Luz e Trevas

7 A morte vem montada em um cavalo negro


Notas iniciais
Olá queridos ♥ Saudades de vocês? E vocês sentiram de mim?? Entom estou eu aqui com mais cap. fresquinho saído do forno que vem com mais emoção e a mais uma linda colaboração da Tatsuke ♥ Gente ela escreve bem pra caramba serio, muitos muitos muitos corações e arco iris para ela ♥ Anyway vão lá ler e nos vemos nas notas finais ~tchauuuuuuu ♥

— Já faz mais de 5 dias. Por que não encontramos nada ainda?— Aiolia estava frustrado, desesperado.
—Aiolia, se acalme e vá descansar um pouco.


—Não me peça algo assim! — Gritou Aiolia, logo vendo a surpresa no rosto de Hyoga.


—Desculpe, Hyoga, eu acho… Acho que vou vê-lo um pouco.

Aiolia entrou silenciosamente no quarto e com um aperto no coração pousou os olhos em seu amado. Shun parecia tão frágil e indefeso. Se sentou na cadeira ao lado da cama e de forma carinhosa pegou a mão de Shun.


—Me perdoe, eu prometi te proteger, mas… — Aiolia sentia os olhos marejarem, se viu na obrigação de pedir perdão mesmo que soubesse que ele não ouviria.Sentiu um leve aperto em sua mão, e levantou a cabeça para encontrar os olhos de seu companheiro.


— Aiolia, por quê?

— Shun? — Aiolia não entendeu, os olhos de seu amado estavam começando a marejar.

— Por que, Aiolia? Por que não me protegeu?— Shun perguntou enquanto as lágrimas de tom rubro desciam pelo seu rosto. — Você não me ama? Aiolia despertou em um pulo.

— Aiolia, está tudo bem?— Perguntou Shun preocupado com o estado do companheiro, acordou com o aperto forte que sentiu em sua mão, encontrando Aiolia com uma expressão de medo e os olhos transbordando em lágrimas.
Com um movimento leve, Shun puxou Aiolia para um abraço deixando a cabeça descansar em seu peito magro, fazendo carícias nos cabelos curtos e revoltos, opacos pelos últimos eventos.

—Eu…Me perdoe…

—Não se culpe, por favor Aiolia, não gosto de vê-lo assim, principalmente se eu sou o causador disso.


—Você não é causador de nada. Você é a vítima, eu deveria ter evitado isso.


—Não poderia, eu vi isso acontecer, só não tive certeza até cumprimentar Radamanthys.


—Você viu?


—Foi quando cruzamos com aquela moça quando chegamos, mas era apenas a sensação, mas quando cumprimentei Radamanthys a sensação foi mais forte e vi o reflexo da lâmina e sangue junto a quatro sombras. Acho qAh!— Uma dor aguda no peito o fez perder o ar dos pulmões e apertar com força a mão de Aiolia.


—Shun? —Aiolia se assustou com a palidez que tomou o rosto de Shun.
Sem saber o que fazer Aiolia abraçou seu amado, deixando o menor se encolher em seus braços.


Shun apertava as bandagens sobre o corte como se aquilo pudesse aliviar a sua dor.A dor começou a crescer, sentia como se estivesse preso a uma rocha e ondas de espinhos viessem em sua direção o prensando contra a pedra áspera, e a cada onda a dor aumentava.
Até que não aguentou mais e deixou seus gritos de dor e desespero tomassem o quarto.


Hyoga e Ikki que resolveram ver como o amigo estava se assustaram quando ouviram os gritos do corredor. Correram para o quarto, Ikki abriu a porta se pensar duas vezes.


Aiolia nem deu atenção ao barulho da porta, não sabia o que fazer, seu amor gritava de dor em seus braços e não sabia a causa.


Tomou o rosto de Shun e o levantou, arregalando os olhos assim que viu o rosto do sensitivo. As veias em torno dos olhos e da parte de baixo do queixo junto com o pescoço estavam negras e os olhos de Shun, ah seus lindos olhos, deixavam as lágrimas correrem enquanto um último fio esmeralda era subjugado pelo laranja âmbar assim como os brancos dos olhos se tornavam completamente negros e vazios como o espaço.


Seu desespero só aumentou quando viu as íris virarem para cima até sumirem dentro do crânio e o corpo em seus braços amolecer.

