Luz e Trevas
6 Movimento das Sombras
Notas iniciais
E do alto da torre o lorde das trevas olhava para o jardim do castelo, e pensando em como um único momento tudo muda.
— Lorde Ikki.— A voz de pandora foi ouvida.— Rei Aiolia o aguarda.
— O deixe entrar.— Ainda olhava para o mesmo local.
A porta foi aberta é o homem de feições fortes passou por ela, Aiolia caminhou calmamente ate o lorde parando somente quando estava ao seu lado na grande janela.
— Olá meu amigo.— O rapaz de cabelos louros escuros disse assim que a jovem deixou o recinto. — Que bela visão.
— Ola Aiolia.— O moreno sorriu com o comentário.— Sim uma bela visão.
Os olhos Mel e os Índigo admiravam o jardim mais especificadamente os dois jovens que ali estavam entre o meio das flores.
— Está tudo preparado.— Ikki agora olhava para o amigo.
—Sim o Rei Cristal nos aguarda.
Os dois homens seguiram para encontrar o Rei da Luz, pois tinham planos de expandir ainda mais o país que prosperou.
— Ótimo.— Lançou um último olhar ao princepezinho que sorria belamente.— Vamos.
No jardim do castelo alheios a tudo Shun e Hyoga conversavam animados no jardim do castelo quando são interrompidos por um homem alto e de cabelos curtos e loiros.
— Desculpe interromper sua conversa, mas você é o príncipe do Reino da luz não é mesmo? — Perguntou o homem.
— Sim, e você seria? — Disse Hyoga curioso por não reconhecer aquele homem.
— Ah, desculpe, onde estão minhas maneiras? Meu nome é Radamanthys. — Disse estendendo a mão na direção dos dois.
Hyoga foi o primeiro a cumprimentá-lo logo seguido por Shun, assim que apertou a mão do desconhecido os olhos de Shun se arregalaram.
— Fuja. — Shun disse e empurrou Hyoga.
— O que? — Hyoga se virou para perguntar o que aconteceu.— Shun! Radamanthys tinha uma espada longa em mãos enquanto a lâmina atravessava o corpo do sensitivo. Em um movimento rápido Radamanthys retira a espada do corpo pequeno e com um sorriso vê o corpo do jovem cair sob seu lado esquerdo.
— Ngh, H-Hyoga, fu-fuja.— Falou Shun enquanto virava sua cabeça na direção do amigo, com um filete de sangue saindo de sua boca.
— Se correr ou gritar vou garantir que seu amigo — Radamanthys apontou a espada no pescoço do jovem aos seus pés.— Pague por sua covardia.
Antes que respondesse algo, Hyoga e Radamanthys são surpreendidos pelo som de uma espada cortando o ar. Era Ikki, que junto com Aiolia estavam voltando de uma reunião com o Rei Cristal.Com um movimento rápido Ikki afastou o estranho de Shun.
—Shun, olhe para mim, vai ficar tudo bem. — Disse Aiolia enquanto fazia pressão sobre o corte, se sentindo mal pela expressão de dor de seu companheiro.
— Hyoga, consegue usar um pouco de cura? Hyoga!— O loiro estava em choque, estava ajoelhado olhando espantado para a quantidade de sangue que manchava o chão e as roupas claras do povo da luz.
— Hyoga? Olhe para mim. —Disse Ikki enquanto segurava os rosto do príncipe entre as mãos.
Em meio a confusão Radamanthys fugiu quando Ikki se distraiu com o grito de
Aiolia.
—Shun, Shun! Não faça isso, por favor. — Aiolia estava desesperado vendo a respiração de Shun diminuir.
—D-Desculpe, eu te amo. — Sussurrou Shun.
— Não, não, não, não, por favor não. Shun!
Naquele momento o solo do mundo tremeu como se as entranhas da terra se movessem.
Em cima da cama de lençóis de linho azuis escuro o corpo antes inerte agora reagia, o jovem tentou abrir os olhos, mas naquele momento parecia uma tarefa impossível, a cabeça estava com um leve latejar. Mas por fim quando as irisi azuis se abriram por completo encontram um borrão.
— Não me machuque. — A voz fraca pediu.
— Calma, sou eu, Hyoga, você está seguro.— Recebeu um carinhos em seu rosto.
—O que aconteceu? O Shun, cade o Shun? Eu não consegui, tinha muito sangue. Eu…— Ikki vendo seu estado abraçou Hyoga enquanto este começava a soluçar.
—Aiolia está com ele em seus aposentos, os curandeiros chegaram a tempo.
— Quanto tempo?
— Já faz um dia que vocês foram atacados.
—Eu preciso ver ele. Por favor.— Os olhos celestes pediram clementes.
—Vamos vê-lo. Apenas coma o seu café e vamos.
O jovem príncipe comeu com um pouco de presa e com a ajuda de Ikki saiu da cama e seguiram pelos corredores vazios até chegarem ao quarto, dando uma leve batida na porta.
Ao entrarem Hyoga se assustou ao ver o rosto de Aiolia ele estava com olheiras e parecia abatido.-
— Aiolia…
— Não, Hyoga, eu… Me desculpe, você estava assustado, venha.
