Notas iniciais
Espero que gostem, comentem, favoritem... Boa leitura amores!

* A tua cabeça

é um infinito ás avessas.

Com tua ponta aprende

a língua mais perversa.

Piedosamente escondes

obscenos rasgoes.

Com prender o molde ao pano

uma roupa lhe impoes.

No idioma da ambição

só ao módico dás nome:

"Algum para os alfinetes"

pede a mulher ao homem

Mais se cais ao chão ninguém

se rebaixa em colher-te.

Com um muxoxo de desdém

diz: " É um simples alfinete" — ( Poesia, não é de minha autoria e desconheço o autor).

...

Nasci numa tormenta

Eu cresci durante a noite

Tocava sozinha

Estou tocando sozinha

Eu sobrevivi

Ei

Eu queria tudo que nunca tive

Como o amor que vem junto com a vida

Eu tomava calmante e odiava

Mas eu sobrevivi

Um silêncio pouco agradável se instalou na sala. Emma não falou, eu não falei.

Vez ou outra podia sentir os olhos verdes dela sobre mim.

– Regina...- parei para olha-lá — Como uma garota como você está na detenção? É que você...

– Sou uma garota de familia rica , que não deveria estar na detenção. Basicamente sim, no entanto, não me importo.

– Você é diferente do que pensei que seria.

– Sou muito diferente do que aparento Swan.

Girei a cabeça para olha-la na mesma hora em que seus grandes olhos verdes me fitavam sem pudor. Senti minhas bochechas arderem, um sorriso sapeca surgiu em seus lábios rosados.

– Seus olhos Regina – disse me olhando atentamente.

– O que há com eles?

Ela colocou um sorriso ainda maior em seus lábios.

– São os olhos mais bonitos que já vi.

Ainda surpresa com seu comentário, sorri ligeiramente e agradeci.

Emma e eu conversamos sobre assuntos variados, que iam de música, entreterimento, arte... e em momento algum falamos de nossas vidas, de nossas famílias e nossas frustaçoes. O que eu agradeci internamente. Logo depois a coordenadora nos avisou que podiamos retornar as aulas, não vi mais Emma.

As horas que seguiram podem ser resumidas em matérias longas, trabalhosas e entediantes. A manhã foi longa e em vários momentos as órbitas esverdeadas invadiam minha mente com precisão, era inevitável não pensar naquela loira inteligente, que gostava de muitas coisas que eu gostava. E por mais que não a conhecesse a longo prazo, eu não podia evitar pensar nela, e não havia motivo.

Quando a última aula acabou, me despedi de alguns amigos de classe e segui até a saída do colégio. Quando já estava na metade do trajeto de volta para casa senti meu braço sendo puxado delicamente. Por Emma.

– Olá novamente senhorita – Emma disse sorrindo largamente. Foi inevitável não sorrir em retribuição.

– Emma! Como foram as aulas?

– Chatas, algumas interessantes. E as suas? – disse caminhando ao meu lado.

– Assim como as suas.

– Como é sua família Regina?

Puxei o ar com força para meus pulmoes e o soltei depressa. Encarei seu rosto angelical.

– Meu pai é homem adorável, bondoso, generoso e de um enorme coração. Minha irmã é um tanto doida, mais é boa, e minha mãe ... bem minha mãe é alguém você jamais irá querer por perto, ela tenta te controlar e manipular sua vida, e tudo tem de ser feito do jeito que ela deseja. E não sou muito próxima dos meus demais familiares.

– Sinto muito, por sua mãe ser assim.

– Tudo bem.

– Sabe...- ela parou de caminhar e ficou em minha frente- O que acha de nos divertirmos hoje?

– Nos divertir?Como?

– Você saberá como, hoje a noite.

– Não posso sair, principalmente a noite.

– Porque?

– Porque sou problemática Emma, meus pais tem medo de algo acontecer a mim. Tenho depressão a algum tempo.

Ela parou durante longos segundos, calada. Mais permanecia com suas mãos sobre meus rosto.

– Já pode sair correndo se é o que deseja.

De repente ela sorriu ligeiramente e acariciou com os polegares as laterais de meus rosto e disse:

– Eu não irei embora, nem mesmo quando você quiser que eu vá.

Encontrei um consolo no lugar mais estranho

Bem no fundo de minha mente

Vi a minha vida num rosto de uma estranha

E depois de ouvir aquilo, meus lábios sorriram, meu coração sorriu tudo em mim sorriu e brilhou como diamantes.

Cheguei em casa e segui para o meu quarto, a casa estava silenciosa. Joguei minha mochila sobre a cama e foi quando ouvi meu celular tocar freneticamente.

– Alô?

– Olá senhorita.

Abri um largo sorriso, era Emma. Antes de nos despedimos trocamos números de telefone.

– Emma!

– Só queria saber se chegou bem em casa.

– Sim, sim. E você?

– Também. Você ainda não me respondeu senhorita.

– Sobre o quê?

– Sobre sairmos está noite.

– Não posso sair Emma. Meus pais...- fui interrompida por sua voz doce.

– Quem disse que pedirá permissão a eles? Vamos! Não seja medrosa.

Nunca fui de sair as escondidas, no entanto, tudo tinha sua primeira vez.

– Está bem Swan. Pra onde iremos?

– Surpresa!

– Vamos, diga-me!

– Terá que esperar senhorita.

Bufei em frustação. Como ela era teimosa.

– Está bem.

– OK, nos vemos ás nove horas. Passarei aí para pega-la. Mandarei um torpedo quando chegar.

– Até mais tarde, se cuide Swan.

– Você também senhorita.

Atirei-me sobre a cama com um sorriso imenso, está seria uma longa e maravilhosa noite ao lado de Emma Swan.

Eu queria ir para lugares que os demônios iam

Aonde o vento não mudava

E nada no chão jamais iria crescer

Sem esperança, apenas mentiras

E você é ensinada a chorar no travesseiro

Mas eu vou sobreviver

...

Eu cometi todos os erros

Que você poderia possivelmente cometer

E eu peguei, peguei o que você deu

Mas você nunca percebeu que eu estava sofrendo

Eu sabia o que queria, segui e entendi

Fiz todas as coisas que você disse que não faria

Eu te disse que nunca iria ser esquecida

Eu sei que isso é parte de você

Notas finais
Música: Alive - Sia