O caos completo estava tomando tudo e a todos, cada ponto daquele mundo, ate mesmo no Reino Sul que era regido pelo Rei de Gelo Kamus.

— Como ousa Milo.— A face normalmente impassível agora tinham uma coloração avermelhada.

— Como ousa você Kamus. — O loiro se pôs a andar de um lado para o outro.— Você deu uma ordem para proibirem minha entrada.

— De fato, e pelo que vejo terei de ser mais incisivo.

— KAMUS! — O ruivo cerrou os olhos diante o grito do outro.— Desculpe-me, mas o que me intriga é o por quê?

— Você se pergunta o por quê? — Kamus não acreditava no que estava ouvindo. — Milo, nos somos reis, pessoas dependem de nos, vidas estão em nossas mãos você não pode simplesmente sair do seu reino e vir aqui.

— Acha que ignoro o meu dever, mas não pelo contrário Senhor Rei do Sul, assim como seu próprio reino prosperou o meu igualmente.— Milo suavizou as expressões.— Mas antes de ser Rei ainda sou um ser de carne e osso Kamus e também sinto… Eu sinto falta de você.

O ruivo massageou as têmporas e respirou profundamente, sempre fora um problema o relacionamento que compartilhavam.

— Mil… — O loiro se aproximou do Ruivo e pegou em suas mãos o interronpendo.

— Eu só desejava lhe ver, minha vinda ate aqui não vai causar nada, não é como alguém fosse atacar meu reino assim que me ausentei ou alguém fosse morrer.

E do lado de fora gritos foram escutados, os dois reis seguiram em direção a grande janela em que se podia ver desde o patio do castelo ate a muralha a tempo de verem criatura que pareciam ser de fumaça negra invadir o corpo dos soltados que protegiam a entrada e os mesmos se voltarem a seus companheiros e os atacarem e rapidamente o caos foi se instalando.

— Milo não diga mais nada.

A morte vinha.


— Eu sinto muito, mas não conseguimos retardar mais o veneno, quanto mais luz ele expulsa mais forte o veneno fica. Fizemos um remédio para aliviar a dor, mas o veneno não deixa fazer efeito como deveria.Se não encontrarmos o antídoto logo… Acho que não haverá como ele sobreviver.— Dohko disse, pediu licença e saiu para continuar a busca.


—Aiolia.— Ikki ficou sem fala ao ver o estado do amigo.


Estavam em um quarto próximo para conversarem, longe de Hyoga que ficara ao lado de um desacordado Shun. Aiolia estava com a cabeça nas mãos, seus ombros tremiam por conta dos soluços que tentava conter.


—Ikki, e se não encontrarmos? Eu não sei o que farei se ele, se ele... — Falava enquanto soluçava.


— Nós não podemos desistir agora. Eu vou voltar a procurar quando se sentir melhor se junte a nós.
Aiolia viu Ikki sair, ficou mais alguns minutos até se sentir mais calmo. Saiu indo em direção ao quarto que dividia com Shun, entrou vendo que o príncipe havia saído.


—Eu juro que vou encontrar a cura e o monstro que fez isso.- Disse enquanto acariciava o rosto pálido, sentindo a pele febril.— Até lá, por favor aguente, só mais um pouco.


—Achei! — Gritou o príncipe do fundo da biblioteca, enquanto trazia um antigo pergaminho amarelo.


Dohko tomou o pergaminho em mãos lendo atentamente, e mostrando uma expressão preocupada. Tão logo terminou de ler saiu para fora da biblioteca instruindo os outros curandeiros.


—O que aconteceu? —Aiolia perguntou preocupado com a presa de Dohko.


—Estávamos enganados, esse veneno é mais terrível do que o pior dos boatos, temos que fazer o ritual imediatamente.

— Como ritual? Não deveria ser um antídoto, apenas uma substância?—Perguntou Hyoga.


— Diferente de vocês, nossas doenças requerem mais do que repouso e medicamentos, dependendo da gravidade rituais são necessários. E nesse caso essa é a nossa única saída.

Notas finais
This is Sparta ... ops waaaaaaaaaaaaaaaaar !! Me empolguei, bom espero que tenham gostado tanto quanto eu ♥ E nos vemos no próximo cap. Não percam.