Notas iniciais
CONSEGUI! HAHAHAHA AGORA EU TO QUE TO NESSE CARAIO DESSA FIC os próximos capítulos são, tipo assim, o motivo de eu ter começado a escrever UHASUEHASEU mentira, mas ow eu tava esperando ansiosamente essa parte chegar! começa logo depois desse aqui! m1l tr3t4s man0ww um grande beijo pra todo mundo que acompanha e ~mais uma vez~ obrigada pela paciência!

Saga observava calmamente a manhã grega por entre as grades da janela de seu quarto. Aquele dia prometia ser bonito; poucas nuvens no céu e uma pontada de Sol bem forte no topo das árvores da pequena área reservada para os pacientes do Instituto. Ele estava feliz e, mais do que isso, sentia-se muito bem.

Virou-se ao escutar o barulho da porta ser destrancada e, rapidamente, uma enfermeira acompanhou Shaka em sua entrada. O budista cumprimentou de forma calma o enfermo, no seu modo costumeiro de ser. Ambos sentaram-se de maneira que pudessem começar uma conversa.

Desde a última crise de Saga, a Doutora Milla decidiu que o mais seguro para todos seria continuar com as sessões de meditação dentro do próprio hospital. E, humildemente, Shaka aceitou este fato. Não queria passar por aquela situação de novo... Até porque, ele não assumiria, mas sentiu medo ao perder o controle de Saga naquele dia.

Sendo assim, Shaka visitou o hospital todos os dias, durante as duas últimas semanas. Saori, apesar de ter odiado a idéia de perder seus minutos matinais com o bonitinho do nono andar, confessou que esta seria a melhor saída para a recuperação de Saga. Se o sacrifício de ver menos o seu amor platônico traria uma chance para a sua cura, obviamente ela não ficaria magoada com isso. A japonesa entrou numa espécie de rodízio com os amigos do grego, visitando Saga apenas nos dias em que seu irmão estivesse desacompanhado.

Além de tudo isso, Shaka tomou para si outro tipo de responsabilidade com relação ao interno. Ele não tentaria mais acessar nenhuma recordação traumática da vida de Saga. Sua função ali, na verdade, era apenas “treinar” o antigo capitão do Exército para uma vida fora do Instituto. Eles meditavam muito e Saga iniciou uma autoanálise para expurgar de seu pensamento a vaga memória do que seria o Grande Mestre. Shaka convenceu-se de que aquela entidade nunca existiu e fez questão de alimentar Saga com esta mesma linha de pensamento.

O indiano via tudo de uma forma muito simples: se ele nunca apareceu, é porque ele nunca esteve lá, na mente de Saga. Esta era uma visão bem modesta, principalmente devido à complexidade do caso. Talvez não fosse bem assim...

– E então, Saga... Você está conseguindo dormir? Tem passado bem as noites?

– Sim... – Até o jeito de falar do paciente estava diferenciado. – Não precisei tomar nenhum tipo de calmante, Shaka. Nada mais me perturba.

– Você tem certeza disso?

– Sim! Estou certo de que não tenho mais visões, nem surtos, nem raiva... Nada disso. Estou vivendo em paz agora.

– Ótimo! – O budista ficou animado com aquela melhora. – E se o tal Grande Mestre aparecer, o que você fará?

– Ele não aparecerá, estou convicto. Ele era fruto das minhas próprias frustrações. Ele não existe. Eu tinha medo da minha própria mente, mas vi que não posso fugir de algo que faz parte do que sou hoje. Não posso fugir do meu passado... – Saga chegou em um nível alto de conhecimento sobre sua própria consciência; aquilo beirava a lavagem cerebral.

– Bom... Se é assim, então eu devo falar para a Doutora Milla que você já está pronto.

– Pronto? Como assim?

– Por qual motivo eles manteriam uma pessoa saudável dentro deste hospício? Você está livre para ir, Saga. – Os sorrisos não poderiam ser maiores naquele momento. Saga levantou-se e não conseguiu segurar mais a sua gratidão pelas atitudes de Shaka, abraçando o loiro logo em seguida. Parecia impossível, mas... Com a mesma rapidez e intensidade em que a sua doença apareceu, ela foi embora. Um verdadeiro milagre.

~

– Você tem certeza?! – A menina ia de um lado para o outro em seu quarto de luxo, na grande mansão Kido. – Kanon, você não está brincando comigo, está?!?

– Não, Saori! – O homem falava animadamente, do outro lado da linha. – O Shaka veio até aqui hoje, conversou com o meu irmão, eles fizeram aquela baboseira de meditação novamente e depois ele falou para a Doutora que meu irmão está bem! Que pode ter alta! Acabei de falar com ela, o Shura está aqui comigo!

