Notas iniciais
Estou pesquisando e vivendo a doença. No entanto não tenho muitas informaçoes sobre a doença por isso me desculpem se houver algo errado. Espero que gostem!

" Sentia um vazio enorme dentro de mim e não havia forma alguma de preenchê-lo.

Haviam dias, semanas e até chegava a um ou dois meses. Em que eu estava estável, a dor passava ou como sempre achava que passava.

No entanto as crises sempre voltavam, me sentia deprimida e o medo e rondava a todo instante.

Ficava insegura.

Estes eram os piores momentos da minha vida, nos quais eu não sabia o que fazer ou o que dizer.

Nunca soube, nem nunca saberei o que há de errado comigo. Porque a angústia me consumia viva, dia a dia.

Meu corpo e minha alma doíam intensamente.

Sempre soube que era diferente. Sempre soube que era doente. E a minha certeza só aumentava a cada dia.

Sempre quis ser amada, sem nunca jamais ter amado a mim mesma.

Não compreendia as minhas crises, meus dias de inferno secreto. Eu não era normal. Não era quem aparentava ser.

Era extremamente atormentada por motivos que desconheço — Minha autoria"

Alinho meus cabelos negros para trás para logo em seguida prende-los em um coque desajeitado. Olho mais uma vez meu reflexo no espelho e não gosto do que vejo.

Era um dia estavél para mim, eu era alguém deprimida normalmente com os fatos que ocorriam na minha vida. E as minhas crises eram as piores possíveis, no entanto, ninguém se importava, exceto meu pai. Os motivos das crises depressivas vinham por um turbilhão de motivos e sentimentos, ou elas chegavam sem motivo algum.

Tudo isto parece estranho e irreal

E eu não vou perder um só momento sem você

Meus ossos doem, minha pele está fria

E eu estou ficando tão cansado e tão velho

Uma garota de 17 anos, magricela, e extremamente “estranha”.

Odiava intensamente minha vida monótona e sem graça. Morava em San Francisco ( Califórnia). Minha familía é da alta sociedade, o que exige que nos encaixemos nos padroes que a classe alta impoe.

Era primeiro dia de aula depois das férias de verão. Apanho minha mochila sobre a cama e saio do quarto em passadas lentas até a sala de refeiçoes. Na cadeira principal minha mãe Cora que me cumprimenta cordialmente, a sua direita meu zeloso e amado pai Henry, e a sua esquerda minha irmã Zelena.

Puxei uma cadeira na enorme e farta mesa me servindo de uma xicara de café.

– Animada para o primeiro dia querida? – perguntou meu pai.

– Não houve uma única vez que me animei para ir a escola.

– Seja paciente, logo o ano irá acabar – disse Henry -

E o silêncio se instalou por alguns instantes.

– Regina depois da aula iremos a casa de uma de minhas amigas, ela tem um belo filho a procura de uma futura esposa – disse Cora.

Mais uma vez minha mãe tentava me empurrar para algum rapaz, no entanto nenhum me interessava. Nenhum rapaz me interessava, e não havia motivo, só não os queria como namorados ou futuros maridos.

Em nossa familia as mulheres casavam-se cedo e minha mãe achava que comigo não seria diferente.

– Tenho que estudar, deixemos para outro dia mamãe.

– Não haverá outro dia Regina. Iremos hoje – insistiu.

– Não irei está bem? Leve Zelena!

– Zelena já tem um pretendente e você sabe. Quer passar a vida inteira sozinha? Já está na hora de arranjar um namorado – encarou Regina com seus ameaçadores olhos castanhos.

Levei a xicara aos meus lábios dando um último gole no liquido quente e negro. Levantei da cadeira em que estava e olhei profundamente para minha mãe.

– Estamos no século vinte e um. E eu tenho o direito de escolher quem e quando. Quer comandar a vida de Zelena ? Vá em frente se ela permitir. Mais a mim não.

Saí da sala de refeiçoes e apanhei novamente a mochila saindo de casa, mais não sem antes de ouvir os berros de minha mãe “Olha só, ela acha que pode nos dizer o que fazer. Eu sou a mãe!” “Você a mima demais Henry, olhe no que ela está se transformando”.

Aqueles tipos de discurssoes matinais aconteciam sempre entre mim e minha mãe. De maneira alguma ela apoiava minhas decisoes, tudo tinha de ser da forma que ela queria e eu estava literalmente farta de tudo aquilo.

Get up, get out, get away from these liars

Levante, vá embora, saia de perto desses mentirosos

Porque eles não entendem sua alma ou seu fogo

Pegue minha mão, entrelace seus dedos entre os meus

E nós sairemos deste quarto escuro pela última vez

Olho no relógio analogico do celular e estava atrasada para a primeira aula. Entro rapidamente pela entrada do colégio e sigo até minha sala. A porta já estava fechada e a arrogante professora Matilde da matéria de Filosofia já estava dentro da sala, e ela não suporta atrasos.

Entredentes ela abre a porta para mim.

– Vá para a sala de detenção e aguarde até o fim da minha aula.

Arrastando os pés segui até a sala de detenção, era uma sala espaçosa , com muitas fileiras de carteiras normalmente vazias e um grande quadro negro.

No entanto, desta vez a sala não estava tão vazia. Havia uma garota loira, sentada na última carteira da fileira do meio da sala. Quando ela ouviu o ranger da porta se abrindo girou a cabeça para poder me observar. A pele era bem branca, olhos de órbitas grandes e verdes, os lábios em um traço fino levemente rosados.

Ficamos nos olhando durante longos segundos, nos analisando. Até que segui até uma das carteiras ao lado a que ela estava.

– Olá, me chamo Emma Swan – ela disse com um sorriso fraco nos lábios.

A analisei mais uma vez e por fim estendi a mão com um sorriso singelo.

– Prazer, me chamo Regina Mills – ela pegou em minha mão em um aperto delicado com um sorriso sincero nos lábios.

Aquela era a moça mais bonita que eu já vira.

Cada minuto a partir deste agora

Podemos fazer o que gostamos em qualquer lugar

Eu quero tanto abrir seus olhos

Porque eu preciso que você olhe nos meus

Até cortar os próprios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual é o defeito que sustenta nosso edifício inteiro.

Notas finais
Música tema do capítulo - Open Your Eyes Snow PatrolComentem please!