Luz e Trevas
15 O começo do fim
Notas iniciais
Aquele sofrimento não acabaria nunca? Onde estava o Ikki? Seu povo estaria bem? E shun, Aiolia, seus amigos? Essa era umas das dúvidas que rondavam a cabeça de Hyoga, mas que eram rapidamente substituídas pelo medo pois em seu mais íntimo sabia que fim estava próximo e se não fosse pela mão de seu algoz seria por sua fraqueza por não receber luz do sol.
Dias antes
Hyoga abriu os olhos lentamente. Sua cabeça doía e seu corpo estava pesado. O breu diante de si fê-lo piscar várias vezes, e, mexendo as mãos, descobriu que estava amarrado, estava desorientado, quanto tempo estava apagado? O que havia acontecido? Forçou a memória e sua cabeça latejou em resposta.
No instante seguinte uma brecha de luz apareceu, inundou o local através de uma porta, por onde um homem alto e forte entrou. Estreitando os olhos, o príncipe tentou enxergar algo, mas nada viu.
— Ei garoto, finalmente acordou — a voz grossa e fria se fez soar, fazendo o rapaz sobressaltar-se, franzindo o cenho.
— Eu... — tentou falar, mas sentiu a boca seca e a garganta arranhar. — Onde eu estou...
— Você devia ficar quieto. — Murmurou o homem mal-humorado. — Antes que eu decida matá-lo de uma vez.
O homem saiu, deixando Hyoga lá, sem entender nada.
O rapaz olhou para os lados, confirmando que não podia ver nada. Tentou mover as mãos, mas o aperto em seu pulso era forte, chegando a machucá-lo. Suspirando, fechou os olhos, desejando que tudo aquilo acabasse logo.
— Ei, ele está vivo? — Questionou Pandora.
— Sim Senhora— Retorquiu Radamanthys.
A conversa chegava aos ouvidos do rapaz como o zunido de um mosquito: distante e desconexa. Sentindo todo o seu corpo reclamar de dor, abriu os olhos, piscando várias vezes , está agora em um ambiente parcamente iluminado.
— Ele está acordando — Disse a morena com divertimento
— Eu... Onde eu estou? — Questionou baixinho.
Não houve resposta. Ao contrário disso, seu rosto foi envolvido por uma mão firme e erguido, obrigando-o a olhar para cima.
Olhos negros foi tudo o que viu.
Na penumbra do local, os olhos azuis iluminados se destacavam. O rapaz tentou soltar-se do aperto, mas não deu certo. E como se o que ele estivesse fazendo fosse errado, um tapa forte, que ecoou por todo o local, foi dado em seu rosto, fazendo-o virar-se com o impacto.
— Impertinente! Você não tem direito algum de fazer perguntas, afinal, foi você que veio aqui se oferecendo. — Hyoga tentava reconhecer a voz, já havia a escutado antes, mas de quem? Não podia ver o rosto a pessoa estava na parte mais escura do local.
— E-Eu sou... Hyoga... Príncipe da Luz — disse lentamente.
A outra presença que estava ali notando que o prisioneiro estava com sede, o homem pegou uma garrafa que estava por ali e enfiou na boca dele, deixando-o beber uma quantidade considerável. Um pouco de água escorreu para as roupas dele e caiu no chão.
— Só estou lhe dando água por que, a minha senhora, tem umas coisas a tratar com você. — Disse ele cruelmente deixando-os a sós.
— Eu sei quem você é, e o que está fazendo principezinho, não se preocupe o seu futuro já esta decidido.
— Sua voz ... Você .... Pandora — completou o prisioneiro, arfando depois do esforço de beber toda aquela água de uma vez.
— Oh, sim! Então você se lembra de mim que honra! Você se lembra de como veio para aqui do presentinho que mandei para você? — Perguntou divertida.
— Presente? — Hyoga estava ainda confuso.
—Que ingrato, mas vou refrescar sua memória, eu mandei um dos meus bichinhos te visitar no castelo falar com seu amiguinho, qual o nome dele mesmo, Shun— explicou com a voz afetada.
— Co-Como? Eu estava com Shun... O MONSTRO. — O pavor invadiu o loiro. — O que você fez com Shun? Ikki... — Os pensamentos vinham como flechas.
— O seu amiguinho deve estar morto, um a menos de vocês e Ikki, o nosso rei temporariamente, ele está desesperado para encontra-lo mas eu vou ajudar, logo saberemos o que ele acha dessa nova situação e para sua sorte espero que aceite os novos termos pois as coisas podem ficar muito ruins pra ele, tudo vai depender do quanto ele está enfeitiçado por você. — Contou a morena trincando os dentes
— O quanto ele está enfeitiçado... — Hyoga para si mesmo.
