Lycan

1 Que a caçada comece.


Notas iniciais
Espero que gostem.

"Á vários lobos dentro de mim
mas todos eles uivam para a mesma lua"

–Virgílio

Para os humanos era mais uma noite normal de primavera, mas para nós destinados e empenhados a protegê-los não. Somos o que eles chamam de Lycan ou mais conhecido como lobisomem. Eu me chamo Ártemis Raider e sou uma lycan, ao contrario de outras matilhas, a minha o clã Raider cuida para que nosso segredo continue oculto, nas sombras, cuidamos para que nenhum renegado por sua matilha seja descoberto pelos humanos, ou que outras matilhas chamem atenção demais. Eu sou alta, com a pele branca como a neve, corpo de dar inveja, cabelos lisos e negros como a noite que caiem como cascata ate um pouco mais que a metade de minhas costas, e possuo um par de olhos da cor azul, eles se parecem muito com os de minha mãe, exceto pele cor, minha mãe Diana Raider possui cabelos curtos na altura dos ombros lisos e loiros, e ela possui um par de olhos verdes como duas esmeraldas, além de um belo corpo, ela me disse que puxei os olhos de seu pai, meu avô que possuía olhos azuis. Mas bem, voltando meu pai David Raider é o líder da matilha, ou seja, ele é o macho alfa, ele possui um porte físico digno de um líder, sua pele é pálida assim como a minha, e possui cabelos negros totalmente bagunçados, e um par de olhos negros cor ônix. Ele é o macho alfa e minha mãe é a fêmea alfa da matilha, já eu sou beta um cargo muito grande para alguém que só possui dezesseis anos de idade.

Nesse exato momento estou caçando um renegado que matou muitas pessoas chamando a atenção de alguns humanos, que começaram a suspeitar, por isso estou aqui, para capturá-lo, ou se for necessário abatê-lo. Estamos correndo desenfreadamente por dentro de uma mata muito densa, estávamos em nossa forma de lobo, ma a diferença de um lobo comum para nós é que nós possuíamos o dobro do tamanho de um macho adulto. Eu caçava sozinha, e esse era um raro momento, pois quase sempre caçamos em bando. Só que dessa vez era diferente, pois o renegado não era muito perigoso. Minha forma de lobo era grande, com olhos azuis, caninos gigantescos e um pelo macio e espesso na cor branca, minha forma lupina dava medo em muitos inimigos. Estava quase alcançando minha presa, quando subitamente ele para, e como ainda não havia avaliado meu inimigo, fiz o mesmo, deixando uma distancia entre nós, cerca de quatro metros. Só agora consegui examiná-lo melhor, ele era do meu tamanho com olhos amarelos e pelos castanhos escuros, com grandes caninos a mostra, prontos para qualquer momento grudar em meu pescoço e só solta-lo quando eu já estivesse sem batimentos.

Ele me olhava com raiva e grunhia sem parar, mas não deixei ele me assustar e fiz o mesmo, deixando meus dentes e mostra e grunhindo do mesmo modo. Ficamos pouco tempo nos encarando, buscando o ponto fraco um do outro enquanto nós girávamos para manter a distancia um do outro. Por fim ele me atacou, seus dentes penetraram em meu pescoço como eu havia imaginado, senti seus grandes caninos atravessarem minha pele, enquanto o sangue já escorria, admito que nesse momento a dor foi mais forte e eu acabei soltando um pequeno grunhido de dor, tentava me soltar de todas as formas, mas isso só fazia com que sua mandíbula apertasse mais, isso doía muito, ele estava tentando fazer com que eu me submetesse a ele, e isso era coisa que eu não iria fazer, em um movimento rápido e com muito esforço, eu consegui me soltar dele, e assim que o fiz, abocanhei seu pescoço, só que ao contrario dele eu não iria deixá-lo submisso a mim, eu iria matá-lo. Ele grunhia de dor, e quando o fazia, eu apertava a mordida ainda mais, eu estava perdendo muito sangue, e isso seria uma desvantagem caso ele se soltasse e tivéssemos de lutar, então eu teria de acabar com aquilo o mais rápido possível, apertei ainda mais seu pescoço, ate que ele parou de se debater, e com minha audição super-humana, pude perceber que seu coração havia parado de bater e ele estava morto. Soltei-o no chão, e segundos depois seu corpo virou pó e foi carregado por uma corrente de ar que passava. E eu fiquei lá sozinha e sangrando, então desabei no chão, continuei consciente, só que não conseguia levantar. Fiquei ali por um bom tempo, pois quando dei por mim já via o nascer do sol. Foi ai que finalmente consegui levantar, meu ferimento doía, mas não tanto quanto antes, o que significa que meu corpo já estava em processo de cicatrização, mas para que estivesse completo ainda iria levar no mínimo um dia.

