Luz e Trevas
16 Passado de luz e trevas
Notas iniciais
Um som de terremoto ecoava naquele local, no mesmo momento em que uma chuva de raios pairou no céu. Os fios negros balançavam de acordo sua dona caminhava e sua horda a seguia para invadirem a Terra, assustando os dois guerreiros que observavam a cena.
Aquela exibição era assustadora. Não havia nuvens no céu para que houvesse relâmpagos, olhando aquela cena épica Kamus se lembrou de uma velha lenda conhecida naquele mundo.
O relato dizia que, um dia, o céu choraria relâmpagos e soluçaria trovões. Os deuses teriam um escolhido e ele seria o sacrifício que aniquilaria todo o mal. Ele seria como a luz da manhã quando o sol nasce e teria em seu corpo um brilho suave que irradiaria calor. Mas seus olhos seriam a marca fatal de que ele veio ao mundo para purificá-lo.
Era um ser celestial amado e protegido pelos Céus.
Os homens recuaram um passo ao ver um relâmpago maior cortar o céu, abrindo uma fenda nele, de lá, algo sair. Não havia meios para explicar qual a sensação que sentiam naquele momento
— Kamus o que está acontecendo? — O loiro que tivera a ideia de seguir a criatura que atacou o reino do Rei do Sul não tinha certeza que aquilo havia sido uma boa ideia.
Kamus nada respondeu, pois, seus olhos estavam pregados naquele que vinha logo atrás da mulher desconhecida, acorrentado e ferido, tinha certeza de quem era.
— Hyoga. — O ruivo pensava em várias teorias para aquilo, mas tinham muitas perguntas e para entender aquilo. — Milo precisamos ir
— Para onde? — O loiro não tirava os olhos da criatura que agora pousava diante da jovem, provavelmente relatando o ataque e vendo quem acompanhava mulher de cabelos negros
— Em busca de respostas — Se ergueu e começou a caminhar descendo do pequeno desfiladeiro onde haviam se escondido — Hyoga está aqui, ferido e provavelmente refém mas a principal pergunta é onde está o Lorde Ikki e ....
O som de Passos se aproximando acertaram os reis que se colocaram em posição de luta, não esperavam enfrentar alguém tão cedo, haviam tomado todos os cuidados para não serem seguidos, mas seus receios se fundaram assim que avistaram seus seguidores.
— Olá amigos. — Shaka cumprimentou.
Dias antes.
— O que acha que está dizendo? — Questionou Ikki exasperado enquanto olhava de Shaka a o seu criador.
— Salvando a todos — Shun respondeu simplesmente.
— Você entende o que está me pedindo. Planejo levar Hyoga comigo a qualquer custo. — Disse o lorde das trevas enquanto tocava na bainha de sua espada.
— E eu pretendo detê-la qualquer custo. Hyoga faz parte disto além de que a escolha é dele não sua.— comentou Shaka austero, irritando o moreno.
— Mas isso é realmente necessário — Perguntou Aiolia preocupado.
— Sim. — Contradisse Shaka — Ou tudo será engolido pelas trevas até sobrar o nada e tudo terá que recomeçar, e pelas escolhas dos deuses nossas almas novamente conectadas
— Não vou desistir dele! — Ikki disse começando a desesperar-se
— Não vou permitir isso, mas deverá deixar acontecer Ikki, pois se impedir sabe as consequências. — Respondeu às trevas demostrando o peso de suas palavras, está aqui a tantas eras, viu tempos e existências, o universo é caprichoso para ter algo era necessário dar algo de tamanho valor e se negado o seu desejo o universo o tomaria da pior maneira possível. — Vamos, precisamos de ajuda.
Na Caverna
Depois da última visita de Pandora, ela exigiu que Radamanthys fosse mais incisivo em seu dever de infligir dor ao principe, havia recebido mais um castigo, mas para seu alivio até o momento o seu carcereiro não o havia violado. Estava deitado vagando entre o inconsciente e o inconsciente, e como a cada surra acabou apagando e foi levado para uma memória esquecida a muito tempo.
— Isso é muito perigoso, Hyoga— Disse o Senhor de modo preocupado, os olhos fechados e as mãos nas costas eram características dele.
— Eu sei mas quero saber — Comentou o menino, que devia ter uns dez anos.
— Seu pai sabe sobre isso? — Perguntou ele receoso.
— Meu pai está tratando de negócios, eu sou seu filho devo aprender as histórias e rituais que as envolvem, isso me deve ser ensinado por direito — Respondeu ele calmamente, como se não significasse nada para si, mas era mais que isso, Hyoga não pode conhecer o amor de sua mãe, foi lhe contado que ela morreu para li dar a vida e somente, mas ao encontrar um antigo livro com as histórias do Reino descobriu que havia mais envolvido, havia um ritual.
— Hyoga mas logo esse ritual? Posso ensinar qualquer outro que pedir, mas esse é muito perigoso, você mais que ninguém deveria saber disso., o preço que precisa ser pago. — Explicou o velho ancião.
— Mas eu quero aprendê-lo — disse a criança, convicta. — Assim eu me sinto mais próximo dela
O Senhor suspirou, pensando em um meio de convencer de que ele não devia aprender aquele ritual, nem saber o que sua mãe passou para conjura-lo. Era uma magia antiga e muito poderosa, a mãe de Hyoga quando gravida descobriu que seu pequeno fruto sofria de uma doença, uma doença terrível que fora criada com magia, que assim que Hyoga nascesse morreria, além que poderia infectar quem entrasse em contato consigo, o que fazia a doença ficar mais forte. O Rei da luz pediu para Nasticia não ter o bebê, mas ela se negou não permitiria negar a vida a seu filho. Ela buscou ajuda em cada canto do reino, tentaram todos os tratamentos e feitiços mas nada adiantou, até que nas escrituras antigas se achou aquele ritual, aquele que purificava qual quer mal, mas que pedia um pagamento igual.
— Tudo bem, eu lhe passarei tudo que sei — Comentou apreensivo.
— Sério? — Questionou o garoto alegremente.
— Sim, entretanto você também aprenderá sobre o equilíbrio e seu papel nele.
O garotinho sorriu animado, sentando na mesa de estudos que havia na enorme biblioteca do castelo abrindo o livro que estava lendo antes do ancião chegar.
O Senhor cumpriu todas as promessas que fizera: Contou para Hyoga todas as histórias e lendas que conhecia, como o universo se formou, qual era o papel de cada um deles, o que poderia acontecer se algo desaparecesse, mas que também tudo mudava e evoluía.
Os dois conversaram animadamente, o velho lhe falou sobre coisas de sua época, mas. Naquela manhã cinzenta, Hyoga descobriu o que havia acontecido com sua mãe, o que ela teve que sacrificar para ele estar ali, o que havia sido tirado de seu pai.
Aquilo deixou o menino tão embasbacado que ele nunca mais quis saber sobre magia, rituais e nunca mais tocou no assunto, mas isso não impediu do ancião de ensiná-lo o ritual, pois era um homem de palavra.
Embora tudo o que Hyoga fizesse era ler a reza do ritual e gravar na mente os procedimentos, os resultados se desse certo ou errado e os pormenores necessários, ainda sim era perigoso. Ele não possuía poderes o suficiente para sustentar um ritual daquele, o que faria com que o sacrifício acabasse sendo ele. O que significava que o ritual o engoliria.
Era muito arriscado para não se ter o máximo de cuidado.
E na última vez que Hyoga terminou o seu estudo o Senhor suspirou aliviado, agradecendo aos deuses por tudo terminar bem.
Fale com o autor