– Mas... Tão rápido assim? Ele vai sair quando?!

– Eu não faço a mínima idéia! Eu só sei que ele vai sair! Aquele seu indiano fez alguma coisa que presta, afinal! – O gêmeo riu, ele estava muito alegre com aquela notícia.

– Kanon... Não fale assim de Shaka! E eu te disse que ele era bom! – A japonesa permitiu-se rir também. – Diga-me, como estão as coisas no seu apartamento? Ele não deve ter roupa nenhuma! Precisamos arranjar um lugar confortável para ele ficar... Pode ser aqui na minha casa e...

– Não precisa ser na sua casa, Saori. – Kanon engrossou a voz. – Eu posso não ser tão rico quanto você, mas tenho condições de alojar meu irmão onde eu moro. Não se preocupe, ele ficará bem.

– Ah, me desculpe. Eu só queria ajudar! Eu ainda poderei visitá-lo, não é?

A patricinha mexia em seu cabelo freneticamente, sinal de que estava igualmente feliz com a novidade. Ela parou por alguns instantes após ouvir uma risada libidinosa pelo seu celular.

– Claro, Saori... Você poderá visitá-lo todos os dias... Dormir em casa, se quiser... Eu juro que não interromperei os pombinhos. – A gargalhada continuou, ainda mais depois de escutar um gemidinho sem-graça da neta do Sr. Kido.

– Pare com a brincadeira, Kanon! Eu sou uma moça comprometida! – A garota fechou os olhos orgulhosamente, como se o homem estivesse bem na sua frente. A risada em tom grave não parou por um momento.

– Sim! Eu me esqueço completamente disso! É que você ajuda tanto o meu irmão e se preocupa de forma tão intensa com ele, parece até que você está apaixonada! Vamos, Saori... Quem você quer enganar, afinal?!

– Não estou enganando ninguém. Não tenho culpa de ser uma boa samaritana.

– Boa o quê?!? – Agora Kanon havia explodido em gargalhadas. – Você acha que está conversando com alguma amiguinha sua, Saori? Eu não sou tão babaca...

– Erm... Ok, Kanon! Me avise caso precise de qualquer ajuda com Saga. E me informe também o dia da alta dele. Só para saciar a minha curiosidade, você sabe.

– A sua curiosidade? Certo, Senhorita Saori. Manterei a Vossa Majestade informada de todos os detalhes, sim?

– Obrigada, Senhor Kanon. E não me deixe sem notícias! – A menina apontava o dedo para o nada, ao mesmo tempo em que sorria.

– Não deixarei. Aliás, obrigado também por toda a sua ajuda. É uma pena não poder te recompensar antes do meu irmão...

– Kanon! – Ela desejou não ter ouvido aquilo, tampando rapidamente seus lábios com a palma da mão. – Você é um safado! Eu vou desligar agora, tchau! – Ela riu, de forma agradável. Era esperado este tipo de brincadeira do irmão mais novo de Saga.

– Ah, é! Esqueci que você também não gosta nada disso! Até mais, Santinha Saori! – Ele também riu, desligando em seguida.

Saori respirou fundo e deixou seu corpo tombar pesadamente na grande cama requintada de seu cômodo. Ela olhou para o teto, deixando sua imaginação tomar conta naquele momento. Saga estaria, finalmente, de alta... Livre para sair e ficar onde quisesse... Onde ela quisesse. A idéia era tão boa que a garota fechou os olhos e mexeu em uma imagem fantasiosa do enfermo na sua frente. Era possível sentir a pele de Saga em seus dedos... O seu cheiro em sua pele... Seus toques por todo o corpo... Era um sonho bem próximo de se tornar realidade.

Bem... Seria se não tivesse outra pessoa chamada Seiya no caminho.

– Seiya! – Ela sussurrou, levantando-se no susto. A figura de Seiya apareceu do nada em sua cabeça e ela não poderia simplesmente se livrar dele. Não queria parecer uma bruxa na frente de todos, simplesmente terminando com Seiya e correndo para os braços de Saga. A patricinha precisaria de um plano, o mais rápido possível.

Coincidentemente, o motivo de sua aflição apareceu buzinando com o seu carro, logo abaixo da varanda do quarto de Saori. Aquele poderia ser o pior momento de todos para receber uma visita daquelas. A japonesa jogou seu celular em um canto e tentou se recompor, para não parecer tão feliz e tão assustada ao mesmo tempo. Mais alguns minutos e o seu namorado estava beijando-lhe a boca carinhosamente.

– S-Seiya! – Saori jogou seus braços sobre o corpo musculoso do menino.