—Sim, enfeitiçado por você, ele não vê o quanto você é nocivo, mas eu vou ajuda-lo a ver, eu vou dar uma chance a ele nem que para isso eu precise ceifar sua vida. — Comentou ela indiferente.
— E-Eu não fiz nada de errado, Ikki jamais vai te perdoar se fizer algo comigo, ele não está enfeitiçado, ele escolheu a mim, ele escolheu dividir seu reino, você não vê isso? — Hyoga estava abalado com as informações.
—Eu vejo o que você é um manipuladorzinho, que invadiu o nosso reino, que transformou o nosso imponente imperador em uma marionete, em um fraco, em um desmerecedor do poder que tem— murmurou ela. Pandora caminhou até a porta aberta, saindo e fechando-a com um rangido ensurdecedor.
Hyoga ficou sozinho, remoendo tudo o que havia ouvido. Estava em uma sela, provavelmente no sub solo, não sentia luz solar, não sabia dizer o quanto tempo havia se passado.
Suspirou, olhando para o teto negro do local. Havia sido sequestrado, não tinha notícias de seus amigos, de Ikki, seu carcereiro só aparecia para trazer um mínimo de comida e água, até tentou arrancar alguma informação, mas como resposta recebeu uma surra.
Balançou a cabeça negativamente, sentindo seu coração apertar-se cada vez mais no peito.Estava se entregando ao desespero tinha que ter calma Ikki iria salva-lo, fechou os olhos, deixando que as lágrimas escorressem por seu rosto até pegar no sono.
— Ei garoto, acorda! — A voz fria e rude soou, fazendo Hyoga acordar em um sobressalto.
—O que aconteceu? — sussurrou.
—Minha senhora mandou lhe avisar que começou a equilibrar a balança e vai começar pelo Sul e nosso bichinho foi fazer uma nova visita aos seus amiguinhos, enquanto ela visita o Reizinho e que vai depender dessa conversa sua vida.— Radamanthys ria ao contar para Hyoga que contorcia o rosto em medo e surpresa.
Foi deixado com seus pensamentos, o que Pandora diria para Ikki, mata-lo? Se casar com ela? O que seria equilibrar a balança? Ao Sul estava a colônia de Kamus, o que ela planejava fazer? O que poderia fazer? Estava começando sentir os efeitos da falta da luz do sol, estava difícil ficar acordado e apagou novamente.
Não entendia o que estava havendo. Havia muitas vozes, muitos barulhos, e sem poder se mexer ou ver, tudo o que ele podia fazer era confiar em sua audição. Ouviu gritos, urros, grunhidos.
A porta de sua sela foi aberta e por ela passou Pandora e Radamanthys que tinham semblantes nada amigáveis.
— Irei exterminar seu povo e você sentira a dor de cada um deles. — Radamanthys se aproximou.
Hyoga foi preso a parede pelos braços e a parte de tras de sua roupa fora rasgada deixando suas costas livres.
— Se divirta meu guerreiro só não o mate ainda.
O Príncipe estava desesperado ouvia o homem andar atrás de si, mas não enxergava nada.
— Eu vou ser carinhoso loirinho quero que se divirta comigo.
Então o som de ar sendo cortado foi ouvido e quase que simultaneamente um grito de Hyoga, ele sentia suas veias serem invadidas, seu corpo se convulsionava.
— Tão doce.— a risada perversa ecoou. — Me divirta príncipe.
Agora
Os cavalos corriam, suas narinas abriam e fechavam com fúria até que Shun puxou as rédeas de seu cavalo e este parou derepente.
— Chegamos. — Disse descendo do cavalo.
— Aqui. — Aiolia olhou em volta e não havia nada somente areia e pedras.
— O que há aqui meu pai? — Ikki estava ansioso que nem notava como chamava seu criador.
Shun olhou para o horizonte e os dois grandes homens acompanharam seu olhar e viram alguém se aproximando.
Quando o estranho estava perto Ikki se lembrou dele, era um dos reis colonizadores que vieram para lá.
Shaka desceu do cavalo com um movimento gracioso e se postou diante daqueles que lhe aguardavam.
— A quanto tempo eremita. — A entidade no corpo de Shun comprimento.
— Isso foi a muito tempo e vida companheiro. — Shaka respondeu.
— A balança esta desigual e precisamos fazer aquilo— Ikki sentiu o peito pesar com aquela frase.
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