Luz e Trevas
10 Sombra que nos vigia.
Notas iniciais
O rei de Alathea andava pelos corredores gritando por Ikki e Dhoko, eram vários corredores, muitas salas, não sabia em que parte do castelo estava e em mais uma curva ele deu de frente com duas portas negras e de dentro delas se podia ouvir duas vozes exaltadas mas era incompreensível o que falavam, com medo que fosse a criatura atacando outra pessoa o Jovem abri as grandes portas pronto para pior quando ele encontra Ikki apontava para Pandora a espada.
→Momentos antes ←
Ikki estava em fúria, seu sangue e sua energia pulsavam por suas veias, não consegui colocar seus pensamentos em ordens, a única coisa que se passava por sua mente era que precisava achar Hyoga, mas o sentimento de impotência também o avassalava o que deixava sua ira mais incontrolável, em um impulso para descontar tantos sentimentos turbulentos o moreno pegou o primeiro objeto que encontrou e o atirou no grande vitral que estava a sua frente o fazendo se despedaçar, uma brisa gélida entrou pela janela tocando o rosto do moreno o fazendo recobrar um pouco de sua consciência
— Não, não posso me desesperar.— Ikki falava serio para si próprio enquanto caminhava em direção a uma grande poltrona que havia na sala.— Onde você esta meu raio de sol?
Ikki olhava agora para o céu pensando eram tantas perguntas, onde aquela criatura havia levado o jovem príncipe? Por que de tal não o obedeceu? Quem teria tamanha ousadia de se opor a si? O que estaria Hyoga fazendo agora? Se estava ferido? Hyoga? No fim todas suas perguntas se voltavam para o loiro.
— My Lord ?— O moreno foi tirado de seus pensamento por uma voz suave.— O Senhor esta bem?
—Pandora.— O rei das trevas suspirou.— Estou.
— Me perdoe por minha insolência mas percebo que não.— A jovem se aproximou mais saindo das sombras.— A algo que eu possa fazer pelo senhor?
Ikki olhou para a morena , Pandora fora sua primeira criação, compartilhou com ela o dom da vida, lhe deu consciência, uma alma, um objetivo, ela era uma de suas pilastra , sua pessoa de confiança.
— O príncipe Hyoga foi sequestrado.— Mantinha o semblante serio.— O que mais me perturba é que a criatura que o levou era feita de escuridão
A morena ouviu atentamente cada palavra do homem a sua frente e não pode evitar de sentir um leve frenesi em seu interior ao imaginar onde o loiro estava.
— Sinto que algo esta errado— O moreno disse por fim voltando a olhar para fora.
— Isso é um grande infortúnio meu senhor .— Pandora se aproximava se sentando sobre os joelho em frente ao maior.— Mas isso de algum modo é natural.
— Como?— O moreno voltou a olha-lá severamente.
—Meu senhor.— Ela se retesou um pouco.— O jovem príncipe é um ser de Luz os mesmos vivem no plano superior, e o fato dele estar aqui é algo não natural, é ir contra as regras da nossa natureza, do mundo, o Senhor sabe que um ser de Luz não pode conviver com um ser de Trevas.
— Entendo seu pensamento minha cara , mas com Hyoga aqui pude perceber que sim nos podemos viver em harmonia, já lhe ensinei que Sem luz não a sombras ou visse versa.— Ele olhou para fora vendo o céu noturno com estrelas.— É como este Céu.
— Mas My Lord .— A morena já estava se irritando com a cegueira de seu Mestre.— Isto não é igual, e tudo que esta acontecendo é para que o senhor possa ver.
— Ver?— O rei olhou curioso para a mulher.— Não estou entendendo.
— Meu rei — A morena se levantou.— Sim para ver, ver que não é natural, ver que não é aceitável, ver que não é certo o Senhor se relacionar com aquela criatura.
— Pandora !— A voz de Ikki subiu o tom.— O que esta a dizer ?
— O senhor esta cego e envenenado por aquele principie e não pode ver como esse... esse … relacionamento é prejudicial a si. — A morena diria tudo talvez assim seu Rei enxergasse seu engano .— O senhor pode negar, mas eu percebi que desde o momento que o Príncipe pisou neste castelo não tem estado em seu juízo perfeito.— A voz da morena estava ficando exasperada.— Eu vi o quanto suas energias ficavam fracas pelo Senhor ficar exposto a luz, o quanto sua postura estava mudando, Você não estava sendo mas você o Meu Criador, o Controlador de toda escuridão, então não ouve escolha ….
—Pandora não me diga ...— Ikki não completou sua frase.
— Sim, eu tive que intervir, não poderia permitir que o Meu Senhor fosse enganado, que deixasse se influenciar ...— Ikki levara a mão a base da espada a apertando sem perceber.