O príncipe que entrou devagar no quarto logo pousando os olhos no pequeno corpo na cama. Hyoga se aproximou com calma e um pouco de medo sentindo os olhos marejarem. Shun estava com uma expressão serena, mas o rosto estava um pouco vermelho.
— Ele está com febre desde ontem a noite só agora conseguimos baixá-la. A espada passou perto do coração. Eu… Eu não…
— Calma Aiolia ele vai ficar bem, temos que nos preocupar em encontrar o responsável por isso.— Disse Ikki com a mão no ombro Do amigo.
— Aiolia, Ikki, as veias do Shun…
Ikki e Aiolia empalideceram com a cena. O braço esquerdo e parte do pescoço do jovem sensitivo tinham as veias em um tom negro que se destacava na pele alva, saiam do peito e se estendiam até o cotovelo e começavam a subir a partir da base do pescoço com a clavícula.
— Isso é… Fiquem aqui. — Disse Ikki enquanto saia pela porta sem se preocupar em fechá-la.
— Arg…— O corpo na cama se convulsionou.
— Shun? —Aiolia se aproximou da cama e pegou a mão do amado. Abrindo os olhos devagar, Shun não entendeu a expressão de espanto que estava no rosto de seu amigo e companheiro.
— O que aconteceu?— A voz rouca pela falta de uso perguntou.
Aiolia não conseguiu manter a expressão ao se deparar com o que via,o olho esquerdo do pequeno não possuía mais a bela esmeralda, sua íris estava tomando um tom alaranjado enquanto a parte branca era tomada por um tom negro como piche.
O clima no castelo era tão tenso denso quanto a noite, as botas de Ikki ecoavam pelos corredores no castelos, enquanto caminhava os pensamentos do Lorde fervilhavam como lava quente, invadem seu castelo, ferem seus amigos, sendo que o foco era Hyoga, mas o que o incomodava era o fato de não sentir nada, nenhuma presença invasora. Afastou os pensamentos por um momento quando diante das pesadas portas que lentamente se abriram para si.
Sentado ao lado da cama segurando a delicada mão de Shun estava o Rei De Scandia o reino central Aiolia.
— Você precisa descansar.
— Não, Ikki, ele precisa de mim, não posso parar agora.
—Mas Aiolia…
– Eu sei que você faria a mesma coisa pelo Hyoga, estou errado?
Ikki virou na direção do príncipe vendo este dormindo profundamente em cima de um dos antigos livros da biblioteca.
— Vamos continuar. — Ikki disse com cansaço.
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Dhoko um dos Curandeiros mais antigos do reino após de fazer mais uma avaliação em Shun, pediu para conversar com os dois nobres.
— É uma espécie de veneno, um bem antigo.— O homem com aparência jovial mas que escondia um longa idade disse sério.
— O que vai acontecer? — Perguntou Aiolia apreensivo.
Estavam do lado de fora do quarto enquanto os outros curandeiros dentro do quarto tentavam retardar o efeito do veneno.
— Não muito, somente que no fim Shun morrerá.— O homem parou e pensou em suas palavras.— Nós não podemos ficar muito tempo exposto a Luz o mesmo se aplica há vocês em relação as trevas, Vocês sofrem exposição diária mas sempre pouca e períodos diferentes então a poucos sintomas ou ate a inexistência deles, mas no caso do Jovem, está sendo por dentro de seu corpo, as trevas estão consumindo sua Luz e não vai parar ate que luz da vida lhe seja apagada.
Os Homens focaram em silencio Aiolia estava petrificado, sem nenhuma reação, nenhuma expressão… Nada, diante o estado do amigo Ikki tomou a frente.
— Há algum antídoto?
— Desculpe, alteza, mas não sabemos, pegamos uma amostra, mas ainda não conseguimos achar um antídoto. Precisamos ter acesso a seu acervo, esse é um veneno que só pode ser feito aqui se há um antídoto ele está aqui em algum lugar.
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Nas cavernas em meio a escuridão a silhueta de uma jovem podia ser vista ganhar forma.
— Radamanthys.— A voz doce e suave foi ouvida. —Meu Guerreiro
— Senhora.— O homem se ajoelhou diante a dama.
— Se levante.— Ao ter o loiro de pé se aproximou e tocou-lhe o rosto lhe dando um sorriso bonito.— Você foi perfeito.
— Não poderia ser de outra forma Senhora.— O homem sorriu encantador.
— Minos.— Ela se virou para o Homem de longas madeixas.— E as marionetes?
— Estão prontas
— Chegou à hora de realizar uma visita ao Reino Do Sul, e seu Rei de Gelo.
Kamus se encontrava em seu escritório, em meio a vários papeis, mapas e livros, com o crescimento do Reino do Sul estava mais ocupado do que nunca, mas isso o deixava feliz pois estava progredindo, estava concentrado na leitura um documento quando a porta de sua sala fora aberta e por ela o corpo de um dos guardas da entrada fora atirado.
— O que significa isso?— A voz forte ecoou.
E sua resposta surgiu a sua frente, no formato de belo homem, alto, forte, de olhar vivaz e feições serias entrou segurando sua espada ainda na bainha, seus longos cabelos balançavam de acordo caminhava na direção dos de cabelos vermelhos.
— Eu não acredito. — O Ruivo estava descrente e mantinha as mãos fechadas em punhos. — MILO!
— KAMUS!
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