Como já tinha feito meu trabalho de matar um exilado, estava na hora de voltar para casa, para a mansão Raider. Sai daquela floresta correndo, mas com cuidado para que ninguém me visse, quando cheguei perto do lugar onde tinha me instalado, olhei para os dois lados para ver se não havia ninguém no recinto, mesmo sendo umas cinco da manha e todos provavelmente estarem em suas camas quentinhas dormindo, é melhor prevenir do que remediar. Logo me destransformei , e senti um vento gelado bater em meu corpo, fazendo com que um arrepio percorresse minha espinha. Levei a mão ate meu pescoço e pude constatar que o mesmo ainda sangrava só que menos do que antes, eu então fechei a jaqueta que estava usando ate o topo para poder me aquecer, e ao mesmo tempo esconder meu ferimento aberto e recente.Segui meu caminho ate um dos alojamento, peguei a chave em meu bolso, abri a porta e entrei para logo depois fechar e trancar a mesma. Tirei a jaqueta e joguei-a encima da cama, o alojamento não era muito luxuoso mas chegava a ser aconchegante, tratei logo de pegar meu telefone de dentro de minha bolsa, procurei o numero da central Raider para informar o status do alvo, o telefone chamou por pouco tempo até que alguem atendesse, e logo uma voz do outro lado da linha se pronunciou:

– agente, por favor identifique-se – a voz disse autoritaria

– aqui é a agente lupus beta, informando status do alvo – falei

– prossiga – disse ela novamente

– alvo abatido por defesa pessoal – disse enquanto esperava as ordens que seriam dadas

– agente lupus beta já pode retornar a base – após dizer isso ela desligou

Eu coloquei meu telefone em cima da cama e procurei uma roupa para vestir após o banho, e segui para o banheiro.

Entrei no banheiro e fechei a porta, coloquei as roupas em cima da bancada, e rapidamente me despi e entrei no Box, assim que liguei, aquela água fria caiu por meu corpo, fazendo com que meu ferimento doesse um pouco, depois de alguns minutos relaxantes em baixo daquela água gelada desliguei o chuveiro e peguei uma toalha de algodão branca, macia e confortável, depois de me secar, sai do Box e me vesti, eu usava uma calça Jens azul escura colada, uma regata azul marinho, e uma bota sem salto que ia ate um pouco abaixo do joelho. Após me vestir sequei meus cabelos com uma toalha e penteei-os, e sai do banheiro. Peguei tudo que era meu e guardei na bolsa, coloquei a jaqueta de couro preta, fechei-a ate em cima para esconder meus ferimentos, peguei a bolsa colocando-a só de um lado de meu ombro, guardei o telefone no bolso, e sai do quarto, fui direto para a recepção para poder pagar e ir embora. Quando sai de lá fui ate onde estacionei meu carro um Lykan hypersport azul metálico com detalhes em preto, ele possui tudo que preciso embutido e muito bem escondido por sinal, possui armas, computadores, suprimentos, dinheiro e por ai vai. Assim que cheguei ao carro apertei o botão do alarme e o mesmo fez o barulho do destravamento, abri a porta e joguei minha bolsa no banco de trás para em seguida sentar-me no banco do motorista, ligar o carro e partir dali. Dei ré com o carro, e rapidamente segui em frente, assim que sai do estacionamento, dobrei a direita e segui numa velocidade absurda, eu estava pouco me lixando para a velocidade, só queria chegar em casa o mais rápido possível.

Notas finais
Comentem por favor, até o próximo.