Mad World
10 Chapter 9 - Writting a Song
Notas iniciais
Surpresa: NÃO MORRI!
Festa na minha casa as sete hueheuehueheue. Ok, parei.
Bem, eu quero agradecer pela recomendação da Lily *OOO*!!!! Fiquei muito, muito, muito feliz!!!! Muito obrigada mesmo!!!!!!
E ahhhhhhh!!!! Muito obrigada pelos comentários *-----*!!!
Espero que gostem desse capítulo! Me deu um bloqueio enorme e não consegui escrever nada! Fiquei muito frustrada. Então, não sei se está bom, mas espero que esteja!
Boa leitura o/
Miku parou em frente a um carro e começou a soltar a enorme trança que passara um bom tempo fazendo.
Ela achou que devia mudar o visual, mas chegando perto da escola, preferiu soltar seu cabelo. A cascata verde-água caiu e Miku se olhou novamente no vidro do carro.
O cabelo acabou por ficar ondulado. A menina suspirou. Talvez fosse melhor não se importar com isso, afinal, ela devia transferir suas energias para aturar Kaito.
- O que é que você está fazendo? – perguntou alguém. Miku se assustou e correu para trás de uma árvore. Ela deu uma pequena espiada.
Kaito Shion é um intrometido sem igual! Era quase inacreditável, mas o garoto ainda fica espiando os outros quando os mesmos estão em um momento crítico sobre cabelos.
- Só estava verificando se a janela do carro estava em perfeitas condições. – respondeu, saindo do esconderijo.
- Por que não estaria?
Miku corou involuntariamente.
- Ora! Porque... porque... hum... – Ela sentia seu rosto em brasa. – Porque alguém poderia... poderia ter tentando roubar o carro! É! É isso aí.
Kaito a encarou. Os olhos azuis estavam calmos. Miku tinha certeza que ele estava se divertindo com a situação.
- E por que tentariam roubar o carro?
Miku cerrou os punhos.
- Eu não sei! Cale a boca! – Miku se agachou e tapou os ouvidos, como uma verdadeira criança. – Lá lá lá lá! Eu não estou ouvindo nada! – gritou.
- É assim que você recebe garotas bonitas, Kaito? – perguntou uma voz atrás de Miku.
Lentamente, Miku abriu os olhos, destapou os ouvidos e procurou a quem pertencia a voz. Ela ergueu os olhos e achou.
A mulher parada atrás dela era linda. Seu corpo se assemelhava a de uma atriz, ou até mesmo uma modelo. Ela vestia um conjunto branco, sendo uma saia e um blaser, acompanhados de um chale preto. Ela usava também salto alto preto, e sua bolsa era preta também. A combinação excêntrica a deixava muito mais encantadora. O cabelo loiro vinha até a cintura. Seus olhos eram de um azul escuro penetrante como os de Kaito.
Ela sorriu.
- Ohayo, Miku-chan! Kaito me falou tudo sobre você. – Acenou.
- Ah! Ohayo, Shion-san. – Miku se levantou e se curvou.
A mulher se virou para Kaito e o abraçou. Kaito tentou se esquivar da loira, mas o abraço se tornou cada vez mais resistente.
- E eu! Kaito-kun! Por que não abraça mais a mamãe? Eu vou ficar ocupada e você nem sequer se despede direito! – reclamou.
- Ma... mãe... a senhora... a senhora está... está me sufocando... – sussurrou Kaito. A loira o soltou e foi em direção a Miku, dando lhe um abraço também.
Miku não sabia muito bem como digerir aquilo. Estava irritada pois recebera uma enorme quantia de calor humano. Mas ao mesmo tempo se sentia feliz.
- Kaito-kun! Por que não me avisou que tinha uma namorada tão bonita?
Kaito enrubesceu.
- Não somos namorados! – gritaram em uníssono. A mãe de Kaito ficou intercalando quem encarava. Por fim soltou Miku.
- Que pena! Eu realmente queria que o Kaito-kun namorasse uma garota bonita. – A mulher suspirou e sorriu em seguida. – Mas quem sabe hoje seja o dia de meu pequeno Kaito arrumar uma, né?
A mãe de Kaito entrou no carro e abriu o vidro.
- Só não façam nada de errado quando eu estiver fora. – Ela piscou um olho e foi embora.
Kaito se ajoelhou no gramado e começou a lamentar sobre a cena ocorrida, mas Miku não prestou atenção. Ela olhou para sua roupa. Um simples vestido branco. Por que a mãe de Kaito mentira dizendo que ela era bonita?
- Vamos logo fazer esse trabalho. – chamou ele. Miku assentiu. Queria que terminassem logo.
Eles entraram no quintal e Miku parou na frente da porta. Kaito a encarou.
- Qual o problema? – perguntou.
- Vamos fazer o trabalho no seu quarto. – disse Miku, calmamente.
Kaito assentiu devagar.
- O QUÊ??? – berrou, corando intensamente.
- Vamos fazer o trabalho no seu quarto. – repetiu, colocando a mão na fechadura.
Kaito se colocou entre Miku e a porta.
- Nã-nã-não! De-de-de jê-jeito algum! – gaguejou.
Miku tentou empurrá-lo, mas este permaneceu firme.
- Onde é que é o seu quarto? – Miku questionou.
Kaito começou a chocalhá-la.
- Você ficou maluca? É claro que não faremos o trabalho lá! Perdeu o juízo?
- Pode deixar que eu acho sozinha. – murmurou Miku.
Kaito suspirou e saiu de perto de Miku.
- Você vai lá do mesmo. Pode ir, mas farei o trabalho na sala. – murmurou.
Miku se virou e segurou a gola da camisa de Kaito.
- Seu pervertido! – gritou ela. – É lógico que eu não irei lá. O que estava planejando fazer comigo, hein???
- Sua... maldita... – sussurrou Kaito, muito irritado.
Miku sentou na grama.
- Farei o trabalho aqui. – Ela cruzou os braços.
- Ahh! Qual é a sua? Não posso deixar que faça o trabalho aqui, ou depois a minha mãe... – Kaito adquiriu uma expressão sombria. – Ela vai me matar!
A garota olhou para os lados.
- Ela não está aqui, está? – perguntou inocente.
- Você é um ser do mal. – gritou.
Miku estirou a língua.
- Eu não vou fazer o trabalho lá dentro! – reclamou.
- Tá... mas não diga à ela que você vai fazer o trabalho aqui fora e – continuou.
- Vamos fazer o trabalho lá na sala! – Miku se levantou e correu até a porta.
- AHHHHHHHH! QUAL É O SEU PROBLEMA??? – berrou Kaito. Aquela garota ainda ia enlouquecê-lo. Se é que já não o fizera. – ESTÁ QUERENDO ME FAZER PARECER IDIOTA?
- Você não precisa de ajuda para parecer idiota. – Miku deu de ombros.
- Sua maldita! – gritou.
- Seu idiota! – retrucou. – Vou fazer esse trabalho sozinha na minha casa!
- Ótimo! – respondeu Kaito.
- Ótimo! – gritou Miku, saindo irritada.
Kaito entrou na casa e bateu a porta. Ele olhou para os vários papéis espalhados. Que ótimo... Como é que se escreve uma música, mesmo?
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