Porém, ele não ligaria. Seu único objetivo era salvar o irmão.

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Saga levantou-se, inspirou fundo e seguiu para o banheiro da suíte, a mão persistindo em segurar a arma. Os orbes apagaram-se repentinamente, de tal maneira que a vida parecia ter se esvaído. Ou, talvez, ele já tivesse aceitado a fatalidade do seu destino.

– Não, filho... Não!! – A esposa de Aioros dizia, ao mesmo tempo em que procurava alcançar a pele de Saga, ou a sua lucidez. Pois era aquilo: Saga não estava mais lúcido. Seus clamores foram ignorados e rompidos pela porta trancada do outro cômodo.

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O grego admirou os azulejos coloridos da parede, era um tom muito bonito de azul. Encarou o corpo do general ali, extinto, acromático e inexpressivo. Tudo era muito dual, oposto, contrário. Duas cenas tão destoantes e adversas. Um sentimento familiar e bem recebido.

Ele estava assustadoramente calmo. Mirou a pistola e o silenciador, fungou algumas vezes, cerrou as pálpebras.

Por fim, aquela seria a sua rendição.

Encostou o metal frio em sua têmpora e puxou o gatilho.

~

Kanon ouviu um barulho, não soube dizer o que era, mas seu coração não falharia nunca. A ligação dos gêmeos era tão forte e tão intensa que um saberia quando o outro deixasse de viver. Como se uma corda de juta os unisse, fundindo as almas numa só. A adrenalina na corrente sanguínea foi o suficiente para abrir a primeira entrada, mas um baque diminuiu consideravelmente a sua força.

A mulher de Aioros estava paralisada, olhando para o nada, parecia que algo de errado havia acontecido.

Naquele momento, ele sabia. A dor era real e ele sabia.

A outra ponta da corda não estava mais lá...

– Não, não, não!!!! – Kanon gritava para a segunda porta, chocando-se contra ela. Os gritos se transformaram em lágrimas e murmúrios rapidamente. – Não... Saga!!!

Ele voltou um pouco, tomou fôlego e partiu o pé para cima da fechadura. A madeira abriu-se num estrondo. O corpo inanimado jazia ali, esmorecido numa grande poça carmesim.

Kanon sacolejou o irmão em seus braços. Descrente, desesperado, colérico... Golpeado pela agressão dura e permanente da morte. Segurou-o como se segurasse um bebê, pronto para ninar num sono eterno. Os pingos misturavam-se na face cadavérica com a vermelhidão antiga de Aioros e o rubro quente do próprio sangue de Saga. Kanon urrava para os céus, todos os deuses, implorava por misericórdia enquanto agarrava seu parente.

– Saga!!! – O enlace não poderia ser mais fraterno. Os rostos idênticos se juntaram. O primeiro, totalmente finado; o outro, chorando e gemendo apelos, para que a vida do ex-capitão retornasse.

Doutor Mu entrou no banheiro e sentiu as pernas bambearem. Os fragmentos de órgãos soltos pelo piso, as pupilas moribundas, o orifício recém feito no crânio... Naquele instante, não conseguiu evitar certas lembranças que teve com Saga. Conversas tão intensas, revelações imprecisas, mudanças bruscas de auto-avaliação. Rememorou as várias vezes em que o grego dizia ser aquela a sua última atitude em vida: trazer a morte para si antes de levar desgraça a alguém.

Doutora Milla ajoelhou-se ao lado de Kanon, igualmente chorosa e atormentada. Sempre se entristeceu em ver um dos seus ferido ou morto, ainda mais quando a causa é o suicídio. Mas aquele homem, aquele homem em especial, o bonitinho do nono andar... Ela acarinhou os cabelos manchados de sangue e sofreu a perda, tanto quanto o gêmeo que ali estava.

Vários agentes invadiram o quarto na mesma hora, parte deles ficou no andar inferior rastreando o local. Alguns foram socorrer a esposa, ainda estagnada no chão. Saori mantinha o pequenino pulso firme em seu peito, estática no meio do corredor, segurando-se para não sucumbir.

Ela não podia perder as esperanças! Saga poderia estar vivo, não poderia? Aqueles gritos e choros não eram reais. Ele estava lá dentro, bem e ansioso para vê-la. Ambos sairiam dali juntos, e seriam felizes, e ela acordaria daquele pesadelo. Era isso, só um pesadelo...

Mais gemidos altos de Kanon a trouxeram para os fatos. Ela criou coragem e adentrou o lugar. Fitou a mulher caída, homens checando seus sinais vitais, rastros e mais rastros de sangue pelo assoalho... Foi até o banheiro, pois lá estavam as lamúrias, mais concretas e palpáveis que as próprias lágrimas escorridas pelas bochechas.

Saori viu Saga. O amante estava estirado nos braços de Kanon. Os dedos, aqueles que tanto lhe fizeram carinho, que percorreram seu corpo nu diversas vezes, no meio de risos e afagos... Todos estavam marcados de vermelho. As pernas, os braços, o tronco forte e cheio de cicatrizes que fez de seus devaneios adolescentes uma paixão madura e duradoura, já não estavam mais com o brilho costumeiro. O rosto, tão belo como uma pintura, digno de tirar sua atenção egoísta e imersa em fantasias onerosas e mesquinhas, no meio de um corredor branco, numa visita medíocre e tediosa de um hospital qualquer... O rosto estava ali. Já defunto.

A vista escureceu, seus sistemas entraram em colapso, a conhecida sensação de falta de ar e energia apanhou a menina em cheio... Saori caiu desmaiada na frente de todos.

Notas finais
o epílogo será postado logo em seguida