Mad World
11 Chapter 10 - Toast, Ice Cream and Vegetable Juice
Notas iniciais
Muito obrigada por não desistirem de mim ;-;! Agora estou tendo uma hora só no computador (que na verdade, nem chega a ser uma hora por causa da enrolação da minha irmã) e tá difícil com todas as fanfics, mas obrigada por não desistirem.
Todas essas músicas existem mesmo.
*Po pi po
*Creepy Toast
*Kaito's Ice Cream Song
Kkkkkk, boa leitura o/
- Mas o que é isso? – perguntou Rin Kagamine, balançando a folha de Kaito. – Isso é um príncipe que não conseguia comer sorvete? E depois você descreve como come sorvete? E chama alguém para comer sorvete com você?
Kaito se encolheu ainda mais na cadeira. Queria se esconder, se enfiar em um buraco, morrer, qualquer coisa, menos falar com ela, ou com alguém.
Também, ele não merecia isso. Foi tudo culpa daquela bizarra! Por que ela queria tanto infernizá-lo? Era tão divertido assim?
Isso é o que ele ganhava por conseguir falar com alguém.
Kaito desviou o olhar e ficou vendo pássaros do outro lado da janela. Escutou a garota suspirar. Sentiu mãos envolverem sua mão e começou a suar frio. Quem era ela mesmo para segurar sua mão quando ele queria sumir?
- Não tem problema, eu sei que você fez seu melhor. – Kaito se atreveu a virar apenas um pouco. A loira estava sorrindo. Kaito corou fortemente e desviou o olhar de novo. Ela estava fazendo com que ele se sentisse culpado, tinha certeza. E estava funcionando melhor que o esperado.
Rin o soltou e se levantou. Ele respirou fundo, aliviado. Por que merecia sentir o contato das outras pessoas? Será que Kaito era tão ruim assim.
Kaito levou uma mochilada na cabeça. Ele coçou o lugar onde sofrera o impacto e deu de cara com Miku. Metade do seu cabelo estava solto, e metade dele estava amarrado. Excêntrica como sempre, uma de suas mil e uma características.
- Leia minha música. – Ela estendeu para ele um papel amassado. Kaito hesitou por um instante e depois pegou o papel. Miku deu um tapa nele e tomou o papel de volta. – Eu não quero que você leia!
- Ei! – reclamou ao receber outro tapa. – Por que não posso ler?
Miku olhou para os próprios pés. Os cadarços desamarrados.
- Porque... hum... eu... eu tenho vergonha. – Ela corou. Kaito ficou em uma dúvida cruel entre achar ou não aquilo fofo. Optou por fingir não ter visto.
Ele se levantou e pegou o papel de volta. Miku não tentou roubar novamente.
- Po Pi Po? – leu o título. – Po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po. Piiiiiiii?? – Kaito ergueu os olhos para encará-la. Ela aguardava o resto. – Experimente já o meu suco de vegetais, eu te ordeno a beber agora! Experimente já o meu suco de vegetais. Custa apena 200 ienes. Soiya, soiya. Lhe digo. Soiya, soiya. Lhe digo. Estarei de acordo contigo, suco de vegetais. Delicioso suco de vegetais. Entre todos eles, eu recomendo... O suco de vegetais “verde”. Po pi po po pi po, po pi po po pi po. Vegetais. A a a a! Po pi po po pi po, po pi po po pi po. Eles estão cheios de vida. Po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po, po pi po po pi po. Você irá amar o suco de vegetais!
Kaito ficou esperando risadas, ou um cartaz escrito “Você leu mesmo seu mané?”, mas nada disso aconteceu.
Ele não sabia se ria ou se chorava com a música horrível.
Miku mordeu os lábios. Ela tinha escrito uma música sobre ele e sobre aquele menino que ela jurou esquecer. Acabou inventando aquele monte de nada para que Mikuo não ficasse decepcionado com ela. Para que não dissesse “Você não está se ajudando”.
- O que achou? – perguntou. Esperava risadas de Kaito.
- Ahn, eu achei que foi uma ótima crítica para todo esse mecanismo de propagandas até mesmo em músicas inocentes. Estamos sendo subornados para viver assim! Estamos sendo manipulados em tudo o que fazemos! Pedir para existir é pedir para ser manipulado! E também
- Só diga o que achou de verdade. – interrompeu Miku.
- Eu achei uma porcaria. – murmurou.
- Olha só quem fala, sua cobaia de sorvete. – Miku estirou a língua.
- Você escutou! – Kaito se curvou tanto que até mesmo Miku ficou um pouco preocupada. Ela foi empurrada.
- Miku, veja a música que a Luka fez! – Rin estava animada. Miku não queria que Rin continuasse conversando com ela, como se fossem amigas ou algo do gênero. Não queria nada disso na vida dela.
Deitada sozinha
Ao lado de meu celular
E de um cone de sorvete
É um pequeno pedaço de torrada
Olhando para mim
Olhando com raiva
Espere um segundo, ah!
Como isso tem olhos?
Torrada assustadora
Olhando para mim
Torrada assustadora
O que você está tramando agora?
Quanto mais eu rastejo para perto
Mais ela fica irritada
Parece o Big Al
Espera, isso não rima em tudo,
Ela olha para mim
Espere um segundo, ah!
Essa coisa está me verificando?
Torrada assustadora
Olhando para mim
Torrada assustadora
Por que você não vai apenas...
“Ei, você”
Ela grita pra mim
“Por que você não me come?”
“Estou perfeitamente deliciosa!”
“E eu vou roubar sua alma”
Torrada assustadora
Olhando para mim
Torrada assustadora
O que você está tramando agora?
- Vamos escolher essa música. – disse Miku.
Luka gritou, do outro lado da sala. Ela tentava se esquivar do abraço que Gakupo estava dando. Ela conseguiu sair e correu para fora da sala. Todos os dias agora, dependendo do Gakupo, ela recebia muito afeto.
E isso a estava enjoando.
- Não. – Rin pegou a música de Luka de volta. – Eu perdi a minha música. Só tem a do Len até agora.
- E o que vamos fazer? – questionou. Rin negou com a cabeça. Ficaram sem nota, ou com metade dela. – Eu... Eu acho que tenho uma música. Pode funcionar.
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