— No começo eu achei que logo que o tratado fosse formado tudo voltaria a ser como antes.— A voz da morena agora carregava asco.— Mas o Meu Rei fora enfeitiçado por aquele … Príncipe e deixou de ser o nosso imperador eu não poderia aceitar tamanha afronta, por este motivo tomei minha posição
A morena a passos rápido se aproximou do moreno selando seus lábios por um breve toque que a primeiro momento deixou o moreno sem reação mas no seguinte a afasta-la com um empurrão levando a jovem ao chão.
— Como ousou! — Ikki desembainhara a espada.
A ligação de Ikki com a jovem era forte assim com o toque, ele sentiu todos os sentimentos, pensamentos, desejos da morena.
— My Lord.— Os dois se encararão os olhos violetas da jovem ficando negros.— Eu sinto muito mas vejo que não á volta...
—Diga onde Hyoga esta!— Ikki apontou a espada para a mulher.— E talvez eu seja misericordioso.
Nesse instante as grandes portas da sala foram abertas e um Aiolia preocupado as atravessou olhando com surpresa a cena a sua frente.
— Aiolia...— O moreno ia pedir para ele esperar que lhe explicaria a situação mas ao voltar seus olhos para morena a mesma já havia se afastado se si.
— Sinto em dizer que se meu Senhor não mudar de posição, também sofrera as consequências.— Pandora disse enquanto seu corpo era envolto por uma aura roxa.
— PARE!— Ikki lançou a espada em direção a jovem que fincou na parece, a já havia desaparecido.
— O que esta havendo ?!— Aiolia sussurrou pasmo.
Ikki mas abalado do que antes contou para o loiro, o que havia acontecido, o que a morena o havia falado e agora já sabiam com quem estavam lidando, o Moreno também questionara como o Rei de Alathea chegara ali o mesmo revelara para o Lorde das trevas o ataque.
— Então foi ela?— Aiolia estava em choque mas não parava de caminhar de volta para o quarto com Ikki em seu encalço.
— Sim.— Ikki disse em um suspiro.— Carne de minha carne.
Ao chegarem a porta do quarto os dois homens entraram, qual foi a surpresa dos mesmos encontram o quarto vazio.
— Shun?— Aiolia olhou em volta.— Co... Como?
Os dois homens vasculharam todo o quarto mas nenhum sinal do menor, o fez voltar em Aiolia o sentimento de Medo banhado em desespero.
— Onde ele esta? Onde ele foi?— O loiro perguntava a ninguém diretamente.
— Se ele esta como você disse não pode ter ido muito longe.— Ikki colocou amão no ombro do amigo.— Vamos acha-lo se afaste.
Aiolia ainda perdido deu espaço para Ikki que fechpou os olhos e quando abriu as pálpebras os olhos azul índigos agora estavam amarelos vivos.
— Umbre.— O moreno disse firme e na frente do Rei surgiram três seres negros sem rosto.— Vão.
— O que são eles?— Aiolia o olhava assustado.
— São sombras literalmente.— Ikki explicou.— Eles vão procurar pela de Shun e assim que a encontrarem me avisaram e desapareceram, venha precisamos tomar providencias.
Sem dizer mais nenhuma palavra Aiolia acompanhou Ikki que caminhava rápido, cada qual em silencio e perdido em seus pensamentos, ate que entraram na sala onde poderiam se comunicar com os outros reinos.
— Como esperado.— O moreno quebrou o silencio.— Isolamento.
— Ikki?— Aiolia o olhou sem entender.
— A gema foi danificada.— Suspirou.— Não podemos nos comunicar de modo rápido com os outros reinos, querem nos isolar.
— O qu...— Aiolia se calou assim que uma das sombras apareceu e assim logo se desfez em frente a Ikki.
— Encontraram Shun.— O moreno disse serio.
— Onde ele esta?— O loiro perguntou esperançoso.
— No lugar mais improvável.— Ikki respondeu.
Os dois homens sairão da sala, e voltaram a atravessar os corredores do castelo e desces escadas, o Rei de Alathea já havia perdido a conta de quanto haviam descido e por quantas portas haviam passado, mas sabia que não estavam mais na superfície pois o ar estava mais denso e ficava cada vez mais escuro.
— Onde estamos indo Ikki?— Aiolia perguntou.
— Nos vamos o lugar onde ela habita.— O moreno disse baixo.— A escuridão.
Ikki não olhou para trás e não pode ver os olhos de Aiolia se arregalarem, mais um lance de escadas e estavam de frente a um grande portal onde se podia ver runas encrustadas e mais a frente uma unica e grande porta que estava levemente aberta.
A passos lentos eles se aproximaram Ikki continuava a olhar para frente enquanto Aiolia olhava apreensivo a sua volta, ele não sabia dizer mas se sentia observado de todos os ângulos.
Ao atravessarem a porta eles puderam avistar Shun ele estava de pé de costas para ele e parecia sussurrar algo e tinha algo em suas mãos.
— Shun.— Aiolia chamou.
— Olá .— Os olhos vazios miram Ikki.— Meu filho.
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