Mad World
3 Chapter 2 - The Solitude, The Girl and The Dream
Notas iniciais
Muito obrigada pelos comentários!!!!
Aqui está mais um *-*
Boa leitura o/
Rin o observava novamente, de longe. Ele era tão distante e solitário. Sentava-se na quadra, no chão, e nunca comia tudo que levava. Ela gostava de observá-lo. Analisar seus atos e seus gostos.
Ela sentia que tinham muito em comum, além da solidão e dos cabelos loiros.
Seu coração batia mais forte a cada vez que ele olhava para ela. Porém, ela sentia que ele nunca a alcançava, mesmo estando frente a frente com ela.
Ele nunca alcançava a ninguém.
Rin se encolheu de novo e sentiu um vazio. Ergueu os olhos e viu todas as outras pessoas. Eram entediantes. Cada qual com sua vida sem sentido. Eles não percebiam que ela era diferente. Simplesmente a ignoravam. Ela se perguntava se era melhor assim.
A garota de cabelos rosa que encontrara no dia anterior estava com uma tiara de orelhas de gato. Usava patins. Por que não a proibiam? Ou a internavam? Ela era completamente insana.
Rin voltou a olhar para Len. Será que ele era igual à menina? Todos costumavam dizer que ele fantasiava tudo. E ele não demonstrava emoções para ninguém.
Será que ele sabia o que era isso? Por que ela gostava do cara mais frio do colégio?
A menina de cabelos verde-água se arranhava e puxava os cabelos. Rin começou a pensar na causa. Deveria ser algum problema de namoro, ou algo do tipo. As pessoas perguntavam a ela se estava tudo bem. Ela assentia.
Rin nunca desejou ser como ela ou como as pessoas à sua volta.
De longe, a morena que vivia caçando encrenca lutava novamente, contra cinco garotos de uma vez. Ela estava vencendo com uma vantagem incrível.
Ninguém se importava. Ninguém nunca se importava.
Ao longe, Rin não percebeu que era observada. Todos eram observados pelo garoto de cabelo azul escuro.
Ele se escondeu longe da quadra e de todos.
Kaito pensava a mesma coisa que Rin. Era por isso que tinha tanto medo deles.
Naquele dia Miku foi para casa. Ou pelo menos, era essa a sua intenção. Ela seguiu o mesmo caminho de sempre, porém, uma garota de cabelos rosa esbarrou em Miku, derrubando as duas. Ela era esquisita, todos notavam de longe. Miku se lembrava dela. Fazia alguma aula com ela?
– Eu te encontrei! – A garota se levantou e deu um enorme sorriso. Miku também ficou de pé. – Gato! Senti sua falta!
A menina colocou uma tiara nos cabelos de Miku. Miku se afastou.
– Hum, tchau. – disse, voltando a andar. A garota segurou seu braço.
– Gato! Fique aqui comigo! – a menina murmurou. – Comigo.
Miku não entendia nada do que estava acontecendo. Tentou tirar seu braço das mãos da rosada, mas falhou.
– Luka, solte o gato. Não é esse gato que você procura. – falou uma voz atrás de Miku. Ela se virou e se deparou com Gakupo. Nunca falara com ele, porém ele fazia uma aula com ela. Qual era mesmo?
Luka estirou a língua e puxou a Miku, tentando-a proteger.
– Quem você é hoje? – perguntou a garota.
Gakupo fez uma careta. Sentiu-se ofendido.
– Luka, sou eu, Gakupo Kamui, lembra? Eu fiquei procurando o seu gato há alguns dias. – Gakupo contou. Luka soltou o braço de Miku e assentiu.
– Tem razão. – Luka se virou para Miku e pegou a tiara de volta. – Desculpe gato, mas você não é o meu.
E, correndo, a menina desapareceu da vista de todos.
Miku encarou Gakupo.
– O que ela quis dizer com “quem você é hoje”? – Miku questionou. Gakupo deu de ombros.
– Você não conhece Luka, não é mesmo? Ela é louca, não sabia? – Miku negou com a cabeça. A garota era mesmo louca?
– Ela não é. – murmurou alguém. Tanto Gakupo e Miku olharam para trás. Um menino de cabelos azuis encarava o chão. Ele estava levemente rosado. Deu a volta e foi embora.
Gakupo também saiu e Miku ficou sozinha.
Abraçou os braços. Ficou sozinha de novo.
Luka se perguntou por que ninguém se importava com seu gato. Quando viu o outro gato, teve certeza que era o gato. Mas, foi enganada.
O menino do dia anterior a parou.
Ele logo a soltou e olhou diretamente nos olhos dela.
– Já encontrou seu gato? – perguntou em voz baixa.
Luka balançou a cabeça várias e várias vezes.
– Ele não é meu. – Esperou um pouco. – Mas você verá. Isso é só um sonho. Quando eu acordar, vai ficar tudo bem.
O garoto dos cabelos azuis tentou entender.
– Você acha que isso... Isso é um sonho? – Ele perguntou curioso.
A garota assentiu.
– É por isso que eu procuro o gato. Quando eu achá-lo, eu irei parar de ser assim. – Ela olhou para as próprias roupas. – E eu vou acordar.
O garoto assentiu. Foi naquele instante que ele percebeu que ela tinha total consciência de que as suas atitudes não eram normais. Seu único problema era achar que tudo fazia parte de um sonho, algo irreal. E que a solução disso seria acordar.
Quem dera fosse tão fácil assim.
Fale com o autor