Máfia
1 De Volta As Origens
Notas iniciais
Cá estou eu, com mais uma loucura hshshs, prometo atualizar Mãos Calejadas, antes do fim de agosto! Agradeço desde já, boa leitura!
Cá estou eu de volta a minha terra de nascimento, a Sicília, a maior das ilhas do mar Mediterrâneo. Meu pai Antônio Bartolinni retornou as suas origens depois da guerra trazendo consigo toda a
"famiglia" por assim achar melhor, já que os "negócios" iam de mal a pior na América! Meu velho pai perece de um câncer raro e apesar de todo dinheiro, tempo e esforço gastos seu fim é inevitável, o certo seria meu irmão James, assumir o controle de nossa linhagem, mas diante das circunstâncias as quais nem imagino quais são, meu pai achou melhor passa-los à mim, o que consequentemente fará James ter ódio por mim "persona"! Claro que ele não tentará nada enquanto o velho for vivo, pois ele bem sabe que mesmo sendo filho também, Antônio o castraria caso algo me acontecesse, visto que sou a menina de seus olhos desde que me entendo por gente. Sinceramente nunca entendi, e nem pretendo, essa predileção de meu pai por mim, mas o amo a ponto de abdicar de meu desejo de ser advogada em Nova York, para retornar e tomar conta da exportadora de azeite da família, que é apenas uma fachada para a rede de prostituição e narcotráfico que comandamos, os lucros da Azeites Nicochelli, referência e homenagem ao sobrenome de minha mãe Marieta Nicochelli, não geram nem a metade dos lucros diários que temos com os bordéis e a cocaína exportada da Colômbia pra Sicília, e distribuída para os "vendedores" daqui! Encontro meu velho pai sentado no jardim da mansão em sua cadeira de balanço a fitar o horizonte, enquanto minha mãe deve estar a preparar o jantar, prefiro falar com ele logo e assumir de uma vez aquilo que o destino já reservara para mim muito antes que houvesse nascido.–Pai, como tens passado? Pergunto a meu pai que se ajeita melhor na cadeira, para fitar-me nos olhos com expressão saudosa, ninguém de minha família sabia o dia exato quando eu chegaria e a emoção que transborda aos olhos de meu pai ao me ver, me toma de forma arrebatadora e acabo me aconchegando em seu colo enquanto ele alisa meus cabelos, como quando eu era apenas uma "bambina".–Bambina mia, teu velho pai já não aguenta tantas emoções, achei que morreria sem te ver novamente. Ele me diz evidenciando mais uma vez o pouco tempo que lhe resta.–Meu amado pai, jamais o deixaria partir sem lhe ver mais uma vez, e sem que me levasse para passear. Digo saindo de seu colo, me ajoelhando e beijando sua mão, uma tradição Italiana que demonstra respeito, amor e admiração. Meu pai sabe porque retornei, e direto como todo Bartolinni, logo me diz que já assumirei o escritório.–Emma, vamos direto ao ponto, você sabe que o seu velho Don Antônio Bartolinni, está a beira da morte, e que você assumira as rédeas de "tuto" agora. Meu pai me olha fundo, e sei que a partir de agora não há retorno.–Si, eu o sei meu pai, e mesmo sabendo que James não está feliz por isso jamais questionaria uma decisão sua, vim para tomar o controle que me achaste digna de ter. E meu irmão logo entendera. Digo a ele, evidenciando o fato de saber que meu irmão não esta nada satisfeito, mas, sei que o ódio de James irá passar, afinal somos irmãos, minha irmã Mary, não se envolve nesses tramites, e achei ser apenas um capricho de meu pai, até ele começar a me contar a história. Nossa família preza a reputação e a honra, ainda que deturpadamente, meus pais haviam criado nossa prima Zelena desde que os pais morreram, em um misterioso acidente de carro quando a mesma tinha apenas 7 anos, mesmo eu sendo "diferente", meu pai não se importava e me apresentava a belas mulheres, inclusive ainda que achem um pouco estranho, ele que me levara pela primeira vez a um bordel quando completei 18 anos, onde passei à noite nos braços de uma bela morena, acho que Antônio, queria que James fosse o homem que eu era mesmo estando em um corpo de mulher! Zelena era ruiva, olhos verdes, seios fartos, cintura fina, corpo de deusa e rosto de anjo, mas por mais bela que fosse, mesmo sendo minha prima, a tinha como irmã, e belo dia meu pai, encontrou James enrabando a "irmã" em seu escritório! Pov Antônio... Cá estou eu, indo para o escritório fumar meu charuto e tomar meu Scott antes do jantar, decidi ir um pouco mais cedo, já que esse maldito câncer me matara mesmo não me privarei dos poucos prazeres que me restam, nestes últimos dias tenho observado James e sua irmã Zelena muito próximos, cheios de