Mad World
2 Chapter 1 - The Cat, The Doctor and The Crisis
Notas iniciais
SEIS REVIEWS *OOOOOOO* ~brilho nos olhos~ SUGOIIII!!!!!!!!!!
Muito obrigada ^-^! Antes do capítulo, eu queria falar algumas coisas. Bem, os distúrbios que eu colocarei aqui são todos reais. Eu fiz uma pesquisa antes de escrever essa fanfic, e determinei o que cada pessoa teria. Alguns desses distúrbios são conhecidos, outros não. Se quiserem, podem tentar adivinhar xD. Vou revelar ao desenrolar da história.
Ahhhh e o Kaito vai aparecer (spoiler hehehe). Só que eu fiz ele aparecer sem a Miku (sou cruel ù.ú me julguem). Por enquanto e.e
É isso (acho).
Boa leitura o/
Kaito Shion escutava o tic-tac do relógio. Sua mãe queria arrastá-lo para a escola. Ele não iria para escola. Tinha pessoas lá. E ele não gostava de pessoas.
Aliás, não era que não gostasse. Ele só não conseguia ser, bem, não conseguia ser normal. Não conseguia interagir e quando as pessoas tentavam falar com ele, talvez por piedade ou curiosidade, ele ficava ansioso e acabava não respondendo. Ele tinha medo.
Na cabeça de Kaito, as pessoas ririam dele porque ele falharia em se socializar. Estava contando as horas para receber as notícias. Esperava que a mãe não conseguisse vaga. Senão teria de ir para seu pior pesadelo, e terror de todos os seres. A escola.
A campainha soou e Kaito se encolheu nervoso. Droga! Teria de falar com alguém.
Rastejou e, lentamente, caminhou até o portão. Vagarosamente e com pesar ele o abriu. Uma garota de óculos, olhos azuis e cabelo rosa estava parada à sua porta.
Ele corou e olhou para o chão. A garota passou por ele e entrou na casa. Kaito correu atrás dela. O que uma estranha estava fazendo agindo desse jeito? Segurou seu braço. Ela parou.
Imediatamente se lembrou de que ela poderia ser uma criminosa. Soltou-a na hora. Ela se virou e ajeitou os óculos.
– Com licença, você viu um gato preto? – ela perguntou em voz baixa.
Ah, então era isso! Ela estava procurando por seu gato! Kaito corou e negou.
A menina deu de ombros.
– Ficarei aguardando-o. – Ela assentiu para si mesma. – Estou com fome. Quero comer.
Kaito esperou para escutar as risadas da garota. Ela estava brincando, só podia ser. A garota se sentou no chão.
– Quero comer. – repetiu. Seus olhos vagavam a procura de algo.
Kaito a obedeceu. Foi até a cozinha e pegou um sorvete. Trouxe e entregou a ela. Ela olhou para o sorvete.
– É de atum? – questionou.
Kaito negou com a cabeça.
– É uma pena, gatos gostam de atum. – Então sussurrou para si mesma. – Gatos... Gatos... Gatos... Eu quero o meu gato.
Kaito ficou observando-a. Ela jogou o sorvete no chão depois de algum tempo murmurando pelo gato. O queixo de Kaito caiu. Que desperdício!
– Talvez ele venha voando. – A garota voltou a falar consigo mesma. – É, talvez. Ou talvez venha montado em um cachorro ou em um humano. – Riu baixinho. – Um humano bom e mau.
Ele não se assustou com o comportamento dela. Ela era diferente, especial. Kaito gostava disso. Pela primeira vez não se sentiu estranho perto de alguém.
O sol se pôs e a garota continuava o esperando.
– Como é o gato? – perguntou em voz baixa.
A garota tirou os óculos.
– Não sei de que gato está falando. – Ela fechou os olhos com força, tentando se lembrar. – Mas acho que, se está falando dos gatos perto das cerejeiras ambulantes, sinto informar, mas eles morreram. – A garota se levantou. – Obrigada pelo atum.
Ela abriu a porta e foi embora. Kaito continuou olhando para o lugar onde a garota esteve. Que raios de conversa fora aquela? E quem era a menina? Como conseguiu falar com ela?
A mãe de Kaito chegou e deu pulinhos. O filho conseguira.
Kaito se forçou a sorrir. Entrara na escola.
Rin o olhava ainda. Respirou fundo mais algumas vezes. Ela iria para o médico. Não queria ir. A ansiedade tomou conta de seu corpo. Ela caiu e se encolheu. Não, não, não.
Sua mãe chegou e passou a mão em seus cabelos.
– Vai ficar tudo bem. – Ela dizia isso porque não era ela quem seria consultada. Rin se levantou e segurou nas mãos da mãe. Conseguiria passar por aquilo, afinal, tinha alguém com ela. As olheiras da sua mãe camuflavam a beleza do rosto não tão jovem. Rin se sentiu culpada.
Era por sua causa que a mãe não era feliz. Tinha de ser por isso.
Porém, Rin não conseguia fazer nada para mudar o que sentia quando ia para lugares, como o consultório. Ela precisava de alguém para dar apoio. Para acabar com aquele sonho ruim.
Rin sorriu para sua mãe. O calor das mãos dadas a preenchia e a tornava corajosa. Estava confiante.
– Sim, mãe, ficará tudo bem. – Repetiu Rin.
Tudo bem.
Miku chegou em casa e jogou a mochila no chão. Correu até a sala de música. Mikuo estava tocando violino. Ele parou quando a viu.
– Como foi a escola? – perguntou. Miku deu de ombros.
– Uma droga. – Pensou um pouco. – Não, foi bom.
Mikuo riu.
– Você não está perto de uma das suas crises, não é Miku? – Mikuo perguntou preocupado.
Miku fez beicinho.
– Não. Talvez. Quem sabe? Sabe o que bebi hoje? Leite. E é uma droga. O refeitório é bom. Não, estou me confundindo, o leite é bom e o refeitório é uma droga. – Miku falava rapidamente.
O garoto observou as transformações da irmã.
– Miku – interrompeu. – O que acha de dormir?
– Não. – ela respondeu. – Não estou com sono.
Era essa a afirmação que Mikuo precisava. Ela estava perto de uma crise.
Mikuo caminhou até Miku e a abraçou. Deixou que ela molhasse sua camiseta, com as lágrimas que caiam.
– Eu quero ser normal. – pediu, em meio a soluços. – Faça isso parar.
Mikuo olhou de relance para a cicatriz no topo da cabeça dela, a marca da última crise. Assentiu.
– Eu farei. – murmurou.
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