– Minha deusa! Estava com saudades! – Mais algumas bitocas foram dadas em sua bochecha e nariz. Seiya encarou a sua musa de uma forma esquisita. – O que está acontecendo? Parece que viu um fantasma!

– N-Não! Não é isso... – Ela procurava não encarar o playboy. – Eu estou bem. Diga-me, por qual motivo você veio me visitar? E porque está todo arrumado?

– Bom... – O rapaz se virou para a cama, sentando-se de um jeito destrambelhado. Ele tinha os modos de um verdadeiro nobre dinamarquês, só que ao contrário. – Eu vim te buscar pra gente ir à festa da minha irmã, lembra? A festança que eu preparei pra ela lá no centro?

– Mas já vai ser hoje?! – Saori perguntou, exaltada.

– Calma, minha princesa... Não vai ser agora. Ainda dá um tempinho de você se embelezar toda, quem sabe antes a gente não mata a saudade... – Ele se levantou e começou a dar novos beijinhos no pescoço da moça, que ficou arredia com o toque.

– Por qual motivo você não me avisou antes? Eu não tenho o que vestir!

– Eu te avisei, Saori! Você anda tão ocupada com essa história do manicômio que nem se lembra! Eu te mandei mensagem e até e-mail! – Seiya bufou, jogando os braços para o lado.

– Tá, mas... Me avisasse hoje! Agora tenho que correr com alguma roupa, provavelmente vou ter que ir até o shopping comprar algum vestido!

– Ah, pára com isso! Você tem mais de 80 mil vestidos aí dentro desse teu closet!

– Eu vou ver, Seiya! Para um homem é muito fácil se vestir! – Saori virou-se e entrou no repartimento de seu quarto reservado para todas as suas roupas, acessórios e sapatos. – Ninguém entende que a gente precisa se preparar antes de ir para esses eventos!

– Tudo bem, Saori! – Seiya jogou-se novamente na cama, tirando seu smartphone de um dos bolsos da camisa social. – Estou aqui te esperando. Só não vai demorar muito, senão eu durmo.

A mimada revirou os olhos, arquejando nervosamente. Ela iria fazer questão de demorar todo o tempo do mundo para se arrumar. Olhou todas as suas peças de roupa, uma a uma. Infelizmente, ela não estava muito concentrada naquela tarefa. A mesma imagem de Saga voltava sempre à superfície de sua mente; era um devaneio insistente e, ao mesmo tempo, prazeroso.

Saori soltou mais uma pequena bufada, escolhendo aleatoriamente um vestido pink e um sapato de saltos altíssimos. Ela decidiria posteriormente quais jóias ela usaria e a sua maquiagem. Recolheu a roupa e a sua lingerie e dirigiu-se ao banheiro, antes observando um emburrado e entediado Seiya espalhado em sua cama. Ela preferiu não começar uma nova discussão.

Como de costume, a patricinha encheu a sua banheira e despiu-se lentamente, até mais que o normal. Ela também não estava planejando chegar em nenhum horário específico, nem se o seu namorado exigisse. De praxe, o chique era chegar atrasado.

Menos quando Saga estava envolvido no meio. Saga, Saga...

A menina mexeu em seu celular, carregando a foto que tirou com o grego anteriormente. Ela não conseguia segurar seu sorriso, era torturante essa sensação. Seus dedos percorreram delicadamente a tela do aparelho, como se fosse um carinho.

“Vamos, Saori... Quem você quer enganar, afinal?!”

As palavras de Kanon fluíam em sua cabeça continuamente. De fato... Quem ela estava enganando? Ela precisava arranjar uma saída para tudo isso. Seria doloroso, mas ela terminaria com Seiya naquela festa, independentemente do que acontecesse.

~

Após um banho demorado, Saori secou os seus cabelos e começou a enfeitar-se, sem ligar muito para as queixas do japonês em seu quarto. Sentindo-se vencido, Seiya apenas encarou o ritual de beleza da moça, que se transformava na medida em que colocava mais produtos em seu rosto. Finalmente, ela parecia estar pronta.

– Vamos? – A menina perguntou, pegando uma pequena bolsa prateada em cima de sua cômoda.

– Sim... – Seiya olhou mais um pouco a sua deusa. – Você está linda, Saori. É a mulher mais linda que eu já conheci.

– Obrigada... – Ela respondeu, de um jeito envergonhado. Talvez o sentimento correto não fosse vergonha, e sim remorso.

– Agora vamos encher a cara e aproveitar a noite! – Os dois riram, dirigindo-se para o carro suntuoso de Seiya. Aquela festa parecia prometer alguns momentos interessantes, por assim dizer...

Notas finais
que os jogos comecem HIHIHIHEHEHEHEHEHAHAHAHAHAHAHAHAHA ~le grande mestre~