abraços, sei que meus filhos sanguíneos são apenas James, Mary e Emma, mas assim que comecei a criar minha sobrinha quando seus pais morreram, a tenho por filha também, então prezo pelo respeito entre eles, e uma coisa que seria inadmissível seria James e sua irmã ficarem juntos, pra meu desespero assim que abro a porta do escritório, vejo a cena mais horrenda que levarei para o túmulo mesmo com tantas mortes cruéis que carrego em minhas costas, a bunda branca de James fazendo movimentos de vai e vem por trás de Zelena que se deliciava com o que acontecia, a princípio pensei que o vagabundo gastador de dinheiro e viciado em jogo a estava estuprando, e se fosse eu o mataria ali com as próprias mãos mesmo ele sendo meu filho, mas não, era consensual, minha sobrinha que aprendi a amar como filha estava gostando daquilo, mesmo que Emma tivesse um gosto peculiar e sua preferência fosse mulheres, sei que ela jamais iria ceder aos desejos de sua carne com relação a qualquer parente, e eu jamais entregaria meu império nas mãos daquele canalha! Surpreendi os dois, e pude ver vergonha no olhar de Zelena e tive pena por ela, pois meu filho a usaria até se cansar, e partiria pra outra, e ela ficaria quebrada, se minha esposa não fosse tão fiel, eu até diria que ele não era meu filho! Pois até mesmo com toda sua futilidade, Mary tinha um caráter incontestável, coisa que ele nasceu sem! Após um sermão em minha sobrinha, disse a Zelena que continuaria a amando como filha e pedi que se retirasse, e disse a James, que Emma estava retornando para assumir a empresa e tudo mais, ali, pude ver a canalhice daquele que é meu filho.
–Só porque eu transei com minha prima e não me venha com essa de irmãos, pois não somos, você vai passar tudo pras mãos daquela depravada?Além de ser egoísta e prepotente, meu filho era invejoso e mal caráter, eu jamais deixaria o trabalho, ainda que sujo, de anos nas mãos dele.–Tenha mais respeito por sua irmã, e ela não é depravada é apenas diferente, é mais homem que você, mesmo não tendo um pinto entre as pernas! Por anos vi Marieta defender seu filho, e ser negligente com minha menina, mas isso acabaria agora. E como sempre, mais uma vez sai em defesa de minha amada Emma.–Isso, Antônio Bartolinni, defenda-a. Leve-a ao bordel, faça ela se sentir o homem que nunca vai ser, aquela aberração! As palavras de James eram cada vez mais ferinas e cheias de ódio. Eu só queria que ele respeitasse a irmã, se ela ouvisse aquilo, por mais que fosse durona se quebraria, e mesmo com o irmão a odiando ela o amava incondicionalmente.–James! Já disse pra respeitar sua irmã, a levaria quantas vezes ela quisesse aos bordéis da Sicília. E isso não lhe diz respeito! Tentei dar um basta àquilo tudo, mas ele continuou falando, como uma mulherzinha, me irritando, definitivamente, as almas de James e Emma foram trocadas e eles estavam em corpos errados.–Sabe, querido papai! Espero que ela assuma, e que você morra em breve, porque ai sim, eu vou mostrar àquela ordinária quem é no homem da casa. Já não aguentava ouvir mais aquelas baboseiras, e acabei perdendo o controle. Dei lhe uma bofetada forte no rosto lhe arrancando sangue do canto dos lábios, e pude ver mais ódio ainda, em seu olhar enquanto ele se retirava. Enquanto eu vivesse sei que ele nada faria a sua irmã, mas já a deixarei preparada, para que faça a mãe chorar assim que eu morrer! Pov Antônio fim. Após meu pai me contar em detalhes, senti uma lágrima escorrer, eu amava meu irmão e achei ser recíproco não sabia o porque de tanto ódio! Mas, como se algo despertasse dentro de mim, sequei meu rosto e assumi o demônio que seria a partir daquele momento, ao selar a mão de meu pai me dispondo a ser nova "Donna" Bartolinni, título pela primeira vez dado a uma mulher, ali, eu vendi minha alma ao diabo!–Não importa papai! Eu vim para governar e James agora não passa de mais um estranho que esmagarei se ousar ficar em meu caminho, assumirei o negócios com muito afinco! Respondi a meu pai, com toda certeza que, se James tentasse algo, seria um homem morto! E que eu cuidaria do império que ele tanto lutara para erguer!–Sempre soube que seria tu, minha filha, sempre soube! Venha, vamos entrar o "manjare" já deve estar pronto, é bom que você se troca e assume teu lugar à mesa. Meu pai me disse, se levantando e e puxando junto com ele mansão a dentro, ali, as coisas começariam a mudar! Capítulo 1
Notas finais
E ai? muito ruim? Comentem please, que é pra voltar mais rápido
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